Enem
pode transformar o futuro de milhões de jovens pelo Brasil
O Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) é mais do que a principal porta de entrada para
o ensino superior no Brasil. É também uma oportunidade de mudança de vida. É
assim desde 1998, quando o exame foi criado pelo Ministério da Educação (MEC).
De lá para cá, diversos jovens, famílias e comunidades foram impactados pelo
poder da educação.
Participante
da primeira edição, o hoje professor Paulo Almeida lembra com carinho da época
de estudante: “Ao se sair bem no Enem, tínhamos a certeza de que estávamos indo
para o caminho certo”. Ele reforça que é fundamental manter a rotina de
estudos, mas também cuidar do psicológico para poder fazer uma boa prova.
“Hoje, como professor, percebo que temos uma inclusão muito grande na sala de
aula de alunos que têm acesso ao ensino superior por conta dessa avaliação tão
importante”, conta.
Foi com
o Enem que Sabrina da Silva venceu a luta pela inclusão na educação superior.
Caçula de sete irmãos, filha de uma empregada doméstica e um lavrador do
interior do Maranhão, sempre estudou em escola pública e sequer conhecia o
exame. Mas foi com a nota do Enem que ela conseguiu entrar para o curso de
medicina na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
“No
interior, a gente nem ouvia falar sobre o Enem, parecia até que isso não me
pertencia. Mas sempre gostei de estudar e tinha grandes sonhos. Em São Luís,
fiz três anos de cursinho, nunca desisti. Quando ouvi meu nome no rádio, foi o
momento em que minha vida mudou. Sou a primeira da minha família a cursar
ensino superior em uma universidade pública”, celebra. O vídeo do momento em
que recebeu a notícia da aprovação viralizou nas redes sociais em 2023. Neste
ano, a estudante estrelou a campanha do Enem, ao lado do influenciador Gil do
Vigor.
Realizado
pelo MEC, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), o exame avalia o desempenho escolar dos estudantes ao
término da educação básica e fornece notas que podem ser usadas no Sistema de
Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) e no
Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições
de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar
estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os
resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos
seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para
aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos
estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Nesta
edição, foram contabilizados 4.811.338 inscritos confirmados em todo o Brasil.
Em comparação com 2022, o aumento no número das inscrições foi de 38% e, em
relação a 2024, 11,22%.
Provas
A
aplicação das provas do Enem será nos dias 9 e 16 de novembro nas 27 unidades
da Federação. De forma excepcional, o exame será aplicado em 30 de novembro e 7
de dezembro nas seguintes cidades do Pará: Belém, Ananindeua e Marituba. A
medida visa atender os públicos desses municípios, em virtude da realização da
30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que
ocorrerá na capital paraense no período da aplicação regular do exame.
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Certificação
Na
edição de 2025, o Enem voltará a certificar a conclusão do ensino médio ou a
proficiência parcial de estudantes maiores de 18 anos. Os participantes que
desejem utilizar o exame para esses fins devem indicar a opção no ato da
inscrição.
É
necessário atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento
e de 500 pontos na redação para adquirir o direito ao certificado ou à
declaração parcial de proficiência, por meio do Enem.
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Pé-de-Meia
O
programa Pé-de-Meia prevê uma parcela bônus de R$ 200 para os estudantes do
último ano do ensino médio que realizarem os dois dias de provas do Enem 2025.
O pagamento será feito após a conclusão dessa etapa educacional. Todos os
participantes do Pé-de-Meia têm direito à isenção da taxa de inscrição do Enem
2025.
• Mais de 4,8 milhões de inscritos
confirmados para o Enem 2025
Foram
contabilizados 4.811.338 inscritos confirmados para o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) 2025 em todo o Brasil. Os números sobre o exame foram divulgados
nesta quarta-feira, 23 de julho. “O balanço consolidado de inscrições do Enem
confirma um aumento de 38% em relação a 2022”, afirma o ministro da Educação,
Camilo Santana. Em comparação com 2024, o aumento no número das inscrições foi
de 11,22%.
Uma
novidade desta edição foi a inscrição pré-preenchida de 1.915.634 estudantes
concluintes do ensino médio da rede pública. Desse total, 1.390.815 confirmaram
a inscrição no exame (72,6%). Os dados correspondem ao balanço realizado pelo
Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Do
total de inscritos, 3.049.710 são isentos e 1.761.628, pagantes. Além disso,
98.558 participantes utilizarão o exame para a certificação de conclusão do
ensino médio e a declaração parcial de proficiência na etapa de ensino,
iniciativa retomada nesta edição.
O
balanço também mostra que o estado de São Paulo (751.648) foi o que registrou o
maior número de inscritos no Enem 2025. Em seguida, estão Minas Gerais
(464.994) e Bahia (428.019).
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Confira o número de inscritos por unidade da Federação:
UF Inscritos
Acre 28.962
Alagoas
96.488
Amapá 33.193
Amazonas
110.842
Bahia 428.019
Ceará 275.937
Distrito
Federal 82.975
Espírito
Santo 85.920
Goiás 166.761
Maranhão
211.383
Mato
Grosso 80.429
Mato
Grosso do Sul 57.941
Minas
Gerais 464.994
Pará 289.392
Paraíba
142.050
Paraná 195.870
Pernambuco
272.299
Piauí 120.040
Rio de
Janeiro 329.001
Rio
Grande do Norte 113.229
Rio
Grande do Sul 186.541
Rondônia
46.801
Roraima
14.162
Santa
Catarina 110.465
São
Paulo 751.648
Sergipe
78.344
Tocantins
37.652
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Orientações
O
portal do Inep conta com uma página em que é possível encontrar as principais
orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às
perguntas frequentes acerca do exame. Com isso, os interessados podem conferir
os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
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Enem
O Exame
Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término
da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem
tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por
meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para
Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições
de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar
estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os
resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos
seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para
aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos
estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
• Resolução institui diretrizes para
educação em tempo integral
O
Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Câmara de Educação Básica
(CEB), publicou nesta segunda-feira, 4 de agosto, a Resolução CNE/CEB nº
7/2025, que institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação
Integral em Tempo Integral na Educação Básica. O documento orientará os
sistemas de ensino e as escolas públicas e privadas na implantação, no
acompanhamento e na avaliação da oferta de jornada escolar em tempo integral
com equidade, orientada pela concepção e prática da educação integral.
Para
formular a norma, o CNE – órgão colegiado de participação social do Ministério
da Educação (MEC) – instituiu uma Comissão de Educação Integral, presidida pelo
conselheiro Heleno Araújo. A relatora foi a conselheira Maria do Pilar Lacerda.
“Pela
primeira vez na história deste país, nós temos uma norma nacional que define
diretrizes para assegurar a qualidade e a equidade na educação integral”,
afirma Alexsandro Santos, diretor de Políticas e Diretrizes da Educação
Integral Básica. “Essa norma foi construída com ampla participação social e com
a colaboração dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, juntamente com
seus conselhos de educação. Atualizamos nessa resolução os sonhos e as utopias
de longa duração que temos em torno da potência transformadora da educação
integral e, agora, vamos trabalhar intensamente por sua implementação em cada
rede de ensino do Brasil", explicou.
O texto
aborda aspectos de acesso; permanência; participação e condições de
aprendizagem; desenvolvimento integral; diversidade étnico-racial e
sociocultural; gestão dos sistemas de ensino e das instituições de ensino.
Aborda, ainda, o cuidar, o educar, o território, a comunidade, ações
intersetoriais, além da organização curricular, práticas pedagógicas, gestão
democrática e formação de profissionais da educação na perspectiva da educação
integral.
As
orientações aprovadas pelo CNE começaram a ser debatidas em 2023, por meio de
um Ciclo de Seminários do Programa Escola em Tempo Integral, realizados nas
cinco regiões do país. Posteriormente, nota técnica construída com
especialistas do tema vinculados às universidades federais das cinco regiões
sistematizou a ouvidoria e foi apresentada pela SEB ao Conselho Nacional de
Educação.
Neste
ano, o CNE promoveu uma audiência e uma consulta pública sobre a minuta das
Diretrizes Operacionais. A audiência ocorreu de forma virtual no dia 25 de
fevereiro e contou com a participação de quase 3 mil pessoas.
Foram
ouvidos especialistas das Secretaria de Educação Básica (SEB), da Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) e das
seguintes instituições: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE); Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação
(Foncede); União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme);
Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); Conselho Nacional de
Secretários de Educação das Capitais (Consec); União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação (Undime); Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
Centro de Referências em Educação Integral; Departamento de Educação Escolar
Indígena, Coalizão Negra por Direitos, Geledés; Instituto da Mulher Negra;
Escola Democrática de Niterói, além de universidades e centros de
pesquisa.
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Consulta
Ao
longo do mês de março, o documento formulado a partir das audiências foi
submetido à consulta pública, por meio de um edital de chamamento do CNE. Foram
recebidas contribuições de secretarias de educação, instituições de ensino,
universidades e organizações pela página de participação social do MEC. A
iniciativa recebeu 204 contribuições de todo o país com destaque aos estados do
Paraná (19,1%), São Paulo (15,7%), Rio de Janeiro (11,8%), Bahia (7,4%) e Pará
(7,4%).
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Tempo Integral
O Programa
Escola em Tempo Integral (ETI) é uma estratégia elaborada para induzir a
criação de matrículas em tempo integral em todas as etapas e as modalidades da
educação básica. Ele é coordenado pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do
MEC e tem a finalidade de viabilizar o cumprimento da Meta 6 do Plano Nacional
de Educação (PNE) 2014-2024 (Lei nº 13.005/2014), política de Estado construída
pela sociedade e aprovada pelo parlamento brasileiro.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

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