quarta-feira, 4 de março de 2026

Guerra no Irã causa racha nos Brics

ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã e as retaliações seguintes do regime de Teerã, ocorridos nos últimos dias, tiveram repercussões divergentes entre países dos Brics. O bloco é formado por: BrasilRússiaChina, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia.

Enquanto o Brasil, China e Rússia condenaram, oficialmente, a ação conjunta entre norte-americanos e israelenses iniciada no sábado (28/2), outros integrantes do grupo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Índia, pouparam os bombardeios de Israel e EUA e condenaram, por sua vez, os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra bases norte-americanas localizadas nos países do Golfo Pérsico.

Um diplomata ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado afirma que, nos últimos dias, o governo brasileiro tem feito consultas junto a países do bloco, mas que, por ora, não haveria previsão de uma posição conjunta do bloco sobre o assunto.

Em julho de 2025, quando o Irã também foi alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, os Brics chegaram a um acordo e divulgaram uma nota sobre o episódio.

Um interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, disse à BBC News Brasil não acreditar que o bloco vá adotar algum tipo de posição conjunta sobre o assunto. Segundo ele, fatores como as atuais dimensões da crise e a liderança indiana do bloco, neste ano, inviabilizariam um posicionamento semelhante ao do ano anterior.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que a atual crise no Irã expõe contradições do processo de expansão do grupo e coloca em xeque a capacidade de ação coletiva de um grupo de países com interesses geopolíticos tão distintos.

<><> Ataques, reações e divisão

A mais recente crise no Oriente Médio começou no sábado, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques aéreos a alvos iranianos. Os ataques atingiram prédios oficiais e alvos civis e mataram o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Além dele, outros três oficiais do alto comando do governo iraniano também teriam sido mortos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, justificou os ataques afirmando que eles tinham o objetivo de eliminar "ameaças iminentes do regime iraniano" e que o país havia tentado reconstruir o seu programa nuclear e continuaria a desenvolver um programa de mísseis de longo alcance que poderia ameaçar países europeus e, em breve, os Estados Unidos.

O regime iraniano, porém, rebate essas acusações e afirma que seu programa nuclear tinham fins pacíficos.

Como resposta, o Irã disparou uma série de mísseis em direção a Israel e a instalações norte-americanas situadas em países do Golfo Pérsico como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Kuwait.

Desde então, o conflito atingiu outros países como a Síria e o Líbano, de onde o grupo Hezbollah disparou mísseis sobre Israel na segunda-feira (2/3).

Em meio a esse cenário, as respostas diplomáticas dos integrantes dos Brics refletiram suas divisões internas.

O Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), emitiu duas notas sobre o episódio. Na primeira, ainda no sábado, o governo brasileiro condenou a ação israelense e norte-americana.

"O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", disse a nota.

Na segunda-feira, o Brasil divulgou uma nova nota sobre a situação no Oriente Médio na qual condenou os ataques promovidos pelo Irã.

"O Brasil insta todas as partes a respeitar o Direito Internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis (...) o Brasil se solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia — objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro", disse a nota.

Nesta segunda-feira, em entrevista à Globo News, o assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embaixador Celso Amorim, também condenou os ataques ao Irã.

"Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior", disse o diplomata.

Rússia e China, por outro lado, que possuem uma relação mais estreita com o regime iraniano, também condenaram os ataques ao Irã. A Rússia possui vínculos militares com o Irã e o país do Oriente Médio é um dos fornecedores de drones usados pelos russos na guerra da Ucrânia.

A China, por sua vez, é um dos principais compradores de petróleo iraniano.

Usando termos mais fortes, o presidente russo, Vladimir Putin, classificou os ataques e a morte de Khamenei como uma "violação cínica de todas as normas de moralidade humana e do direito internacional", de acordo com a agência de notícias russa Tass.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, também condenou o ataque ao Irã.

"O ataque e a morte do líder supremo do Irã é uma grave violação da soberania e segurança do Irã (...) A China se opõe firmemente e fortemente condena (os ataques)", disse.

A Índia não condenou os ataques de sábado. Sob o governo de Narendra Modi, o país, que há décadas teve em Israel um parceiro chave no suprimento de armas e munição, principalmente durante os vários conflitos armados com o Paquistão, estreitou ainda mais a relação. Em 2017, Modi se tornou o primeiro premiê indiano a visitar Israel.

"A Índia está profundamente preocupada com os recentes acontecimentos no Irã e na região do Golfo. Urgimos todos os lados para exercitar a contenção, evitar a escalada e priorizar a segurança dos civis", diz um trecho da nota divulgada pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Índia.

Na segunda-feira, porém, Modi usou suas redes sociais para condenar os ataques conduzidos pelo Irã a bases localizadas nos países árabes.

"A Índia condena os recentes ataques à Arábia Saudita em violação da sua soberania e integridade territorial", disse o premiê em seu perfil no X (antigo Twitter).

Outro interlocutor do presidente Lula disse à BBC News Brasil em caráter reservado que a dimensão da crise iniciada na semana passada é diferente da dos ataques ocorridos em julho de 2025.

Segundo ele, no ano passado, as reações do Irã aos ataques norte-americanos e israelenses foram calculadas de forma a não causar baixas significativas a Israel, país que concentrou as retaliações iranianas naquela ocasião.

Desta vez, ele argumenta, as retaliações iranianas atingindo alvos em países árabes, entre eles integrantes dos Brics como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, praticamente impossibilitam uma resposta coletiva do bloco.

Segundo ele, outro motivo pelo qual o Brasil não espera uma resposta conjunta é a liderança indiana. Neste ano, a presidência rotativa do bloco é exercida pela Índia — que tem ligações históricas tanto com os EUA quanto com Israel.

Na semana passada, por exemplo, Modi fez uma visita ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

<><> Contradições à mostra

Para a professora de Relações Internacionais da PUC do Rio de Janeiro, Ana Elisa Saggioro Garcia, a crise envolvendo o Irã testará a a capacidade dos Brics de agir de forma coordenada.

"Os ataques expõem as contradições e os riscos envolvidos no processo de expansão dos Brics (iniciado) em 2023. Essa expansão, que trouxe países do Oriente Médio, deu mais representatividade para o grupo, mas também trouxe riscos. A presença do Irã sempre foi um ponto de tensão dentro do grupo", diz a professora à BBC News Brasil.

"Não há expectativa do Brics se tornar um grupo que possa agir de forma coletiva nessas situações".

Segundo ela, a falta de uma posição coordenada dos Brics sobre o assunto reflete os interesses específicos dos principais integrantes do grupo.

Os países árabes, por exemplo, por mais que sejam de maioria islâmica, têm relações conturbadas com o Irã. Além disso, os sauditas, egípcios e os Emirados Árabes Unidos são tradicionais aliados dos Estados Unidos na região.

A Índia, por sua vez, tem uma relação próxima com Estados Unidos, Rússia e Israel.

Segundo ela, a crise no Irã deixou claro que os Brics estariam longe de uma aliança nos moldes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que une países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

"Eles (a Otan) conseguiram criar um sistema de segurança coletiva no qual, se um é atacado, os outros defendem. Os Brics não são isso, não serão em um período visível de tempo e nem desejam ser", afirma.

Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e integrante do think tank Brics Policy Center, Pablo Ibanez, a falta de coesão do bloco em torno dos acontecimentos no Oriente Médio também se deve ao papel exercido por Donald Trump no cenário internacional.

"Os Brics se enfraqueceram com a chegada de Trump ao poder. Isso não se deve, necessariamente, a ele ter feito algo diretamente ao grupo, mas a forma como ele atua obrigou os países a mudarem suas estratégias", diz o professor.

A avaliação é de que medidas como o tarifaço imposto por Trump a diversos países no ano passado, inclusive sobre o Brasil, obrigou diversas nações a procurarem soluções de forma individual para os obstáculos criados pelos norte-americanos.

Ibanez avalia que, a atuação "imprevisível" dos Estados Unidos sob o comando de Trump vem obrigado os países do bloco a tirarem os Brics do foco. É como, segundo ele, cada país estivesse tendo que atuar sozinho e não mais em bloco.

"O que se observa é que os Brics estão deixando de estar na centralidade da política externa. O fato de não termos, até agora, uma manifestação conjunta do bloco sobre a crise no Irã é uma demonstração dessa perda de importância dos Brics para agenda dos países do bloco", avalia.

¨      Como Rússia e China, aliados do Irã, se movimentam e calculam perdas e ganhos no atual conflito?

Com o Reino Unido permitindo que os Estados Unidos usem suas bases aéreas para ataques "defensivos" durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, a atenção se voltou para o tipo de apoio que o Irã poderia receber de países supostamente aliados.

Rússia e a China mantêm laços diplomáticos, comerciais e militares com a República Islâmica do Irã, mas o conflito atual deve deixar claro até que ponto esses países estão dispostos a apoiá-la.

<><> Apoio ruidoso mas limitado da Rússia

A resposta da Rússia aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã foi ruidosa, mas limitada, sinalizando indignação e solidariedade ao Irã, ao mesmo tempo em que evitou medidas que pudessem colocar a Rússia diretamente no confronto, analisou Sergei Goryashko, da BBC News Rússia.

O porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, falou em "profunda decepção" com o fato de que, apesar das negociações entre os EUA e o Irã, a situação tenha "degenerado em agressão aberta".

Segundo Peskov, a Rússia mantém contato constante com a liderança iraniana e com os países do Golfo afetados pela escalada do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o que chamou de "agressão não provocada" contra o Irã por parte dos EUA e de Israel e denunciou o que considera assassinatos políticos e a "caça" aos líderes de Estados soberanos.

No domingo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou condolências ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pela morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chamando o episódio de "violação cínica da moralidade humana e do direito internacional".

Ainda assim, a Rússia evitou críticas pessoais ao presidente dos EUA, Donald Trump, e continua a expressar gratidão pelos esforços de mediação americanos em relação à Ucrânia.

Questionado na segunda-feira (2/3) sobre como a Rússia poderia agora confiar nos EUA, Peskov respondeu que a Rússia "antes de mais nada confia apenas em si mesma" e defende seus próprios interesses.

Esses interesses ajudam a explicar por que o apoio russo ao Irã permanece em grande parte retórico, embora o Irã tenha se tornado um dos aliados mais próximos da Rússia desde a invasão em larga escala da Ucrânia, fornecendo drones e auxiliando a Rússia a desenvolver formas de contornar as sanções ocidentais, afirmou Goryashko.

O Irã também se encaixa na visão da Rússia de uma ordem multipolar, na qual os direitos dos Estados são mais importantes do que os direitos humanos, e os governos exercem amplo controle interno. A queda de um regime desse tipo representaria um golpe para esse modelo.

Ao mesmo tempo, a Rússia já demonstrou não estar disposta a assumir riscos excessivos por seus parceiros, seja na Venezuela, na Síria ou durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em 2025.

Além de estar profundamente envolvida na Ucrânia e parecer não estar disposta e possivelmente nem apta a oferecer mais do que apoio diplomático e cooperação técnico-militar.

O tratado de parceria estratégica entre Rússia e Irã, assinado em (17/1/25), não chega a configurar um pacto de defesa mútua.

A Rússia e o Irã se comprometeram a compartilhar informações, realizar exercícios conjuntos e "garantir a segurança regional", mas não prometeram defender um ao outro em caso de ataque. Os laços econômicos entre os dois países também são modestos, e o comércio permanece na faixa de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões).

Já os vínculos militares e industriais estão em expansão. Em fevereiro, o jornal britânico Financial Times informou sobre um acordo de grande porte pelo qual a Rússia forneceria ao Irã sistemas portáteis de defesa aérea Verba no valor de € 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões).

O Irã recebeu aeronaves de treinamento Yak-130 e helicópteros de ataque Mi-28 e aguarda a entrega de caças Su-35, embora a Rússia ainda não tenha fornecido os sistemas Verba.

O uso de drones Shahed, de fabricação iraniana, alterou significativamente as táticas das forças russas na frente ucraniana. No ano passado, contudo, a Rússia ampliou rapidamente sua própria produção de drones, reduzindo a dependência de armamentos iranianos.

Para a Rússia, o Irã é importante demais para ser abandonado, mas não importante o suficiente para que a Rússia entre em guerra por ele. Esse cálculo pode mudar, mas, por ora, a intervenção russa tende a permanecer, em grande medida, restrita ao discurso.

<><> O apoio econômico chinês ao Irã

A China condenou com veemência a morte do aiatolá iraniano Ali Khamenei, e historicamente se opõe à estratégia dos EUA de promover mudanças de regime em diferentes partes do mundo.

No centro do vínculo entre China e Irã está uma parceria econômica mutuamente benéfica, explica Shawn Yuan, do Global China Unit, do serviço mundial da BBC. A China é o maior parceiro comercial do Irã e seu principal comprador de petróleo.

Apesar de anos de duras sanções impostas pelos EUA ao Irã, a China se manteve como a principal tábua de salvação econômica do governo iraniano, adquirindo grandes volumes de petróleo iraniano a preços com desconto por meio de uma rede das chamadas "frotas fantasmas", embarcações registradas de forma fraudulenta para contornar sanções e transportar petróleo.

Em 2025, por exemplo, a China comprou mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, e as receitas obtidas com essas compras ajudaram o país a estabilizar sua economia e a financiar gastos com defesa, mesmo com o fechamento dos mercados ocidentais.

Um acordo estratégico de 25 anos assinado em 2021 consolidou a relação, com a promessa de centenas de bilhões de dólares em investimentos chineses em infraestrutura e telecomunicações no Irã.

<><> A 'estratégia de longo prazo' da China

Historicamente, a abordagem da China diante das tensões entre Irã e Israel e entre Irã e EUA tem sido de contenção estratégica.

Durante escaladas anteriores, incluindo a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em 2025, a China defendeu reiteradamente "moderação", ao mesmo tempo em que atribuiu a responsabilidade à "interferência externa", uma referência pouco disfarçada à política dos EUA, afirma Yuan, da BBC.

Em confrontos anteriores entre Irã e Israel, a China atuou como escudo diplomático do Irã, usando seu poder de veto, ou a ameaça de usá-lo, para atenuar resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, nunca ofereceu intervenção militar direta.

Segundo Yuan, a estratégia da China sempre foi deixar os EUA interferirem no Oriente Médio desde que não provoquem um colapso regional total que impulsione os preços globais do petróleo.

Mas um regime pró-Ocidente no Irã representaria uma derrota geopolítica catastrófica para a China, já que o Irã não apenas fornece energia, como também atua como contrapeso político relevante à influência americana na região.

O Irã é membro do Brics (agrupamento formado por 11 países, incluindo o Brasil) e da Organização para a Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) e funciona como elo geográfico fundamental entre a Ásia Central, o Cáucaso e o Oriente Médio.

Enquanto o Brasil, a China e a Rússia condenaram oficialmente, a ação conjunta entre norte-americanos e israelenses, outros integrantes do Brics, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Índia, não condenaram os bombardeios de Israel e dos EUA, mas condenaram, por sua vez, os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra bases norte-americanas localizadas nos países do Golfo Pérsico.

Um interlocutor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, disse à BBC News Brasil não acreditar que o bloco vá adotar algum tipo de posição conjunta sobre o assunto. Segundo ele, fatores como as atuais dimensões da crise e a liderança indiana do bloco, neste ano, inviabilizariam um posicionamento semelhante ao do ano anterior.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que a atual crise no Irã expõe contradições do processo de expansão do grupo e coloca em xeque a capacidade de ação coletiva de um grupo de países com interesses geopolíticos tão distintos.

Um colapso da República Islâmica poderia enfraquecer a credibilidade dos mecanismos multilaterais que a Rússia e a China vêm tentando fortalecer.

Sem uma invasão em larga escala do Irã por EUA e Israel, as estruturas políticas e militares do país tendem a permanecer.

A China deve adotar sua habitual "estratégia de longo prazo", buscando estabelecer relações com quem vier a assumir o posto de Khamenei na liderança do Irã, enquanto a Rússia procurará suas próprias oportunidades.

 

Fonte: BBC News 

 

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