terça-feira, 3 de março de 2026

Francisco Calmon: O carnaval acabou, a brincadeira cessou, a guerra eleitoral começou

A extrema-direita dorme e acorda confabulando e agitando com ataques baixos e fakenews, fraudes e manobras não regimentais, o lado democrático reage, mas não se prepara para proagir no segundo round.

Quem têm telhados de vidros são eles os bolsonaristas fascistas.

Tarciso é oriundo da ditadura, ex-capitão, com ligações milicianos, facistizando o estado de São Paulo, com sua polícia assassina e a militarização nas escolas.

Execra o bem público e o estatal, sua expressão de ódio e de violência quando bate o martelo de um leilão de privatização, é como se as bílis saíssem de sua fisionomia facínora. 

Flavio Bolsonaro é despreparado intelectual e culturalmente, é frágil emocionalmente, não aguenta nem debates, já até desmaiou num debate quando foi candidato à prefeitura do Rio, passou mal durante o segundo bloco do debate na Band, bambeou que nem bêbado, ameaçou cair e foi amparado pela candidata Jandira Feghali.

Corrupto de rachadinhas e de lavagem de dinheiro na loja de chocolates. Ficava com parte dos dinheiro do assessores e entre 2007 e 2018, o dinheiro, segundo os promotores, era lavado com aplicação em uma loja de chocolates em um shopping no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira política e “empresarial”, adquiriu uma mansão de luxo por R$ 6 milhões, hoje deve estar em 10 milhões.

Não tem estrutura política e estatura moral para ser presidente de uma nação, será diminuto diante de chefes de Estado e sabujo frente aos EUA. Será como foi o pai, um pária internacional, cujos homônimos não queriam nem chegar perto, como “leproso” ideológico.

Michele é escória de DNA, usou de seus dotes íntimos para a sedução na política; evangélica embusteira, como suas danças e loucuras de falas com os “anjos”, é uma mistura explosiva se não for contida, será uma nova e transviada Damares, só que vai trepar na goiabeira em vez de ver “Jesus”.

Os bolsonaristas são todos desviados da normalidade mental, se houvesse psicotécnico não passaria um.

Se queremos uma eleição civilizada, não custa nos prepararmos para uma guerra.

•        Lulismo e bolsonarismo entram em ritmo de confronto na campanha eleitoral. Por César Fonseca

Se o presidente Lula condena a guerra Israel-EUA contra Irã e o bolsonarismo apoia, como destacou o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, chegou ou não a hora da esquerda convocar a militância para as ruas em favor da paz, no compasso da campanha eleitoral que já está em marcha?

A direta anti-bolsonarista e anti-lulista, que se encontra dividida entre, no mínimo, quatro candidatos, estará a favor ou contra a guerra, que se ergue como divisor de águas na luta política, de agora em diante?

O presidente do PT, Edinho Silva, antes do ataque do fascista Donald Trump ao regime dos Aiatolás, destacou que a cruzada do partido, em 2026, em busca do quarto mandato de Lula, é pela democracia contra o fascismo; nesse ponto, sintoniza-se pela paz, com o presidente, contra a guerra.

A palavra do PT, portanto, pela sua liderança, ancorada na do presidente da República, polariza, diretamente, com o candidato da ultradireita, presidente dos Estados Unidos, cuja ação o titular do Planalto, como posição de governo é contrária à guerra.

A campanha eleitoral, portanto, tem o seu mote estabelecido pela esquerda diante da agressividade fascista do bolsonarismo, exposta pelo seu candidato bolsonarista fascista, sem meias palavras, indo contra as principais lideranças mundiais.

A emergência da guerra coloca em confronto quem apoia o presidente Trump e seu aliado, Benjamin Netanyahu, e os que os repudiam, como o presidente do Brasil, conforme posicionamento do Itamarati, em favor da paz.

Trata-se de confronto que representa imperativo categórico como chamamento à população para o devido posicionamento político.

MUNDO ENSAIA OPOSIÇÃO AO FASCISMO

Na ONU, as principais lideranças se posicionam contra a guerra, com destaque para China e Rússia, que já exigem cessar fogo imediato, como recado forte ao chefe da Casa Branca, que declarou os ataques sem consultar o Congresso americano, ou seja, sem o apoio da opinião pública, contrária à guerra que Trump prometeu não iniciar, em campanha eleitoral.

A contradição do chefe do governo do império está em contradição visível com suas promessas, agora, rasgadas no ataque ao Irã.

O desdobramento dos acontecimentos, nos próximos dias, caso continuem cerrados os ataques de Washington a Teerã, dever levar milhões de pessoas às ruas nos cinco continentes, em polarização que tende a ser irresistível entre democracia e fascismo.

Contribuirá para a reação mundial as consequências econômicas imediatas que se farão sentir nas bolsas internacionais e no mercado de petróleo, especialmente, com a decisão do governo iraniano de fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa o petróleo do Oriente Médio.

Os aumentos dos preços dos combustíveis se farão sentir, com reflexo na inflação e no mercado financeiro, com aumento das taxas de juros, certamente, influindo, no caso brasileiro, para reverter expectativas de queda da taxa Selic, na casa dos 15%, a mais alta do mundo, abaixo, apenas, da Turquia.

A batalha contra a inflação, desse modo, recrudescerá com tendência de alta, gerando mudanças no panorama econômico mundial, como reação ao risco dos investimentos em geral, dado que o motor da economia global, ainda, depende do petróleo como combustível essencial.

Certamente, a produção e o consumo, diante do fechamento do Estreito de Ormuz, impõem outro status quo econômico global, dadas as novas circunstâncias emergentes, tensionando, por sua vez, mercado de ações, no cenário da financeirização global.

Do ponto de vista brasileiro, aumenta a incógnita quanto ao encontro Lula-Trump, ainda sem data marcada, mas já referenciado pelo titular da Casa Branca de que brevemente terá o presidente brasileiro na Casa Branca.

Como Trump disse isso antes do ataque, que abala as relações internacionais, é de se indagar: haverá mesmo o encontro, e se houver, a pauta da conversa, diante da guerra, será ou não alterada, dadas as novas circunstâncias internacionais?

•        Lula pode levar no primeiro turno. Por Léo Coutinho

Ante o cenário de polarização (eleitoral, não política) nacional, mantido o quadro pré-eleitoral, Lula pode se reeleger no primeiro turno.

Ninguém que votou em Lula no primeiro turno de 2022 deve votar em Bolsonaro, nem vice-versa. Tampouco o eleitorado que optou por Lula deve migrar para Zema, Caiado ou Leite, Renan Santos ou Aldo – Ratinho Jr. é uma possibilidade dada a confusão com o nome do pai, popular.

Já parte de quem votou em Bolsonaro no primeiro turno pode migrar para outras candidaturas, seja Zema pelo discurso de Estado mínimo, Caiado pelo agro, Renan pela mobilização nas redes sociais, Aldo pelo nacionalismo. Sabe-se que tudo isso é falso no bolsonarismo, como se sabe que, ainda assim, cola.

Lula teve no primeiro turno 48,43% dos votos, isto é, precisaria de menos de 2% para se eleger.

Naquele então, Simone Tebet teve 4,16% e Ciro Gomes, 3,04%. Simone hoje está no governo como ministra do Planejamento e estará na campanha. Ciro diz que não será candidato e migrou do PDT para o PSDB. Para onde podem ir seus votos? Pelo PDT raiz, talvez para Aldo Rebelo e a proposta nacionalista, mas é improvável que Bolsonaro absorva uma mínima parte.

Para além dos 48,43% de votos conquistados no primeiro turno em 2022, Lula chegou à vitória com 50,90% no segundo turno, sem contar com alguns dos partidos que hoje têm pastas na Esplanada, como PSD, União, MDB, PP e PDT, e nenhum desses quadros, ainda que só representem parte de seus partidos, deixará o governo para disputar eleições em seus estados atacando o trabalho que fizeram por quase quatro anos.

E, sobretudo, Lula é o incumbente, tem a caneta na mão e chance mínima de, mais uma vez, ter a polícia rodoviária federal impedindo eleitores de chegarem às urnas e outras barbaridades golpistas. E com realizações para propagandear: inflação dentro da meta, desemprego em mínima histórica, dólar controlado, reconstrução de relações diplomáticas (até com Donald Trump, encarando sanções severas em dobradinha perfeita com seu vice e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin, sanções que eram aplaudidas pelos "patriotas" bolsonaristas, lembrando que Bolsonaro foi o último chefe de Estado a reconhecer a vitória de Joe Biden em 2020), reforma tributária após décadas de tentativas frustradas, desmatamento caindo, acordo Mercosul-UE, isenção de IR até cinco mil reais entre outras.

E desde FHC, só Bolsonaro conseguiu a proeza de perder uma reeleição.

•        Miguel do Rosário: Lula não está “nas cordas” e ainda é o favorito

Sou obrigado a discordar aqui do nosso colunista, o nobre jornalista cearense Gabriel Barbosa, que publicou uma análise política um pouco pessimista a partir dos números da Paraná Pesquisas divulgada hoje.

Em primeiro lugar, a própria pesquisa mencionada traz o presidente Lula à frente no primeiro turno, assim como a Atlas Intel também o fazia.

O presidente Lula mantém uma aprovação razoável, suficiente para ser um candidato competitivo e, segundo muitos analistas, favorito.

Os indicadores econômicos permanecem sólidos, e eles valem tão ou mais que pesquisas eleitorais, muito expostas a interesses particulares, oscilações emotivas de curto prazo e margens de erro.

Isso não quer dizer que não teremos uma eleição extremamente acirrada, como venho escrevendo por aqui desde sempre. O resultado é imprevisível.

Pesquisas favoráveis ao candidato progressista devem ser recebidas sem entusiasmo excessivo, assim como as menos favoráveis não devem ser vistas com pessimismo exagerado. Elas ajudam a entender, e devemos respeitar a maioria delas, mas sem nos deixarmos levar por nenhum tipo de emoção.

Na Atlas Intel divulgada nesta semana, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 39% de Flavio Bolsonaro.

Adivinha quanto Lula e Jair Bolsonaro tinham em maio de 2022, ano da última eleição presidencial, segundo a mesma Atlas Intel?

Lula tinha exatamente 45%, contra 39% de Jair Bolsonaro.

Esses 45% são a base eleitoral de Lula há muito tempo. Mas esse número refere-se sempre aos votos totais. Quando é convertido para válidos, vai para mais de 47%. Entretanto, no momento da eleição, ele sempre tende a crescer por causa da abstenção, o que explica a vitória de Lula em 2022.

Considerando o universo de eleitores registrados no Brasil, que chegaram a 155 milhões segundo a última atualização do TSE, de dezembro de 2025, esses 45% da Atlas Intel correspondem a 70 milhões de eleitores. Como o Lula está 7 pontos à frente de Bolsonaro, segundo a Atlas, e cada ponto percentual equivale a 1,55 milhão de eleitores, Lula teria, hoje, 11 milhões de votos a mais que Flavio Bolsonaro no primeiro turno.

Caso Lula passe para o segundo turno com essa vantagem, será difícil uma virada.

Agora passemos para a Paraná Pesquisas, divulgada hoje. Nela, Lula lidera na espontânea com 26%, contra 14,8% de Flavio Bolsonaro.

Em março de 2022, segundo a mesma Paraná Pesquisas, Lula tinha exatamente 26% na espontânea, contra 21% de Jair Bolsonaro.

Lidera também na estimulada, com 39,6% dos votos, 4 pontos à frente de Flavio Bolsonaro. O percentual de Lula corresponderia a 61,53 milhões de eleitores, 7 milhões de eleitores a mais que o segundo colocado.

Repare que Lula vem se mantendo estável ao longo dos últimos meses, tendo inclusive crescido em relação aos 36%-37% que apresentava nos últimos meses de 2025.

Adivinha quantos por cento Lula tinha, em março de 2022, segundo a mesma Paraná Pesquisas? Ele tinha exatamente 38,9%, virtualmente o mesmo que tem hoje, contra 31% de Jair Bolsonaro.

Ou seja, não há razão para nenhum tipo de desespero. Lula mantém uma base sólida de eleitores, suficiente para ganhar. Com uma vantagem sobre 2022, que é poder fazer uma campanha mostrando o que realizou ao longo de seu mandato.

Entretanto, um número tão ou mais importante que pesquisas eleitorais é a inflação de alimentos, e temos hoje a novidade divulgada pelo IBGE. O instituto liberou hoje o IPCA-15, que é o indicador de inflação que antecipa o IPCA oficial, e os números de fevereiro mostram mais queda no custo dos alimentos consumidos em domicílio.

Segundo o IBGE, a inflação de alimentos no Brasil caiu para 0,49% em fevereiro, no acumulado de 12 meses, o que é um dos menores números da história do país.

Naturalmente, Lula não pode errar. Ninguém pode subir no salto alto. A comunicação precisa sempre melhorar. E, reiteramos, o resultado que sairá das urnas em outubro é imprevisível.

Há motivos, porém, para permanecermos confiantes e otimistas de que o Brasil não escolherá o caminho do retrocesso.

 

Fonte: Brasil 247

 

Nenhum comentário: