Violência
sexual, corpos evaporados, tortura: o genocídio palestino não acabou
“O
exército israelense lançou mais de 200 mil toneladas de explosivos em dois anos
de agressão contra Gaza, que ficou destruída em mais de 90%”, informou o gabinete
de imprensa do governo do território à Prensa Latina, na cidade de Ramallah,
considerando o período de 7 de outubro de 2023 a 6 de outubro de 2025.
“Nos
últimos dois anos, impressionantes 64 mil crianças foram mortas ou mutiladas em
toda a Faixa de Gaza, incluindo pelo menos mil bebês. Não sabemos quantos mais
morreram devido a doenças evitáveis ou [que] estão enterrados sob os
escombros”, declarou por sua vez a diretora-executiva do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef), Catherine Russell, em 8 de outubro de 2025.
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Após o
“cessar-fogo” alcançado em 10 de outubro de 2025, que visava pôr fim a 24 meses
dos monstruosos ataques sionistas que arrasaram Gaza, o regime israelense
continua o assédio e o extermínio da população palestina. No dia 11 de outubro
de 2025, cerca de 9.500 palestinos continuavam
desaparecidos sob os escombros, como resultado direto dos bombardeios
israelenses.
Já em
20 de janeiro de 2025, após 15 meses de ataques implacáveis ao enclave, a
Organização das Nações Unidas (ONU) informou que 92% das casas na
Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas. Ismail Al Thwabta, diretor do
Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza, disse à Al Jazeera em 26 de
janeiro de 2026 que “o extermínio de mais de 2.700 famílias é responsável por
mais de 8 mil mortes. Cerca de 40 mil famílias foram atingidas, o que significa
mais de 4 mortes em cada família”. Segundo o próprio gabinete, “os ataques
israelenses deixaram 22 hospitais em Gaza fora de serviço e danificaram 211
ambulâncias”, conforme publicação da Al
Jazeera English de
4 de fevereiro de 2026.
Além de
atacar hospitais em toda Gaza, as forças coloniais do regime israelense
ordenaram a evacuação de centros médicos e os invadiram sob a alegação
infundada de que eram usados como centros de comando pelo grupo de combatentes
palestinos Hamas. Assim foi como Israel destruiu o sistema de saúde de Gaza
deliberada e metodicamente. Em relatório divulgado pelas autoridades palestinas
da Faixa de Gaza, também no último 4 de fevereiro, Israel é acusado de
“cometer 1520 violações ao acordo de
cessar-fogo”.
Em 10
de fevereiro, “ataques aéreos e disparos de tiros israelenses mataram cinco
palestinos em Gaza, segundo autoridades de saúde”, um dos mais recentes
episódios de agressão sionista que têm abalado o cessar-fogo”. “Em Deir
Al-Balah, no centro de Gaza, um ataque aéreo matou duas pessoas que andavam de
bicicleta elétrica, informaram médicos. Mais tarde, um drone israelense matou
uma mulher em Deir Al-Balah e tropas mataram a tiros um homem em Khan Younis,
no sul, acrescentaram”, reporta a publicação do site
UOL Notícias. Após
o cessar-fogo assinado, Israel assassinou, pelo menos, 580 palestinos a
disparos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, conforme a mesma
reportagem.
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Palestinos evaporados
Uma
investigação da Al Jazeera revelou que o uso de armas térmicas e termobáricas
em áreas densamente povoadas por parte do regime de Israel em Gaza teria
provocado a “evaporação de 2.842
palestinos”.
Especialistas explicam que bombas de fabricação estadunidense, como a GBU-39 e
a MK-84, geram temperaturas extremas que vaporizam tecidos humanos
instantaneamente. A reportagem do veículo de comunicação catari detalha o
sofrimento de famílias que, após os ataques, encontram apenas vestígios
biológicos em vez de corpos para sepultar. O Ministério da Saúde local confirma
que o calor intenso ferve os fluidos corporais, transformando vítimas em
cinzas.
Juristas
citados no texto argumentam que o fornecimento contínuo desses armamentos por
potências imperiais ocidentais pode configurar cumplicidade em crimes de
guerra.
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“Este é
um genocídio global, não apenas israelense”, afirmou a advogada Diana Buttu,
professora da Universidade de Georgetown, no Catar. “Observamos um fluxo
contínuo dessas armas vindas dos Estados Unidos e da Europa. Eles sabem que
essas armas não distinguem entre um combatente e uma criança, mas continuam
enviando-as”, explicou durante discurso no evento Al Jazeera Forum,
em Doha, argumentando que “a cadeia de abastecimento evidenciaria a
cumplicidade”. “O mundo sabe que Israel possui e utiliza essas armas
proibidas”, acrescentou Buttu. “A questão é: por que lhes é permitido
permanecer fora do sistema de responsabilização?”, apresentou a
reportagem.
Tariq
Shandab, professor de direito internacional, argumentou que desde o acordo de
cessar-fogo “mais de 600 palestinos foram mortos”. Destacou, também, que a
ofensiva que pretende exterminar o povo palestino prosseguiu por meio de cerco,
fome e ataques. “O bloqueio de medicamentos e alimentos é, por si só, um crime
contra a humanidade”, disse.
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Definição de genocídio
Conforme
o artigo II da Convenção da Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, o
primeiro tratado de direitos humanos adotado pela Assembleia Geral da ONU, “o
genocídio significa qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de
destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou
religioso:
a)
Matar membros do grupo;
b)
Causar sérios danos físicos ou mentais a membros do grupo;
c)
Submeter intencionalmente o grupo a condições de vida destinadas a causar a sua
destruição física, no todo ou em parte;
d)
Imposição de medidas destinadas a impedir o nascimento de crianças dentro do
grupo;
e) Transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.”
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Israel reconhece números do genocídio em Gaza
As
Forças de Ocupação de Israel (FOI) admitiram, em 29 de janeiro, que pelo
menos 70 mil palestinos foram mortos
durante a ofensiva sionista de extermínio na Faixa de Gaza, iniciada em 7 de
outubro de 2023. Esse reconhecimento valida as estatísticas divulgadas pelo
Ministério da Saúde de Gaza, que entidades como a ONU já consideravam
confiáveis. Essa conta não inclui os milhares que se encontram embaixo dos
escombros e “as 171.691 pessoas que teriam ficado feridas como resultado dos
ataques à população de Gaza”, de acordo com reportagem da Syrian Arab News Agency (Sana).
Em 15
de fevereiro, em entrevista no programa UpFront, da Al Jazeera
English, o analista político Jehad Abusalim comentou:
“Mesmo que o mundo decida seguir em frente, Gaza continua sendo um lugar
bombardeado todos os dias. Há violência quase diariamente acontecendo. Hoje,
Israel matou 22 pessoas em ataques aéreos na Faixa de Gaza; mais de 530
palestinos foram mortos desde o início do cessar-fogo”. Natural da cidade de
Deir Al-Balah, na Faixa de Gaza, onde cresceu e viveu a maior parte de sua
vida, e também diretor-executivo do Instituto de Estudos Palestinos dos EUA
(IPS-USA), em Washington, Abusalim destacou ainda: “Portanto, mesmo que Gaza
não esteja nas manchetes, a situação no terreno permanece de derramamento de
sangue contínuo.”
Por
anos, as autoridades do regime colonial descartaram esses números,
qualificando-os como ‘exagerados’, ‘falsos’ e ‘manipulados’. Conseguiram
sustentar essa narrativa de descredibilização por tanto tempo “através da
desumanização pura e simples”, diz Abusalim. “Antes do [atual] genocídio —
seguiu o especialista —, os palestinos lançavam campanhas dizendo que ‘não eram
números’. (…) Até mesmo o privilégio de ter o número considerado representativo
da realidade lhes foi negado. Portanto, isso fala do nível de desumanização.”
Os
sionistas acreditam que os números são falsos porque precisam defender o
projeto israelense enraizado na “visão supremacista de que esta terra deve
pertencer apenas a um povo específico, onde uma língua específica precisa ser
falada, onde uma narrativa específica sobre sua história e cultura deve ser
aceita”, e muitos desavisados caem nessa. “A conclusão desse tipo de pensamento
é de que é necessário considerar os palestinos indignos de vida e, quando
morrem, negar sua morte. É um produto de uma ideologia racista”, afirma Jehad
Abusalim.
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Israel bloqueia ingresso de ajuda humanitária
Segundo
um comunicado de
imprensa do
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, datado de 15 de
janeiro de 2026, especialistas da ONU condenaram a proibição imposta por Israel
a 37 organizações internacionais de ajuda humanitária que operam no território
palestino ocupado. Anunciada em 30 de dezembro de 2025 como medida de segurança
nacional, a nova regulamentação impede essas ONGs de atuarem em Gaza e na
Cisjordânia. Os especialistas afirmam que essa ação é “uma violação flagrante
da lei” e “parte de um ataque sistemático às operações humanitárias”.
Os
especialistas da ONU alertam que “impedir que organizações que salvam vidas
atuem em Gaza marca uma nova fase em uma política que torna a vida insuportável
para uma população já devastada pelo genocídio”. Eles argumentam que essa
estratégia cria condições de “privação crônica”, violando ainda mais a
Convenção sobre o Genocídio. O relatório destaca que, desde outubro de 2023,
mais de 500 trabalhadores humanitários e 1.500 profissionais de saúde foram
mortos, e que quase 50 milhões de dólares em ajuda humanitária permaneceram
bloqueados até o final de 2025. Especialistas instam os Estados a tomarem
medidas imediatas para garantir o acesso incondicional à ajuda, afirmando que
“é inaceitável que um Estado acusado de crimes internacionais e de manter uma
ocupação ilegal bloqueie o acesso à ajuda humanitária vital em território
ocupado.”
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Querem acabar com o Estado palestino
“Nós vamos continuar matando a ideia
de um Estado palestino”, disse Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de
Israel, em 14 de agosto de 2025, durante um evento em que anunciou “a aprovação
de 3.401 unidades habitacionais ilegais que serão construídas no controverso
projeto de assentamento E1” em Ma’ale Adumim, na Cisjordânia ocupada, de acordo
com publicação da Al Jazeera English. Um fato a mais que revela a anexação de fato da região.
Com um
sorriso sinistro, em uma conferência sobre renovação
urbana em Tel Aviv,
o mesmo ministro supremacista tinha declarado em 20 de setembro de 2025 que a
“demolição” de Gaza poderia ser uma “mina de ouro imobiliária”. O ministro
acrescentou ainda que é um “plano de negócios feito pelas pessoas mais
qualificadas e que está na mesa do presidente Trump”. Acrescentou que o regime
“havia pagado muito caro pela ‘guerra’ e que era preciso discutir como ganhar
uma porcentagem no mercado de terras em Gaza”, fazendo referência aos planos
denominados “GREAT Trust” (de Trump) e “Gaza 2035” (de Netanyahu) encarnados no
funesto Conselho de Paz para impor a colônia que eles chamam de “Riviera do
Oriente Médio”.
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Militares israelenses expõem seus crimes
A TRT World, agência de notícias
turca, em sua versão em espanhol, mostrou um vídeo de um criador de conteúdo
dos EUA que, em 17 de fevereiro, teve uma conversa inquietante com um soldado
israelense, o qual, sem nenhuma vergonha, afirmou estar em Gaza matando mulheres
e crianças e que “também os estavam estuprando”. “A conversa gerou forte
indignação online e voltou a colocar o foco nas denúncias de abusos e
assassinatos durante a ofensiva israelense”, acrescenta a postagem.
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Jornalistas palestinos assassinados
De
acordo com reportagem da Ópera Mundi em 28 de
dezembro de 2025, “quase 300 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos
em Gaza durante a guerra ao longo de 26 meses – uma média de cerca de 12
jornalistas por mês. Em dezembro, um relatório da organização Repórteres Sem
Fronteiras constatou que Israel matou mais jornalistas em 2025 do que qualquer
outro país.”
Leia mais
notícias sobre Gaza na seção Genocídio Palestino.
O
martírio de jornalistas em Gaza “não pode ser tratado como um incidente isolado
relegado às margens das notícias, nem como um detalhe secundário no contexto de
uma guerra longa e aberta. O que está acontecendo é uma política clara e
deliberada que tem como alvo a própria verdade, por meio do silenciamento
daqueles que a transmitem em som e imagem, impedindo que ela chegue à opinião
pública mundial sem distorção ou falsificação”, relata Wisam Zoghbour,
jornalista e membro da Secretaria-Geral do Sindicato dos Jornalistas
Palestinos, de acordo com publicação na Diálogos do Sul
Global.
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Abuso contra reféns palestinos em prisão
Em 13
de fevereiro de 2026, em uma visita marcada por enorme truculência, intimidação
e abuso de detidos palestinos, o ministro da Segurança Nacional de Israel,
Itamar Ben-Gvir, defendeu abertamente a implementação da pena de morte para
reféns palestinos classificados como ‘terroristas’ por parte do regime
genocida, sugerindo serem “executados por enforcamento, por injeção ou na
cadeira elétrica”, de acordo com publicação da Roya
News,
site de notícias da Jordânia. Ben-Gvir liderava uma operação de repressão na
Prisão de Ofer, localizada no ocidente de Ramallah.
Uma reportagem da
Anadolu Agency registra
que “as condições dos prisioneiros palestinos deterioraram-se drasticamente
durante o mandato de Ben-Gvir, em meio a severas restrições, abusos
generalizados e notável perda de peso entre os detidos”, e que organizações de
direitos humanos palestinas e israelenses afirmam que “ex-prisioneiros
libertados nos últimos meses relataram tortura sistemática, violência
sexual, fome e negligência médica, e alguns apresentam sinais de grave trauma
psicológico.”
Em
novembro de 2025, o parlamento israelense aprovou em primeiro turno um projeto
de lei apresentado pelo partido de extrema-direita Otzma Yehudit (Poder
Judaico, em tradução livre), de Ben-Gvir, que permitiria a pena de morte para
palestinos. O texto ainda precisa passar por outras três votações antes de se
tornar lei. Mais de 9.300 palestinos estão atualmente detidos em prisões
israelenses, incluindo cerca de 350 crianças, segundo a reportagem do canal
turco.
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Palestinos são assassinados nas ruas da Cisjordânia
Também
na Cisjordânia, “fontes locais relataram que as forças de ocupação abriram fogo
contra o jovem Muhammad Kamel Shreim (18 anos), quando ele se aproximou do muro
da separação e do apartheid, na entrada norte da cidade de Qalqilya, o que
resultou em um tiro no peito. Ele foi posteriormente transportado por uma
ambulância do Crescente Vermelho para o Hospital Governamental Darwish Nazzal,
onde os médicos declararam seu falecimento em decorrência dos
ferimentos”, informou a SadaNews, agência palestina
de notícias, sediada na cidade de Ramallah.
Uma criança palestina morreu após
pisar em uma mina localizada
perto de um acampamento militar israelense na Cisjordânia ocupada em 17 de
janeiro de 2026, informou o Crescente Vermelho Palestino, citando uma fonte do
Ministério da Defesa israelense que confirmou a morte. “Grande parte das terras
próximas à fronteira com a Jordânia permanece repleta de minas israelenses,
apesar do tratado de paz de 1994, colocando em risco principalmente vidas
palestinas”, informa a TRT World.
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Mesmo sendo caluniada pelo sionismo e seus cupinchas, relatora da ONU denuncia
o genocídio
Francesca
Albanese, a relatora especial da ONU sobre os direitos humanos nos territórios
palestinos, é atacada por denunciar que o plano para destruir o povo palestino
continua.
Em
entrevista ao canal de notícias France 24 em inglês, afirmou que o que
“Israel está fazendo é ilegal e demonstra que não há limites, nem restrições às
ambições do seu processo de conquista”. Destacou ainda que “isso ocorre em um
contexto de violência crescente em todo o território palestino ocupado, enquanto
soldados e colonos espalham o terror na Cisjordânia e em Jerusalém
Oriental, e o plano para destruir completamente Gaza continua.”
Ao
mesmo tempo, “é chocante como Israel tem carta-branca para continuar ocupando o
território palestino, mesmo havendo uma decisão clara da Corte Internacional de
Justiça, o mais alto órgão judicial do mundo, que declara a ocupação ilegal e
exige seu desmantelamento total e incondicional: os assentamentos, as tropas e
o controle sobre os recursos naturais”, comentou.
Albanese
assegura que “evidências de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos
que constituem genocídio continuam a se acumular”, e que “há quase 600
palestinos em Gaza, incluindo muitas crianças e idosos, que foram mortos pelo
exército em bombardeios e fogo contínuo de franco-atiradores”. O que o governo
Trump “está ajudando Israel a fazer é a limpeza étnica da Palestina”, denunciou
também.
A
relatora tem sido acusada de ser antissemita por parte do regime genocida
israelense, pelo governo imperial estadunidense — que também impôs sanções
contra ela — e por outras potências coloniais europeias. Ela classifica as
acusações como vergonhosas e difamatórias.
Para o
momento da entrevista, também, asseverou que “desde 7 de outubro, passaram-se
850 dias durante os quais Israel massacrou entre 70 mil e 80 mil pessoas,
destruindo tudo, pulverizando tudo o que representava vida para elas: casas,
escolas, locais de memória, hospitais”.
“Isso é
tão abominável que lutamos para conter a situação, e é tão desproporcional a
tudo o que foi feito que, naturalmente, eu continuo a focar em Israel. Sempre
que posso, sim, condeno o Hamas”, disse a relatora, que insistiu em que sempre
condenou o Hamas “pelo que estava fazendo aos palestinos antes de outubro de
2023”. Ela continua sustentando que “qualquer pessoa, do Papa ao
Secretário-Geral, já foi acusada de antissemitismo simplesmente por pedir a
Israel que cumpra o direito internacional.”
Disse
ainda que “o antissemitismo é o ódio e a discriminação contra os judeus
simplesmente por serem judeus, mas isso não tem nada a ver com pedir a Israel,
como membro da comunidade internacional, que cumpra o direito internacional.
Seus crimes estão amplamente documentados, mas também há um nível enorme de
manipulação das informações por parte dos seguidores e cúmplices do apartheid
israelense, onde quer que estejam.”
Fonte:
Diálogos do Sul Global

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