quinta-feira, 26 de março de 2026

Jeferson Miola: Assim como ”um tigre não pode se “destigrar”’, a Globo nunca vai mudar sua natureza golpista

O pedido de desculpas lido hoje, 23/3, pela jornalista Andreia Sadi na Globo News não encerra o caso, cujos danos já produzidos à imagem do presidente Lula e do PT são irreparáveis e inestimáveis.

A jornalista começou a leitura do comunicado dizendo que “na sexta-feira [20/3] exibimos uma arte com o objetivo de apresentar as conexões de Daniel Vorcaro com políticos e acessos relevantes. […] No entanto, o material estava errado e incompleto, e também não deixou claro o critério usado para a seleção das informações”.

Sadi não se desculpou pessoalmente com nenhuma pessoa afixada no quadro, nem mesmo com o presidente Lula, colocado no powerpoint da Globo como um delinquente do topo da rede de conexões do esquema mafioso.

A apresentadora apenas mencionou genericamente que “o conteúdo acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal”.

A candura deste texto lido pela jornalista contrasta com a acusação assertiva e incriminadora da apresentação feita no programa do dia 20 de março.

Naquela ocasião, Andreia Sadi começou a apresentação do “corruptograma” Master com um tom acusatório, dizendo que “a gente vai colocar todo um telão pra vocês de personagens que já apareceram de uma forma ou de outra nessa teia do caso Master e também com ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro”.

Na apresentação da “arte” em 20 de março, Sadi anunciou com indisfarçável insinuação que “a gente já viu o presidente Lula citado em mensagens do Vorcaro de dezembro de 2024 sobre o encontro que aconteceu fora da agenda oficial lá em Brasília”. Em tom de escândalo, disse que “isso veio a público, foi uma revelação da imprensa”.

Enquanto para o pedido de desculpas a Globo dedicou 1 minuto e 10 segundos, na sessão de apresentação do powerpoint consumiu 13 minutos e 33 segundos.

O filósofo, ensaísta e jornalista espanhol José Ortega y Gasset [1883/1955] escreveu que “um tigre não pode deixar de ser tigre, não pode destigrar-se”, porque é da essência do tigre ser um tigre.

De igual modo, como na metáfora de Ortega y Gasset, pode-se dizer que a Globo não vai deixar de ser a Globo que conhecemos, porque é da natureza e da essência da Globo ser um órgão de imprensa conspirador e anti-povo, anti-Lula, anti-PT.

Com o episódio, a Globo não mudará de postura e não desistirá da prática de jornalismo de guerra e da estratégia de vincular Lula ao escândalo Master para detonar sua reeleição.

Diante de “um material errado e incompleto”, imprestável do ponto de vista jornalístico devido à natureza claramente difamatória, a Globo tem a obrigação jurídica de requerer ao judiciário que proíba o uso deste material com conteúdo criminoso, que já circula em profusão nas redes bolsonaristas.

A Globo somente se desculpou, o que é raro na história deste grupo de mídia, porque houve uma reação implacável da mídia contra-hegemônica e, seguramente, também uma cobrança do governo.

Caso contrário, estaríamos aguardando a versão 3.0 do powerpoint contra Lula.

Em qualquer outro país sério, a conduta criminosa do grupo Globo levaria à cassação desta concessão pública.

•        Globo e BR criminosas: atacar já monopólio da distribuição e da informação em nome do interesse público

Dois grandes monopólios amarram a soberania nacional, colocando-a como mera expressão vazia, enquanto não forem removidos: 1 - o da distribuição de combustíveis, hoje em mãos privadas e 2 - o da informação, com o domínio quase absoluto exercitado pela Rede Globo.

É inadmissível o que a Globo fez com Lula, na última semana, no contexto democrático: a empresa convocou seus porta-vozes, liderados por Andrea Sadi e Cia Ltda, no programa Studio I, na sexta feira, 20, para apresentar um powerpoint, totalmente, inverídico, apontando os aliados principais do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, na corrupção financeira mais grave da história brasileira.

Play Video

Lá está em destaque o presidente Lula, como se fosse no governo dele que o caso se deu e não no de Bolsonaro; alinhando-se ao presidente, os personagens  de direita e ultradireita do espectro político nacional, justamente, aqueles, cujo objetivo no momento eleitoral é detonar o titular do Planalto, situaddo à esquerda e ao centro democráticos.

Repeteco descarado da história da Operação Lavajato, construída para detonar a candidatura Lula em 2018 e levá-lo à prisão por 580 dias, a fim de deixar o caminho livre para o triunfo bolsonarista.

Claramente, o oligopólio midiático global e seus inocentes paus mandados se mostraram desassombradamente de que lado estão na disputa presidencial em outubro, manejando as cartas, para desgastar o adversário eleito pela emissora, o presidente.

Jornalismo de araque!

É de se perguntar: por que a Globo, que recebe as verbas mais polpudas na distribuição dos recursos para divulgação da publicidade oficial, volta-se, com toda a violência e mentira, exercendo o monopólio da informação contra o governo progressista?

Não é de se questionar tal monopólio em nome da democratização dos meios de comunicação, para dar vez e voz às emissoras concorrentes que se propõem a trabalhar de forma relativamente neutra ou honesta, no tratamento da informação e não da sua descarada manipulação?

DESASTRE DO MONOPÓLIO/OLIGOPÓLIO

A sociedade brasileira, nesse momento, está percebendo o desastre da manipulação exercitada pelo setor privado que comprou na bacia das almas a Distribuidora BR, para controlar o mercado de derivados de petróleo, aproveitando os fatores da guerra.

Estão deitando e rolando neste país continente, onde a fiscalização é falha, porque dominada pelo dinheiro da corrupção que compra tudo no facilitário.

Enquanto a Petrobrás exercia a distribuição dos derivados, dividindo essa tarefa com as distribuidoras privadas, o consumidor era favorecido.

Se o setor privado decidia elevar, além da conta, os preços, a BR, então estatal,  entrava em cena, aumentando a oferta, jogando o preço prá baixo.

Quem continuasse com os preços altos, perdia a freguesia.

O mesmo, teoricamente, deve ser feito com a comunicação: se a Globo, adversária do governo, recebe, inexplicavelmente, a maior parcela do Leão, na publicidade, não seria justo a democratização da informação por meio da distribuição equitativa das verbas para outras emissoras, a fim de que a honestidade se transparecesse no noticiário diário?

A Globo só vai parar com sua política claramente fascista de mentir e manipular, se sentir a dor no bolso da perda da verba publicitária.

Enquanto o governo tiver pagando para apanhar, como é o caso da administração atual, o couro vai comer, cada vez com mais violência.

Atacar o oligopólio da informação e da distribuição é um imperativo categórico da democracia em nome do interesse público.

•        Lula diz que privatização da BR Distribuidora tirou do Brasil instrumento para conter alta dos combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou  em Betim (MG), que a privatização da BR Distribuidora retirou do Brasil um instrumento decisivo para conter a alta dos preços dos combustíveis ao consumidor. A declaração foi feita durante cerimônia de anúncio de novos investimentos da Petrobras na Refinaria Gabriel Passos (Regap). As informações foram publicadas originalmente pela Agência Gov, com informações do Planalto.

Ao comentar o impacto da venda do controle acionário da BR Distribuidora, concluída em julho de 2019, Lula sustentou que o País perdeu capacidade de fazer com que a política de preços da Petrobras chegasse de fato aos postos. "Se a BR Distribuidora estivesse na nossa mão, haveria a garantia de que o preço da Petrobras chegaria na bomba, para o consumidor. O preço do etanol, da gasolina ou do diesel. Agora, ganha o distribuidor [privado] e o consumidor fica chupando o dedo", disse o presidente.

A fala foi feita no contexto do anúncio de R$ 3,8 bilhões em investimentos para ampliação da produção da Regap, unidade estratégica da Petrobras em Minas Gerais. No estado, o plano total de investimentos da companhia prevê R$ 9 bilhões. O pacote, segundo o governo e a estatal, deverá reforçar a capacidade de refino, estimular a transição energética e gerar empregos.

<><> Crítica à privatização e defesa do papel estatal

O discurso de Lula retomou uma crítica central de seu governo à política de desestatização adotada na área de energia em administrações anteriores. Para o presidente, o argumento de que empresas públicas não seriam rentáveis não se sustenta diante da realidade do setor.

"Se não fosse rentável, empresário algum ia comprar", afirmou Lula, ao defender a presença do Estado em segmentos estratégicos da economia. Ele também ressaltou que a Petrobras liderou, no ano passado, a lista das empresas mais rentáveis do Brasil, entre públicas e privadas.

A crítica à venda da BR Distribuidora também foi reforçada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que falou antes do presidente. Segundo ele, a operação retirou do poder público uma ferramenta relevante de abastecimento e moderação de preços.

"Se não fosse o crime de lesa-pátria da venda da BR Distribuidora, hoje teríamos condições de dar suprimento e adotar uma política de preços mais confortáveis", disse Silveira.

De acordo com o ministro, a ausência de uma distribuidora sob controle estatal obriga o Governo do Brasil a recorrer com mais intensidade a outros mecanismos, como fiscalização mais rígida sobre a rede privada de distribuição, aplicação de multas e desoneração tributária, a exemplo da retirada de impostos federais sobre o diesel.

<><> Estoques reguladores entram no centro da discussão

Além de atacar a privatização da BR Distribuidora, Lula aproveitou a cerimônia para lançar um novo desafio à Petrobras: a formulação de uma política de estoques reguladores de combustíveis. A proposta surge em meio à pressão internacional sobre os preços do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio.

Para o presidente, o Brasil precisa construir instrumentos permanentes de proteção diante das oscilações geopolíticas e do mercado externo. Ao comparar a ideia dos estoques reguladores às reservas internacionais acumuladas pelo País, Lula associou soberania à capacidade de antecipar crises e preservar margens de manobra.

"Soberano é quando você é dono do seu nariz", declarou, ao mencionar o tema e sugerir que a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, trabalhe numa estratégia para enfrentar momentos de forte volatilidade internacional.

A defesa de estoques reguladores reforça uma linha de raciocínio mais ampla do governo: a de que o setor de energia não pode ser tratado apenas sob a lógica financeira de curto prazo, mas como um dos pilares da soberania nacional, da estabilidade econômica e da proteção social.

<><> Regap receberá aportes bilionários e deve gerar empregos

No campo operacional, o principal anúncio do evento foi o investimento de R$ 3,8 bilhões na Regap, no período do atual Plano de Negócios da Petrobras para 2026-2030. Segundo a companhia, as ações na refinaria devem gerar em torno de 8 mil postos de trabalho. Em todo o estado de Minas Gerais, a previsão é de 36 mil empregos vinculados aos investimentos da Petrobras.

As iniciativas anunciadas incluem ampliação da capacidade de produção, modernização de processos e reforço da confiabilidade operacional da unidade. A estratégia da estatal busca combinar aumento da oferta de combustíveis com ações de descarbonização e introdução de fontes mais limpas de energia nas operações industriais.

Com capacidade atual de processamento de 166 mil barris de petróleo por dia, a Regap responde por cerca de 9% da produção de derivados da Petrobras. Em 2026, a refinaria já iniciou as obras de um projeto de aumento de capacidade de 25 mil barris por dia, com entrada em operação prevista para 2027.

Além disso, já está em estudo uma ampliação adicional de 59 mil barris por dia. Se esse segundo movimento se confirmar, a capacidade atual da unidade poderá ser elevada em 50%, consolidando a importância da refinaria para o abastecimento nacional e para a economia mineira.

<><> Energia limpa e transição energética

Um dos marcos do anúncio foi a entrada em operação da primeira usina fotovoltaica instalada em uma refinaria da Petrobras. Com investimento de R$ 63 milhões, o projeto foi implantado na Regap e conta com cerca de 20 mil placas solares distribuídas em 24 hectares.

A capacidade de geração é de 13,3 mil quilowatts, volume suficiente para atender ao consumo aproximado de 10 mil residências. A expectativa da Petrobras é reduzir em 20% o gasto de energia da refinaria com a entrada em funcionamento da usina.

A estatal também projeta ganhos ambientais expressivos. Com a redução do uso de energia elétrica gerada por combustível fóssil, a estimativa é evitar a emissão de cerca de 8 mil toneladas anuais de CO2. O projeto foi financiado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar iniciativas de redução de emissões nas operações da companhia.

O modelo adotado em Betim deverá ser replicado em outras unidades. As refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca (PE), e de Paulínia (Replan), em São Paulo, já estão com usinas fotovoltaicas em construção.

<><> SAF, Diesel R e novos combustíveis

A Regap também vem sendo preparada para responder às novas exigências da transição energética e da legislação brasileira voltada ao setor. A refinaria está em processo de implantação da produção de combustível sustentável de aviação, o chamado SAF, com o objetivo de atender à Lei do Combustível do Futuro e às exigências da aviação civil internacional.

Paralelamente, a unidade já concluiu adequações operacionais e iniciou a produção de Diesel R, combustível com conteúdo renovável. A medida, segundo a Petrobras, reforça o compromisso da empresa com alternativas de menor impacto ambiental e com a modernização de sua matriz industrial.

O projeto energético da refinaria também prevê a substituição da queima de gás natural por energia limpa, o que amplia o peso da Regap dentro da estratégia de descarbonização da companhia. Após ter sido colocada em processo de desinvestimento no governo anterior, a unidade passa agora a receber novos aportes voltados à redução de emissões e à expansão de combustíveis mais sustentáveis.

Entre as frentes anunciadas está ainda o fortalecimento da Petrobras Biocombustível, com foco na produção de biodiesel 90% renovável, além de outras iniciativas de modernização e expansão com impacto regional.

<><> Impacto econômico em Minas Gerais

Ao investir na ampliação da capacidade produtiva da Regap, a Petrobras também aprofunda sua presença econômica em Minas Gerais. A companhia informou que a refinaria movimenta uma ampla rede de fornecedores e contratos no estado, o que deve ser impulsionado com os novos aportes.

Segundo os dados apresentados, são 16 mil fornecedores cadastrados, 480 contratos ativos e cerca de R$ 28 bilhões contratados. O efeito esperado é o fortalecimento das cadeias produtivas locais, a geração de empregos qualificados e o aumento da renda em diversos segmentos associados à indústria de petróleo, energia e serviços.

Nesse cenário, o evento em Betim serviu ao mesmo tempo como vitrine de investimentos e como peça política de um debate maior sobre o papel da Petrobras e do Estado brasileiro na garantia do abastecimento, da soberania energética e da moderação dos preços ao consumidor.

Ao relacionar a venda da BR Distribuidora à perda de capacidade de intervenção sobre os preços, Lula recolocou no centro da agenda uma discussão que ultrapassa a gestão empresarial de ativos: a de como o Brasil pode usar suas empresas estratégicas para proteger a população em momentos de crise internacional e instabilidade nos mercados de energia.

 

Fonte: Viomundo/Brasil 247

 

Nenhum comentário: