Os
segredos que nunca te contaram sobre como organizar a lava-louças
Existe
uma forma certa de colocar a louça na máquina de lavar?
Esta é
uma questão que gera debates em muitas residências. Mas o programa de TV Inside
the Factory, da BBC, tentou esclarecer a dúvida de uma vez por todas.
Para
isso, fomos buscar orientações de especialistas. E descobrimos que alguns de
nós podemos estar cometendo erros.
Aqui
estão cinco regras que irão deixar os pratos brilhando e, quem sabe, pôr fim ao
debate sobre o uso correto da lava-louças.
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1. Não faça pré-enxágue
Se você
enxágua os pratos antes de colocar na lava-louças, fique sabendo que está
fazendo errado, segundo Andrew Laughlin, o principal pesquisador do grupo de
consumidores britânico Which?
As
máquinas de lavar louça modernas usam um sensor de turbidez para detectar o
nível de sujeira da água — e, consequentemente, dos pratos.
Se você
enxaguar tudo antes da lavagem, a máquina irá pensar que os pratos estão
limpos. Por isso, ela reduzirá a temperatura e a intensidade, prejudicando sua
eficiência.
"Em
vez disso, é muito melhor raspar os restos de comida para o lixo e limpar
regularmente o filtro da lava-louças", explica Laughlin.
Lynsey
Crombie é a autora do livro The 15 Minute Clean ("A limpeza de 15
minutos", em tradução livre). Ela concorda com esta orientação.
"As
lava-louças modernas são projetadas para detectar a sujeira", segundo ela.
"Por isso, se os seus pratos entrarem na máquina limpos demais, elas podem
realmente lavar com menos eficiência."
"Retire
os restos de comida, mas não faça pré-lavagem. Você estará desperdiçando tempo
e água."
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2. Arrume corretamente
A regra
adotada por Laughlin para arrumar a louça na máquina é esta: se você comeu
dela, coloque na prateleira de baixo; se você bebeu dela, coloque na prateleira
de cima.
Também
é importante posicionar as superfícies sujas em direção aos jatos.
"Coloque
tudo em direção ao centro da máquina, para melhor desempenho", ensina ele.
Laughlin
também orienta a evitar que os objetos encostem uns nos outros, para que a água
possa fluir e lavar corretamente.
Crombie
aconselha a colocar as tigelas voltadas para baixo, para não juntar água. E
também dispor os talheres de forma que as colheres não fiquem todas reunidas.
Mas o
maior erro que muitos de nós cometemos é sobrecarregar a lava-louças, segundo
ela.
"Se
a água não conseguir circular adequadamente, nada irá sair limpo, por mais cara
que seja sua pastilha", explica ela.
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3. Coloque os objetos mais sujos no centro
Não há
nada mais frustrante do que carregar a lava-louças e, ao término do ciclo,
encontrar objetos que não foram limpos.
Laughlin
afirma que, entre os "maiores culpados", estão os cereais, ovos
mexidos e alimentos ricos em amido, com resíduos com alto teor de proteína.
Para
resolver o problema, ele recomenda colocar os objetos mais sujos no meio, onde
a intensidade dos jatos é mais alta.
Isso
fará com que a lavagem seja mais eficiente, evitando que os mesmos objetos
retornem para a máquina, para outra lavagem. Assim, economizamos tempo e
dinheiro.
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4. Use pastilhas e sal
Laughlin
afirma que o uso de pastilhas é "absolutamente" vital. Elas ajudam a
decompor a sujeira e os resíduos dos alimentos, dando início ao processo de
limpeza.
As
pastilhas contêm enzimas que decompõem amidos e proteínas, além de tensoativos
para que a água se espalhe e limpe melhor.
Paralelamente,
o sal especial para máquinas de lavar louça ajuda a "suavizar a água,
evitando o acúmulo de calcário e aquelas horríveis marcas brancas nos
vidros".
Crombie
destaca que, mesmo se a sua pastilha disser que já contém sal, ainda assim ela
recomenda o seu uso, "pois o sal protege a máquina a longo prazo".
"Pense
nele como manutenção, não como adicional", explica ela.
Também
vale a pena considerar os dosadores de secantes, segundo Laughlin. Eles
"dispersam a água na superfície dos pratos, ajudando a secar no final do
ciclo com mais eficiência".
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5. Evite certos objetos
Utensílios
antiaderentes, facas pontiagudas e objetos de madeira não devem ir para a
lava-louças. "As altas temperaturas e a pressão da água podem
danificá-los", explica ele.
Lynsey
Crombie destaca que se deve evitar tudo o que tiver rótulos adesivos, pois eles
podem obstruir o filtro.
Mas de
quem é a vez de esvaziar a máquina? Taí uma questão que os especialistas não
sabem responder.
• Dez truques úteis de cozinha que você
talvez não conheça
Você é
do tipo que adora fazer pratos elaborados na cozinha ou prefere apenas cozinhar
o básico?
Já se
pegou vendo um reality show de culinária e imaginando se consegue fazer aquelas
delícias?
A
verdade é que o segredo da boa cozinha muitas vezes está em truques simples que
você aprende com a prática – ou com dicas de chefs e cozinheiros que
compartilham suas experiências.
O
programa da radio BBC The Kitchen Cabinet (O Armário de Cozinha) leva comida,
cozinhar e comer muito à sério.
A
equipe sabe que, não importa se você está cozinhando um banquete ou um almoço
trivial, comer bem pode ser mais fácil do parece.
Aqui
estão as dez dicas mais úteis:
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1. Use uma tábua de cortar de madeira
A
maioria das cozinhas profissionais usa tábuas de aço inoxidável por questões de
higiene. Mas a melhor tábua de corte para ter em casa é a de madeira.
A
madeira não tem propriedades antimicrobianas, mas é um dos piores ambientes
para bactérias em um longo período de tempo. O material é poroso e absorve a
umidade da superfície, secando a tábua mais rápido e prevenindo o crescimento
de bactérias.
Além
disso, por ser uma superfície não tão dura, a madeira não estraga o corte da
faca.
Zoe
Laughlin, do Institute of Making (Instituto do Fazer), aconselha tomar cuidado
com tábuas de plástico.
"Umidade
e bactérias se alojam nas marcas de corte da superfície", diz ela.
"Uma tábua de madeira seca muito mais rápido."
Também
é útil ter mais de uma tábua: uma para cortar carne e peixe crus e outra para
vegetais e outros alimentos.
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2. Amasse o alho com a lateral da faca em vez de descascar
A
internet está cheia de truques "milagrosos" para descascar alho, mas
a maioria ou causa muita sujeira ou é boa para grandes quantidades.
A
solução é uma boa e velha técnica usada por grande parte dos chefs
profissionais: em vez de descascar os dentes de alho um por um, coloque-os
deitados na tábua e amasse-os com a lateral de uma faca grande de picar.
A casca
vai sair tranquilamente e o alho já vai estar amassado, sem sujeira. Depois é
só juntar os dentes e picar.
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3. Deixe a carne descansar antes de cortar
Depois
de assar ou grelhar um bife, deixe-o descansando por alguns minutos antes de
cortar. A carne fica mais suculenta: conforme esfria, o "suco" da
carne é reabsorvido e não escorre tanto ao cortar.
Mas, é
claro, ninguém quer comer um bife gelado. Para que não esfrie demais, coloque
papel alumínio sobre ele assim que tirar da frigideira, aconselha o chefe
britânico Andi Oliver.
A ideia
é deixar o bife descansando em temperatura ambiente por alguns minutos, de
acordo com seu gosto e com o tamanho do bife. Se for bem grosso, pode descansar
uns bons dez minutos. Se for um bife fininho, pode ser bem menos.
A dica
também vale para carne assada e para churrasco.
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4. Use fermento biológico fresco em vez de seco
O
escritor especializado em culinária Tim Hayward aconselha usar fermento fresco
em vez de fermento biológico seco para fazer pães.
Vendido
em tabletes, o fermento fresco tem um curto prazo de validade e precisa ser
usado logo, mas, segundo Tim, dá um sabor bem melhor aos produtos assados.
Uma
opção melhor ainda é usar fermento natural, o chamado levain, aquela massa viva
de fermentação que você precisa alimentar e compartilhar.
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5. Não use óleo para cozinhar o macarrão
Jogar
óleo na água de cozimento do macarrão não é o melhor método para deixá-lo
soltinho. Além de ser ineficiente, a gordura forma uma camada em torno da massa
que a impede a absorver o molho, e seu macarrão fica menos saboroso.
O
segredo do macarrão soltinho é garantir que a quantidade de água usada seja
suficiente para a quantidade de macarrão – o ideal é usar no mínimo um litro de
água para cada 100 g de macarrão. Também é importante mexer a massa durante o
cozimento e não deixá-la cozinhar demais.
Para
saber se está no ponto, tire um pedacinho de massa e quebre para ver se está
seco. Para ficar 'al dente', retire quando ainda tiver um pontinho de massa
seca.
Seguir
o tempo de cozimento indicado na embalagem também costuma funcionar.
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6. Manteiga: salgada ou sem sal? Não importa!
Esse
tópico gera polêmica.
Cozinheiros
mais antigos costumam usar manteiga sem sal para assar e com sal para cozinhar
na panela.
O sal
tradicionalmente é adicionado à manteiga para agir como um conservante natural
– é uma medida pra prevenir o crescimento de bactérias.
O
professor de culinária Barry Smith diz que não gosta que seus cogumelos soltem
água enquanto cozinham – já que o sal retira a água dos alimentos –, então ele
usa manteiga sem sal e depois salga no final.
No
entanto, Jay Rayner e Rachel McCormack, do programa The Kitchen Cabinet, usam
manteiga salgada tanto para assar quanto para cozinhar.
No fim,
tudo depende um pouco do seu gosto.
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7. Óleo de canola é ótimo para o uso geral na cozinha
Jay
Rayner perguntou a vários chefs no The Kitchen Cabinet sobre qual tipo de óleo
eles consideram mais versátil ao cozinhar.
A
resposta foi: quando não estão usando algum tipo de gordura animal, eles
escolhem óleo de canola.
É um
óleo completamente sem sabor, então não vai afetar o gosto do que quer que você
esteja cozinhando. Ele também atinge uma temperatura bem alta antes de queimar,
então não vai começar a fazer fumaça muito rápido.
Ele
também tem a vantagem de ser adequado para a maioria das dietas restritivas e
costuma ser barato, então é ideal para cozinhar um número variado de pratos.
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8. Aproveite todas as partes dos legumes e verduras
Quando
está cozinhando legumes ou preparando verduras, você corta certos pedaços e
joga fora?
Você
pode querer reconsiderar esse tipo de prática, porque muitas partes de legumes
que frequentemente acabam no lixo são justamente as mais saborosas.
Não
esqueça que você também pagou pelos "pedaços rejeitados".
De
cabinhos de brócolis a folhas de salsão, de cascas de ervilha a casca de
cebola, você está perdendo muita coisa quando joga certos pedaços fora.
"As
folhas da couve-flor e do salsão também são comestíveis – e deliciosas!",
diz Zoe Laughlin. "Você pode adicioná-las no seu prato de couve-flor
gratinado. E o cabinho do brócolis costuma ser bem macio e doce."
E
escritora escocesa especializada em culinária Sue Lawrence diz que há muitos
pedaços subaproveitados. "As cascas da ervilha tem muito sabor e são
ótimas para a sopa. O mesmo vale para os talos da salsinha."
Rachel
McCormack diz que é possível aproveitar até a casca da cebola. Basta cozinhar
por bastante tempo até que ela fique caramelizada. Ou então guardar para fazer
um caldo de legumes.
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9. Verifique se o vinho não está estragado cheirando a rolha
Para
garantir que o vinho não está estragado, a primeira coisa a fazer é analisar a
rolha. É mais fácil do que parece: cheire a rolha. Se ela tiver um cheiro de
umidade, algo como papelão molhado ou um porão mofado, é sinal de que o vinho
estragou.
O
cheiro é resultado da contaminação com um composto chamado TCA, ou
tricloroanisol. A contaminação acontece como resultado de um defeito na rolha,
que permite a contaminação por um fungo.
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10. Deixe abacates, maçãs e berinjelas de molho em água com limão para não
escurecerem
Algumas
frutas e legumes ficam com um aspecto escurecido após serem cortadas e não
serem comidas imediatamente.
Se a
receita exige que você corte abacates, maçãs, berinjelas com antecedência, um
truque para evitar o escurecimento é deixá-los descansando na água com limão.
O limão
impede a oxidação das frutas, que é o que causa o aspecto envelhecido.
Fonte:
BBC News

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