Em
longo discurso, Trump reforça agenda patriótica em ano de eleição crucial
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez, na noite de
terça-feira (24/2), um discurso inflamado sobre o Estado da União, no qual
celebrou o que chamou de "uma virada histórica" americana.
Em um
momento em que pesquisas indicam que muitos nos EUA estão insatisfeitos com a
situação atual do país — e com a liderança de Trump — o presidente deu poucos
sinais de mudança de rumo.
Em vez
disso, de olho nas decisivas eleições de meio de mandato, previstas para 3 de
novembro, na qual o comando do Congresso pode ficar com a oposição, Trump
apresentou um discurso de autopromoção ao país, um chamado patriótico a seus
apoiadores leais e provocações a seus adversários políticos.
Foi uma
fala marcada por recursos teatrais — momentos pensados para as câmeras, típicos
de alguém que já apresentou um reality show.
Logo no
início, ele deu as boas-vindas à equipe masculina de hóquei da seleção olímpica
dos EUA, presente na galeria. Os atletas ergueram suas medalhas de ouro
enquanto republicanos entoavam "USA!" e até os democratas se
levantaram para aplaudir.
Mais
tarde, Trump homenageou heróis militares, um veterano de 100 anos da Segunda
Guerra Mundial e um nadador da Guarda Costeira que resgatou 165 pessoas presas
nas enchentes do Texas no ano passado. Este último recebeu a Medalha de Honra
do Congresso, e o primeiro, a Legião do Mérito por heroísmo extraordinário.
Embora
seu discurso tenha batido um recorde de duração, esses momentos aceleraram o
ritmo da noite e se alinharam ao tema central do presidente: patriotismo e
realizações americanas.
Seu
discurso começou com frases já conhecidas. "Nossa nação está de
volta", afirmou. Era o país "mais quente" do mundo. Em
determinado momento, após culpar os democratas por criar uma crise de
"custo de vida", acrescentou: "Estamos indo muito bem."
Ele
citou o aumento da renda, a valorização do mercado de ações, a queda no preço
da gasolina, a fronteira sul com redução drástica na travessia de migrantes sem
documentação e a inflação sob controle.
"O
nosso país está vencendo novamente", concluiu.
O
desafio do Trump é que sua taxa de aprovação pública gira em torno de 40%, e a
população dos EUA quer que ele faça mais para enfrentar suas preocupações.
No mês
passado, ele fez um pronunciamento nacional na Casa Branca, em Washington D.C.,
no qual abordou temas semelhantes e apresentou estatísticas parecidas, mas que
não convenceu o público. Trump e seus assessores parecem apostar que, com uma
audiência maior no discurso sobre o Estado da União, que deve alcançar dezenas
de milhões de pessoas, o resultado será diferente.
O que
Trump não fez neste discurso, porém, foi apresentar um volume significativo de
novas políticas.
Ele
pontuou o pronunciamento, de quase duas horas, com algumas propostas, entre
elas novas contas de poupança para aposentadoria destinadas a trabalhadores de
baixa renda e um acordo com empresas de inteligência artificial para garantir
fornecimento suficiente de eletricidade a suas instalações, a fim de evitar que
consumidores sejam atingidos por tarifas mais altas.
Também
voltou a defender ideias antigas, como um plano de saúde que prevê pagamentos
diretos aos americanos para ajudar a cobrir franquias de seguro, uma lei que
exija que todos os eleitores comprovem cidadania e a proibição da concessão de
carteiras de motorista comerciais a migrantes sem documentação.
Ele
ainda prometeu continuar avançando com seu amplo regime de tarifas, mesmo após
a decisão da Suprema Corte, na sexta-feira passada (20/2), que derrubou muitas
das taxas que ele havia imposto anteriormente.
Três
dos ministros que votaram contra o presidente permaneceram inexpressivos
enquanto assistiam da primeira fila. Mais cedo, Trump e o presidente da Suprema
Corte, John Roberts — autor do parecer sobre as tarifas — trocaram um breve
aperto de mãos, mas nenhum dos dois sorriu.
Em um
discurso frequentemente interrompido por aplausos dos republicanos presentes no
plenário, a discussão de Trump sobre tarifas provocou murmúrios entre os
democratas e silêncios desconfortáveis entre os republicanos, muitos dos quais
demonstram desconforto com o custo econômico dessas medidas e com a ameaça que
sua impopularidade possa representar para suas chances eleitorais.
Se as
tarifas sufocaram o ambiente, quando Trump passou a falar de imigração os
ânimos se exaltaram.
Os
trechos em que o presidente mencionou o que chamou de ameaça de
"imigrantes ilegais" provocaram alguns dos aplausos mais estrondosos
dos republicanos no plenário e gritos indignados e olhares frios dos
democratas.
A
imigração vinha sendo um dos pontos fortes políticos de Trump, mas a
intensificação das ações de fiscalização em Minneapolis, que resultou na morte
a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais, corroeu
significativamente a sua posição.
O
presidente não mencionou essas mortes — nem a "abordagem mais branda"
na fiscalização que sugerira ser necessária após o episódio. Em vez disso, o
discurso de Trump, com foco em crimes cometidos por migrantes sem documentação
— assassinatos, acidentes e corrupção — buscou retomar a iniciativa no tema.
"A
única coisa que separa os americanos de uma fronteira completamente aberta
neste momento é o presidente Donald J. Trump e nossos grandes patriotas
republicanos no Congresso", disse.
Foi um
reconhecimento tácito de que, em pouco mais de oito meses, os americanos irão
às urnas nas eleições de meio de mandato que definirão a composição das duas
Casas do Congresso.
Como é
típico nesses pronunciamentos no Congresso, independentemente de quem ocupe a
Presidência, a política externa ficou em segundo plano. Apesar do grande envio
de forças americanas para a região próxima ao Irã, Trump fez pouco para
convencer o público americano de que uma ação militar sustentada dos EUA seria
necessária.
"Minha
preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é
certa: jamais permitirei que o principal patrocinador do terror no mundo tenha
uma arma nuclear", afirmou, antes de mudar de assunto.
No
momento, os ventos políticos sopram contra o presidente. Ainda assim, Trump
pode acreditar que o humor do público está prestes a mudar.
Talvez
ele esteja convencido de que os americanos começarão a sentir os benefícios
econômicos de suas políticas. Ou talvez acredite que o clima mudará com um
renovado sentimento de patriotismo durante as celebrações do 250º aniversário
do país neste verão.
Seu
discurso, com menções a heróis militares e a jogadores de hóquei medalhistas de
ouro presentes na plateia, pode indicar que esta é a aposta política que ele
decidiu fazer.
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Trump diz no Congresso que EUA vivem 'Era de Ouro'
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) em
discurso de quase duas horas do Estado da União no Congresso que o país vive
uma "Era de Ouro", declarou que os "inimigos" de Washington
estão com medo, anunciou recebimento de petróleo da Venezuela e criticou
decisão recente da Suprema Corte sobre tarifas.
Logo na
abertura, Trump afirmou que seu governo seguirá trabalhando "cada vez
melhor" e destacou a proximidade das celebrações pelos 250 anos da independência
norte-americana.
"Esta
é a Era de Ouro dos Estados Unidos", disse. "Em menos de cinco meses,
nosso país celebrará um marco épico na história americana: o 250º aniversário
da nossa gloriosa independência. Neste 4 de julho, comemoraremos dois séculos e
meio de liberdade e triunfo, progresso e liberdade na nação mais incrível e
excepcional que já existiu sobre a face da Terra", disse.
O
presidente também afirmou que os Estados Unidos voltaram a ser respeitados no
cenário internacional. "A economia está crescendo como nunca,
e nossos inimigos estão com medo. Nossas Forças Armadas e a polícia estão
fortalecidas, e a América voltou a ser respeitada, talvez como nunca",
declarou.
Durante
o discurso, Trump disse ainda que o país recebeu mais de 80 milhões de
barris de petróleo da Venezuela, sinalizando um novo momento na relação entre
Washington e Caracas.
"Acabamos
de receber do nosso novo amigo e parceiro, a Venezuela, mais de 80 milhões de
barris de petróleo", afirmou.
O
presidente também comentou a decisão recente da
Suprema Corte norte-americana que considerou que a lei utilizada por
ele para impor tarifas de importação sobre produtos de diversos países não lhe
concedia tal poder, já que a Constituição reserva ao Congresso essa
competência.
"Uma
decisão muito lamentável", afirmou. "Mas a boa notícia é que quase
todos os países e corporações querem manter o acordo que já fizeram."
Trump
acrescentou que acredita que as tarifas pagas por países estrangeiros poderão
substituir de forma significativa o atual sistema de imposto de
renda nos Estados Unidos.
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Novas tarifas de Trump vão impactar um quarto das exportações brasileiras,
informa governo
O
governo dos EUA revogou na sexta-feira (20), as ordens executivas que impunham
tarifas específicas contra o Brasil de 40%, bem como as chamadas tarifas
recíprocas (10%), aplicáveis a diversos países e produtos.
Nesta
terça-feira, Ministério do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) estimou que, com as mudanças, cerca de 25%
das exportações brasileiras para os EUA serão impactadas, desconsideradas
eventuais sobreposições com exportações alcançadas pela Seção 232.
A Seção
122 da legislação comercial dos EUA autoriza o presidente a impor tarifas
temporárias, e a medida é válida por 150 dias. Segundo a pasta, o valor dessas
importações equivale a cerca de US$ 9,3 bilhões (R$ 47,9 bilhões).
Antes,
aproximadamente 22% das exportações brasileiras para o mercado
estadunidense estavam
sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%.
O
ministério informou que os setores mais beneficiados são máquinas e
equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas
ornamentais, que deixarão de pagar tarifas de 50% e "passam a competir sob
alíquota isonômica de 10% (ou 15%)".
Continuam
sujeitas às tarifas impostas com base na Seção 232 os mesmos produtos
já anteriormente alcançados por esse instrumento, que correspondem a 29%
das exportações brasileiras aos Estados Unidos (US$ 10,9 bilhões, cerca de
R$ 56,18 bilhões).
No
setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café
solúvel também deixaram de pagar 50% de taxas com a queda da alíquota para
10% ou 15%), competindo em condições equivalentes às de outros
fornecedores internacionais.
A
revogação foi determinada pela Suprema Corte dos
EUA que
proibiu a taxação pelo presidente Donald Trump a outros países sem o aval do
Congresso. Contrariado, Trump criticou a decisão da Corte e afirmou que irá
impor tarifas de até 15% por meio de outros dispositivos legais.
Ainda
segundo a pasta, 46% (US$ 17,5 bilhões, cerca de R$ 98 bilhões) das exportações
brasileiras para os EUA em 2025, desconsideradas eventuais sobreposições com as
exportações alcançadas pela Seção 232, passam a não contar com nenhuma tarifa
adicional.
Uma
novidade do novo regime tarifário é a exclusão das exportações de aeronaves da
incidência das novas tarifas que pagavam 10% de taxas, ressaltou o governo, e
terão com alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.
"Aeronaves
foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em
2024 e 2025, com elevado valor agregado e importante conteúdo tecnológico"
completa a nota do MDIC.
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É verdade que a criminalidade nos EUA está no nível mais
baixo da história, como diz Trump?
O
presidente americano, Donald Trump, afirmou que os
índices de criminalidade e homicídios nos EUA
estão no nível mais baixo em 125 anos, e a Casa Branca atribui isso ao seu
"compromisso inabalável com a restauração da lei e da ordem".
Um
estudo prevê que o número de homicídios atinja o seu nível mais baixo em 125
anos — mas o mesmo não pode ser dito sobre crimes violentos nos EUA, embora tenham caído
para o ponto mais baixo em décadas.
A BBC
Verify — equipe de jornalistas que faz checagem de dados — analisou as
estatísticas de criminalidade dos EUA e conversou com especialistas em crimes
para avaliar o que está impulsionando essa queda.
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A criminalidade nos EUA caiu para o nível mais baixo da história?
No
Salão Oval, no início deste mês, Trump disse: "a taxa de criminalidade
agora é a mais baixa desde 1900, ou seja, 125 anos".
O FBI é
a principal fonte de estatísticas criminais nos EUA. Ele não mede a
criminalidade em geral, mas contabiliza o número de crimes violentos relatados
à polícia.
Isso
inclui homicídio — que abrange assassinato e homicídio culposo —, estupro,
roubo e agressão.
Em
2024, a taxa foi de 348,6 por 100 mil pessoas — a mais baixa desde 1969, de
acordo com a análise de dados do FBI feita pelo especialista em crimes dos EUA,
Jeff Asher.
Sua
análise usa uma definição mais antiga de estupro (que foi revisada pelo FBI em
2013) para permitir uma comparação mais precisa das taxas de criminalidade de
décadas anteriores.
O FBI
ainda não publicou dados sobre crimes violentos para todo o ano de 2025, mas
seu último relatório mostra que o número total de crimes violentos caiu cerca
de 10% no ano até outubro de 2025, seguindo tendências semelhantes em 2023 e
2024.
"Os
EUA provavelmente terão a menor taxa de crimes contra o patrimônio já
registrada e a menor taxa de crimes violentos desde aproximadamente 1968 em
2025", prevê Asher.
Os
dados do FBI por si só não podem provar ou refutar a afirmação de que a
criminalidade está em seu nível mais baixo em 125 anos porque, como ele aponta,
o FBI só começou a publicar estatísticas em 1930 e somente de forma consistente
após 1960.
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Os homicídios caíram para o menor nível?
Trump
também disse que os números de janeiro mostraram que os EUA tiveram "o
menor número de assassinatos na história do nosso país, em toda a história
registrada, que remonta a 125 anos".
Quando
perguntamos à Casa Branca sobre a fonte de suas afirmações sobre assassinatos e
crimes, ela nos enviou um artigo do site de notícias Axios, que citava um
estudo do think tank Council on Criminal Justice (CCJ).
O
estudo afirma que "há uma grande possibilidade de que os homicídios em
2025 caiam para cerca de 4,0 por 100.000 habitantes", acrescentando que
essa seria "a menor taxa já registrada em dados policiais ou de saúde
pública desde 1900".
Como os
dados do FBI só foram publicados de forma consistente a partir de 1960, o
centro de estudos usou dados de saúde pública (principalmente registros de
óbitos) para construir um panorama das tendências de longo prazo para
homicídios.
Mas
ainda há incertezas sobre essa previsão, já que o FBI ainda não publicou os
números nacionais de homicídios para 2025.
"Se
o FBI revisar substancialmente para baixo a taxa de homicídios de 2024 e/ou se
a taxa oficial de homicídios de 2025 for superior à nossa estimativa atual,
2025 pode não ser a menor já registrada, mas ainda estaria entre as menores
taxas de homicídio observadas nos EUA desde 1900", disse à BBC um dos
autores do estudo, Ernesto Lopez.
Uma
pesquisa realizada pela Associação de Chefes de Polícia das Grandes Cidades com
67 grandes departamentos de polícia dos EUA mostrou uma queda preliminar de 19%
nos homicídios relatados entre janeiro e setembro do ano passado, em comparação
com o mesmo período de 2024.
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Por que a criminalidade está diminuindo?
Em um
comunicado de imprensa recente, a Casa Branca afirmou que a queda nos crimes
violentos é o "resultado direto" das políticas de Trump, incluindo
"o aumento de recursos federais para cidades governadas por democratas que haviam se
transformado em zonas de guerra, a remoção de imigrantes ilegais criminosos e
violentos de nossas ruas e o apoio à polícia e aos promotores".
No
entanto, vários especialistas em crimes que entrevistamos apontaram para uma
queda nos crimes violentos após a pandemia, depois do pico observado por volta
de 2020.
Em
outras palavras, uma tendência que começou antes do segundo mandato de Trump em
janeiro de 2025.
Alex
Piquero, professor de criminologia da Universidade de Miami, disse que um foco
renovado em políticas de prevenção ao crime pode ser responsável pelo declínio,
incluindo "policiamento focado em locais e pessoas violentas", bem
como "programas focados em habilidades sociais, autocontrole e terapia
cognitivo-comportamental".
"Muitas
dessas estratégias foram basicamente 'desativadas' durante a pandemia e nos
anos seguintes, e voltaram lentamente", acrescentou.
O
presidente do CCJ, Adam Gelb, disse que "embora a trajetória de queda da
criminalidade seja clara, é extremamente difícil desvendar e identificar o que
realmente está impulsionando essa queda".
Um
possível fator que ele identificou são as mudanças na sociedade após a Covid.
"À
medida que escolas, locais de trabalho, programas sociais, igrejas e
instituições cívicas se recuperaram após a interrupção da pandemia, o estresse
emocional e econômico diminuiu e as rotinas diárias se fortaleceram",
acrescentou Gelb.
Ele
também apontou para o fato de as pessoas estarem bebendo menos álcool, "o
que deve significar menos brigas em bares e agressões domésticas".
E
outros países tiveram quedas semelhantes.
No ano
até setembro de 2025, a polícia na Inglaterra e no País de Gales registrou o
menor número de homicídios desde que os registros comparáveis começaram em
2003.
"A
maioria dos outros países ocidentais de fato viu declínios semelhantes [em
crimes violentos] aos dos EUA, mas lembre-se de que esses países, em geral, têm
taxas de criminalidade mais baixas do que os EUA", disse Piquero.
¨
Especialista americano revela plano de ação do Ocidente
após o colapso da Ucrânia
Em vez
de criar um sistema de segurança na Europa que tenha em conta os interesses de
Moscou, a União Europeia (UE) iniciou a militarização e preparou-se para a
guerra com a Rússia, disse o publicista e estudioso americano Stephen Kinzer no
YouTube.
"Os
europeus perderam tanto a sua imaginação
estratégica que
a única resposta possível à ameaça que alegadamente provém da Rússia é
armarem-se e prepararem-se para a guerra. A possibilidade de criar
um sistema de segurança na Europa que também tenha em conta os interesses
da Rússia, reduzindo assim o risco de guerra, nem sequer lhes parece estar
passando pela cabeça. Por isso, vejo a Europa em uma posição estranha – está
aumentando o esforço militar, enquanto os EUA parecem estar se marginalizando
disso", destacou ele.
O
especialista também expressou sua crença de que o conflito na Ucrânia foi
uma consequência das políticas dos países ocidentais a partir do fim
da Guerra Fria.
"O
Ocidente arrastou a Ucrânia para um confronto com a
Rússia,
e a destruição que ele causa é simplesmente assustadora. […] A guerra é o pior
que pode haver no mundo. E o conflito na Ucrânia corre o risco de escalar e
levar ainda mais vidas. […] Considero que a Ucrânia foi colocada nesta posição
em grande parte por causa dos EUA e dos seus aliados da OTAN. […] Isso mostra o
erro que o mundo cometeu após o fim da Guerra Fria", explicou Kinzer.
Em
2025, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia levaria a
operação militar especial na Ucrânia a uma conclusão lógica e que todos os
objetivos seriam cumpridos. O chefe de Estado tem repetidamente sublinhado que
devem ser abordadas as causas profundas do conflito. O porta-voz do Kremlin,
Dmitry Peskov, enfatizou que Moscou quer uma paz
duradoura,
sustentada por garantias confiáveis.
Fonte:
BBC News na América do Norte/Sputnik Brasil

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