sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Adeus, calorão da menopausa? A relação comprovada entre beber água e o controle dos fogachos

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa até 2025, fase em que a queda do estrogênio intensifica o ressecamento da pele, altera o funcionamento intestinal e aumenta o risco de desidratação.

O ginecologista Luiz Alberto Sobral, do Grupo Kora Saúde, reforça em entrevista à Agência que “A hidratação é um dos pontos centrais para o bem-estar da mulher na menopausa, porque esse período envolve mudanças hormonais importantes que afetam diretamente a forma como o corpo retém e distribui água”.

<><> Por que a menopausa aumenta o risco de desidratação

Com a diminuição do estrogênio, o corpo perde parte da sua capacidade de manter a hidratação natural.

A pele fica mais fina, menos elástica e mais ressecada; a mucosa se torna mais sensível; e o intestino tende a ficar mais lento.

Essa mudança hormonal também afeta a distribuição de água nos tecidos, deixando o organismo mais dependente da ingestão contínua de líquidos.

<><> Pele, cabelos e unhas

A pele é onde os efeitos aparecem mais rápido: perde brilho, textura e capacidade de barreira.

A hidratação adequada, tanto interna quanto externa, ajuda a recuperar luminosidade, reduzir a sensação de repuxamento e melhorar a proteção natural.

Os cabelos e as unhas, igualmente impactados pela queda hormonal, tendem a ficar mais frágeis, e a hidratação constante também faz diferença.

<><> Saúde íntima

A secura vaginal é uma das queixas mais frequentes da menopausa. Com a queda do estrogênio, a mucosa perde elasticidade e umidade natural, o que pode gerar dor, ardência e desconforto nas relações.

“A hidratação, tanto a ingestão de água quanto o uso de hidratantes vaginais, melhora bastante esse quadro”, afirma o ginecologista. Hidratar o tecido vaginal ajuda a manter a saúde local e reduz inflamação e microfissuras.

O intestino preso é outro sintoma comum. Durante a menopausa, o corpo depende de mais água para manter o bolo fecal macio e facilitar o trânsito intestinal. Beber líquidos ao longo do dia, consumir fibras e praticar atividade física são hábitos que reduzem o desconforto e melhoram o ritmo intestinal.

<><> Regulação térmica e controle do peso

Os fogachos, ondas de calor intensas, estão diretamente ligados à instabilidade térmica do corpo. Um organismo bem hidratado regula melhor a temperatura e responde com menos intensidade aos picos de calor.

A hidratação também auxilia no metabolismo, favorecendo a manutenção do peso e reduzindo o cansaço.

“A hidratação auxilia no controle de peso e na regulação da temperatura corporal, que costuma ficar mais instável por causa dos fogachos”, explica o especialista.

<><> Coração e circulação também sentem a diferença

Após a menopausa, o risco cardiovascular aumenta. A hidratação ajuda a melhorar a fluidez do sangue e a regular a pressão arterial, contribuindo para a saúde circulatória e reduzindo riscos associados à desidratação.

De acordo com Sorbal, hidratar não é só beber água: é um conjunto de cuidados. A hidratação eficiente na menopausa inclui:

•        beber líquidos ao longo do dia,

•        consumir frutas e vegetais ricos em água,

•        usar hidratantes corporais adequados,

•        recorrer a hidratantes vaginais quando orientado,

•        manter alimentação equilibrada e prática de exercícios.

São medidas simples, mas, como reforça Sobral, “fazem uma diferença enorme na qualidade de vida da mulher”.

•        Especialistas afirmam: não existe “nó muscular”, conceito ficou nos anos 1980

Já sentiu uma bolinha endurecida após o treino? Diferente do que muitos pensam, isso não é um nó muscular.

Continua depois da publicidade

O conceito antigo, na verdade, se relaciona com inflamações nos pontos-gatilho miofasciais do corpo humano e só irão embora com um tratamento intenso. Confira o passo a passo abaixo.

<><> O mito do músculo que se enrola sozinho

Muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que estão com um nozinho, mas essa visão é considerada bastante antiquada.

O especialista Hildebrando Vanoni destaca em seu Instagram profissional que o termo cultural apenas atrapalha a compreensão real da fisiologia humana durante o tratamento.

Ele reforça que a origem da tensão está no cérebro, funcionando como um mecanismo de sobrevivência.

Quando o cérebro identifica estresse, sobrecarga ou dor persistente, ele reage aumentando a tensão na região afetada imediatamente.

Dessa maneira, a área fica visivelmente mais rígida, mas nunca realmente embolada como um barbante ou corda.

Essa rigidez serve para evitar que você continue forçando um músculo que já está no seu limite.

Além disso, o estado emocional influencia diretamente como o cérebro gerencia essas respostas de proteção muscular.

Se você está sob pressão constante, seu sistema nervoso pode manter seus músculos em estado de alerta máximo.

Portanto, tratar o “nó” exige olhar para o corpo como um sistema integrado e inteligente que busca segurança.

<><> Como eliminar essa dor então?

O segredo para eliminar essa dor está na modulação do sistema nervoso. Ao aplicar pressão em um ponto dolorido, o profissional não está executando apenas um movimento mecânico repetitivo.

Continua depois da publicidade

Na verdade, ele está enviando novas informações sensoriais para o cérebro do paciente para mudar sua percepção.

Essa pressão estratégica na região compete com o sinal doloroso, reduzindo a sensibilidade de forma muito rápida e eficiente.

Logo depois, o paciente experimenta uma sensação de soltura, como se o músculo estivesse finalmente respirando de novo.

Continua depois da publicidade

Esse efeito é o que chamamos de liberação, um processo que envolve tanto o corpo quanto a mente.

Oferecer uma explicação correta sobre como a descompressão acontece é vital para o sucesso de qualquer terapia física.

Quando o paciente recebe informações precisas, ele deixa de ser um agente passivo e passa a ter autonomia. Com clareza sobre o processo de liberação, fica muito mais fácil manter o corpo saudável e livre de tensões.

 

Fonte: NSC Total

 

Nenhum comentário: