terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Os segredos que nunca te contaram sobre como organizar a lava-louças

Existe uma forma certa de colocar a louça na máquina de lavar?

Esta é uma questão que gera debates em muitas residências. Mas o programa de TV Inside the Factory, da BBC, tentou esclarecer a dúvida de uma vez por todas.

Para isso, fomos buscar orientações de especialistas. E descobrimos que alguns de nós podemos estar cometendo erros.

Aqui estão cinco regras que irão deixar os pratos brilhando e, quem sabe, pôr fim ao debate sobre o uso correto da lava-louças.

<><> 1. Não faça pré-enxágue

Se você enxágua os pratos antes de colocar na lava-louças, fique sabendo que está fazendo errado, segundo Andrew Laughlin, o principal pesquisador do grupo de consumidores britânico Which?

As máquinas de lavar louça modernas usam um sensor de turbidez para detectar o nível de sujeira da água — e, consequentemente, dos pratos.

Se você enxaguar tudo antes da lavagem, a máquina irá pensar que os pratos estão limpos. Por isso, ela reduzirá a temperatura e a intensidade, prejudicando sua eficiência.

"Em vez disso, é muito melhor raspar os restos de comida para o lixo e limpar regularmente o filtro da lava-louças", explica Laughlin.

Lynsey Crombie é a autora do livro The 15 Minute Clean ("A limpeza de 15 minutos", em tradução livre). Ela concorda com esta orientação.

"As lava-louças modernas são projetadas para detectar a sujeira", segundo ela. "Por isso, se os seus pratos entrarem na máquina limpos demais, elas podem realmente lavar com menos eficiência."

"Retire os restos de comida, mas não faça pré-lavagem. Você estará desperdiçando tempo e água."

<><> 2. Arrume corretamente

A regra adotada por Laughlin para arrumar a louça na máquina é esta: se você comeu dela, coloque na prateleira de baixo; se você bebeu dela, coloque na prateleira de cima.

Também é importante posicionar as superfícies sujas em direção aos jatos.

"Coloque tudo em direção ao centro da máquina, para melhor desempenho", ensina ele.

Laughlin também orienta a evitar que os objetos encostem uns nos outros, para que a água possa fluir e lavar corretamente.

Crombie aconselha a colocar as tigelas voltadas para baixo, para não juntar água. E também dispor os talheres de forma que as colheres não fiquem todas reunidas.

Mas o maior erro que muitos de nós cometemos é sobrecarregar a lava-louças, segundo ela.

"Se a água não conseguir circular adequadamente, nada irá sair limpo, por mais cara que seja sua pastilha", explica ela.

<><> 3. Coloque os objetos mais sujos no centro

Não há nada mais frustrante do que carregar a lava-louças e, ao término do ciclo, encontrar objetos que não foram limpos.

Laughlin afirma que, entre os "maiores culpados", estão os cereais, ovos mexidos e alimentos ricos em amido, com resíduos com alto teor de proteína.

Para resolver o problema, ele recomenda colocar os objetos mais sujos no meio, onde a intensidade dos jatos é mais alta.

Isso fará com que a lavagem seja mais eficiente, evitando que os mesmos objetos retornem para a máquina, para outra lavagem. Assim, economizamos tempo e dinheiro.

<><> 4. Use pastilhas e sal

Laughlin afirma que o uso de pastilhas é "absolutamente" vital. Elas ajudam a decompor a sujeira e os resíduos dos alimentos, dando início ao processo de limpeza.

As pastilhas contêm enzimas que decompõem amidos e proteínas, além de tensoativos para que a água se espalhe e limpe melhor.

Paralelamente, o sal especial para máquinas de lavar louça ajuda a "suavizar a água, evitando o acúmulo de calcário e aquelas horríveis marcas brancas nos vidros".

Crombie destaca que, mesmo se a sua pastilha disser que já contém sal, ainda assim ela recomenda o seu uso, "pois o sal protege a máquina a longo prazo".

"Pense nele como manutenção, não como adicional", explica ela.

Também vale a pena considerar os dosadores de secantes, segundo Laughlin. Eles "dispersam a água na superfície dos pratos, ajudando a secar no final do ciclo com mais eficiência".

<><> 5. Evite certos objetos

Utensílios antiaderentes, facas pontiagudas e objetos de madeira não devem ir para a lava-louças. "As altas temperaturas e a pressão da água podem danificá-los", explica ele.

Lynsey Crombie destaca que se deve evitar tudo o que tiver rótulos adesivos, pois eles podem obstruir o filtro.

Mas de quem é a vez de esvaziar a máquina? Taí uma questão que os especialistas não sabem responder.

•        Dez truques úteis de cozinha que você talvez não conheça

Você é do tipo que adora fazer pratos elaborados na cozinha ou prefere apenas cozinhar o básico?

Já se pegou vendo um reality show de culinária e imaginando se consegue fazer aquelas delícias?

A verdade é que o segredo da boa cozinha muitas vezes está em truques simples que você aprende com a prática – ou com dicas de chefs e cozinheiros que compartilham suas experiências.

O programa da radio BBC The Kitchen Cabinet (O Armário de Cozinha) leva comida, cozinhar e comer muito à sério.

A equipe sabe que, não importa se você está cozinhando um banquete ou um almoço trivial, comer bem pode ser mais fácil do parece.

Aqui estão as dez dicas mais úteis:

<><> 1. Use uma tábua de cortar de madeira

A maioria das cozinhas profissionais usa tábuas de aço inoxidável por questões de higiene. Mas a melhor tábua de corte para ter em casa é a de madeira.

A madeira não tem propriedades antimicrobianas, mas é um dos piores ambientes para bactérias em um longo período de tempo. O material é poroso e absorve a umidade da superfície, secando a tábua mais rápido e prevenindo o crescimento de bactérias.

Além disso, por ser uma superfície não tão dura, a madeira não estraga o corte da faca.

Zoe Laughlin, do Institute of Making (Instituto do Fazer), aconselha tomar cuidado com tábuas de plástico.

"Umidade e bactérias se alojam nas marcas de corte da superfície", diz ela. "Uma tábua de madeira seca muito mais rápido."

Também é útil ter mais de uma tábua: uma para cortar carne e peixe crus e outra para vegetais e outros alimentos.

<><> 2. Amasse o alho com a lateral da faca em vez de descascar

A internet está cheia de truques "milagrosos" para descascar alho, mas a maioria ou causa muita sujeira ou é boa para grandes quantidades.

A solução é uma boa e velha técnica usada por grande parte dos chefs profissionais: em vez de descascar os dentes de alho um por um, coloque-os deitados na tábua e amasse-os com a lateral de uma faca grande de picar.

A casca vai sair tranquilamente e o alho já vai estar amassado, sem sujeira. Depois é só juntar os dentes e picar.

<><> 3. Deixe a carne descansar antes de cortar

Depois de assar ou grelhar um bife, deixe-o descansando por alguns minutos antes de cortar. A carne fica mais suculenta: conforme esfria, o "suco" da carne é reabsorvido e não escorre tanto ao cortar.

Mas, é claro, ninguém quer comer um bife gelado. Para que não esfrie demais, coloque papel alumínio sobre ele assim que tirar da frigideira, aconselha o chefe britânico Andi Oliver.

A ideia é deixar o bife descansando em temperatura ambiente por alguns minutos, de acordo com seu gosto e com o tamanho do bife. Se for bem grosso, pode descansar uns bons dez minutos. Se for um bife fininho, pode ser bem menos.

A dica também vale para carne assada e para churrasco.

<><> 4. Use fermento biológico fresco em vez de seco

O escritor especializado em culinária Tim Hayward aconselha usar fermento fresco em vez de fermento biológico seco para fazer pães.

Vendido em tabletes, o fermento fresco tem um curto prazo de validade e precisa ser usado logo, mas, segundo Tim, dá um sabor bem melhor aos produtos assados.

Uma opção melhor ainda é usar fermento natural, o chamado levain, aquela massa viva de fermentação que você precisa alimentar e compartilhar.

<><> 5. Não use óleo para cozinhar o macarrão

Jogar óleo na água de cozimento do macarrão não é o melhor método para deixá-lo soltinho. Além de ser ineficiente, a gordura forma uma camada em torno da massa que a impede a absorver o molho, e seu macarrão fica menos saboroso.

O segredo do macarrão soltinho é garantir que a quantidade de água usada seja suficiente para a quantidade de macarrão – o ideal é usar no mínimo um litro de água para cada 100 g de macarrão. Também é importante mexer a massa durante o cozimento e não deixá-la cozinhar demais.

Para saber se está no ponto, tire um pedacinho de massa e quebre para ver se está seco. Para ficar 'al dente', retire quando ainda tiver um pontinho de massa seca.

Seguir o tempo de cozimento indicado na embalagem também costuma funcionar.

<><> 6. Manteiga: salgada ou sem sal? Não importa!

Esse tópico gera polêmica.

Cozinheiros mais antigos costumam usar manteiga sem sal para assar e com sal para cozinhar na panela.

O sal tradicionalmente é adicionado à manteiga para agir como um conservante natural – é uma medida pra prevenir o crescimento de bactérias.

O professor de culinária Barry Smith diz que não gosta que seus cogumelos soltem água enquanto cozinham – já que o sal retira a água dos alimentos –, então ele usa manteiga sem sal e depois salga no final.

No entanto, Jay Rayner e Rachel McCormack, do programa The Kitchen Cabinet, usam manteiga salgada tanto para assar quanto para cozinhar.

No fim, tudo depende um pouco do seu gosto.

<><> 7. Óleo de canola é ótimo para o uso geral na cozinha

Jay Rayner perguntou a vários chefs no The Kitchen Cabinet sobre qual tipo de óleo eles consideram mais versátil ao cozinhar.

A resposta foi: quando não estão usando algum tipo de gordura animal, eles escolhem óleo de canola.

É um óleo completamente sem sabor, então não vai afetar o gosto do que quer que você esteja cozinhando. Ele também atinge uma temperatura bem alta antes de queimar, então não vai começar a fazer fumaça muito rápido.

Ele também tem a vantagem de ser adequado para a maioria das dietas restritivas e costuma ser barato, então é ideal para cozinhar um número variado de pratos.

<><> 8. Aproveite todas as partes dos legumes e verduras

Quando está cozinhando legumes ou preparando verduras, você corta certos pedaços e joga fora?

Você pode querer reconsiderar esse tipo de prática, porque muitas partes de legumes que frequentemente acabam no lixo são justamente as mais saborosas.

Não esqueça que você também pagou pelos "pedaços rejeitados".

De cabinhos de brócolis a folhas de salsão, de cascas de ervilha a casca de cebola, você está perdendo muita coisa quando joga certos pedaços fora.

"As folhas da couve-flor e do salsão também são comestíveis – e deliciosas!", diz Zoe Laughlin. "Você pode adicioná-las no seu prato de couve-flor gratinado. E o cabinho do brócolis costuma ser bem macio e doce."

E escritora escocesa especializada em culinária Sue Lawrence diz que há muitos pedaços subaproveitados. "As cascas da ervilha tem muito sabor e são ótimas para a sopa. O mesmo vale para os talos da salsinha."

Rachel McCormack diz que é possível aproveitar até a casca da cebola. Basta cozinhar por bastante tempo até que ela fique caramelizada. Ou então guardar para fazer um caldo de legumes.

<><> 9. Verifique se o vinho não está estragado cheirando a rolha

Para garantir que o vinho não está estragado, a primeira coisa a fazer é analisar a rolha. É mais fácil do que parece: cheire a rolha. Se ela tiver um cheiro de umidade, algo como papelão molhado ou um porão mofado, é sinal de que o vinho estragou.

O cheiro é resultado da contaminação com um composto chamado TCA, ou tricloroanisol. A contaminação acontece como resultado de um defeito na rolha, que permite a contaminação por um fungo.

<><> 10. Deixe abacates, maçãs e berinjelas de molho em água com limão para não escurecerem

Algumas frutas e legumes ficam com um aspecto escurecido após serem cortadas e não serem comidas imediatamente.

Se a receita exige que você corte abacates, maçãs, berinjelas com antecedência, um truque para evitar o escurecimento é deixá-los descansando na água com limão.

O limão impede a oxidação das frutas, que é o que causa o aspecto envelhecido.

 

Fonte: BBC News

 

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