Globo,
Valor, Folha, Estadão são atraso, retrocesso e instrumentos dos ricos na luta
contra pobres e trabalhadores
Os
donos bilionários dos jornalões e de todas mídias cruzadas e monopolizadas, bem
como seus sequazes de comando das redações chamados de jornalistas,
editorialistas, comentaristas e colunistas entraram em alerta máximo para
combater, mais uma vez de inúmeras vezes em suas lamentáveis histórias, os
avanços sociais, em especial os trabalhistas, a exemplo do fim da jornada de
trabalho 6x1, que será votada até maio na Câmara dos Deputados.
Nada
que surpreenda a classe trabalhadora, porque os sindicatos de trabalhadores,
com o apoio do Governo Lula-3, enfrentam a reação de uma “elite” carcomida pelo
egoísmo e moralmente degenerada no que tange à exploração secular dos
trabalhadores e à ganância irrefreável por acumular patrimônio e dinheiro, além
da luta incessante para capturar o Estado e desse modo manter eternamente seus
privilégios, a controlar o dinheiro público, assim como afirmar cinicamente
quando está no poder que investir na melhoria de vida dos pobres é gasto, mas
quando se trata dos ricos é investimento. Dois pesos e duas medidas.
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Para
quem não sabe, a chamada grande imprensa de negócios privados sempre pautou o
combate aos direitos dos trabalhadores, bem como, de forma intermitente, sempre
manipulou a verdade e mentiu sobre a intenção de qualquer governo trabalhista
ou de sindicatos quanto a efetivar direitos que beneficiem a classe
trabalhadora, para que a maioria da sociedade, principalmente a classe média,
que ridiculamente apoia os interesses dos ricos, associa-se a ideias e
processos que não coadunam com sua própria realidade econômica, financeira e,
obviamente, de classe social.
Acontece
que a classe média é também parte da classe trabalhadora, mesmo que em seu meio
exista empreendedores, mas que não são realisticamente controladores reais dos
meios de produção. Quem são proprietários para valer e que, recorrentemente,
valem-se de ações e atos deletérios são os bilionários como os magnatas donos
da imprensa de mercado, os que lutam para manter indefinidamente o status quo
e, consequentemente, locupletaram-se com riquezas advindas do empenho dos
trabalhadores e da sociedade em geral. Desse modo, mantém-se os privilégios,
que são ampliados com a captura do patrimônio público, que é transferido
impunemente para as mãos da iniciativa privada, por intermédio das
privatizações, inclusive, de estatais estratégicas para a soberania e independência
do Brasil.
Trata-se
da vocação de uma classe riquíssima minoritária para viver no luxo e opulência
com toda a pompa e circunstância, mas sem se preocupar minimamente com o
desenvolvimento social e econômico da grande maioria da população, além de
lutar para que o País seja apenas um lugar onde essa gente ganha muito dinheiro
e paga salários baixos para seus milhares de empregados, que são os esteios de
suas riquezas. Esses referidos multimilionários vivem como verdadeiros sultões
do luxo excessivo, em uma opulência extrema, doa a quem doer, no caso, a grande
maioria dos trabalhadores e aposentados, que conta moedas para poder embarcar
em um ônibus lotado para ir ao trabalho, se não estiver desempregada.
Contudo,
não há surpresa quanto às ações desses magnatas bilionários e seus
lugares-tenentes, que são os porta-vozes do sistema de capitais, sendo que no
Brasil esse processo é selvagem, porque se trata de um País que é o paraíso dos
sanguessugas, a exemplo dos rentistas, da concentração de renda e riquezas, que
tem como principal suporte os juros altos e os preços estratosféricos dos
produtos comprados pela população, que sustenta o Estado com seus impostos, que
não são devidamente transformados em benefícios para seu bem-estar.
É neste
processo draconiano que os donos dos oligopólios midiáticos tocam suas vidas
plenas de riquezas e privilégios, sem esquecer dos grandes capitalistas de
outros setores e segmentos da economia, que desejam uma economia livre de
regulação, quando sabemos que a maioria do grande empresariado, no decorrer do
tempo, cometeu graves crimes contra a economia popular. A verdade é que a
desregulamentação da economia, como ocorreu nos governos de direita e de
extrema direita de Michel Temer e Jair Bolsonaro, flexibilizou as regras,
inclusive as trabalhistas, recrudesceu a precarização do trabalho, reduziu a
proteção social e intensificou radicalmente a concentração de renda e de
riquezas.
Por sua
vez, todos os grandes grupos comerciais e privados de imprensa combateram no
passado e combatem no presente os direitos civis e trabalhistas. Sempre tiveram
um pensamento escravocrata, de exploração e de negação à melhoria das condições
de vida dos trabalhadores — do povo brasileiro —, e por isso agora esse tipo de
gente continua, inapelavelmente, contrário à implementação da jornada semanal
de 40 horas e à extinção da escala 6x1.
Para
isso, utilizam-se de argumentos superados, antigos, e que não correspondem à
verdade e à realidade dos fatos, já que no decorrer do século XX foram
conquistados pela sociedade brasileira inúmeros direitos, que cooperaram para
melhorar a economia, além de causar uma sensação de bem-estar social aos
milhões de trabalhadores, responsáveis diretos pela riqueza extravagante dos
inquilinos das coberturas da pirâmide social.
Porém,
os porta-vozes do establishment não são incoerentes quando se trata de seus
interesses, que sempre serão antagônicos aos interesses dos trabalhadores e dos
aposentados, porque eles são totalmente envolvidos com a luta de classes e
fazem dela o sentido de suas vidas, apesar de hipocritamente negarem.
Por
isso, e jamais por acaso, os noticiários veiculados pelas empresas midiáticas
dos magnatas bilionários de imprensa apostam reiteradamente em um suposto caos
econômico como fizeram repetidamente no passado e fazem no presente, a fim de
causar desconfiança e medo na sociedade, assim como impedir que avanços sociais
e trabalhistas sejam efetivados por um governo democrático e trabalhista como o
é o do Lula-3.
Mentem,
dissimulam e manipulam para que a população acredite na narrativa deles e, por
sua vez, seja contrária à escala 6x1 que vai beneficiá-la. Os patrões contam
com a cumplicidade e o apoio dos parlamentares de direita que os representam no
Parlamento, de maneira que a escala 6x1 e a jornada semanal de 40 horas
semanais de trabalho não sejam aprovadas pela Câmara dos Deputados, por meio de
argumentos ridículos que beiram o deboche e a sordidez, na mais pura
desfaçatez.
A
realidade é que somente os idiotas acreditam nos editoriais e comentários de
jornalistas e “especialistas” de prateleiras que são pagos para falar ou
escrever sobre o que seus patrões bilionários pensam para o bem da alta
burguesia, a proprietária secular da casa grande. Bilionários que vivem no
mundo de Nárnia, por fora da realidade popular ou sem nenhum interesse, que
sempre apoiaram políticas econômico-financeiras neoliberais, que se tornaram os
terrores dos países e de seus povos, porque suas metas são a espoliação das
riquezas das nações e a exploração dos trabalhadores, ou seja, roubo aplicado
diretamente nas veias. Por encampar esses absurdos, os magnatas bilionários da
imprensa de negócios privados são contra os benefícios aos trabalhadores, a exemplo
do fim da escala 6x1.
Famílias
bilionárias de herdeiros de heranças são as porta-vozes dos interesses do
grande capital nacional e internacional, a exemplo dos Marinho, Frias,
Mesquita, Civita, Sirotsky e Diários Associados, dentre outras que controlam as
concessões públicas de comunicação e os jornalões privados em todas as regiões
do País, além da participação mais recente de empresários ricos que controlam
sites e jornais online, como o Poder 360 e o Metrópoles, pertencentes a
Fernando Rodrigues, e mais dois sócios, e a Luiz Estevão, ex-senador da
República pelo Distrito Federal, que já foi condenado por corrupção e
atualmente controla cinco clubes de futebol profissional do DF. Citei apenas
dois sites ou jornais que se somaram aos jornalões “tradicionais” para defender
os interesses do status quo, mas existem muitos outros com influência no campo
de atuação da direita brasileira.
Famílias
que se encarregaram diuturnamente de repercutir incansavelmente o Consenso de
Washington de 1989, efetivado pelos países ricos e colonialistas, que passaram
a executar no mundo políticas econômicas que concentraram riquezas e renda
brutalmente e levaram inúmeros países à bancarrota, a ficarem nas mãos de
agiotas internacionais, a exemplo de Bird, FMI, BID e outros órgãos
internacionais vampirescos, que sugaram as veias dos países pobres e em
desenvolvimento, em uma transferência de riquezas para os países desenvolvidos
jamais vista na história.
Nunca
os ricos ficaram tão ricos e os pobres tão pobres, com a cumplicidade criminosa
das burguesias nacionais que traem seus povos para se locupletar, porque são
tão imperialistas e colonialistas quanto os verdadeiros donos do establishment
global, sendo que os grupos econômicos midiáticos brasileiros são parte
intrínseca e inerente desse processo de exploração dos trabalhadores e de
espoliação dos países considerados periféricos, mas que possuem riquezas
diversas em seu solo e natureza.
Esse
grupo elitista e minoritário alega que a escala 6x1 e a jornada de 40 horas
semanais de trabalho causariam demissões e inflação. Balela. Mentira. A
burguesia brasileira, uma das piores do mundo e herdeira direta da escravidão,
vergonhosamente é “surpreendida” nos tempos atuais com a mão na botija pelo
Ministério do Trabalho, porque comete crimes ao impor aos empregados ou
contratados condições de trabalho similares à escravidão, principalmente nos
setores da agricultura, pecuária, têxtil, construção civil e no âmbito
doméstico. É com essa gente que o Governo trabalhista tem que tratar e, pode
acreditar, camarada, não é fácil..., além de causar profunda comiseração.
A
verdade, ratifico, é que veículos de comunicação como O Globo, Valor Econômico,
Folha de S. Paulo, Estado de São Paulo (Estadão), Zero Hora, Correio
Braziliense etc. são o DNA do atraso e do retrocesso e instrumentos dos ricos
na luta de classes. Ponto. Eles se colocam sempre do lado contrário dos avanços
sociais e econômicos quando se trata da classe dos trabalhadores e dos
aposentados. A imprensa brasileira de negócios privados, meramente de mercado,
sempre se opôs historicamente às conquistas dos trabalhadores, que permitiram
direitos e, por conseguinte, o acesso a uma vida de melhor qualidade.
Afirmações
como “colapso da economia”, “custo Brasil” e o “País vai quebrar”, são
assertivas recorrentes no decorrer da história e têm por propósito impedir
direitos. Apenas isso e nada mais do que cuidar dos seus próprios umbigos —
interesses.
Os
magnatas bilionários e proprietários da imprensa comercial e privada (privada
nos dois sentidos, tá?) posicionaram-se, no decorrer de longo tempo, contra:
1- A libertação dos escravos, porque extinguir o
modelo de escravidão levaria o País à bancarrota, à falência, fato que,
realisticamente, não aconteceu;
2- Os porta-vozes dos ricaços se posicionaram
contra o 13º salário;
3- Eles também foram contra a aposentadoria;
4- Combateram o salário mínimo;
5- Lutaram contra a redução da jornada de
trabalho de 48 horas para 44 horas. Até os dias de hoje reagem à carga horária
atual;
6- Criticaram duramente a criação do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
7- A estabilidade no emprego foi também
combatida e pediam o fim da estabilidade decenal antes da criação do FGTS;
8- A Justiça do Trabalho é alvo recorrente de
editoriais dos oligopólios midiáticos pertencentes aos coronéis donos de todas
as mídias cruzadas. Apoiaram sua extinção, por meio do papo furado da
"insegurança jurídica" para os investidores;
9- O direito de greve sempre foi criminalizado
ou chamado de "baderna" e considerado pelos magnatas midiáticos como
prejudicial ao interesse público;
10- Oposição ferrenha à CLT e ódio
eterno à Getúlio Vargas, quando o estadista ainda era vivo, sendo que até nos
dias de hoje demonstram ódio à sua memória;
11- As férias remuneradas também foram
muito combatidas desde que viraram lei em 1925. Os jornais afirmavam na época
que as férias quebrariam o País; e
12- A Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) foi duramente combatida, bem como Getúlio Vargas. Setores da
direita que se autodenomina “conservadora”, com o apoio canino das famílias
donas da imprensa de mercado, alegavam que a CLT era intervencionista e
prejudicial à livre iniciativa. Sempre o mesmo “papo borracha” para confundir a
população e assim manter seus privilégios e suas fortunas intactas.
A
verdade é que as questões sociais e trabalhistas sempre foram tratadas pelos
empresários tutores da burguesia nacional como casos de polícia e tratadas como
escândalos a serem combatidos para proteger a família, a Pátria, com Deus pela
liberdade. Cinismo e hipocrisia para ter apoio da sociedade e dessa forma
descambar para a repressão — a violência privada e estatal.
Para se
ter uma ideia, na República Velha (1889/1930) a luta dos trabalhadores e de
outros setores mais progressistas da sociedade para concretizar a implementação
da jornada de 8 horas e o fim do trabalho infantil, foi tratada pelos oligarcas
da grande imprensa vinculada à casa grande e pelos governos do período Café com
Leite como casos de polícia. Além disso, os grupos sociais, as categorias
profissionais que lutavam por esses direitos eram chamados de comunistas e de
subversivos, “para variar”, mas jamais eram considerados como cidadãos
trabalhadores com direito a terem direitos e, consequentemente, viverem com
dignidade e respeito.
A
verdade ou a realidade é que O Globo, Valor, Folha e Estadão e seus inúmeros
congêneres são o DNA do atraso, do retrocesso e sempre foram instrumentos dos
ricos na luta de classes contra os pobres, os aposentados e os trabalhadores,
bem como sempre combateram o desenvolvimento do Brasil e a plena emancipação do
povo brasileiro. É isso aí.
Fonte:
Davis Sena Filho, em Brasil 247

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