Frente
fria, supercélula e cavado: a combinação de fatores que levou à tragédia das
chuvas em Minas Gerais
Uma
combinação de três fenômenos climáticos resultou na tempestade histórica que
matou ao menos 48 pessoas e deixou dezenas de desaparecidos na Zona da Mata de
Minas Gerais no início desta semana. Juiz de Fora, uma das cidades mais
atingidas, registra até o momento 42 óbitos confirmados. Em Ubá, a cerca de 100
quilômetros de Juiz de Fora, seis mortes foram confirmadas. As cidades
registraram deslizamento de encostas e soterramento de residências, com ruas
alagadas, imóveis destruídos e centenas de desabrigados.
Uma
frente fria, impulsionada por um cavado e a formação de uma supercélula estão
por trás da tragédia climática, explica Maria Clara Sassaki, porta-voz da Tempo
OK Metereologia. "Nós tivemos a passagem de uma frente fria pelo sudeste
do Brasil, que acabou trazendo bastante instabilidade desde o litoral do Estado
de São Paulo, passando pelo Rio de Janeiro e também com acumulado
significativo, ontem e hoje, na região da Zona da Mata Mineira", diz
Sassaki. Essa frente fria encontrou uma condição perfeita para a instabilidade,
explica a especialista, com temperaturas elevadas e bastante umidade disponível
na atmosfera, o que favoreceu a formação das nuvens carregadas. "A chuva
ficou presa entre as áreas do oceano e a região do relevo, com isso os maiores
transtornos foram registrados em áreas de encosta, que têm uma condição de
relevo propícia para prender essa umidade por algumas horas."
Em Juiz
de Fora, por exemplo, foram registrados 100 milímetros (mm) de chuva em menos
de 12 horas, ante uma média mensal de 170 mm para o mês de fevereiro, diz a
porta-voz da Tempo OK.
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Supercélula
A
frente fria que afetou a região provocou a formação de uma supercélula, uma
nuvem gigante com uma corrente de ar ascendente e rotativa, conhecida como
mesociclone. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), das quatro
classificações de tempestade (supercélula, multicélula, unicélula e linha de
instabilidade), as supercélulas são as menos comuns, e também as mais severas.
Ainda
conforme a agência, as supercélulas podem produzir ventos fortes, chuva intensa
com granizo, tornados mortais, enchentes e descargas elétricas. "É uma
nuvem extensa e de grande extensão territorial", diz Sassaki. "Ela
atinge uma área muito grande e é muito carregada de água, o que provoca uma
chuva muito intensa, e em curto período de tempo, porque é uma nuvem tão pesada
que as correntes de ar não conseguem sustentar toda essa água dentro dessa
nuvem, o que acaba despejando-as de uma vez em pontos isolados."
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Cavado
Já o
cavado foi um fenômeno que ajudou na formação dessa "super nuvem",
diz a especialista. Trata-se de uma região alongada de baixa pressão,
geralmente em médios níveis da atmosfera, que favorece a subida do ar e a
formação de nuvens e tempestades. É como se fosse uma área onde o ar está
"mais leve" e em altitudes elevadas, o que cria um efeito de sucção,
puxando a umidade do solo para o alto. "Imagina que o cavado é um vento
que vai jogar ar úmido da superfície para a atmosfera. Esse movimento vai
levando umidade para a nuvem, alimentando essa nuvem e vai trazendo mais
condições para que essa nuvem cresça na atmosfera", diz Sassaki.
"Quanto mais umidade, mais ingrediente ela tem para crescer. A supercélula
nada mais é que uma cumulonimbus de grande extensão, muito intensa, que atinge
uma vasta região."
Questionada
se o fenômeno tem relação com as mudanças climáticas e o aquecimento global, a
especialista afirma que trata-se de algo típico dos meses de verão. "Esses
fenômenos são comuns durante os meses de verão. Não é possível afirmar que um
evento isolado esteja diretamente relacionado às mudanças climáticas, sendo
necessários estudos mais aprofundados sobre o tema."
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O que esperar para os próximos dias
Para os
próximos dias, ainda há expectativa de chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais,
mas não tão volumosa quanto a já ocorrida. "Esses eventos extremos, essas
chuvas muito acima da média, acontecem uma vez e demoram um certo tempo para
acontecer de novo", diz a porta-voz da Tempo OK. "Em geral, não
acontecem imediatamente dois eventos extremos numa mesma semana ou um dia
depois do outro, mas ainda há previsão de chuva [na região] até a próxima
sexta-feira [27/2]."
Ainda
que em menor volume, essa chuva é preocupante porque o solo da região já está
encharcado, o que pode provocar novos deslizamentos, transbordamento do nível
dos rios e enchentes, não só na região da Zona da Mata mineira, mas avançando
também para outras regiões de Minas Gerais, como Vale do Jequitinhonha, Vale do
Rio Doce e a região da bacia do Muriaé. No Sudeste, também há potencial de
chuvas volumosas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral norte do Estado de
São Paulo.
• Alertas do governo já colocavam Juiz de
Fora no mapa de tragédia climática — por que não deu tempo de evitar dezenas de
mortes?
Autoridades
já tinham conhecimento dos riscos muito elevados de uma tragédia devido às
chuvas em Juiz de Fora (MG), inclusive em áreas onde ocorreram deslizamentos na
terça-feira (24/2), mostram documentos produzidos pelo Centro Nacional de
Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Mesmo assim, a
tragédia não foi evitada.
A
cidade da Zona da Mata mineira foi atingida por um temporal desde a noite de
segunda-feira (23/2), com 42 mortes confirmadas e ao menos 17 pessoas
desaparecidas, até a noite desta quarta (25/2). A 100 quilômetros dali, em Ubá,
foram mais seis mortes confirmadas, segundo dados do governo de Minas Gerais.
Em
2023, o Cemaden produziu um levantamento para identificar os municípios
brasileiros mais suscetíveis à ocorrência de deslizamentos, enxurradas e
inundações.
A ideia
era orientar ações prioritárias do governo federal, por meio do Novo PAC
(Programa de Aceleração do Crescimento), com obras em mitigação, prevenção e
preparação das cidades.
Ao
todo, foram identificados 1.942 municípios com pessoas vivendo em áreas de
risco para problemas ocasionados pela chuva. Eram 8,9 milhões de pessoas
vivendo nessas condições — ou 6% dos brasileiros. Entre todas as cidades, Juiz
de Fora aparece como a 9ª com mais pessoas vivendo nessas áreas: cerca de 129
mil. Todas as cidades acima de Juiz de Fora são capitais ou parte de regiões
metropolitanas — o que coloca a cidade mineira também como a que tem situação
mais crítica no interior do país. Ubá, também atingida pelas chuvas, tinha 7,4
mil vivendo em regiões vulneráveis.
Essas
são as cidades com mais pessoas vivendo em área de risco para enchentes e
deslizamentos no país:
• Salvador (BA) - 1.217.527
• São Paulo (SP) - 674.329
• Rio de Janeiro (RJ) - 444.893
• Belo Horizonte (MG) - 389.218
• Recife (PE) - 206.761
• Jaboatão dos Guararapes (PE) - 188.026
• Ribeirão das Neves (MG) - 179.314
• Serra (ES) - 132.433
• Juiz de Fora (MG) - 128.946
• São Bernardo do Campo (SP) - 127.648
São
locais, segundo o Cemaden, em que há características de ocupação e urbanização
propícias a desastres ambientais. "Um desastre ocorre quando a chuva
atinge população vulnerável, porque chuva muito volumosa em área plana,
desabitada ou bem preparada para resistir não causa desastre", diz Marcelo
Seluchi, coordenador geral de Operações e Modelagem do Cemaden.
Segundo
o Laboratório de Climatologia e Análise Ambiental da Universidade Federal de
Juiz de Fora (UFJF), entre 17h do dia 23 e as 5h do dia 24, choveu 220
milímetros na cidade. Para o mês inteiro, a média é de 170 milímetros.
"Você já tinha acumulado anterior do mês (589 mm) que já tinha saturado o
solo. Esse ambiente já estava bastante instável. Quando vem mais 220
milímetros, aí você tem uma condição mais derradeira e o solo não suporta
mais", explica a professora Cássia Ferreira, coordenadora do laboratório
da UFJF. "Se a gente tivesse um processo de prevenção, esses ambientes
talvez estivessem melhor monitorados. Poderia até haver (deslizamentos), mas
isso poderia ser reduzido ou minimizado", diz Ferreira.
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4ª cidade com mais alertas
Juiz de
Fora também está na lista do Cemaden das 10 cidades com mais alertas emitidos
em 2025. A cidade mineira fica atrás apenas de Manaus (AM), São Paulo (SP) e
Petrópolis (RJ). Segundo o Cemaden, os alertas mais comuns foram de inundações
e, principalmente, deslizamento de terra em encostas habitadas. Os alertas do
órgão federal são enviados diretamente para assessorar a Defesa Civil a tomar
decisões na escala local.
Outro
documento do Cemaden datado de 2017 mostra o risco elevado de deslizamentos de
rocha na região do Morro do Cristo, próximo ao centro de Juiz de Fora. Esse
morro foi um dos que registrou deslizamentos sob casas e prédios.
"Observam-se ocupações muito próximas à jusante do maciço, em alta
vulnerabilidade", diz o documento, apontando 15 imóveis ameaçados. Outras
79 localidades são identificadas como áreas de alto risco.
Segundo
Seluchi, do Cemaden, Juiz de Fora é tão vulnerável por ter boa parte da
população vivendo em moradias inadequadas em áreas de risco, como encostas ou
muito perto de rios. "Quando se constrói nas encostas, a vegetação é
suprimida. E a vegetação retarda o processo de deslizamento de terra, porque
deixa o solo mais firme e distribui e filtra melhor a precipitação, atuando
como espécie de guarda-chuva", explica.
Juiz de
Fora fica no vale do rio Paraibuna e está cercada por morros. Como explica
professora Cássia Ferreira, ou a população mora "no fundo do vale ou está
na encosta". Nas áreas centrais, diz Ferreira, a urbanização dos morros
ocorreu inicialmente com alto emprego técnico e boas moradias. Mas o avanço
urbano levou à ocupação com moradias com menores condições e estrutura,
expandindo-se à periferia. "A grande maioria desses casos que aconteceram
agora ocorreu exatamente onde havia moradias de uma população com uma renda
mais vulnerável e que tinha menor capacidade de estar contratando o engenheiro
para que ele pudesse auxiliar nas questões estruturais", diz Ferreira.
Na
avaliação de Ferreira, a Defesa Civil da cidade não consegue dar conta de
tantos alertas e acaba atuando no paliativo após os deslizamentos ocorrerem,
com pouca ação de prevenção. Falta, segundo a pesquisadora, estruturação de um
sistema de educação ambiental, além de instalação de alarmes, sirenes e criação
de rotas de fuga para direcionar pessoas que vivem nas já conhecidas regiões de
risco.
Seluchi,
do Cemaden, também defende que a Defesa Civil dos municípios brasileiros
precisa estar mais bem preparada para lidar com a quantidade de alertas
emitidos diante de uma maior frequência de eventos extremos. Ele defende uma
mudança jurídica para que o órgão consiga retirar pessoas de casa em áreas de
risco — hoje, se um morador não quiser seguir a orientação da Defesa Civil,
pode permanecer no local. Para ele, as cidades precisam estruturar um plano de
redução do risco, inclusive com possibilidade de mudança de bairros de lugar,
como ocorreu em São Sebastião (SP) após as chuvas de 2023. O coordenador também
defende foco na fiscalização e em um plano diretor que não permita construir em
áreas de risco.
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Recursos do PAC
Mesmo
com tanto indicativo de perigo iminente no município mineiro, a tragédia
aconteceu.
A lista
dos municípios em risco, encomendada pela Casa Civil do Governo Federal, serve
de base para ações prioritárias nos projetos do PAC Seleções, que permite a
Estados e municípios enviarem propostas para receber investimentos em obras e
equipamentos prioritários. Segundo documentos disponibilizados pela Casa Civil,
há quatro projetos em andamento para Juiz de Fora dentro do PAC Seleções para
prevenção de desastres, sendo três de contenção de encostas. Em 2012, a cidade
recebeu R$ 40 milhões em recursos para encostas. Há atualmente R$ 18 milhões
previstos para conclusão de obras do PAC na cidade.
Já em
2023, a prefeitura de Margarida Salomão (PT) conseguiu a autorização de mais R$
21 milhões para obras de encostas em três bairros. Na justificativa do pedido,
a gestão disse que a "instabilidade de encostas no município representa um
sério risco para a segurança de pessoas, bens materiais e infraestrutura local,
podendo causar danos significativos e até mesmo perda de vidas". Essa
verba, porém, ainda não foi liberada por pendências de documentos que precisam
ser enviados pela prefeitura.
Agora,
em dezembro de 2025, um novo projeto de Juiz de Fora para encostas foi aprovado
no PAC, no valor de R$ 8,5 milhões.
A BBC
News Brasil entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora e com a Casa
Civil para mais detalhes a respeito das obras no município, mas não obteve
resposta até a publicação desta reportagem. O governo de Minas Gerais também
não se manifestou.
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Plano de prevenção a desastres climáticos
Além do
direcionamento de recursos do PAC para cidades vulneráveis, o Ministério do
Meio Ambiente tem defendido um plano de prevenção a desastres climáticos, pelo
menos desde a tragédia de São Sebastião, quando 64 morreram nas enchentes de
fevereiro de 2023. A ideia ficou ainda mais em evidência após as devastadoras
enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
Em
entrevista à BBC News Brasil em 2024, a ministra Marina Silva disse que o
governo "decidiu que ia começar um processo de pensar um plano para sair
da lógica da gestão do desastre para a gestão do risco e nos anteciparmos o
máximo que pudéssemos para preparar os municípios". Marina também falava
da necessidade de se ter um regime jurídico da emergência climática para os
municípios mais suscetíveis aos desastres naturais, como Juiz de Fora, o nono
com mais gente em risco.
Para
Marcelo Seluchi, coordenador geral de Operações e Modelagem do Cemaden, a
realidade do Brasil hoje ainda é de esperar que "toda estação chuvosa
aconteça algum fenômeno parecido [com o de Juiz de Fora]", especialmente
no Sudeste e litoral do Nordeste. "Não temos terremoto, vulcão, mas pelo
tipo de chuva tropical que recebemos na estação chuvosa, a topografia complexa
e as áreas de risco, esse é o principal problema do Brasil", diz Seluchi.
Na
visão da professora Cássia Ferreira, da UFJF, também falta continuidade nas
políticas públicas no Brasil quando se muda o governo. "Isso é um processo
que tem que ser contínuo, né? Estamos sempre correndo atrás desse prejuízo e
não antecipando o prejuízo", diz.
As
projeções do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas apontam que o
Sudeste deverá ter chuvas mais concentradas e mais intensas nos próximos anos.
Portanto, com mais ocorrência desses fenômenos extremos. A última chuva desse
porte em Juiz de Fora foi em janeiro de 1985, quando choveu quase 600
milímetros em 20 dias, segundo monitoramento da UFJF. Demorou 41 anos para a
cidade viver cenas de horror novamente. Mas a previsão dos especialistas é que
o "tempo de retorno" de situações extremas como essa agora, com as
mudanças climáticas, seja menor.
• Zema tenta negar redução de recursos
para temporais, mas é desmentido pelo vice
Dados
do Portal da Transparência, acessados pela Fórum, indicam que os investimentos
do governo de Minas Gerais em infraestrutura de combate aos impactos das chuvas
caíram de R$ 135 milhões em 2023 para R$ 6 milhões no ano de 2025, o que
representa uma queda de 95,6% dos recursos públicos para temporais.
As
verbas aparecem no portal no programa de “suporte às ações de combate e
resposta aos danos causados pelas chuvas” e incluem despesas com administração
de desastres, atendimento à população afetada, reparação de danos em rodovias e
iniciativas de prevenção a eventos meteorológicos críticos. Em 2023, o
investimento chegou a R$ 134,8 milhões. Depois disso, houve redução para R$
41,1 milhões em 2024 e R$ 5,8 milhões posteriormente. Já neste ano, nos dois
primeiros meses, a gestão estadual destinou R$ 16,1 mil para a estrutura de
enfrentamento às chuvas intensas.
A
reportagem entrou em contato com o governo estadual e questionou a redução do
orçamento. Em resposta, o governo de Minas disse “não ser verdadeira” a
informação e que houve um investimento de R$ 1,9 bilhão, que “aumentaram 170%
na média anual em relação ao último ano do governo anterior”, e ainda que é “o
segundo maior investimento dos dois mandatos do governador Romeu Zema”. No
entanto, essas informações não foram localizadas no Portal da Transparência.
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Zema nega, mas é desmentido pelo vice
Na
manhã desta quarta-feira (25), Zema tentou desmentir novamente a redução de
investimentos na prevenção contra a chuva. O governador publicou uma postagem
no X, antigo Twitter, em que afirma:
“Não é
verdadeira a informação de que o governo de Minas reduziu nos últimos anos os
investimentos em prevenção contra chuvas. Repetimos: essa informação não é
verdadeira. Na realidade, é exatamente o contrário. Os investimentos aumentaram
170% na média anual em relação ao último ano do governo anterior. Em 2025, os
recursos aplicados em prevenção contra desastres foram de R$ 1,9 bilhões de
reais, sendo o segundo maior investimento dos dois mandatos do Governador Romeu
Zema, perdendo apenas para o período da Pandemia de COVID. Esse valor foi
utilizado para proteção contra desastres de todos os tipos, incluindo chuvas e
alagamentos”, afirmou.
Zema,
no entanto, foi desmentido pelo seu próprio vice. Em entrevista à CBN, Mateus
Simões admitiu que o orçamento de prevenção a desastres em Minas Gerais nos
últimos anos se restringiu aos recursos decorrentes dos crimes da Samarco em
Mariana (2015) e da Vale em Brumadinho (2019).
Fonte:
BBC News Brasil/Fórum

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