Moisés
Mendes: O grande problema de Flávio não é mais a imagem ligada a milicianos
Flávio
Bolsonaro pode estar perdendo tempo e foco com a decisão de ingressar com ação
na Justiça do Rio contra detratores. O filho ungido exige que o X-Twitter
forneça cadastros de usuários que publicaram textos associando seu nome a
milícias e milicianos.
É um
direito de quem se sente injuriado, caluniado e difamado. Flávio quer processar
os autores das acusações ou insinuações de que tem conexões com bandidos. Um
levantamento completo, com a ficha de cada um dos detratores, pode resultar na
identificação de milhares de pessoas.
Até os
robôs da Inteligência Artificial podem ser enquadrados por disseminarem esses
vínculos. Perguntei hoje ao Gemini, do Google: qual é a relação de Flávio
Bolsonaro com as milícias?
A
resposta, disponível nessa e em qualquer outra plataforma de IA, apresenta o
que todo mundo sabe sobre as relações provadas de Flávio com figuras
identificadas como milicianos.
Nenhum
robô afirma que ele é miliciano. Mas todos falam de relações explícitas,
públicas, manifestadas das mais variadas formas, inclusive com homenagem a
miliciano. Ninguém homenageia quem não conhece e não admira. Adriano da Nóbrega
mereceu a Medalha de Tiradentes da Assembleia do Rio porque era admirado por
Flávio.
E há
ainda acusações feitas pelo Ministério Público, que poucos sabem onde andam e
se andam. O que ele pode dizer é que não há condenações na Justiça em casos que
o envolvam com as milícias. Sim, não há. Nada até agora.
Nem com
as milícias, nem com rachadinhas, nem com a compra de imóveis com dinheiro
vivo, nem com lavagem de dinheiro em franquia de chocolate, nem com os
desmandos e outros crimes denunciados durante a pandemia. Tudo isso aparece em
buscas auxiliadas pela IA.
Mas são
apenas suspeitas ou investigações inconclusas. Apenas isso. Não há nenhuma
condenação em nenhum desses casos, que qualquer robô pode detalhar.
Todos
os inquéritos e processos ficam pelo caminho, pelos mais variados motivos.
Inclusive uma investigação, por seus vínculos com milícias, aberta pelo
Conselho de Ética do Senado. Nada anda.
Então,
Flávio pode se desligar desse tipo de preocupação, porque sua iniciativa apenas
colocou de novo nas capas dos jornais o seu nome ao lado das palavras milícias
e milicianos.
Fora
isso, não há com o que se estressar. Todas as informações sobre desmandos dos
Bolsonaros, de inquéritos, processos e do que circula nas redes sociais já não
provocam impacto na família liderada pelo líder preso.
As
pesquisas recentes provam que quaisquer questões relacionadas a valores, ética,
referências morais e bom senso não interferem muito nas decisões dos eleitores
decididos a votar em qualquer candidato competitivo que represente a velha
direita e a nova extrema direita.
Importa
que o candidato seja capaz de enfrentar Lula. Flávio já está assimilado e
normalizado como candidato de todos os anti-Lula. Desde o tio do zap da velha
Arena agro e urbana, passando por todas as facções do centrão e pelos antigos
bancos e pelas novas fintechs da Faria Lima e do PCC e chegando às alas mais
extremistas do bolsonarismo.
O
Estadão o apresenta como moderado que busca aproximação com os gays. E em
chamada de capa dessa sexta-feira sugere que escolha uma mulher para a Fazenda,
para assim ficar mais feminino.
Por
isso, esqueçam as milícias. Flávio deve se concentrar nos problemas internos do
bolsonarismo e da própria família. E pensar no seguinte: com o quadro que se
apresenta hoje, das divisões no núcleo caseiro-afetivo do bolsonarismo, se for
eleito, ele não terá paz.
A maior
preocupação de Flávio não é com as composições os Estados, como mostram as
anotações encontradas sobre sua mesa na sede do PL em Brasília. É com as
facções internas que irão desafiá-lo se for eleito.
Com
Bolsonaro encarcerado, ou mesmo na clausura de uma prisão domiciliar, o
bolsonarismo viverá sob rachas permanentes, além de enfrentar o aumento das
chantagens eternas do centrão.
O
bolsonarismo no poder terá outros desdobramentos, com o agravamento de danos
nas guerras entre Flávio, Michelle, Tarcísio, Eduardo, Carluxo, Malafaia,
Nikolas, Kassab, Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto.
Não é
nem com a grande mídia que Flávio deve se preocupar, porque Globo, Folha e
Estadão vão despachar direto com o Paulo Guedes dele. São a família e seu
entorno o problema.
A
degradação do líder é, em estruturas de poder sob controle da família, a
anunciada degradação de todo o resto. É a vida e está na arte, na literatura,
no cinema.
Flávio
paga o preço de ser considerado o mais centrado da família e por isso foi
ungido. Vai enfrentar problemões que não têm relação hoje com o vínculo da sua
imagem com o mundo dos milicianos. Quase metade do Brasil já assimilou e
normalizou até as milícias.
• Bolsonarista Bacellar atua como
“liderança do núcleo político” do Comando Vermelho, diz PF
Polícia
Federal (PF) indiciou nesta sexta-feira (27) o deputado estadual afastado
Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos
Santos Silva, conhecido como TH Joias, por vazamento de informações a
integrantes do Comando Vermelho (CV). O caso expõe, segundo investigadores, a
infiltração do crime organizado em estruturas centrais do poder público
fluminense e atinge diretamente um nome ligado ao bolsonarismo no estado.
Relatório
final da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que Bacellar
exercia “a liderança do núcleo político” da facção criminosa. No documento, os
investigadores apontam que o parlamentar era responsável por fornecer “a
interlocução política necessária à blindagem das ações da horda”.
Com 188
páginas, o relatório sustenta que a atuação de Bacellar representa “o retrato
perfeito da espoliação dos espaços públicos de poder pelas facções criminosas
no Rio”. Para a PF, o caso revela “um dos ingredientes nefastos dessa teia
criminal do Rio de Janeiro”, que é a interação entre organizações criminosas
violentas e agentes públicos.
Segundo
os investigadores, a manutenção de vínculos com o Comando Vermelho também teria
motivações eleitorais. A facção, diz o documento, é responsável pelo maior
controle territorial do estado, algo que pode se converter em influência
política e votos.
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Vazamento para o Comando Vermelho
Bacellar
presidiu a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, durante o período no cargo,
ocupou interinamente o governo estadual na ausência do titular, Cláudio Castro.
Ele foi preso em dezembro após decisão do ministro Alexandre de Moraes, sob
suspeita de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que mirava TH
Joias, apontado pela PF como intermediador da compra de armas para o Comando
Vermelho.
O
plenário da Alerj revogou a prisão poucos dias depois. Atualmente, Bacellar
segue submetido a medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e
recolhimento domiciliar noturno.
A
investigação também descreve o papel de TH Joias dentro da estrutura criminosa.
Para a PF, ele atuava como um “parlamentar estadual membro do Comando Vermelho
com assento na Alerj para atendimentos escusos da facção nos mais distintos
assuntos, notadamente na área da segurança pública”. O relatório aponta ainda
que o ex-deputado intermediava a aquisição de armas e equipamentos tecnológicos
para a organização.
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Planilha revela loteamento e cita aliado do bolsonarismo
Além
das acusações de vazamento de informações, buscas realizadas pela PF no
gabinete de Bacellar revelaram indícios de loteamento de cargos públicos. Em um
computador do chefe de gabinete do parlamentar, os agentes encontraram uma
planilha intitulada “PEDIDOS EM 12-04-23”, que detalhava a distribuição de
estruturas do estado entre deputados aliados.
O
documento listava o que cada parlamentar já “possuía” em termos de cargos e
influência e quais seriam seus novos “pleitos” dentro da máquina pública. Entre
os pedidos aparecem indicações para órgãos como Detran, Fundação Leão XIII,
Faetec e postos em hospitais e secretarias.
Entre
os nomes citados na planilha está o do deputado Douglas Ruas, que solicitou
cargos na Faetec e no Detran de São Gonçalo, além de obras no município. Ruas
foi anunciado recentemente como candidato ao governo do Rio com apoio do
senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo
a investigação, 87,88% dos deputados que apareciam na planilha votaram a favor
da soltura de Bacellar após sua prisão.
A PF
afirma que, sob a gestão do então presidente da Alerj, o Legislativo passou a
influenciar nomeações estratégicas que deveriam ser prerrogativa do governador,
como comandos de batalhões da Polícia Militar, delegacias e órgãos importantes
da administração estadual.
O caso
provocou reações na oposição. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ)
afirmou:
“A CASA
CAIU! O ex-presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar, parceiro do
governador Claudio Castro, exercia ‘liderança do núcleo político’ do CV, aponta
a investigação da Polícia Federal. ‘Retrato perfeito da espoliação’, diz a PF.
Uma organização criminosa está no comando do RJ e precisa ser retirada de lá à
força pelo povo do Rio de Janeiro na eleição de outubro.”
O
deputado federal Bohn Gass (PT-RS) também relacionou o caso ao campo
bolsonarista.
“Rodrigo
Bacellar, que Bolsonaro queria como candidato ao gov do Rio, foi preso por
vazar informações ao Comando Vermelho. PF achou caderno dele com nomes que
comporiam seu governo. E lá estava Douglas Ruas, anunciado esta semana como
candidato do PL. Notem: é a mesma turma…”, afirmou.
As
defesas dos citados negam irregularidades. Em nota, os advogados de Bacellar
disseram que não há provas de participação em crimes e classificaram o
indiciamento como “arbitrário e abusivo”.
Já a
defesa de TH Joias declarou: “A defesa de TH Joias informa aos jornalistas e
nega peremptoriamente qualquer participação de Thiego em qualquer vazamento ou
informações a qualquer organização criminosa do estado do Rio de Janeiro. Sua
relação com o deputado Rodrigo Bacellar era uma relação entre colegas de
parlamento.”
• "Flavio Bolsonaro não aprendeu nada
com o repúdio nacional à traição de sua família", diz Gleisi Hoffmann
A
ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, rebateu as declrações do
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)em publicação feita na rede social X (antigo
Twitter). Gleisi recorda que o parlamentar defendeu uma postura de
“subserviência” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Flávio
Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou o posicionamento do
governo Lula que condenou o ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã. Em uma
publicação nas redes sociais, o senador classificou a postura do governo como
"inaceitável".
“Flavio
Bolsonaro não aprendeu nada com o repúdio nacional à traição de sua família ao
Brasil. Segue pregando subserviência a Trump, mesmo quando ele viola leis
internacionais e faz um ataque que ameaça a paz no mundo", completou
Gleisi.
Segundo
ela, "as palavras soberania, multilateralismo e paz não existem no
dicionário dos bolsonaristas"
"O
Brasil estaria de joelhos hoje se o presidente não tivesse vencido as eleições
em 2022. Esta é mais uma razão para não permitir que a extrema direita
entreguista volte a governar o país”, frisou.
• Francisco Calmon: O carnaval acabou, a
brincadeira cessou, a guerra eleitoral começou
A
extrema-direita dorme e acorda confabulando e agitando com ataques baixos e
fakenews, fraudes e manobras não regimentais, o lado democrático reage, mas não
se prepara para proagir no segundo round.
Quem
têm telhados de vidros são eles os bolsonaristas fascistas.
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Tarciso
é oriundo da ditadura, ex-capitão, com ligações milicianos, facistizando o
estado de São Paulo, com sua polícia assassina e a militarização nas escolas.
Execra
o bem público e o estatal, sua expressão de ódio e de violência quando bate o
martelo de um leilão de privatização, é como se as bílis saíssem de sua
fisionomia facínora.
Flavio
Bolsonaro é despreparado intelectual e culturalmente, é frágil emocionalmente,
não aguenta nem debates, já até desmaiou num debate quando foi candidato à
prefeitura do Rio, passou mal durante o segundo bloco do debate na Band,
bambeou que nem bêbado, ameaçou cair e foi amparado pela candidata Jandira
Feghali.
Corrupto
de rachadinhas e de lavagem de dinheiro na loja de chocolates. Ficava com parte
dos dinheiro do assessores e entre 2007 e 2018, o dinheiro, segundo os
promotores, era lavado com aplicação em uma loja de chocolates em um shopping
no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira política e “empresarial”, adquiriu
uma mansão de luxo por R$ 6 milhões, hoje deve estar em 10 milhões.
Não tem
estrutura política e estatura moral para ser presidente de uma nação, será
diminuto diante de chefes de Estado e sabujo frente aos EUA. Será como foi o
pai, um pária internacional, cujos homônimos não queriam nem chegar perto, como
“leproso” ideológico.
Michele
é escória de DNA, usou de seus dotes íntimos para a sedução na política;
evangélica embusteira, como suas danças e loucuras de falas com os “anjos”, é
uma mistura explosiva se não for contida, será uma nova e transviada Damares,
só que vai trepar na goiabeira em vez de ver “Jesus”.
Os
bolsonaristas são todos desviados da normalidade mental, se houvesse
psicotécnico não passaria um.
Se
queremos uma eleição civilizada, não custa nos prepararmos para uma guerra.
Fonte:
Brasil 247

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