Elvino
Bohn Gass: 2026 - a colheita e o salto necessário
Iniciamos
2026 em um Brasil que, enfim, respira. Temos números que muitos julgavam
impossíveis há poucos anos. Como parlamentar que caminha ao lado da classe
trabalhadora, vejo que chegamos ao "ano da colheita". O Brasil voltou
e está se reconstruindo sobre bases de justiça e dignidade. No primeiro mês do
ano, milhões de brasileiros ficaram livres da mordida do leão. Lula isentou o
Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
São
dados irrefutáveis: o menor desemprego da história recente, 5,1%, é prato cheio
na mesa. A inflação de alimentos, que explodiu no governo do golpista preso,
está controlada. E o PT tirou, mais uma vez, o Brasil do Mapa da Fome.
O PIB,
que “analistas” previam estagnado, crescendo com foco no mercado interno e na
valorização dos salários. Não é "milagre", é Lula! Com dinheiro no
bolso do povo, a roda da economia gira para todos.
O
momento é bom, mas não podemos parar. Na Câmara, minha bancada tem nitidez de
prioridades para 26: fim da escala 6x1, pauta do século passado, mas que não se
consolidou. Isso é reforma de vida. É tempo para a família, para o lazer e o
estudo. Não se aumenta produtividade às custas da exaustão.
26
também marca a vigência da reforma tributária, que Lula conseguiu aprovar após
40 anos de espera. Nossa luta é garantir que o cashback do povo funcione —
devolvendo imposto a quem é pobre — e que a alíquota zero para a cesta básica
seja um pilar inegociável contra a carestia.
Precisamos
aprovar a PEC da Segurança e o combate às facções com foco na inteligência, no
sufoco financeiro do crime e na proteção de comunidades que sofrem com a
violência. Para isso, não podemos tirar um centavo da Polícia Federal.
O clima
nas ruas é de esperança, mas a turma do atraso segue aí, mentindo como sempre.
Então, todas as forças democráticas do Brasil precisam ser a ponte entre o
governo que recuperou o país e o povo que quer mais. Mais crescimento, mais
distribuição de renda, mais proteção ambiental. Não aceitamos menos do que a
dignidade plena para cada cidadão.
Estamos
provando que política feita para a maioria é a única que gera estabilidade
real. Seguimos firmes. O trabalho está apenas começando.
• "É importante mostrar para o mundo
o momento que vive o Brasil", diz Lula
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (22) que o
Brasil vive um momento de expansão comercial e fortalecimento internacional, ao
fazer um balanço da visita de Estado à Índia. Antes de embarcar para a Coreia
do Sul, o chefe do Executivo destacou metas ambiciosas para o comércio exterior
e defendeu maior protagonismo do país nos fóruns globais. Lula ressaltou que a
estratégia do governo tem sido ampliar mercados e reforçar a presença do Brasil
no cenário internacional.
“É
importante mostrar para o mundo o momento que vive o Brasil. Em apenas três
anos e dois meses, nós fizemos mais de 520 novos mercados de produtos
brasileiros. É mais do que tudo que a gente já tinha alcançado em muito tempo”,
afirmou o presidente em entrevista coletiva em Nova Déli. Ele acrescentou que a
política comercial brasileira é orientada por interesses nacionais. “Nós não
temos preferência comercial. O Brasil tem interesses comerciais. E o faremos
com quem quiser fazer, desde que seja uma política de ganha-ganha”.
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Comércio exterior em expansão
Lula
recordou que, há 21 anos, ao retornar de uma viagem à Índia, celebrou a marca
de 100 bilhões de dólares em comércio exterior. Atualmente, segundo ele, esse
volume alcança cerca de 649 bilhões de dólares. “Hoje, esse comércio está por
volta de 649 bilhões de dólares. E eu espero que, dentro de algum tempo, a
gente possa comemorar um trilhão de dólares de comércio exterior”, declarou.
Sobre a
relação com a Índia, o presidente demonstrou confiança na ampliação do fluxo
bilateral. De acordo com Lula, o primeiro-ministro Narendra Modi propôs uma
meta de 20 bilhões de dólares até 2030. “O primeiro-ministro (Narendra) Modi
estabeleceu comigo a ideia de que nós precisamos ter uma meta para chegar a 20
bilhões (de dólares) até 2030. Eu disse: nós vamos chegar a 30 bilhões em 2030,
porque o potencial econômico dos dois países é muito forte”, afirmou.
Em
2025, o comércio entre Brasil e Índia superou 15 bilhões de dólares pela
primeira vez, com crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
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Acordos e cooperação bilateral
O
ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, detalhou que os dois países
decidiram priorizar iniciativas em áreas como defesa, aviação civil e militar,
comércio, investimentos, saúde, indústria farmacêutica, ciência, tecnologias
digitais, energia, minerais críticos, cooperação espacial, educação e cultura.
“Foram
assinados 11 acordos governamentais. Dentre eles, destaco a declaração que
estabeleceu a parceria digital para o futuro, além de instrumentos nas áreas
dos minerais críticos, propriedade intelectual, saúde, serviços postais,
empreendedorismo e certificados de origem, entre vários outros. Foram também
firmados três instrumentos público-privados entre universidades, fundações e
outros entes governamentais”, afirmou o chanceler.
O
presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, classificou a missão como a mais
relevante da atual gestão. “De todas as missões, acho que essa foi a maior, com
extraordinários resultados, e que tem um futuro extraordinário pela frente. Nós
inauguramos o escritório da Apex aqui em Nova Délhi, que já está funcionando.
Nós colocamos produtos do Brasil na maior rede de supermercados daqui de Nova
Délhi. Amanhã, vamos colocar na maior rede de supermercados de Mumbai. São pelo
menos 40 lojas que já vão ter produtos brasileiros: castanha, açaí, limão,
frutos”, afirmou.
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Relação com os Estados Unidos
Ao
comentar a expectativa de encontro com Donald Trump, presidente dos Estados
Unidos, Lula afirmou que pretende tratar de uma agenda ampla entre os dois
países.
“A
pauta que eu quero conversar com o presidente norte-americano é muito mais
ampla do que minerais críticos. Nós temos uma relação diplomática de 201 anos.
É uma relação muito sólida. O que eu quero conversar com o Trump é a relação
entre o Brasil e os Estados Unidos. Eu não sei qual é a pauta dele, mas eu
espero que, depois dessa reunião, a gente possa estar garantindo que a gente
voltou a ter uma relação altamente civilizada, altamente respeitosa”, disse.
O
presidente também defendeu tratamento igualitário nas relações bilaterais. “Nós
queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em
igualdade de condições e receber deles um tratamento também igualitário. Se
isso for possível, eu acho que tudo voltará à normalidade”.
Sobre
as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, Lula afirmou que buscará diálogo
direto. “Eu quero conversar com o Trump pessoalmente, sentar em torno de uma
mesa para conversar com muita seriedade sobre a importância da relação
civilizada entre Brasil e Estados Unidos”, declarou. Ele acrescentou que não
cabe a outro chefe de Estado avaliar decisões judiciais norte-americanas. “Eu
não tenho como ficar medindo a decisão da Suprema Corte americana. Não tem como
um presidente de outro país julgar a decisão da Suprema Corte”.
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Reforma da ONU e fortalecimento do BRICS
Lula
voltou a defender mudanças no Conselho de Segurança da Organização das Nações
Unidas. “Nós precisamos ter fóruns para discutir as coisas, porque senão as
coisas não mudam”, afirmou. O presidente questionou a ausência de países
populosos e de regiões como África e América Latina no colegiado.
“Por
que a Índia não está no Conselho de Segurança da ONU? Um país com um bilhão e
quatrocentos milhões de seres humanos. Por que o Brasil não está? Por que a
Alemanha não está? Por que o México não está? Por que a Nigéria não está? Por
que o Egito não está?”, indagou. Segundo ele, a ONU precisa de maior
representatividade para recuperar eficácia. “Do jeito que está a ONU, ela tem
hoje pouquíssima eficácia. Ela não resolve nenhum problema. É preciso
fortalecer a ONU se a gente quer que prevaleça uma instituição de importância
vital para a manutenção da paz e da harmonia no mundo”.
O
presidente também ressaltou a importância do BRICS na reorganização do cenário
global. “O BRICS é um processo de formação de um grupo muito forte. Quase
metade da humanidade”, afirmou. Para Lula, o fortalecimento do bloco pode
contribuir para o equilíbrio geopolítico. “Eu estou convencido de que o BRICS é
um jeito da gente ter o equilíbrio geopolítico no planeta Terra”, concluiu.
• Sul Global pode mudar a lógica econômica
do mundo, diz Lula
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em
desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para “mudar a lógica
econômica” do mundo. A afirmação foi feita na madrugada deste domingo (22),
momentos antes de encerrar a visita à Índia e partir para a Coreia do Sul.
Em
coletiva de imprensa, Lula falou sobre as dificuldades históricas que países
menos desenvolvidos têm durante as negociações com superpotências.
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“Sempre
defendemos que países pequenos se unam para negociar com os maiores. Países
como Índia, Brasil, Austrália e outros do Sul Global precisam estar juntos,
porque na negociação direta com superpotências a tendência é perder”, disse
Lula.
Segundo
ele, “os países em desenvolvimento podem mudar a lógica econômica do mundo.
Basta querer. Está na hora de mudar. Falo isso com base em 500 anos de
experiência colonial, porque continuamos colonizados do ponto de vista
tecnológico e econômico. Precisamos construir parcerias com quem tem
similaridades conosco, para somar nosso potencial e nos tornar mais fortes”,
acrescentou.
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Brics
Na
avaliação de Lula, o Brics tem colaborado no sentido de viabilizar essa nova
lógica econômica para o mundo. O bloco, na avaliação do presidente “está
ganhando uma cara”.
“É um
grupo que antes era marginalizado. Criamos um banco. Tudo ainda é novo. Sei que
os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos
outra Guerra Fria. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20
e, quem sabe, formar algo equivalente a um G30”, argumentou.
Ele
voltou a negar que se pretenda criar uma moeda para o Brics. “Nunca defendemos
criar uma moeda dos BRICS. O que defendemos é fazer comércio com nossas
próprias moedas, para reduzir dependências e custos. Os EUA não vão gostar no
primeiro momento, mas tudo bem. Vamos debater”, disse.
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ONU
O
presidente brasileiro voltou a defender o multilateralismo e o fortalecimento
da ONU, que, segundo Lula, precisa voltar a ter legitimidade e eficácia.
Segundo Lula, a ONU tem, entre suas funções, a de manter a paz e da harmonia no
mundo.
“Esses
dias eu liguei para quase todos os presidentes, propondo que a gente tem que
dar uma resposta ao que aconteceu na Venezuela, ao que aconteceu em Gaza, ao
que aconteceu na Ucrânia. Você não pode permitir que, de forma unilateral,
nenhum país — por maior que seja — possa interferir na vida de outros países.
Precisamos da ONU para resolver esse tipo de problema. E, por isso, ela precisa
ter representatividade”, reiterou.
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EUA
Sobre a
relação entre Brasil e Estados Unidos, Lula disse que boas parcerias podem
surgir, caso, de fato, haja interesse dos EUA em combater organizações
criminosas transnacionais como a do narcotráfico.
“O
crime organizado hoje é uma empresa multinacional. Por isso, nossa Polícia
Federal precisa construir parcerias com todos os países que tenham interesse em
enfrentá-lo conosco”, disse. “E se o governo dos EUA estiver disposto a
combater o narcotráfico e o crime organizado, estaremos na linha de frente,
inclusive reivindicando que nos enviem os criminosos brasileiros que estão lá”,
acrescentou.
Lula
defendeu que a relação da superpotência com os países da América do Sul e
Caribe seja sempre respeitosa, uma vez que trata-se de uma região pacífica, sem
qualquer armamento nuclear, que quer crescer economicamente, gerar emprego e
melhorar a vida de seu povo.
Este,
por sinal, é um assunto que ele pretende conversar com o presidente Donald
Trump, no encontro que os dois devem ter em breve.
“Quero
discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça,
como está fazendo com o Irã. O que o mundo precisa é de tranquilidade. Vamos
gastar nossa energia para acabar com a fome e com a violência contra as
mulheres, que cresce em todos os países”, disse Lula ao lembrar que o momento
atual é o de maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
Sobre a
taxação imposta pelos EUA a outros países, derrubada recentemente pela suprema
corte estadunidense, Lula disse que não cabe a ele, enquanto presidente do
Brasil, julgar decisões de cortes de outros países.
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Índia
Lula
falou também sobre os encontros que teve com o primeiro-ministro da Índia
Narendra Modi. “Tratamos muito da nossa relação comercial e da relação entre
Brasil e Índia. Não entramos em detalhes sobre geopolítica internacional. Eu
sei o que a Índia pensa sobre determinados problemas, e eles sabem o que o
Brasil pensa. Nós discutimos o que nos une. Em especial sobre fortalecer nossas
economias para nos tornarmos países altamente desenvolvidos”, disse ao
classificar a conversa como extraordinária e exitosa para os dois países.
Lula
disse que as conversas com empresários também foi muito positiva. “Todos os
empresários indianos que investem no Brasil elogiam o país e dizem que vão
aumentar seus investimentos. Eles são muito otimistas com relação ao Brasil”.
O
presidente voltou a dizer que o Brasil está aberto para que outros países
venham explorar os minerais críticos e as terras raras do país. Ele, no
entanto, reiterou que só terá acesso a essas riquezas quem se dispor a agregar
valor em território brasileiro.
“O
processo de transformação precisa acontecer no Brasil. Vamos conversar. O que
não vamos permitir é que aconteça com nossas terras raras o que aconteceu com
nosso mineiro de ferro. Por tantos anos a gente só se cavou buraco para mandar
minério para fora e depois comprar produto manufaturado. Queremos que ele seja
transformado no Brasil”.
Lula
embarcou para a Ásia na última terça-feira (17) para visitas à Índia e à Coreia
do Sul em agendas voltadas ao fortalecimento do comércio e de parcerias
estratégicas com os dois países asiáticos. Em Nova Delhi, capital da Índia,
Lula foi recebido em retribuição à visita do primeiro-ministro indiano,
Narendra Modi, ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics. Esta foi
a quarta viagem de Lula à Índia, a segunda do atual mandato.
Neste
domingo (22), Lula e sua comitiva presidencial desembarcam em Seul, na Coreia
do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. Esta será a terceira visita do
líder brasileiro ao país, a primeira de Estado. Na ocasião, será adotado o
Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento
entre os países para uma parceria estratégica.
Fonte:
Brasil 247

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