Francisco
Calmon: O carnaval acabou, a brincadeira cessou, a guerra eleitoral começou
A
extrema-direita dorme e acorda confabulando e agitando com ataques baixos e
fakenews, fraudes e manobras não regimentais, o lado democrático reage, mas não
se prepara para proagir no segundo round.
Quem
têm telhados de vidros são eles os bolsonaristas fascistas.
Tarciso
é oriundo da ditadura, ex-capitão, com ligações milicianos, facistizando o
estado de São Paulo, com sua polícia assassina e a militarização nas escolas.
Execra
o bem público e o estatal, sua expressão de ódio e de violência quando bate o
martelo de um leilão de privatização, é como se as bílis saíssem de sua
fisionomia facínora.
Flavio
Bolsonaro é despreparado intelectual e culturalmente, é frágil emocionalmente,
não aguenta nem debates, já até desmaiou num debate quando foi candidato à
prefeitura do Rio, passou mal durante o segundo bloco do debate na Band,
bambeou que nem bêbado, ameaçou cair e foi amparado pela candidata Jandira
Feghali.
Corrupto
de rachadinhas e de lavagem de dinheiro na loja de chocolates. Ficava com parte
dos dinheiro do assessores e entre 2007 e 2018, o dinheiro, segundo os
promotores, era lavado com aplicação em uma loja de chocolates em um shopping
no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira política e “empresarial”, adquiriu
uma mansão de luxo por R$ 6 milhões, hoje deve estar em 10 milhões.
Não tem
estrutura política e estatura moral para ser presidente de uma nação, será
diminuto diante de chefes de Estado e sabujo frente aos EUA. Será como foi o
pai, um pária internacional, cujos homônimos não queriam nem chegar perto, como
“leproso” ideológico.
Michele
é escória de DNA, usou de seus dotes íntimos para a sedução na política;
evangélica embusteira, como suas danças e loucuras de falas com os “anjos”, é
uma mistura explosiva se não for contida, será uma nova e transviada Damares,
só que vai trepar na goiabeira em vez de ver “Jesus”.
Os
bolsonaristas são todos desviados da normalidade mental, se houvesse
psicotécnico não passaria um.
Se
queremos uma eleição civilizada, não custa nos prepararmos para uma guerra.
• Lulismo e bolsonarismo entram em ritmo
de confronto na campanha eleitoral. Por César Fonseca
Se o
presidente Lula condena a guerra Israel-EUA contra Irã e o bolsonarismo apoia,
como destacou o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, chegou ou não a hora
da esquerda convocar a militância para as ruas em favor da paz, no compasso da
campanha eleitoral que já está em marcha?
A
direta anti-bolsonarista e anti-lulista, que se encontra dividida entre, no
mínimo, quatro candidatos, estará a favor ou contra a guerra, que se ergue como
divisor de águas na luta política, de agora em diante?
O
presidente do PT, Edinho Silva, antes do ataque do fascista Donald Trump ao
regime dos Aiatolás, destacou que a cruzada do partido, em 2026, em busca do
quarto mandato de Lula, é pela democracia contra o fascismo; nesse ponto,
sintoniza-se pela paz, com o presidente, contra a guerra.
A
palavra do PT, portanto, pela sua liderança, ancorada na do presidente da
República, polariza, diretamente, com o candidato da ultradireita, presidente
dos Estados Unidos, cuja ação o titular do Planalto, como posição de governo é
contrária à guerra.
A
campanha eleitoral, portanto, tem o seu mote estabelecido pela esquerda diante
da agressividade fascista do bolsonarismo, exposta pelo seu candidato
bolsonarista fascista, sem meias palavras, indo contra as principais lideranças
mundiais.
A
emergência da guerra coloca em confronto quem apoia o presidente Trump e seu
aliado, Benjamin Netanyahu, e os que os repudiam, como o presidente do Brasil,
conforme posicionamento do Itamarati, em favor da paz.
Trata-se
de confronto que representa imperativo categórico como chamamento à população
para o devido posicionamento político.
MUNDO
ENSAIA OPOSIÇÃO AO FASCISMO
Na ONU,
as principais lideranças se posicionam contra a guerra, com destaque para China
e Rússia, que já exigem cessar fogo imediato, como recado forte ao chefe da
Casa Branca, que declarou os ataques sem consultar o Congresso americano, ou
seja, sem o apoio da opinião pública, contrária à guerra que Trump prometeu não
iniciar, em campanha eleitoral.
A
contradição do chefe do governo do império está em contradição visível com suas
promessas, agora, rasgadas no ataque ao Irã.
O
desdobramento dos acontecimentos, nos próximos dias, caso continuem cerrados os
ataques de Washington a Teerã, dever levar milhões de pessoas às ruas nos cinco
continentes, em polarização que tende a ser irresistível entre democracia e
fascismo.
Contribuirá
para a reação mundial as consequências econômicas imediatas que se farão sentir
nas bolsas internacionais e no mercado de petróleo, especialmente, com a
decisão do governo iraniano de fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa o
petróleo do Oriente Médio.
Os
aumentos dos preços dos combustíveis se farão sentir, com reflexo na inflação e
no mercado financeiro, com aumento das taxas de juros, certamente, influindo,
no caso brasileiro, para reverter expectativas de queda da taxa Selic, na casa
dos 15%, a mais alta do mundo, abaixo, apenas, da Turquia.
A
batalha contra a inflação, desse modo, recrudescerá com tendência de alta,
gerando mudanças no panorama econômico mundial, como reação ao risco dos
investimentos em geral, dado que o motor da economia global, ainda, depende do
petróleo como combustível essencial.
Certamente,
a produção e o consumo, diante do fechamento do Estreito de Ormuz, impõem outro
status quo econômico global, dadas as novas circunstâncias emergentes,
tensionando, por sua vez, mercado de ações, no cenário da financeirização
global.
Do
ponto de vista brasileiro, aumenta a incógnita quanto ao encontro Lula-Trump,
ainda sem data marcada, mas já referenciado pelo titular da Casa Branca de que
brevemente terá o presidente brasileiro na Casa Branca.
Como
Trump disse isso antes do ataque, que abala as relações internacionais, é de se
indagar: haverá mesmo o encontro, e se houver, a pauta da conversa, diante da
guerra, será ou não alterada, dadas as novas circunstâncias internacionais?
• Lula pode levar no primeiro turno. Por
Léo Coutinho
Ante o
cenário de polarização (eleitoral, não política) nacional, mantido o quadro
pré-eleitoral, Lula pode se reeleger no primeiro turno.
Ninguém
que votou em Lula no primeiro turno de 2022 deve votar em Bolsonaro, nem
vice-versa. Tampouco o eleitorado que optou por Lula deve migrar para Zema,
Caiado ou Leite, Renan Santos ou Aldo – Ratinho Jr. é uma possibilidade dada a
confusão com o nome do pai, popular.
Já
parte de quem votou em Bolsonaro no primeiro turno pode migrar para outras
candidaturas, seja Zema pelo discurso de Estado mínimo, Caiado pelo agro, Renan
pela mobilização nas redes sociais, Aldo pelo nacionalismo. Sabe-se que tudo
isso é falso no bolsonarismo, como se sabe que, ainda assim, cola.
Lula
teve no primeiro turno 48,43% dos votos, isto é, precisaria de menos de 2% para
se eleger.
Naquele
então, Simone Tebet teve 4,16% e Ciro Gomes, 3,04%. Simone hoje está no governo
como ministra do Planejamento e estará na campanha. Ciro diz que não será
candidato e migrou do PDT para o PSDB. Para onde podem ir seus votos? Pelo PDT
raiz, talvez para Aldo Rebelo e a proposta nacionalista, mas é improvável que
Bolsonaro absorva uma mínima parte.
Para
além dos 48,43% de votos conquistados no primeiro turno em 2022, Lula chegou à
vitória com 50,90% no segundo turno, sem contar com alguns dos partidos que
hoje têm pastas na Esplanada, como PSD, União, MDB, PP e PDT, e nenhum desses
quadros, ainda que só representem parte de seus partidos, deixará o governo
para disputar eleições em seus estados atacando o trabalho que fizeram por
quase quatro anos.
E,
sobretudo, Lula é o incumbente, tem a caneta na mão e chance mínima de, mais
uma vez, ter a polícia rodoviária federal impedindo eleitores de chegarem às
urnas e outras barbaridades golpistas. E com realizações para propagandear:
inflação dentro da meta, desemprego em mínima histórica, dólar controlado,
reconstrução de relações diplomáticas (até com Donald Trump, encarando sanções
severas em dobradinha perfeita com seu vice e ministro do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin, sanções que eram aplaudidas
pelos "patriotas" bolsonaristas, lembrando que Bolsonaro foi o último
chefe de Estado a reconhecer a vitória de Joe Biden em 2020), reforma
tributária após décadas de tentativas frustradas, desmatamento caindo, acordo Mercosul-UE,
isenção de IR até cinco mil reais entre outras.
E desde
FHC, só Bolsonaro conseguiu a proeza de perder uma reeleição.
• Miguel do Rosário: Lula não está “nas
cordas” e ainda é o favorito
Sou
obrigado a discordar aqui do nosso colunista, o nobre jornalista cearense
Gabriel Barbosa, que publicou uma análise política um pouco pessimista a partir
dos números da Paraná Pesquisas divulgada hoje.
Em
primeiro lugar, a própria pesquisa mencionada traz o presidente Lula à frente
no primeiro turno, assim como a Atlas Intel também o fazia.
O
presidente Lula mantém uma aprovação razoável, suficiente para ser um candidato
competitivo e, segundo muitos analistas, favorito.
Os
indicadores econômicos permanecem sólidos, e eles valem tão ou mais que
pesquisas eleitorais, muito expostas a interesses particulares, oscilações
emotivas de curto prazo e margens de erro.
Isso
não quer dizer que não teremos uma eleição extremamente acirrada, como venho
escrevendo por aqui desde sempre. O resultado é imprevisível.
Pesquisas
favoráveis ao candidato progressista devem ser recebidas sem entusiasmo
excessivo, assim como as menos favoráveis não devem ser vistas com pessimismo
exagerado. Elas ajudam a entender, e devemos respeitar a maioria delas, mas sem
nos deixarmos levar por nenhum tipo de emoção.
Na
Atlas Intel divulgada nesta semana, Lula aparece com 45% das intenções de voto,
contra 39% de Flavio Bolsonaro.
Adivinha
quanto Lula e Jair Bolsonaro tinham em maio de 2022, ano da última eleição
presidencial, segundo a mesma Atlas Intel?
Lula
tinha exatamente 45%, contra 39% de Jair Bolsonaro.
Esses
45% são a base eleitoral de Lula há muito tempo. Mas esse número refere-se
sempre aos votos totais. Quando é convertido para válidos, vai para mais de
47%. Entretanto, no momento da eleição, ele sempre tende a crescer por causa da
abstenção, o que explica a vitória de Lula em 2022.
Considerando
o universo de eleitores registrados no Brasil, que chegaram a 155 milhões
segundo a última atualização do TSE, de dezembro de 2025, esses 45% da Atlas
Intel correspondem a 70 milhões de eleitores. Como o Lula está 7 pontos à
frente de Bolsonaro, segundo a Atlas, e cada ponto percentual equivale a 1,55
milhão de eleitores, Lula teria, hoje, 11 milhões de votos a mais que Flavio
Bolsonaro no primeiro turno.
Caso
Lula passe para o segundo turno com essa vantagem, será difícil uma virada.
Agora
passemos para a Paraná Pesquisas, divulgada hoje. Nela, Lula lidera na
espontânea com 26%, contra 14,8% de Flavio Bolsonaro.
Em
março de 2022, segundo a mesma Paraná Pesquisas, Lula tinha exatamente 26% na
espontânea, contra 21% de Jair Bolsonaro.
Lidera
também na estimulada, com 39,6% dos votos, 4 pontos à frente de Flavio
Bolsonaro. O percentual de Lula corresponderia a 61,53 milhões de eleitores, 7
milhões de eleitores a mais que o segundo colocado.
Repare
que Lula vem se mantendo estável ao longo dos últimos meses, tendo inclusive
crescido em relação aos 36%-37% que apresentava nos últimos meses de 2025.
Adivinha
quantos por cento Lula tinha, em março de 2022, segundo a mesma Paraná
Pesquisas? Ele tinha exatamente 38,9%, virtualmente o mesmo que tem hoje,
contra 31% de Jair Bolsonaro.
Ou
seja, não há razão para nenhum tipo de desespero. Lula mantém uma base sólida
de eleitores, suficiente para ganhar. Com uma vantagem sobre 2022, que é poder
fazer uma campanha mostrando o que realizou ao longo de seu mandato.
Entretanto,
um número tão ou mais importante que pesquisas eleitorais é a inflação de
alimentos, e temos hoje a novidade divulgada pelo IBGE. O instituto liberou
hoje o IPCA-15, que é o indicador de inflação que antecipa o IPCA oficial, e os
números de fevereiro mostram mais queda no custo dos alimentos consumidos em
domicílio.
Segundo
o IBGE, a inflação de alimentos no Brasil caiu para 0,49% em fevereiro, no
acumulado de 12 meses, o que é um dos menores números da história do país.
Naturalmente,
Lula não pode errar. Ninguém pode subir no salto alto. A comunicação precisa
sempre melhorar. E, reiteramos, o resultado que sairá das urnas em outubro é
imprevisível.
Há
motivos, porém, para permanecermos confiantes e otimistas de que o Brasil não
escolherá o caminho do retrocesso.
Fonte:
Brasil 247

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