Os
indícios da atuação de Jeffrey Epstein no Brasil
Os
milhões de novos documentos sobre o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, divulgados na
última sexta-feira, 30/01, dão indícios sobre uma possível atuação e interesses
que o empresário tinha no Brasil.
Os
documentos citam depoimento que afirma que ele teria uma conexão no Brasil com
uma "agente", que conseguia garotas menores de idade quando ele
estava no país a trabalho.
Mencionam
também que ao menos quatro garotas brasileiras, inclusive adolescentes, teriam
sido levadas para ele em uma festa, em uma de suas casas, nos Estados Unidos —
a BBC News Brasil mostrou, em dezembro, que uma das vítimas de Epstein disse que ao menos 50 brasileiras
estiveram em sua mansão.
Há
ainda conversas em emails sobre uma ideia de criar um concurso de beleza para
atrair garotas jovens no Brasil e o interesse em adquirir uma revista de moda
para atrair modelos.
Ao
todo, a BBC News Brasil identificou cerca de 4 mil menções ao país em
documentos até o momento, incluindo trocas de emails e mensagens de Epstein com
amigos e auxiliares, identificadores em fotos e notícias sobre o país.
A
reportagem mostrou nos últimos dias, por exemplo, elogios ao
ex-presidente Bolsonaro e menções a Lula.
Ser
mencionado ou ter sua imagem incluída nos arquivos divulgados pelo governo
americano não implica, necessariamente, um delito.
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A 'agente mãe' no Brasil
Um
depoimento feito à Justiça da Flórida em junho de 2010, que está entre os
documentos divulgados pelo governo americano, afirma que Jeffrey Epstein fazia
viagens ao Brasil para falar com clientes e que, quando estava no país, possuía
contato com uma mulher que lhe fornecia garotas para prostituição, inclusive
menores de idade.
O nome
da pessoa que traz as informações é tarjado, mas ela diz, ao longo do
depoimento, que trabalhou para Jean-Luc Brunel, ex-agente de
modelos francês e conhecido parceiro de Epstein.
Brunel
foi acusado de ter traficado mulheres e foi encontrado morto na prisão em
Paris, na França, em 2022. Estava detido desde o início de uma investigação
formal, após ser acusado de assédio sexual e estupro contra jovens com idades
entre 15 e 18 anos na França. Ele negava as acusações.
A
ex-funcionária da agência de modelos alegou no depoimento que a companhia não
dava lucro, que era sustentada com apoio de Epstein e que acreditava que o
financista só tinha interesse em se envolver com a empresa por causa das
meninas, inclusive menores.
No
depoimento ela cita que quatro garotas do Brasil foram levadas por Brunel à
casa de Epstein para uma festa e que ao menos duas delas eram menores de idade,
entre 13 e 15 anos.
Segundo
esse depoimento, era Epstein quem pagava pelos vistos para que as meninas
pudessem entrar nos EUA.
As
garotas teriam sido apresentadas a Brunel por uma "amiga muito boa"
dele no Brasil, chamada de "agente mãe" (mother agent, no
original). O nome dela não é citado.
O
documento com o relato também cita que Brunel tinha contato com uma mulher que
conseguia prostitutas para ele e Epstein no Brasil "quando
precisasse".
A
testemunha diz ainda que seria difícil conseguir informações no Brasil e sugere
que poderia haver pagamentos por silêncio.
"Cinco
mil dólares no Brasil é muito dinheiro. Dá pra comprar uma casa."
E
continua, em outro trecho: "Jeffrey Epstein tem todo o dinheiro que tem,
ele podia calar todo mundo".
As
visitas de Jean-Luc Brunel ao Brasil são conhecidas. Diversas reportagens
publicadas nos últimos meses, inclusive pela BBC News Brasil, mostram que ele
esteve no país em busca de modelos.
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Discussão em e-mails sobre criar um concurso de modelos 'caipiras' no Brasil
para atrair garotas jovens
Em
outra troca de e-mail, em 2016, Epstein discute com outra pessoa a ideia de
comprar uma agência de modelos no Brasil.
"Não
tenho certeza se isso seria viável sem alguém lá para gerenciar que você possa
confiar 100%, mas estou passando, caso você esteja interessado", diz o
interlocutor.
Em
outra mensagem, ele afirma: "Não tenho certeza se você quer ser dono de
100% de qualquer agência, a não ser que você encontre algum outro incentivo
para manter as principais pessoas que estão lá gerenciando o negócio. Estou
presumindo que você está mais interessado no acesso às...[emoji de uma
garota loira]"
O
remetente cita ainda a possibilidade de se fazer uma competição para modelos no
Brasil.
"Isso
envolveria pagar ao organizador e, então, ele encontraria patrocinadores e eles
vasculhariam o país em busca de modelos em potencial. Você estaria interessado
nisso? Dessa forma, você conseguiria garotas mais jovens e menos cansadas da
indústria da moda. Rostos novos, basicamente. Então, essa é outra opção."
O
concurso envolveria milhares de garotas e um investimento de US$ 500 mil.
"Eles
basicamente vasculham o país e muitas garotas aparecem. Foi assim que eles
descobriram a maioria das principais modelos brasileiras que fizeram sucesso em
Nova York."
Segundo
esta mensagem enviada a Epstein, "isso implicaria ter acesso a todas as
garotas, com as quais você poderia decidir o que fazer."
O
interlocutor afirma então: "Você poderia basicamente levar essas garotas
para qualquer lugar nos EUA (há uma agência brasileira que cuida dos vistos
para os EUA), ou para Paris ou o Caribe."
Ao
voltar a falar sobre a opção de adquirir uma dessas agências, ele pondera:
"Seria
um bom investimento se você quisesse construir uma marca já estabelecida e, é
claro, muitas oportunidades de conhecer modelos. Mas acho que não é o mesmo
acesso direto que o concurso, onde as garotas são na maioria caipiras e não
modelos experientes."
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O interesse em comprar uma revista de moda no Brasil para atrair mulheres
Outra
conversa que se estendeu por uma série de e-mails, em agosto de 2016, tratava
do interesse de um parceiro de Epstein em comprar uma revista de moda com ele
no Brasil.
"Uma
revista de moda brasileira está à venda. Se conseguirmos comprá-la por um preço
baixo, você gostaria de comprá-la conosco? Todos os castings podem ser feitos
em Nova York, então você poderia facilmente ter de 20 a 30 garotas tentando a
capa todos os meses. É só uma ideia..."
A
ideia, segundo as conversas, seria usar a publicação para atrair modelos.
Epstein
demonstra interesse inicial e o homem vai buscar mais informações. A conversa
mostra que ele teria pensado em fazer uma oferta de US$ 200 mil por 25% das
ações da revista.
A
negociação teria esfriado em dezembro, quando surge a dúvida sobre se o negócio
daria prejuízo. "Fique longe", sugeriu Epstein, segundo as mensagens.
O homem
então lamenta.
"Grrrrr...
pense em todas as garotas que eu teria... ok, vou deixar passar... talvez só
compre o Brasil por algumas centenas de milhares; isso garantirá um fluxo
constante de mulheres." (o termo exato usado é mais explícito).
Em
outra conversa, em 2017, esse mesmo homem diz a Epstein que conseguiu um acordo
melhor: ao invés de comprar a revista, ele teria supostamente pago um editor da
revista ("I have the local Brazilian publisher in my pocket").
"Então,
sempre que quero que eles fotografem uma garota, eu simplesmente dou a ele
alguns milhares. É muito mais barato assim... não ia dar lucro mesmo",
disse, segundo as mensagens que aparecem nos arquivos divulgados pelo governo
americano.
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'Você se considera o demônio em pessoa?': a entrevista
inédita com Epstein, que faz parte dos milhões de arquivos divulgados
Imagens
recentemente divulgadas nos EUA mostram o bilionário Jeffrey Epstein — criminoso sexual condenado e morto em 2019 —
sorrindo em uma entrevista e respondendo: "Tenho um bom espelho",
quando questionado se ele se considerava "o demônio em pessoa".
O vídeo
completo, com quase duas horas de duração, mostra Epstein respondendo a
perguntas de um entrevistador.
Não foi
revelado quem fez as perguntas, nem quando ou por que a gravação foi feita.
O
Departamento de Justiça dos EUA divulgou na semana passada milhões de
novos arquivos relacionados a Epstein — a maior liberação de documentos feita
pelo governo desde que uma lei do ano passado passou a obrigar o acesso público
ao material.
Três
milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos foram disponibilizados ao
público no final de janeiro.
"Por
que você diria isso?", pergunta Epstein ao entrevistador desconhecido, que
responde: "Porque você tem todos os atributos. Você é incrivelmente
inteligente".
"O
diabo é inteligente?", rebate Epstein.
"O
diabo é brilhante", diz seu interlocutor.
Em um
trecho, Epstein também é questionado sobre sua riqueza e perguntado se seu
dinheiro é "sujo".
"Não,
não é", responde ele. Quando perguntado por que não é, o financista
condenado responde: "Porque eu ganhei esse dinheiro".
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'A ética é uma questão complexa'
"Mas
você ganhou isso aconselhando as piores pessoas do mundo, certo? Pessoas que
fazem coisas terríveis só para ganhar mais dinheiro", rebateu o
entrevistador.
"Ética
é sempre uma questão complexa", respondeu Epstein, antes de afirmar que
doou dinheiro para "ajudar a erradicar a poliomielite no Paquistão e na
Índia".
Mais
tarde, o entrevistador perguntou se ele era um "predador sexual de Classe
Três".
"Nível
1… Sou o mais baixo", respondeu Epstein.
"Mas
um criminoso?", perguntou o entrevistador.
"Sim",
concordou Epstein.
O vídeo
é um dos milhões de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Muitos
deles contêm trechos censurados. A lei exige que as censuras sejam feitas
apenas para proteger as vítimas ou informações sob investigação. Também exige
um resumo do que foi censurado e sua base legal.
Epstein
morreu em agosto de 2019 na prisão enquanto aguardava julgamento por acusações
em um caso de tráfico sexual.
Em
2008, Epstein fez um acordo judicial com promotores na Flórida, depois que os
pais de uma menina de 14 anos disseram à polícia que ele havia abusado
sexualmente de sua filha em Palm Beach.
Fotos
de meninas foram encontradas em diversas partes da casa de Epstein, e ele foi
condenado por aliciar uma menor para prostituição, sendo registrado como
agressor sexual. Ele escapou de uma longa pena de prisão graças a um acordo com
na Justiça.
Os
arquivos também detalham o período de Jeffrey Epstein na prisão — incluindo um
laudo psicológico — e sua morte enquanto estava encarcerado, juntamente com
registros da investigação sobre Ghislaine Maxwell, assistente de Epstein que
foi condenada por ajudá-lo a traficar menores de idade.
Há
também e-mails entre Epstein e figuras proeminentes da elite.
Muitos
dos e-mails e documentos são de mais de uma década atrás, evidenciando os
relacionamentos de Epstein com outras pessoas durante seus problemas com a
Justiça.
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Nunca se esqueçam dos cúmplices poderosos que sabiam dos
crimes de Epstein e mesmo assim o ajudaram. Por Marina Hyde
Como
muitas mulheres, eu me importo vagamente com a recente implosão política de Peter Mandelson – mas acho que
estamos todas muito mais obcecadas com o fato de que realmente existiu uma rede
de homens incrivelmente famosos e poderosos tentando ajudar um ex-presidiário a
minimizar e encobrir seus crimes sexuais contra menores. Concordam, meninas?
Claro, estou chorando muito porque um assessor de Gordon Brown teve seu
memorando de venda de ativos encaminhado em 2009… mas,
ao mesmo tempo, estou muito mais preocupada com o próprio Bilderberg do Sexo.
Do qual, mesmo agora, nossos olhos parecem ser convenientemente desviados.
Podemos mudar o foco?
Estamos
falando, naturalmente, dos arquivos de Jeffrey Epstein. Desde que o último
lote foi divulgado , tenho
compilado os e-mails de homens extremamente famosos que buscaram ativamente
ajudar o traficante sexual de menores, já falecido, a trivializar seus crimes
nos anos após sua libertação da prisão em 2009. Richard Branson, Noam
Chomsky, Steve Bannon , Mandelson,
Andrew (obviamente) – todos esses homens oferecem conselhos estratégicos,
treinamento de mídia ou solidariedade amigável. Ou, no caso de Chomsky, tudo
isso mais uma crítica superficial à noção de vitimização feminina. De acordo
com um texto assinado com seu primeiro nome, enviado por Epstein a um advogado
e um assessor de imprensa em fevereiro de 2019, meses depois de o Miami Herald
ter publicado uma série de artigos explosivos expondo a
dimensão dos abusos sexuais em série de menores cometidos por Epstein e a
perversão da justiça que os acobertou, Chomsky zombou da “histeria que
se desenvolveu em torno do abuso de mulheres”. Nossa. Esqueçam "A
Fabricação do Consentimento" – leiam "Não Ligar para o
Consentimento". Pensei que Chomsky se importasse com o poder e as elites
exploradoras? Mesmo assim, bela foto dele dando risada com Steve Bannon.
Vamos
passar para Richard Branson. Aqui está o Empresário Mais Amado da Grã-Bretanha™
em 2013, começando por dizer a Epstein : “Adoraria
vê-lo. Contanto que traga seu harém!” (O Grupo Virgin esclareceu que “harém” se
referia a três membros adultos da equipe de Epstein e afirmou que Branson não
teria usado o termo nem entrado em contato se soubesse de todos os fatos. Mais
detalhes sobre os fatos completos que ele deveria ter conhecido em breve.)
Depois, ele ajuda Jeffrey a minimizar seus crimes sexuais , três anos
depois de ter cumprido sua pena. "Acho que se Bill Gates estivesse
disposto a dizer que você foi um conselheiro brilhante para ele, que você
cometeu um deslize há muitos anos ao dormir com uma mulher de 17 anos e
meio..." – sua sentença foi por aliciar garotas de até 14 anos para
prostituição , Richard, mas continue – "...e não fez nada ilegal desde
então, e sim, como solteiro, você parece ter uma queda por mulheres. Mas não há
nada de errado nisso." Obrigado, Senhor Simpático!
Sabe,
quase todas as vezes que escrevi sobre Richard Branson ao longo dos anos, ele
ou algum de seus lacaios escreveu para o Guardian reclamando, e muitas vezes a carta foi publicada . Desta vez,
estou implorando para que ele entre em contato. Vamos lá, Richard – escreva e
nos diga por que você não se deu ao trabalho de pesquisar no Google por que seu
amigo, com os melhores advogados do mundo, ainda recebeu uma sentença de 18 meses
de prisão e, na época daquele e-mail, já havia feito acordos em vários
processos civis amplamente divulgados movidos contra ele por vítimas? Vou
reservar um espaço para você na página de cartas.
Há
tantos figurões no círculo de Epstein que poderíamos estar a poucas horas de
ver o completamente ausente Jeff Bezos lançando uma hashtag:
#nemtodososbilionários. Hoje em dia, o que acontece com os muitos, muitos
amigos poderosos de Epstein é que, se por acaso eles revelam seu envolvimento
nos arquivos – e o quão assustadoramente silenciosos eles estão sendo – tendem
a dizer que não faziam ideia dos crimes dele. E, no entanto, se um dos seus
amigos ou um dos meus amigos fosse preso por um ano, mesmo que nos dissessem
que foi um grande engano ou uma pequena dificuldade local, nós pesquisaríamos
no Google do que se tratava, certo? Então imagine ser tão experiente quanto
Richard Branson, Elon Musk, Peter Mandelson, Steve Bannon ou Bill Gates e achar
que um bilionário com advogados de bilionários no maleável sistema judiciário
americano acaba na cadeia na Flórida por causa de alguma armação. Me poupe.
Todos esses homens sabem que o mundo não funciona assim – e não sabiam neste
caso, já que Epstein recebeu um acordo judicial secreto incrivelmente
controverso .
A única
pessoa que consigo imaginar sendo tão estúpida a ponto de não usar um mecanismo
de busca foi Andrew Mountbatten-Windsor. Mas, pensando bem, ele sabia o que
tinha acontecido "de outras maneiras". Não há espaço hoje para expor
ainda mais as mentiras descaradas de Andrew sobre ter cortado relações com Epstein , presentes nos
documentos mais recentes divulgados. O fato é que todos eles sabiam pelo que
Epstein foi preso. Eles ignoraram. Como evidenciado pela associação contínua
deles com ele, isso não era nem de longe um grande problema para eles.
O que
também é assustador é imaginar como esses caras conversavam se esse tipo de
coisa eles estavam dispostos a registrar por e-mail. "Me mande um número
para ligar", diz Epstein ao produtor de cinema e
co-proprietário do New York Giants, Steve Tisch, em um trecho de uma conversa
sobre "garotas de programa": "Não gosto de registros dessas
conversas". Sabemos que Bill Gates era muito próximo de Epstein, mas não
parece (até agora, nos arquivos divulgados) ter registrado essa camaradagem por
e-mail. Talvez ele também tenha achado mais prudente conversar por
telefone. Em outras notícias, Ghislaine Maxwell comparecerá perante o Congresso na próxima semana , onde talvez
ela explique melhor sua recente alegação de que quatro
cúmplices e 25 homens fizeram "acordos secretos" relacionados ao caso
Epstein, mas não foram indiciados.
Mas
muitos silêncios permanecem ensurdecedores. É como disse JD Vance,
vice-presidente de postagens sem sentido, em 2021: “Lembram quando descobrimos
que nossas pessoas mais ricas e poderosas estavam ligadas a um cara que
comandava uma rede de tráfico sexual infantil? E aí esse cara morreu
misteriosamente na prisão? E agora simplesmente não falamos mais sobre isso.”
Ele estava em pé de guerra naquela época. “Se você é jornalista e não está
fazendo perguntas sobre esse caso, deveria ter vergonha. Qual é o seu
propósito?” Hum. Como jornalista que vem fazendo perguntas sobre esse caso há
pelo menos 11 anos: quem não está falando sobre isso agora, JD? Embora
obviamente não esteja envolvido, Vance está em posição de esclarecer muito mais
do que já foi esclarecido. Então tire suas próprias conclusões sobre qual
propósito ele está servindo.
No fim,
todos eles traem as mulheres. Então, mais uma vez, a responsabilidade recai
sobre as vítimas. Vinte sobreviventes de Epstein divulgaram recentemente uma
declaração afirmando
que informações sobre elas foram incluídas no último arquivo divulgado,
“enquanto os homens que abusaram de nós permanecem escondidos e protegidos”.
Esse é o lado sombrio da questão – e mesmo assim, estamos olhando para o lado
errado. Ouço comentários frenéticos sobre o que isso significa para Keir
Starmer, para Fergie, para o título de nobreza de Mandelson, e por aí vai. Mas
e a pergunta mais importante e sombria de todas: o que significa para mulheres
e meninas poderem ver claramente que vivemos em um mundo onde muitos dos homens
mais ricos e poderosos do mundo simplesmente não se importam o suficiente
com a exploração que sofrem? Ou pior.
Fonte:
BBC News Brasil/The Guardian

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