Pancreatite
por uso de canetas emagrecedoras: veja os sintomas e sinais
A
pancreatite aguda ligada ao uso canetas emagrecedoras ganhou maior atenção
desde o início do mês, quando o Reino Unido emitiu um alerta de risco para a
doença por meio da MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de
Saúde).
No
Brasil, dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também
apontam a necessidade um registro preocupante: seis mortes suspeitas e 145
casos suspeitos de pancreatite que seriam ligados ao uso desses medicamentos no
período entre 2020 e 2025.
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Sintomas e sinais
Segundo
o Manual MSD, "quase todas as pessoas com pancreatite aguda sentem uma dor
intensa na região superior do abdômen. A dor se irradia para as costas em
aproximadamente 50% das pessoas".
A
pancreatite aguda também pode ser causada, por exemplo, por cálculos biliares e
consumo de álcool. Porém, independentemente da causa, a dor permanece constante
e intensa, com caráter penetrante e pode persistir por diversos dias.
Náuseas
e vômito também são causas comuns aos pacientes diagnosticados com pancreatite.
Sensibilidade ao toque na barriga, febre, batimento cardíaco acelerado e falta
de ar são outros possíveis sinais da pancreatite aguda.
Alexandre
Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome
Metabólica, esclarece que esse risco consta na bula desses medicamentos desde o
lançamento do primeiro deles, a liraglutida, há cerca de 20 anos.
Hohl
demonstrou preocupação com o uso indiscriminado dos medicamentos, especialmente
aqueles de procedência desconhecida. "Nosso cenário principal são essas
medicações que vêm de outros países, de origem desconhecida, manipulação que
não se sabe de onde vêm, de medicamentos que muitas vezes nem caiu a
patente", afirmou.
O
médico alertou que os casos relatados oficialmente referem-se apenas aos
medicamentos adquiridos em farmácias regulamentadas, que possuem
farmacovigilância. Quanto aos produtos de origem obscura, ele foi enfático:
"A gente não tem nem ideia do que possa acontecer".
A
principal recomendação do especialista é buscar acompanhamento médico adequado.
"Ter um médico para fazer o tratamento adequado. Isso é condição
indispensável", enfatizou.
• Pancreatite por emagrecedores: É um
risco em bula, explica médico
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou seis mortes por
pancreatite possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras no
Brasil. Em entrevista, Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o
Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, esclareceu que esse risco consta na
bula desses medicamentos desde o lançamento do primeiro deles, a liraglutida,
há cerca de 20 anos.
Segundo
Hohl, os dados apresentados pela Anvisa não diferem dos números registrados em
outros países. "Os dados do Brasil não são diferentes do resto do mundo.
Desde o início isso consta em bula", explicou.
O
especialista comparou a situação brasileira com o Reino Unido, que registrou 19
mortes entre 2007 e 2025 possivelmente associadas a esses medicamentos.
"Precisa, sim, alertar a população que esse é um risco e que precisa ter
cuidado com a utilização desses medicamentos", ressaltou.
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Uso inadequado e medicamentos de origem duvidosa
Hohl
demonstrou preocupação com o uso indiscriminado dos medicamentos, especialmente
aqueles de procedência desconhecida. "Nosso cenário principal são essas
medicações que vêm de outros países, de origem desconhecida, manipulação que
não se sabe de onde vêm, de medicamentos que muitas vezes nem caiu a
patente", afirmou.
O
médico alertou que os casos relatados oficialmente referem-se apenas aos
medicamentos adquiridos em farmácias regulamentadas, que possuem
farmacovigilância. Quanto aos produtos de origem obscura, ele foi enfático:
"A gente não tem nem ideia do que possa acontecer".
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Recomendações e contraindicações
A
principal recomendação do especialista é buscar acompanhamento médico adequado.
"Ter um médico para fazer o tratamento adequado. Isso é condição
indispensável", enfatizou. Ele ressaltou que esses medicamentos podem
mudar positivamente a vida de pessoas com diabetes, obesidade ou sobrepeso, mas
o problema está no uso desnecessário ou sem indicação.
Entre
as contraindicações destacadas por Hohl está o histórico de pancreatite de
repetição. Ele também mencionou um dado importante do estudo Select, que
liberou recentemente um desses medicamentos para doença cardiovascular:
"Quando de um lado se deu o remédio e do outro se deu o placebo, o risco
de pancreatite nos dois grupos foi igual. Não teve aumento nenhum. As pessoas
que usam esses remédios já têm maior risco de pancreatite".
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Tratamento integrado e perspectivas futuras
Hohl
enfatizou que o tratamento para obesidade e doenças metabólicas deve ser
integrado, não dependendo apenas de medicamentos. "A base do tratamento de
doença metabólica é alimentação, atividade física, bom sono, diminuição do
nível de estresse e medicamento", explicou.
Sobre o
futuro desses medicamentos, o especialista informou que a patente da
liraglutida já caiu e a da semaglutida cairá no próximo mês, o que deve
aumentar a disponibilidade de versões mais baratas. "A gente espera que as
empresas que vão fazer os competidores lancem no mercado esses medicamentos com
preço mais barato que o original", comentou, destacando a importância do
acesso ao tratamento.
Hohl
também previu um avanço contínuo nessa área: "O que nós temos hoje, daqui
a cinco anos, teremos o dobro de empresas para poder ajudar as pessoas".
Ele ressaltou, porém, a necessidade de garantir a qualidade dos novos produtos,
já que se trata de medicamentos complexos baseados em proteínas.
Fonte:
CNN Brasil

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