Jeferson
Miola: Assim como ”um tigre não pode se “destigrar”’, a Globo nunca vai mudar
sua natureza golpista
O
pedido de desculpas lido hoje, 23/3, pela jornalista Andreia Sadi na Globo News
não encerra o caso, cujos danos já produzidos à imagem do presidente Lula e do
PT são irreparáveis e inestimáveis.
A
jornalista começou a leitura do comunicado dizendo que “na sexta-feira [20/3]
exibimos uma arte com o objetivo de apresentar as conexões de Daniel Vorcaro
com políticos e acessos relevantes. […] No entanto, o material estava errado e
incompleto, e também não deixou claro o critério usado para a seleção das
informações”.
Sadi
não se desculpou pessoalmente com nenhuma pessoa afixada no quadro, nem mesmo
com o presidente Lula, colocado no powerpoint da Globo como um delinquente do
topo da rede de conexões do esquema mafioso.
A
apresentadora apenas mencionou genericamente que “o conteúdo acabou misturando
contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação
contratual ou pessoal”.
A
candura deste texto lido pela jornalista contrasta com a acusação assertiva e
incriminadora da apresentação feita no programa do dia 20 de março.
Naquela
ocasião, Andreia Sadi começou a apresentação do “corruptograma” Master com um
tom acusatório, dizendo que “a gente vai colocar todo um telão pra vocês de
personagens que já apareceram de uma forma ou de outra nessa teia do caso
Master e também com ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro”.
Na
apresentação da “arte” em 20 de março, Sadi anunciou com indisfarçável
insinuação que “a gente já viu o presidente Lula citado em mensagens do Vorcaro
de dezembro de 2024 sobre o encontro que aconteceu fora da agenda oficial lá em
Brasília”. Em tom de escândalo, disse que “isso veio a público, foi uma
revelação da imprensa”.
Enquanto
para o pedido de desculpas a Globo dedicou 1 minuto e 10 segundos, na sessão de
apresentação do powerpoint consumiu 13 minutos e 33 segundos.
O
filósofo, ensaísta e jornalista espanhol José Ortega y Gasset [1883/1955]
escreveu que “um tigre não pode deixar de ser tigre, não pode destigrar-se”,
porque é da essência do tigre ser um tigre.
De
igual modo, como na metáfora de Ortega y Gasset, pode-se dizer que a Globo não
vai deixar de ser a Globo que conhecemos, porque é da natureza e da essência da
Globo ser um órgão de imprensa conspirador e anti-povo, anti-Lula, anti-PT.
Com o
episódio, a Globo não mudará de postura e não desistirá da prática de
jornalismo de guerra e da estratégia de vincular Lula ao escândalo Master para
detonar sua reeleição.
Diante
de “um material errado e incompleto”, imprestável do ponto de vista
jornalístico devido à natureza claramente difamatória, a Globo tem a obrigação
jurídica de requerer ao judiciário que proíba o uso deste material com conteúdo
criminoso, que já circula em profusão nas redes bolsonaristas.
A Globo
somente se desculpou, o que é raro na história deste grupo de mídia, porque
houve uma reação implacável da mídia contra-hegemônica e, seguramente, também
uma cobrança do governo.
Caso
contrário, estaríamos aguardando a versão 3.0 do powerpoint contra Lula.
Em
qualquer outro país sério, a conduta criminosa do grupo Globo levaria à
cassação desta concessão pública.
• Globo e BR criminosas: atacar já
monopólio da distribuição e da informação em nome do interesse público
Dois
grandes monopólios amarram a soberania nacional, colocando-a como mera
expressão vazia, enquanto não forem removidos: 1 - o da distribuição de
combustíveis, hoje em mãos privadas e 2 - o da informação, com o domínio quase
absoluto exercitado pela Rede Globo.
É
inadmissível o que a Globo fez com Lula, na última semana, no contexto
democrático: a empresa convocou seus porta-vozes, liderados por Andrea Sadi e
Cia Ltda, no programa Studio I, na sexta feira, 20, para apresentar um
powerpoint, totalmente, inverídico, apontando os aliados principais do
banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, na corrupção financeira mais grave
da história brasileira.
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Lá está
em destaque o presidente Lula, como se fosse no governo dele que o caso se deu
e não no de Bolsonaro; alinhando-se ao presidente, os personagens de direita e ultradireita do espectro
político nacional, justamente, aqueles, cujo objetivo no momento eleitoral é
detonar o titular do Planalto, situaddo à esquerda e ao centro democráticos.
Repeteco
descarado da história da Operação Lavajato, construída para detonar a
candidatura Lula em 2018 e levá-lo à prisão por 580 dias, a fim de deixar o
caminho livre para o triunfo bolsonarista.
Claramente,
o oligopólio midiático global e seus inocentes paus mandados se mostraram
desassombradamente de que lado estão na disputa presidencial em outubro,
manejando as cartas, para desgastar o adversário eleito pela emissora, o
presidente.
Jornalismo
de araque!
É de se
perguntar: por que a Globo, que recebe as verbas mais polpudas na distribuição
dos recursos para divulgação da publicidade oficial, volta-se, com toda a
violência e mentira, exercendo o monopólio da informação contra o governo
progressista?
Não é
de se questionar tal monopólio em nome da democratização dos meios de
comunicação, para dar vez e voz às emissoras concorrentes que se propõem a
trabalhar de forma relativamente neutra ou honesta, no tratamento da informação
e não da sua descarada manipulação?
DESASTRE
DO MONOPÓLIO/OLIGOPÓLIO
A
sociedade brasileira, nesse momento, está percebendo o desastre da manipulação
exercitada pelo setor privado que comprou na bacia das almas a Distribuidora
BR, para controlar o mercado de derivados de petróleo, aproveitando os fatores
da guerra.
Estão
deitando e rolando neste país continente, onde a fiscalização é falha, porque
dominada pelo dinheiro da corrupção que compra tudo no facilitário.
Enquanto
a Petrobrás exercia a distribuição dos derivados, dividindo essa tarefa com as
distribuidoras privadas, o consumidor era favorecido.
Se o
setor privado decidia elevar, além da conta, os preços, a BR, então
estatal, entrava em cena, aumentando a
oferta, jogando o preço prá baixo.
Quem
continuasse com os preços altos, perdia a freguesia.
O
mesmo, teoricamente, deve ser feito com a comunicação: se a Globo, adversária
do governo, recebe, inexplicavelmente, a maior parcela do Leão, na publicidade,
não seria justo a democratização da informação por meio da distribuição
equitativa das verbas para outras emissoras, a fim de que a honestidade se
transparecesse no noticiário diário?
A Globo
só vai parar com sua política claramente fascista de mentir e manipular, se
sentir a dor no bolso da perda da verba publicitária.
Enquanto
o governo tiver pagando para apanhar, como é o caso da administração atual, o
couro vai comer, cada vez com mais violência.
Atacar
o oligopólio da informação e da distribuição é um imperativo categórico da
democracia em nome do interesse público.
• Lula diz que privatização da BR
Distribuidora tirou do Brasil instrumento para conter alta dos combustíveis
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou
em Betim (MG), que a privatização da BR Distribuidora retirou do Brasil
um instrumento decisivo para conter a alta dos preços dos combustíveis ao
consumidor. A declaração foi feita durante cerimônia de anúncio de novos
investimentos da Petrobras na Refinaria Gabriel Passos (Regap). As informações
foram publicadas originalmente pela Agência Gov, com informações do Planalto.
Ao
comentar o impacto da venda do controle acionário da BR Distribuidora,
concluída em julho de 2019, Lula sustentou que o País perdeu capacidade de
fazer com que a política de preços da Petrobras chegasse de fato aos postos.
"Se a BR Distribuidora estivesse na nossa mão, haveria a garantia de que o
preço da Petrobras chegaria na bomba, para o consumidor. O preço do etanol, da
gasolina ou do diesel. Agora, ganha o distribuidor [privado] e o consumidor
fica chupando o dedo", disse o presidente.
A fala
foi feita no contexto do anúncio de R$ 3,8 bilhões em investimentos para
ampliação da produção da Regap, unidade estratégica da Petrobras em Minas
Gerais. No estado, o plano total de investimentos da companhia prevê R$ 9
bilhões. O pacote, segundo o governo e a estatal, deverá reforçar a capacidade
de refino, estimular a transição energética e gerar empregos.
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Crítica à privatização e defesa do papel estatal
O
discurso de Lula retomou uma crítica central de seu governo à política de
desestatização adotada na área de energia em administrações anteriores. Para o
presidente, o argumento de que empresas públicas não seriam rentáveis não se
sustenta diante da realidade do setor.
"Se
não fosse rentável, empresário algum ia comprar", afirmou Lula, ao
defender a presença do Estado em segmentos estratégicos da economia. Ele também
ressaltou que a Petrobras liderou, no ano passado, a lista das empresas mais
rentáveis do Brasil, entre públicas e privadas.
A
crítica à venda da BR Distribuidora também foi reforçada pelo ministro de Minas
e Energia, Alexandre Silveira, que falou antes do presidente. Segundo ele, a
operação retirou do poder público uma ferramenta relevante de abastecimento e
moderação de preços.
"Se
não fosse o crime de lesa-pátria da venda da BR Distribuidora, hoje teríamos
condições de dar suprimento e adotar uma política de preços mais
confortáveis", disse Silveira.
De
acordo com o ministro, a ausência de uma distribuidora sob controle estatal
obriga o Governo do Brasil a recorrer com mais intensidade a outros mecanismos,
como fiscalização mais rígida sobre a rede privada de distribuição, aplicação
de multas e desoneração tributária, a exemplo da retirada de impostos federais
sobre o diesel.
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Estoques reguladores entram no centro da discussão
Além de
atacar a privatização da BR Distribuidora, Lula aproveitou a cerimônia para
lançar um novo desafio à Petrobras: a formulação de uma política de estoques
reguladores de combustíveis. A proposta surge em meio à pressão internacional
sobre os preços do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio.
Para o
presidente, o Brasil precisa construir instrumentos permanentes de proteção
diante das oscilações geopolíticas e do mercado externo. Ao comparar a ideia
dos estoques reguladores às reservas internacionais acumuladas pelo País, Lula
associou soberania à capacidade de antecipar crises e preservar margens de
manobra.
"Soberano
é quando você é dono do seu nariz", declarou, ao mencionar o tema e
sugerir que a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, trabalhe numa
estratégia para enfrentar momentos de forte volatilidade internacional.
A
defesa de estoques reguladores reforça uma linha de raciocínio mais ampla do
governo: a de que o setor de energia não pode ser tratado apenas sob a lógica
financeira de curto prazo, mas como um dos pilares da soberania nacional, da
estabilidade econômica e da proteção social.
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Regap receberá aportes bilionários e deve gerar empregos
No
campo operacional, o principal anúncio do evento foi o investimento de R$ 3,8
bilhões na Regap, no período do atual Plano de Negócios da Petrobras para
2026-2030. Segundo a companhia, as ações na refinaria devem gerar em torno de 8
mil postos de trabalho. Em todo o estado de Minas Gerais, a previsão é de 36
mil empregos vinculados aos investimentos da Petrobras.
As
iniciativas anunciadas incluem ampliação da capacidade de produção,
modernização de processos e reforço da confiabilidade operacional da unidade. A
estratégia da estatal busca combinar aumento da oferta de combustíveis com
ações de descarbonização e introdução de fontes mais limpas de energia nas
operações industriais.
Com
capacidade atual de processamento de 166 mil barris de petróleo por dia, a
Regap responde por cerca de 9% da produção de derivados da Petrobras. Em 2026,
a refinaria já iniciou as obras de um projeto de aumento de capacidade de 25
mil barris por dia, com entrada em operação prevista para 2027.
Além
disso, já está em estudo uma ampliação adicional de 59 mil barris por dia. Se
esse segundo movimento se confirmar, a capacidade atual da unidade poderá ser
elevada em 50%, consolidando a importância da refinaria para o abastecimento
nacional e para a economia mineira.
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Energia limpa e transição energética
Um dos
marcos do anúncio foi a entrada em operação da primeira usina fotovoltaica
instalada em uma refinaria da Petrobras. Com investimento de R$ 63 milhões, o
projeto foi implantado na Regap e conta com cerca de 20 mil placas solares
distribuídas em 24 hectares.
A
capacidade de geração é de 13,3 mil quilowatts, volume suficiente para atender
ao consumo aproximado de 10 mil residências. A expectativa da Petrobras é
reduzir em 20% o gasto de energia da refinaria com a entrada em funcionamento
da usina.
A
estatal também projeta ganhos ambientais expressivos. Com a redução do uso de
energia elétrica gerada por combustível fóssil, a estimativa é evitar a emissão
de cerca de 8 mil toneladas anuais de CO2. O projeto foi financiado com
recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar
iniciativas de redução de emissões nas operações da companhia.
O
modelo adotado em Betim deverá ser replicado em outras unidades. As refinarias
Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca (PE), e de Paulínia (Replan), em São Paulo, já
estão com usinas fotovoltaicas em construção.
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SAF, Diesel R e novos combustíveis
A Regap
também vem sendo preparada para responder às novas exigências da transição
energética e da legislação brasileira voltada ao setor. A refinaria está em
processo de implantação da produção de combustível sustentável de aviação, o
chamado SAF, com o objetivo de atender à Lei do Combustível do Futuro e às
exigências da aviação civil internacional.
Paralelamente,
a unidade já concluiu adequações operacionais e iniciou a produção de Diesel R,
combustível com conteúdo renovável. A medida, segundo a Petrobras, reforça o
compromisso da empresa com alternativas de menor impacto ambiental e com a
modernização de sua matriz industrial.
O
projeto energético da refinaria também prevê a substituição da queima de gás
natural por energia limpa, o que amplia o peso da Regap dentro da estratégia de
descarbonização da companhia. Após ter sido colocada em processo de
desinvestimento no governo anterior, a unidade passa agora a receber novos
aportes voltados à redução de emissões e à expansão de combustíveis mais
sustentáveis.
Entre
as frentes anunciadas está ainda o fortalecimento da Petrobras Biocombustível,
com foco na produção de biodiesel 90% renovável, além de outras iniciativas de
modernização e expansão com impacto regional.
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Impacto econômico em Minas Gerais
Ao
investir na ampliação da capacidade produtiva da Regap, a Petrobras também
aprofunda sua presença econômica em Minas Gerais. A companhia informou que a
refinaria movimenta uma ampla rede de fornecedores e contratos no estado, o que
deve ser impulsionado com os novos aportes.
Segundo
os dados apresentados, são 16 mil fornecedores cadastrados, 480 contratos
ativos e cerca de R$ 28 bilhões contratados. O efeito esperado é o
fortalecimento das cadeias produtivas locais, a geração de empregos
qualificados e o aumento da renda em diversos segmentos associados à indústria
de petróleo, energia e serviços.
Nesse
cenário, o evento em Betim serviu ao mesmo tempo como vitrine de investimentos
e como peça política de um debate maior sobre o papel da Petrobras e do Estado
brasileiro na garantia do abastecimento, da soberania energética e da moderação
dos preços ao consumidor.
Ao
relacionar a venda da BR Distribuidora à perda de capacidade de intervenção
sobre os preços, Lula recolocou no centro da agenda uma discussão que
ultrapassa a gestão empresarial de ativos: a de como o Brasil pode usar suas
empresas estratégicas para proteger a população em momentos de crise
internacional e instabilidade nos mercados de energia.
Fonte:
Viomundo/Brasil 247

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