Brian
Mier: Cuba resiste - entrevista com Boris Luis Cabrera
Boris
Luis Cabrera, 53 anos, é um jornalista cubano veterano que cobre uma ampla
variedade de tópicos e, nos últimos 10 anos, trabalhou como repórter esportivo
para a agência de notícias cubana, Prensa Latina. Conheci-o pela
primeira vez em fevereiro de 2026, quando cheguei depois de trabalhar para a
TeleSur em Caracas, Venezuela, e descobri que mais duas camas tinham sido
colocadas no apartamento de jornalistas onde eu estava hospedado. Cabrera
estava na cidade para cobrir o campeonato de beisebol da América Latina e do
Caribe. Como os outros cubanos que estavam lá, notei que ele mantinha conversas
constantes com amigos e familiares em Cuba, para se manter atualizado sobre os
efeitos da tentativa criminosa do governo dos EUA de subjugar a ilha, cujo
governo tenta depor há 65 anos. Poucos dias depois de ele voltar para casa,
entrei em contato para saber como estavam as coisas. A seguinte entrevista é um
resultado dessa conversa.
·
Brian Mier: Você pode descrever como é um dia típico em
Cuba atualmente?
Boris
Luis Cabrera:
Um dia comum em Cuba hoje é marcado por tensões materiais concretas: apagões
programados devido a déficits energéticos, dificuldades para obter certos
alimentos e medicamentos e transporte público limitado devido à escassez de
combustível e peças de reposição. Esses problemas não podem ser analisados
isoladamente do impacto estrutural do bloqueio econômico, comercial e
financeiro imposto pelos Estados Unidos, que limita o acesso ao crédito,
encarece as importações e penaliza países terceiros que comercializam com a
ilha. Não se trata apenas de escassez interna, mas de pressão externa
sistemática que molda o cotidiano. No entanto, a educação e a saúde permanecem
universais e gratuitas, o que faz uma diferença substancial em comparação com
muitos países do Sul Global. Portanto, um dia típico agora gira em torno de
dificuldades materiais, redes de apoio comunitário que criamos para superá-las
e uma forte cultura de resistência.
·
Mier: O que seus amigos e familiares estão fazendo para
lidar com todas as dificuldades?
Cabrera: A resposta
coletiva tem sido diversa. Muitos recorrem a estratégias de cooperação
familiar: compartilhar alimentos, organizar compras conjuntas, trocar serviços.
Outros apostaram em iniciativas produtivas locais, empreendimentos privados ou
cooperativos, dentro das margens permitidas pelo modelo econômico atual. Essas
respostas não devem ser interpretadas como “adaptação ao mercado”, mas como
formas de resiliência popular diante da agressão econômica externa e de um
ambiente internacional hostil. Há também um debate interno crescente sobre como
aperfeiçoar o modelo socialista, torná-lo mais eficiente e combater distorções
como a inflação e o burocratismo excessivo.
·
Mier: Por vários anos após a queda da União
Soviética, os cubanos enfrentaram escassez de alimentos e combustível. Esta
época é agora lembrada como o “período especial”. Você parece ter idade
suficiente para se lembrar desses anos. Como eles se comparam ao período de
dificuldades impostas pelos EUA que vocês estão enfrentando agora?
Cabrera: O chamado
“Período Especial” começou após o colapso da União Soviética, quando Cuba
perdeu seu principal parceiro comercial e fonte de fornecimento de energia.
Essa era foi marcada por apagões prolongados, grave escassez de alimentos e uma
queda acentuada no PIB. A população enfrentou a crise com uma mistura de
austeridade extrema, criatividade e organização social. Houve uso generalizado
de bicicletas, agricultura urbana e redes de solidariedade nos bairros e nos
locais de trabalho.
Em
comparação com hoje, muitos consideram o impacto psicológico do Período
Especial mais abrupto e profundo. No entanto, o momento atual criou desafios
complexos devido a uma combinação de fatores que incluem o endurecimento do
bloqueio, a crise global pós-pandemia e as tensões econômicas internas. A
principal diferença é que naquela época havia uma expectativa clara de
recuperação apoiada por um ambiente internacional diferente; hoje o cenário
geopolítico é mais incerto.
·
Mier: Nas últimas 6 décadas, Cuba desenvolveu a
reputação de ser um país que tem demonstrado uma quantidade impressionante de
solidariedade com outros povos e nações do Sul Global. Durante a Guerra Fria,
também recebeu apoio na sua defesa contra a agressão dos EUA de aliados
históricos como a Rússia e a China. Agora que Cuba está num momento de
necessidade, por que não há mais países oferecendo alimentos e combustível?
Cabrera: Cuba
desenvolveu uma política reconhecida de solidariedade internacional, enviando
brigadas médicas e apoio técnico a dezenas de países. A limitada ajuda atual de
alguns aliados não é interpretada como abandono, mas como resultado de suas
próprias limitações econômicas e pressões geopolíticas. Muitos países enfrentam
sanções, crises energéticas ou dependência financeira de instituições
multilaterais dominadas por potências ocidentais. Além disso, o caráter
extraterritorial das sanções dos EUA desencoraja bancos e empresas de interagir
com Cuba, mesmo quando existe vontade política.
·
Mier: O que você acha que vai acontecer agora? Como
Cuba vai conseguir sobreviver a esse bloqueio criminoso?
Cabrera: A denúncia
internacional do bloqueio como uma violação do direito internacional e do
princípio do direito dos povos à autodeterminação continuará. Todos os anos, a
Assembleia Geral da ONU vota esmagadoramente contra esta política. Esperamos
que uma combinação de pressão diplomática, solidariedade internacional e
transformação interna, incluindo maior eficiência econômica, descentralização
produtiva e combate à corrupção, permita a Cuba sustentar seu projeto soberano.
Mais do que um período de espera passiva até o fim do bloqueio, esta visão
enfatiza a necessidade de fortalecer o socialismo cubano a partir de dentro,
diversificar alianças e manter a coesão social como o principal capital
político do país.
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Cuba condena ofensiva imperialista dos Estados Unidos e
reafirma soberania na ONU
Cuba
voltou a condenar os Estados Unidos por promover uma escalada de medidas
contra o país e reafirmou que defenderá sua soberania diante de pressões
externas. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno
Rodríguez, durante o Segmento de Alto Nível da 61ª sessão do Conselho de
Direitos Humanos da ONU, em Genebra, informa o jornal Granma.
No
discurso, Rodríguez apresentou uma crítica abrangente à atual configuração da
ordem internacional e às políticas adotadas por Washington.
Logo no
início de sua fala, o ministro afirmou que “uma ditadura emergiu no mundo
globalizado” e sustentou que a ordem internacional criada após a Segunda Guerra
Mundial “para evitar uma terceira está sendo destruída”. Segundo ele,
consolida-se uma lógica em que se proclama “como o direito excepcional e
supremo dos Estados Unidos da América de conquistar e usar a força como uma
forma inerente, natural e cotidiana de ser”.
Para o
chanceler, o cenário não afeta apenas governos com determinadas orientações
políticas. “Para além das ideologias, todos os Estados-nação estão em perigo,
independentemente de seus modelos culturais ou políticos”, declarou. Ele
apontou que recursos estratégicos e territórios de relevância geopolítica
estariam sob risco em um contexto de disputas globais.
Ao
citar a Venezuela, afirmou que o país sul-americano, “maior detentor de
reservas de hidrocarbonetos do mundo, foi brutalmente atacada”. Em seguida,
questionou: “O que acontecerá com os depósitos de minerais críticos e terras
raras, as reservas hídricas, a floresta amazônica, o fundo do mar, o Ártico e a
Antártica, a ocupação de enclaves supostamente estratégicos, as passagens
interoceânicas, as rotas comerciais e a fragilidade e o oportunismo que
alimentam essa conquista?”
Rodríguez
também criticou o uso de instrumentos econômicos e jurídicos como mecanismos de
pressão internacional. “Como seria a liberdade de comércio e navegação com o
uso de tarifas como instrumento de agressão e com a aplicação extraterritorial
das leis dos EUA e a jurisdição dos tribunais americanos?” - indagou diante dos
representantes dos Estados-membros.
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Ordem executiva e bloqueio energético
Parte
central do discurso foi dedicada à recente decisão da Casa Branca. De acordo
com o chanceler, “a ordem executiva de 29 de janeiro do presidente dos Estados
Unidos declara punição coletiva ao povo cubano e propõe a criação de uma
catástrofe humanitária por meio do bloqueio energético”.
Ele
questionou a legitimidade dessa medida ao perguntar: “Será que uma grande
potência pode se dar o luxo de tentar destruir uma pequena nação pacífica,
provocar uma tragédia humanitária, despedaçar sua cultura nacional e submeter
um povo nobre e compassivo ao genocídio sob o frágil pretexto da segurança
nacional?”
Rodríguez
afirmou que, diante desse cenário, a resposta de Cuba será baseada na unidade
interna e na mobilização nacional. “O povo cubano defenderá com o máximo vigor
e coragem, em estreita união e amplo consenso, seu direito à autodeterminação,
à independência, à soberania, à integridade territorial e à ordem
constitucional”, declarou.
Ele
acrescentou que essa resistência contará também com o apoio da diáspora:
“Faremos isso com o concurso dos cubanos que residem em outras latitudes”.
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Resistência, privações e soluções criativas
O
chanceler reconheceu que o país poderá enfrentar dificuldades adicionais, mas
assegurou que haverá esforço para evitar um colapso social. “Impediremos uma
crise humanitária em Cuba, embora passemos por privações e sofrimentos”,
afirmou.
Rodríguez
destacou os recursos e capacidades internas da ilha, citando os sistemas de
educação, saúde e ciência. “Somos um povo consciente, instruído e valente, com
recursos humanos altamente qualificados, potentes e universais sistemas de
educação, saúde e ciência”, disse.
Ele
também ressaltou ativos econômicos e energéticos: “Temos terras cultiváveis,
águas, reservas minerais, infraestrutura, produzimos quase a metade do petróleo
que consumimos, dispomos de capacidade de refino e avançamos em um importante e
eficiente investimento em energia solar”.
Ao
relembrar as mais de seis décadas de sanções norte-americanas, declarou: “Com
sofrimentos, três gerações de cubanos vencemos o bloqueio dos Estados Unidos
por mais de 60 anos”. E reforçou: “Ainda no pior cenário, persistiremos.
Encontraremos soluções criativas. Diante de todas as dificuldades, mitigaremos
o dano humanitário. Seremos solidários”.
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Disposição ao diálogo e defesa dos direitos humanos
Apesar
das críticas, Rodríguez afirmou que Havana mantém abertura para negociações,
desde que baseadas no respeito à soberania. “Também teremos disposição para um
diálogo com os Estados Unidos baseado na igualdade soberana e no direito
internacional, no respeito mútuo, no benefício recíproco, sem pré-condições nem
ingerência nos assuntos internos que se proponha alcançar uma relação
civilizada dentro de nossas diferenças e inclusive promover a cooperação nas
áreas que resulte possível”, declarou.
O
ministro reiterou ainda o compromisso do país com os direitos humanos. “Nosso
compromisso com a defesa e promoção de todos os direitos humanos para todos os
seres humanos se fortalece”, afirmou. Acrescentou que Cuba continuará
defendendo “o direito inalienável do povo palestino” e a integridade dos
migrantes.
Também
mencionou apoio a iniciativas de resistência comunitária nos Estados Unidos, ao
afirmar: “Admiramos o povo de Minnesota em sua resistência comunitária”. E
concluiu que o país se oporá “aos duplos padrões e à manipulação política”.
Ao
encerrar sua intervenção, em referência ao centenário do nascimento de Fidel
Castro, declarou que “nossa determinação de defender a nação é total e a
decisão de salvaguardar uma sociedade centrada em alcançar a dignidade plena do
ser humano e a mais ampla justiça é irrevogável”.
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Rússia classifica como genocídio bloqueio energético dos
EUA contra Cuba
A
Rússia voltou a condenar com dureza o bloqueio econômico imposto pelos Estados
Unidos contra Cuba, classificando as restrições energéticas como uma forma de
genocídio e reafirmando apoio político à ilha caribenha. A declaração foi feita
durante reunião no Senado russo com o ministro das Relações Exteriores cubano,
Bruno Rodríguez, em visita de trabalho a Moscou.
As
informações foram publicadas pela agência Prensa Latina, que relatou
detalhes do encontro realizado na sede do Conselho da Federação, a câmara alta
do Parlamento russo, onde autoridades locais expressaram solidariedade a Cuba e
defenderam o fortalecimento da cooperação bilateral.Durante a recepção, a
presidenta do Conselho, Valentina Matvienko, destacou a preocupação de Moscou
com a situação cubana. “Continuamos acompanhando com preocupação o que está
acontecendo em Cuba”, afirmou, ao comentar os impactos das sanções
norte-americanas sobre o país.
Na
sequência, ela fez críticas diretas às medidas adotadas por Washington e
afirmou que não há justificativa para a política de pressão econômica contra
Havana. “Nós nos opomos firmemente às ações ilegais dos Estados Unidos. Não há
justificativa para a agressão contra Cuba. Tais tentativas de mudar o regime e
o poder são ações grosseiras e ilegais que toda pessoa sensata condena”,
declarou.O representante russo também citou a mais recente resolução aprovada
nas Nações Unidas como respaldo internacional às críticas contra o bloqueio.
“Isso é confirmado pela mais recente resolução das Nações Unidas que condena o
bloqueio e as sanções”, acrescentou.
Matviyenko
defendeu que a maioria mundial deve apoiar Cuba e lembrou que o Conselho da
Federação publica anualmente uma declaração pedindo o fim do bloqueio
econômico, comercial e financeiro aplicado pelos Estados Unidos há cerca de
sete décadas. Ela também manifestou disposição do Parlamento russo em ampliar a
cooperação entre os dois países em todas as áreas.
O
encontro, de acordo com a dirigente da câmara alta, serviu para reforçar a
solidariedade ao povo cubano. “Esta visita é de particular importância e tem um
caráter prático”, observou, ressaltando que a reunião com o chanceler cubano
abriu espaço para reiterar apoio à soberania e à independência de Cuba.
O
chanceler Bruno Rodríguez, que é também membro do Birô Político do Partido
Comunista de Cuba, também reafirmou que o país seguirá defendendo o direito
internacional e atuando em favor da paz e da cooperação multilateral.
Nesse
contexto, o chanceler denunciou o agravamento das restrições energéticas
impostas a Cuba, a partir de uma ordem executiva assinada pelo presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, que ampliou as medidas coercitivas e busca
sufocar economicamente o país. “Os cubanos hoje enfrentam com determinação o
bloqueio energético intensificado, provocado pela ordem executiva assinada pelo
presidente dos EUA, Donald Trump, que fortalece as medidas coercitivas contra
Havana e visa sufocar economicamente o país”, afirmou.Rodríguez também destacou
a posição do governo cubano diante da ofensiva econômica estadunidense e
reiterou que o país mantém disposição para o diálogo, desde que em condições de
igualdade. “Defenderemos nossa soberania e independência e estaremos sempre
dispostos a dialogar em pé de igualdade com qualquer Estado”, declarou.
O
ministro ainda avaliou como relevantes os encontros realizados ao longo da
visita com autoridades políticas, parlamentares e governamentais da Rússia,
classificando as reuniões como estratégicas para Cuba em meio às dificuldades
impostas pelo bloqueio.
Antes
da audiência no Senado, Bruno Rodríguez se reuniu com o presidente do Partido
Comunista da Federação Russa, Gennady Zyuganov, que reafirmou o apoio do
partido à ilha diante do ataque econômico vindo da Casa Branca.
No
encerramento do último dia de compromissos em Moscou, o chanceler cubano também
se encontrou com integrantes da missão estatal de Cuba na capital russa. No
encontro, foram discutidos o cenário atual do país e os desafios que devem ser
enfrentados para contribuir com o desenvolvimento econômico, político e social
da nação caribenha.
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Eurodeputados pedem que União Europeia reaja ao bloqueio
dos EUA contra Cuba
Um
grupo de 35 membros do Parlamento Europeu enviou uma carta à Alta Representante
da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas, manifestando
preocupação com o endurecimento das sanções dos Estados Unidos contra Cuba. No
documento, os parlamentares afirmam que as medidas adotadas por Washington
violam princípios fundamentais do direito internacional e agravam a situação
econômica e social da ilha caribenha.
A
informação foi divulgada pela Telesur nesta terça-feira (24). Segundo a
emissora, os eurodeputados pertencem a diferentes correntes políticas e pedem
que a União Europeia atue em defesa da soberania dos Estados, do livre comércio
e do respeito à Carta das Nações Unidas.
Na
carta, os parlamentares ressaltam que, diante do cenário internacional atual, é
essencial que o bloco europeu adote uma postura ativa para salvaguardar o
direito internacional. Eles destacam que as sanções impostas pelos Estados
Unidos possuem efeitos extraterritoriais e afetam diretamente operadores
econômicos e empresas sediadas nos países-membros da União Europeia.
O
documento dá ênfase especial à crise humanitária e social relacionada às
dificuldades no fornecimento de combustível a Cuba. De acordo com os
eurodeputados, os obstáculos ao abastecimento energético intensificam as
dificuldades já enfrentadas pela população cubana, ampliando os impactos
econômicos e sociais no país.
Os
signatários solicitam que as instituições europeias implementem medidas
concretas para proteger os interesses do bloco e fortalecer um modelo de
cooperação baseado no respeito mútuo. Para eles, o respeito à soberania
nacional é um princípio inegociável nas relações internacionais.
A
Embaixada de Cuba na Bélgica e junto à União Europeia manifestou apreço pela
iniciativa dos parlamentares. A missão diplomática considerou o posicionamento
um gesto de solidariedade em um momento considerado delicado, reiterando a
importância da defesa do direito internacional frente a políticas de pressão
externa.
A
manifestação dos eurodeputados se soma a outras iniciativas internacionais em
apoio ao fim do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. Recentemente,
integrantes do Capítulo Mexicano da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa
da Humanidade (REDH) enviaram, em 19 de fevereiro, uma carta a intelectuais,
artistas e estudantes universitários nos Estados Unidos solicitando ações
concretas de solidariedade diante do bloqueio econômico e do embargo energético
imposto por Washington.
No
documento, os signatários defendem a autodeterminação dos povos e alertam para
o que classificam como pressões externas que buscam desestabilizar a região. O
grupo também faz referência à memória histórica da intelectualidade
norte-americana ao tratar da necessidade de posicionamento diante das medidas
adotadas contra Cuba.
O
posicionamento de parlamentares europeus e de setores da sociedade civil
internacional reforça o debate em torno dos efeitos do bloqueio e da
necessidade de soluções baseadas no direito internacional e no respeito à
soberania dos Estados.
Fonte:
Brasil 247

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