Por
que revide do Irã contra aliados dos EUA no Oriente Médio levanta questões
sobre capacidade de defesa americana
O Irã respondeu neste sábado (28/2)
com duas ondas de ataques a países do Oriente Médio após ser alvo de bombardeios dos Estados
Unidos e de Israel em
seu território.
No
total, foram alvos dos ataques Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos,
Arábia Saudita, Jordânia e Iraque, além de Israel.
Neste
domingo (1/3), após a confirmação da morte do líder supremo, Ali Khamenei,
Teerã retomou os bombardeios. Explosões foram ouvidas em Doha, capital do
Catar, e também em Dubai, parte dos Emirados Árabes Unidos (siga em tempo real a cobertura).
Entre
sábado e este domingo, pelo menos uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas em
ataques nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, essa ultima também parte dos
Emirados.
Na
primeira bateria de ataques, durante a manhã de sábado, o regime dos aiatolás
reagiu lançando mísseis contra Israel, o que foi
confirmado pelo exército do país, e contra várias nações da região onde os
Estados Unidos possuem interesses militares ou que são aliadas.
"Todos
os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região
foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos. Esta operação
continuará sem descanso até que o inimigo seja derrotado de forma
decisiva", afirmou a Guarda Revolucionária do Irã.
Na
tarde de sábado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou uma nova
onda de ataques com mísseis contra bases americanas no Oriente Médio, segundo
informa a agência de notícias AFP, citando a televisão estatal iraniana.
A
amplitude dos alvos de Teerã nesta resposta é muito diferente da reação
controlada de junho do ano passado, quando reagiu ao ataque dos EUA com o
lançamento de alguns mísseis contra bases americanas na área, mas sem outros
avanços.
Segundo
Frank Gardner, correspondente de Segurança da BBC News, "isso é
diferente": "É mais grave e perigoso do que qualquer outra coisa
anterior".
Outro
correspondente de segurança, Jonathan Beale, citou que o ataque iraniano à base
da Marinha dos EUA no Bahrein "destacou lacunas nas defesas aéreas, o que vai
preocupar Washington e seus aliados na região".
A
análise argumenta que apesar da superioridade militar dos EUA, o volume de
mísseis e drones do Irã, que incluem milhares de mísseis balísticos e drones de
ataque, significa que Washington pode não conseguir impedir completamente ações
contra seus interesses na região.
Mais
cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que o
país tem o direito de responder e proteger sua integridade.
Araghchi
manteve conversas telefônicas com seus homólogos de países como Arábia Saudita,
Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque, comunicando que o Irã
utilizará "todos os seus recursos defensivos e militares em virtude do
legítimo direito à autodefesa".
Ele
também ressaltou que estes países têm a "responsabilidade de impedir o uso
indevido de suas instalações e territórios" por parte dos Estados Unidos e
de Israel para realizar ataques.
Por sua
vez, o Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC) do Irã apontou que o
"inimigo" assumiu erroneamente que o povo iraniano "se renderia
às suas mesquinhas demandas mediante ações tão covardes".
Segundo
o SNSC, as forças armadas do Irã já haviam começado a tomar medidas de
retaliação e se comprometeram a "manter continuamente informado o querido
povo".
Além
disso, advertiu que as operações dos Estados Unidos e de Israel poderiam
continuar em Teerã e outras cidades, instando os cidadãos a "manter a
calma" e viajar para áreas mais seguras quando fosse possível para evitar
perigos.
Segundo
informou a agência oficial de notícias iraniana Fars, o país tinha como
objetivo atingir as bases aéreas Al Udeid no Catar, Ali Al Salem no Kuwait, Al
Dhafra nos Emirados Árabes Unidos e a base naval da Quinta Frota dos Estados
Unidos no Bahrein.
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Israel
Em
Israel, as sirenes soaram em cidades como Jerusalém, e o país confirmou que as
Forças de Defesa de Israel haviam interceptado mísseis lançados do Irã.
Não
houve informações de feridos.
No
entanto, as Forças de Defesa de Israel advertiram em um comunicado que "a
defesa não é hermética e, portanto, é essencial que o público siga as
diretrizes" das autoridades.
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Emirados Árabes Unidos
Nos
Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa afirmou em um comunicado que o
país foi alvo de "um ataque flagrante com mísseis balísticos
iranianos".
"Os
sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos responderam com grande
eficácia e interceptaram com sucesso vários mísseis", acrescentou.
No
entanto, segundo o ministério, os destroços caíram sobre uma zona residencial
de Abu Dhabi, a capital, causando alguns danos materiais e a morte de um civil
cujo nome não foi revelado.
A BBC,
além disso, recebeu uma foto de uma testemunha ocular que mostra uma coluna de
fumaça perto do hotel Fairmont The Palm, em Dubai.
O
governo de Dubai confirmou posteriormente o incidente e informou que quatro
pessoas ficaram feridas e que o incêndio foi controlado.
O
governo dos emirados condenou o ataque como uma "escalada perigosa" e
um "ato covarde", e sublinhou que "reserva-se todo o direito de
responder".
Não se
sabe com certeza quais eram os objetivos do Irã nos emirados, mas existe
presença militar americana no país.
Em Abu
Dhabi, a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos e a dos EUA dividem a base
aérea de Al Dhafra.
E o
porto de Jebel Ali, em Dubai, é o maior porto que abriga a Marinha dos EUA no
Oriente Médio, acolhendo porta-aviões e outros navios americanos.
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Bahrein
Bahrein,
sede da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, também foi alvo de um
ataque com mísseis do Irã.
Imagens
gravadas por testemunhas, postadas nas redes sociais e verificadas pela BBC
mostram uma grande explosão nessa base naval.
O
Centro Nacional de Comunicações do Bahrein afirmou que o centro de serviços da
Quinta Frota havia sido "objeto de um ataque com mísseis". Este
centro é responsável pelas operações no Golfo, no Mar Vermelho, no Mar da
Arábia e em partes do Oceano Índico.
Outras
imagens verificadas procedentes do Bahrein mostram colunas de fumaça escura
enquanto soam as sirenes em toda a cidade.
A
embaixada dos EUA em Manama, a capital do pequeno país insular no Golfo
Pérsico, emitiu um alerta de segurança no qual advertia sobre um "ataque
iminente com drones ou mísseis no Bahrein", e instou os cidadãos
americanos a se "refugiar no local onde se encontrem, revisar os planos de
segurança em caso de ataque e permanecer alerta diante de possíveis ataques
futuros".
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Catar
Em
Doha, a capital do Catar, a correspondente da BBC Barbara Plett Usher também
pôde ouvir explosões, e o Ministério da Defesa do país informou que havia
interceptado vários mísseis, aparentemente direcionados contra a base aérea de
Al Udeid, a maior base militar americana da região.
O
Ministério do Interior declarou, no entanto, que os ataques não haviam causado
danos.
"Temos
recebido alertas de emergência em nossos telefones advertindo a população para
que permaneça em suas casas. Ainda há trânsito nas estradas, mas menos que em
outros dias", relatou Plett Usher.
Em
Doha, a base aérea de Al Udeid é o quartel-general avançado do Comando Central
dos EUA.
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Arábia Saudita
A
Arábia Saudita confirmou que o Irã atacou Riad, advertindo que se reserva o
direito de se defender.
O reino
expressou sua "mais enérgica condenação aos flagrantes e covardes ataques
iranianos contra as regiões de Riad e a Província Oriental, que foram
repelidos", declarou o Ministério das Relações Exteriores em um
comunicado.
"Diante
desta agressão injustificada, o reino afirma que tomará todas as medidas
necessárias para defender sua segurança e proteger seu território, seus
cidadãos e seus residentes, inclusive com a opção de responder à
agressão".
Os EUA
têm mais de 2.000 soldados na Arábia Saudita, alguns dos quais estão destacados
a cerca de 60 km ao sul de Riad, na base aérea Príncipe Sultão.
Essa
base dá apoio aos ativos do Exército dos Estados Unidos, incluindo as baterias
de mísseis Patriot e os sistemas de defesa antiaérea de grande altitude
(THAAD).
Os
líderes da Arábia Saudita, Catar e Omã haviam instado anteriormente o governo
de Donald Trump a não atacar o Irã.
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Kuwait
O
coronel Saud Abdulaziz Al-Atwan, porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait,
publicou no X que a base aérea Ali Al-Salem, onde a força aérea americana está
presente, havia sido atacada por vários mísseis balísticos, mas que as forças
de defesa aérea do país conseguiram interceptá-los.
A BBC
recebeu imagens registradas em uma rodovia do Kuwait que parecem mostrar as
consequências de um ataque. Pode-se ver um caminhão em chamas, e o que parece
ser um carro dos bombeiros.
Mais
tarde, a Autoridade Pública de Aviação Civil do Kuwait afirmou que um drone
atacou o Aeroporto Internacional do Kuwait, assegurando que a situação estava
sob controle.
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Jordânia
Na
Jordânia, país vizinho de Israel, as forças armadas informaram que derrubaram
dois mísseis balísticos que tinham como objetivo atingir o seu território.
As
autoridades jordanianas detalharam que caíram "objetos e escombros"
em vários lugares do reino "sem causar vítimas, apenas danos
materiais" e disseram que seguiam de perto os acontecimentos na região e
reiteraram que a principal prioridade do reino era salvaguardar a segurança da
sua população.
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Iraque
De
acordo com a agência Reuters, as defesas aéreas americanas derrubaram um drone
sobre uma base militar americana perto de Erbil, no Iraque.
A AFP,
por sua vez, relatou que foram ouvidas explosões perto do consulado do país na
cidade.
Duas
pessoas morreram em ataques aéreos contra uma base militar iraquiana que
abrigava o poderoso grupo pró-Irã Kataeb Hezbollah, que ameaçou os Estados
Unidos com uma resposta.
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Os riscos da grande aposta de Trump no Irã: 'Não se pode
mudar um regime sem tropas em terra'
Ao
atacar o Irã e matar o líder supremo do regime, Ali Khamenei, o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, fez uma aposta enorme: a de que pode ter sucesso
onde presidentes americanos anteriores fracassaram, usando a força militar
americana para reconfigurar o Oriente Médio.
Trump
proclamará uma vitória geracional se os Estados Unidos conseguirem destruir
completamente o programa nuclear do Irã e provocar uma mudança de regime em
Teerã utilizando apenas o poder aéreo, mesmo que, a partir de Washington, não
pareça haver um plano claro sobre o que viria depois da República Islâmica.
Mas, se
o ataque militar, denominado Operação Fúria Épica pelo Pentágono, fracassar ou
desencadear uma conflagração regional mais ampla que exija uma participação
contínua dos Estados Unidos, Trump poderá prejudicar seu legado, assim como as
chances dos republicanos de manter o controle do Congresso nas eleições
legislativas de meio de mandato, em novembro.
O
presidente deixou claro o que está em jogo em declarações feitas nas primeiras
horas de sábado, quando anunciou o início de uma campanha militar no Irã.
"Heróis
americanos podem ser perdidos", disse Trump. Ele argumentou que esse seria
um preço necessário para infligir danos a um regime que, segundo ele, tem
semeado o caos no Oriente Médio desde que chegou ao poder em 1979.
"Durante
47 anos, o regime iraniano entoou 'Morte à América'", afirmou Trump. E
acrescentou mais tarde: "Não vamos tolerar isso por mais tempo".
Mas,
enquanto o mundo espera para ver o que o regime iraniano fará após a morte de
seu líder supremo, ainda está por se ver se Trump conseguirá evitar uma
campanha militar prolongada.
Também
é uma incógnita se ele conseguirá convencer a opinião pública americana — e
especialmente sua base, que em grande parte se opõe às intervenções dos Estados
Unidos no exterior — a apoiar mais uma incursão no Oriente Médio.
É um
momento decisivo para Trump, que retornou ao cargo há pouco mais de um ano com
a promessa de pôr fim às chamadas "guerras eternas", como as que os
Estados Unidos travaram no Afeganistão e no Iraque, mas que acabou lançando
operações militares no Irã, na Venezuela e na Síria, entre outros países.
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O temor por um conflito prolongado
Os
bombardeios dos Estados Unidos e de Israel ocorreram depois que a Casa Branca
advertiu que haveria um ataque caso o regime não aceitasse um acordo para
abandonar seu programa de armas nucleares, deixar de produzir mísseis
balísticos e retirar o apoio a grupos aliados como o Hamas e o Hezbollah.
Após
concentrar uma enorme força militar na região, Trump passou a noite de
sexta-feira supervisionando o ataque à medida que ele se desenrolava, ao lado
de seus principais assessores em sua residência na Flórida, em Mar-a-Lago.
Em
Washington, o vice-presidente, J.D. Vance, a diretora de Inteligência Nacional,
Tulsi Gabbard, e outros altos funcionários da administração se reuniram na Sala
de Situação da Casa Branca, segundo uma fonte familiarizada com o assunto, e se
conectaram por linha de conferência com Trump para acompanhar o bombardeio em
tempo real.
A morte
de Khamenei representa uma grande escalada, mas analistas alertam que ela pode
escapar ao controle de Trump.
"O
dado já está lançado, e agora os Estados Unidos precisam ir até o fim para
alcançar uma mudança de regime. O problema é que não se pode fazer isso sem
tropas no terreno", disse Mohammed Hafez, professor da Escola de
Pós-Graduação Naval, na Califórnia.
Os
ataques de retaliação do Irã contra vários aliados dos Estados Unidos na região
— Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e outros — indicaram que o regime
planeja responder de forma mais agressiva do que após o ataque americano do ano
passado, acrescentou.
"A
estratégia do regime iraniano será criar um conflito regional que afete a
economia global e a economia americana, e isso não seria algo positivo para
Trump", afirmou Hafez, especialista em violência política islâmica e
política do Oriente Médio. "Isso pode se transformar em um atoleiro."
Um
conflito prolongado no Oriente Médio poderia afetar outras prioridades de Trump
na região, como a reconstrução de Gaza após a guerra entre Israel e Hamas e o
fortalecimento dos laços com a Arábia Saudita.
Também
poderia afastar seus eleitores em um momento em que seus índices de aprovação
vêm sendo afetados pela frustração dos americanos com o custo de vida e outras
questões internas.
Nas
últimas semanas, vários altos funcionários da administração expressaram
preocupações sobre uma grande operação militar no Irã, segundo um
ex-funcionário do primeiro governo Trump que continua próximo de sua equipe e
conhece as deliberações internas na Casa Branca.
Trump
demonstrou confiança na missão no sábado, após decidir lançar o ataque e pôr
fim a semanas de especulação sobre um possível bombardeio. Mas também enviou
sinais contraditórios que levantaram novas dúvidas sobre quais são os objetivos
de guerra dos Estados Unidos.
"Posso
prolongar isso e assumir o controle de tudo, ou terminar em dois ou três
dias" e manter a ameaça de novos ataques sobre a mesa, disse Trump ao
portal Axios.
Mais
tarde, afirmou nas redes sociais que "o bombardeio intenso e preciso…
continuará, sem interrupção, durante toda a semana ou pelo tempo que for
necessário".
As
declarações ressaltaram o que os críticos descrevem como a abordagem
improvisada de Trump na política externa e sua falta de interesse em preparar o
terreno para conquistar o apoio de legisladores e da opinião pública local
antes de lançar ataques militares.
É essa
mesma abordagem pouco convencional que, segundo seus aliados e apoiadores, lhe
permitiu acumular sucessos, incluindo um cessar-fogo acordado em Gaza e um
maior compromisso financeiro europeu com a Otan (Organização do Tratado do
Atlântico Norte).
Sem
aprovação do Congresso
Trump
fez pouco previamente para apresentar aos americanos um argumento detalhado
sobre por que é do interesse do país iniciar uma guerra com o Irã.
O
presidente poderia ter usado seu discurso sobre o Estado da União na semana
passada para expor suas razões, mas decidiu não fazê-lo.
O
presidente lançou a campanha militar sem buscar primeiro a aprovação do
Congresso. Ainda assim, a maioria dos republicanos expressou apoio à medida
neste sábado.
"O
Irã está enfrentando as severas consequências de suas ações malignas",
afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson, em comunicado.
"O
presidente Trump e a administração fizeram todos os esforços possíveis para
buscar soluções pacíficas e diplomáticas em resposta às persistentes ambições e
ao desenvolvimento nuclear do regime iraniano, ao terrorismo e ao assassinato
de americanos e até mesmo de seu próprio povo."
Mas a
falta de coordenação com o Congresso enfureceu os democratas e alguns membros
do próprio partido de Trump que se opõem aos ataques americanos.
"Donald
Trump está arrastando os Estados Unidos para uma guerra que o povo americano
não quer", enfatizou em comunicado a ex-vice-presidente e candidata
democrata em 2024, Kamala Harris. Ela acrescentou que "nossas tropas estão
sendo colocadas em perigo pela guerra escolhida por Trump".
O líder
da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a administração não forneceu
"detalhes críticos sobre o alcance e a urgência da ameaça" ao
Congresso nem ao povo americano. "Os ciclos erráticos de Trump de atacar e
arriscar um conflito mais amplo não são uma estratégia viável", disse.
A forte
reação dos democratas no sábado sugere que Trump pode ser obrigado a travar uma
batalha política interna enquanto conduz a nova guerra no Oriente Médio,
justamente quando começam as eleições primárias rumo às cruciais eleições
legislativas de novembro.
Os
democratas da Câmara realizarão uma reunião no domingo à noite para discutir
sua resposta à campanha militar, segundo duas fontes que falaram sob condição
de anonimato para comentar os planos.
O líder
da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que os democratas retomarão na
próxima semana a tentativa de submeter a votação uma resolução para limitar os
poderes de guerra de Trump em relação ao Irã.
"É
fácil prender o líder de outro país, como na Venezuela, mas o que você faz nos
dias seguintes?", disse um assessor democrata da Câmara. A administração
"não articulou uma estratégia nem um objetivo".
Trump,
por sua vez, declarou à emissora NBC no sábado: "Em algum momento, vão me
ligar (do Irã) para perguntar quem eu gostaria (como líder). Estou sendo um
pouco sarcástico quando digo isso".
E,
embora as eleições legislativas de novembro sejam cruciais para definir o que
Trump poderá alcançar no restante de seu mandato — como presidentes anteriores
já descobriram —, sua decisão de lançar uma ação militar extraordinária no
Oriente Médio pode se revelar ainda mais determinante para a definição de seu
legado.
Fonte:
BBC News

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