STF
deveria ter reconhecido a suspeição de Toffoli, afirma jurista
A saída
do ministro Dias Toffoli da investigação sobre suspeitas de fraudes no Banco
Master, após uma reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) a portas fechadas e
sem que fosse declarada formalmente sua suspeição, não foi o desfecho ideal
para a crise, diz o jurista Oscar Vilhena Vieira, professor da FGV Direito SP.
Nesta
terça-feira (25/2), a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo da
Maridt Participações, empresa de Toffoli e seus irmãos que recebeu pagamentos
de um fundo ligado ao Banco Master pela venda de parte do resort Tayayá, no
Paraná.
Além
disso, dois irmãos do ministro, que também são sócios na empresa, foram
convocados a depor.
"O
melhor teria sido que ele próprio se afastasse desde o início [da relatoria do
caso Master] ou sequer tivesse participado desse julgamento, ou que o tribunal
tivesse expressado a sua suspeição", disse Vieira, em entrevista à BBC
News Brasil, no dia 18 de fevereiro.
Mas,
pondera o professor, a saída de Toffoli do caso foi um primeiro passo para
restaurar a credibilidade da Corte. O inquérito agora está nas mãos de André
Mendonça, que já adotou medidas iniciais para reduzir o sigilo da investigação
e ampliar o acesso da perícia da Polícia Federal a equipamentos apreendidos.
Por
outro lado, ele determinou que "apenas e tão somente as autoridades
policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos
procedimentos" tenham acesso ao inquérito, numa decisão vista como
tentativa de evitar a atuação da cúpula da PF no caso.
Na
segunda-feira (23/2), o novo relator também se reuniu com os delegados federais
responsáveis pelas investigações sobre o Banco Master, em que foi feito um
relato atualizado sobre o estágio das apurações.
Para
Vieira, não é correto considerar que Mendonça teria mais independência do mundo
político que Toffoli.
O novo
relator do caso Master chegou ao STF em 2021, nomeado pelo então presidente
Jair Bolsonaro, após atuar como ministro da Justiça de seu governo.
Assim
como todos os ministros da Corte, teve que fazer campanha no Senado por sua
aprovação.
"É
um ministro discreto, mas é um ministro que, evidentemente, tem os seus laços.
E agora eu acho que ele tem condição de provar se ele é um ministro imparcial
ou não", diz Vieira.
O
professor da FGV considera que o inquérito do Banco Master não deveria ter sido
retirado da primeira instância, conforme decisão de Toffoli.
Agora,
diz, cabe a Mendonça avaliar se parte dessa investigação deve realmente ficar
no Supremo, devido ao possível envolvimento de autoridades nas fraudes, e o que
deve ser fatiado e remetido à primeira instância.
Vieira
é um dos que defendem a adoção de um código de ética que discipline de forma
mais clara condutas que não devem ser adotadas por ministros, como casos de
suspeição e a participação em eventos patrocinados.
Ele
reconhece que já existem regras e leis que disciplinam essa atuação — e que,
muitas vezes, são ignoradas pelos ministros —, mas argumenta que um código com
normas mais objetivas e de fácil compreensão pela sociedade aumentará o
controle social do STF.
Na sua
visão, esse código também pode ser uma vacina contra as crescentes pressões por
impeachments de ministros do Supremo.
Ele diz
temer que o Senado eleito em outubro passe a ter maioria para cassar ministros
que contrariem os interesses do Congresso, citando como exemplo Flávio Dino,
relator de investigações sobre corrupção com emendas parlamentares.
"É
evidente que eu tenho preocupação, especialmente se o ministro Supremo foi
impeachmado pelos maus motivos. Ou seja, que seja 'impeachmado' porque tomou
decisões relevantes e que contrariam interesses do Parlamento. E isso seria o
pior que poderia ocorrer".
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Confira a seguir os principais trechos da entrevista
• Como avalia a continuidade do Inquérito
das Fake News, usado por Moraes para abrir uma investigação sobre suposto
vazamento de dados de ministros do STF e resultou no afastamento de quatro
servidores na Receita Federal?
Oscar
Vilhena Vieira - Esse inquérito, que teve um papel importante na investigação
dos grupos de extrema direita que atacaram a democracia, não tem mais nenhuma
justificativa para estar aberto. Foi [aberto em] uma situação de profunda
anormalidade em que, à época [2019], o Ministério Público e a própria Polícia
Federal não estavam realizando as investigações que eram necessárias para
apurar os fatos relativos aos ataques à democracia. Mas esse período se foi.
Hoje as instituições estão funcionando normalmente. Não há ameaça. As Forças
Armadas não aparecem como qualquer ameaça à democracia.
Então,
eu não vejo por que esse inquérito está aberto. A longevidade dele é muito
negativa porque cria uma situação de permanente investigação sobre qualquer
tema que apareça e que seja do interesse do presidente do inquérito [Moraes].
A minha
visão é que esse inquérito já deveria ter terminado há muito tempo e usá-lo
agora para esse tipo de investigação me parece impróprio.
• A continuidade desse inquérito é um
fator de desgaste para o Supremo?
Vilhena
Vieira - Sem dúvida nenhuma, porque ele confirma, em alguma medida, não só
aquilo que os críticos, vamos dizer, preocupados com o Estado de Direito, têm
dito [contra o inquérito], mas também favorece aqueles que atacam o Supremo do
ponto de vista da tentativa de erosão da instituição. E o inquérito contribui,
portanto, para um declínio reputacional do Supremo.
• A Unafisco criticou a atuação de Moraes
por adotar medidas severas contra os servidores em uma fase ainda inicial de
apuração. A associação também disse que dois auditores fiscais afastados por
Moraes em 2019, por suposto vazamento de dados de ministros do STF, foram
reincorporados após o processo administrativo não constatar irregularidades. A
atuação do ministro deveria ser mais contida?
Vilhena
Vieira - Uma das condições pelas quais o Estado detém uma quantidade enorme de
dados, inclusive dados fiscais, é que ele preserve o sigilo. Então, a quebra do
sigilo fiscal e a transferência dessas informações para grupos políticos é algo
muito negativo.
Evidente
que, se está havendo violação do sigilo, precisa ser investigado. Ninguém tem
dúvida disso. E se há funcionários que estão fazendo isso, eles precisam ser
responsabilizados. A questão é quem deve fazer essa investigação e qual é o
meio adequado para isso. Acho que essa é a crítica que está se colocando.
Então, que a Polícia Federal faça a investigação, o Ministério Público
acompanhe essa investigação e depois ele busque a responsabilização nas
instâncias adequadas.
Esse é
um caso complicado porque os eventuais suspeitos não têm foro no Supremo
Tribunal Federal. E quando nós estamos falando de casos [passados do Inquérito
das Fake News] que foram investigados e depois julgados no Supremo, nós
tínhamos o envolvimento de autoridades parlamentares, de outras autoridades que
justificavam o foro por prerrogativa de função. Não me parece que esse seja o
caso agora. Nós estamos investigando funcionários da Receita que devem ser
investigados e responsabilizados no foro adequado, que é a primeira instância.
• Após o desgaste sofrido por Dias
Toffoli, os ministros do STF fizeram uma reunião inédita, a portas fechadas, em
que se decidiu que o ministro não era suspeito para relatar a investigação do
Banco Master, mas deixaria o caso. Depois, André Mendonça foi sorteado como
novo relator. Como avalia esse desfecho?
Vilhena
Vieira - Eu acho que esse é um movimento que não havia sido testemunhado por
aqueles que acompanham o Supremo há muito tempo. Sempre que são levantadas
questões de suspeição, de impedimento, ou elas são aceitas pelos próprios
ministros, ou o Supremo jamais declara a suspeição a pedido das partes.
Essa
tem sido a trajetória do Supremo ao longo desses últimos 38 anos de vida
democrática pós-Constituição de 88. Então, esse movimento, de certa forma,
indica um tribunal que compreendeu que isso não é adequado. Quando há razões
objetivas ou subjetivas que podem colocar em risco a credibilidade do Supremo,
num caso grave como esse, o Supremo, de certa forma, impôs que o ministro se
afastasse.
Não me
parece que é a solução adequada. O melhor teria sido que ele próprio se
afastasse desde o início ou sequer tivesse participado desse julgamento, ou que
o tribunal tivesse expressado a sua suspeição. No entanto, eu acho que essa
medida é uma tentativa de retirar dos ombros do Supremo um peso que estava
inadequadamente colocado a partir da postura do ministro Toffoli.
• As informações que vieram à tona sobre o
ministro Tóffoli, como a carona em um jatinho em que estava o advogado de um
dos diretores do Master ou a venda de parte de um resort para um fundo ligado
ao banco, são graves?
Vilhena
Vieira - São questões objetivas mesmo. O que está se discutindo nos casos de
suspeição não é exatamente que o ministro ou que o juiz tenha de fato se
comportado a beneficiar uma parte. O mero fato de haver uma suspeita de que o
julgamento não será imparcial gera prejuízos institucionais que devem ser
sanados.
Então,
hipoteticamente, tomou-se um avião com um advogado: eles podem ter conversado
sobre futebol e nada de errado ter acontecido. Mas o mero fato de você embarcar
num avião onde há um advogado, isto já cria um constrangimento reputacional
indevido.
Os
ministros do Supremo têm que tomar todo o cuidado para que a sua postura não
gere prejuízo à credibilidade que o cidadão tem no tribunal. Então, o que me
parece que nos últimos meses tem acontecido, ainda que o Supremo não tenha já
avançado para a aprovação do Código de Ética, é que eles perceberam que
determinadas posturas não são tão mais aceitáveis. O fato de alguns ministros
[André Mendonça e Luiz Fux] que iriam agora participar de um evento na Espanha
[em que estariam presentes advogados que atuam no caso Master] terem cancelado
as suas presenças, demonstra que o Supremo começa a entender que ele precisa de
uma correção de rumos para que possa angariar respeito por parte dos cidadãos.
• Toffoli também foi criticado porque sua
participação na empresa que vendeu parte do resort é oculta. Embora isso seja
legal, faz sentido que um ministro do Supremo tenha participações ocultas em
empresas? Deveria haver transparência?
Vilhena
Vieira - As vedações que se aplicam a qualquer ministro do Supremo é que eles
não sejam dirigentes de entidades empresariais. Quer dizer, não há nenhuma
vedação de que eles sejam acionistas de uma atividade empresarial, que sejam
proprietários de uma fazenda.
A
legislação não proíbe isto. E a legislação civil, que é aquela que regula a
publicidade desses atos, não obriga necessariamente a que esses sócios sejam
públicos. Então, de certa forma, ele está atendendo às determinações da
legislação civil.
Então,
o que nós que temos proposto a aprovação de um código de conduta temos dito é
que isso não é suficiente. Evidentemente, aqueles que exercem uma função tão
relevante numa democracia, que é participar de uma corte de natureza
constitucional, têm obrigações que vão muito além da obrigação do cidadão
comum. Eles têm, sim, que dar publicidade de toda a participação [em empresas],
de toda a remuneração, dos honorários que recebam por conferências.
• Algumas pessoas têm relativizado a
importância desse código de conduta, dizendo que já há leis e regras para a
atuação dos ministros e que bastaria que eles cumprissem essas regras. Qual a
real importância desse código e como garantir que os ministros vão segui-lo?
Vilhena
Vieira - Essas pessoas não estão destituídas completamente de razão. Parte das
regras [propostas no código de conduta] são regras presentes. A Constituição
tem uma série de regras com vedações aos magistrados que se aplicam ao ministro
do Supremo. No entanto, há dois componentes que eu julgo importantes. Primeiro,
é que, por decisão do próprio Supremo Tribunal Federal, as regras de conduta
estabelecidas pelo CNJ [para a magistratura] e o próprio controle exercido pelo
CNJ não se aplicam ao Supremo Tribunal Federal.
O
segundo é que o Supremo, em 2023, declarou inconstitucional um dispositivo do
Código de Processo Civil que restringe a participação de juízes em casos em que
familiares sejam sócios de escritórios de advocacia que estejam participando
dessas causas. Ou seja, ele flexibilizou as regras de suspeição para os
magistrados.
Então,
na realidade, existem aí lacunas onde as regras não estão sendo aplicadas para
o Supremo Tribunal Federal. Por isso eu disse que é parcialmente verdadeiro.
Existem algumas regras, mas também existem algumas lacunas, ou seja, áreas que
não estão reguladas para o Supremo.
Agora,
o mais importante é que o código de conduta representa uma sinalização muito
clara, muito direta, para que a população possa exercer o seu direito de
controle social sobre o tribunal. Precisa saber claramente: pode viajar ou não
pode viajar num jato fretado por uma empresa? Pode ou não pode participar de
uma conferência? Tem ou não tem que dar publicidade sobre os honorários?
Então,
é só ter regras simples, claras e que os jornalistas, o cidadão, tenham acesso.
E não regras extremamente complicadas no Código de Processo, que gerem inúmeras
dúvidas sobre como elas devem ser aplicadas em determinadas circunstâncias.
• Voltando à troca de relator do caso
Master no STF. O mais adequado seria ter enviado o inquérito à primeira
instância?
Vilhena
Vieira - O caso não deveria ter saído da primeira instância. Foi por um elo
muito tênue, um contrato com um deputado, que esse caso subiu ao Supremo.
Agora, pelos vários depoimentos que foram recolhidos nesse período,
eventualmente, o caso envolve altas autoridades, membros do Parlamento.
Então
eu acho que inevitavelmente o caso voltaria ao Supremo, e aí, corretamente, por
envolver pessoas com foro privilegiado, ainda que a jurisprudência mais recente
do Supremo permita fatiar o caso para ficar no Supremo apenas o mínimo
necessário, deixando o resto em primeira instância.
Agora,
quem vai ter que fazer isso é o próprio ministro André Mendonça. Ele vai ter
que avaliar aquilo que de fato precisa ficar no Supremo e aquilo que deve ser
devolvido para a primeira instância.
• Como avalia o perfil do André Mendonça
para ficar à frente desse caso? Tem-se falado que ele seria mais independente
do mundo político e que isso poderia ser positivo.
Vilhena
Vieira - O ministro André Mendonça tem a ligação com o mundo político, assim
como os outros ministros têm. O processo brasileiro de aprovação pelo Senado
requer algum tipo de contato, de interação com o mundo político. Agora, nós
vamos ter que verificar se, na condução desse caso, ele se demonstra com a
imparcialidade necessária.
É ruim
que isso tenha acontecido com o Supremo, que agora a cada processo se questione
a imparcialidade dos ministros. Mas essa foi a direção que o Supremo, enfim,
tem tomado em alguns casos. É um ministro discreto, mas é um ministro que,
evidentemente, tem os seus laços. E agora eu acho que ele tem condição de
provar se ele é um ministro imparcial ou não.
• A reunião do STF sobre o caso Master
parece ter sido gravada. O portal Poder 360 publicou uma reportagem detalhada
sobre a conversa entre os ministros. O que isso aponta sobre o momento do
Supremo?
Vilhena
Vieira - Isso em si demonstra que há um ambiente de muita desconfiança. Eu
tendo a não fazer uma análise muito sobre aquilo que foi dito, porque
claramente houve uma seleção daquilo que foi divulgado. Eu não tomei
conhecimento público de uma gravação inteira da reunião. Mas são cortes, são
pedaços de manifestações. Então, você não sabe qual é o contexto em que aquilo
foi dito.
Mas
demonstra, em primeiro lugar, que o Supremo entendeu que ele precisa fazer algo
para restaurar a credibilidade de parcela da população no tribunal, de que a
situação é grave. Agora, também demonstra que alguns ministros ainda não se
deram conta o suficiente da gravidade da situação.
Acho
que a gente mudou de posição de um tribunal que era muito insular e não ouvia
aquilo que vinha sendo questionado, seja do mundo acadêmico ou dos meios de
comunicação ou da própria população, por um tribunal que certamente agora deu
um passo, percebeu [o problema], mas acho que falta ainda um passo seguinte.
• No que foi divulgado pelo Poder 360,
muitos ministros teriam argumentado que o relatório da Polícia Federal sobre a
suspeição de Toffoli tinha que ser ignorado porque a PF não podia ter
investigado o ministro sem autorização. Faz sentido esse argumento?
Vilhena
Vieira - Parcialmente. Evidente que você não quer que a polícia investigue sem
autorização judicial da autoridade competente. Isso é bom para o Estado de
direito. Agora, você está investigando o banco Master, você pega um telefone
[apreendido na investigação], ali tem uma série de informações, entre elas uma
informação que diz respeito a um ministro do Supremo. Eu acho que a postura da
Polícia Federal de levar isso ao presidente do Supremo é muito correta.
Então,
o argumento de que o ministro Fachin não deveria sequer ter recebido não me
parece pertinente. O ministro Fachin tomou conhecimento e dali tomou decisões
colegiadas, inclusive.
• A direita está com uma campanha forte ao
Senado nessa eleição, com o objetivo de alcançar votos suficientes para aprovar
o impeachment de ministros do Supremo a partir de 2027. Isso preocupa o senhor?
Qual seria o impacto institucional para o Brasil se de fato um ministro for
impeachmado?
Vilhena
Vieira - É evidente que eu tenho preocupação, especialmente se o ministro
Supremo foi impeachmado pelos maus motivos. Ou seja, que seja impeachmado
porque tomou decisões relevantes e que contrariam interesses do Parlamento. E
isso seria o pior que poderia ocorrer.
Se o
ministro Flávio Dino, por estar controlando os abusos que se dão em torno dos
penduricalhos [na remuneração de servidores] ou das emendas orçamentárias,
sofrer algum tipo de hostilidade do Parlamento porque ele está cumprindo sua
função, que é defender a Constituição. Isso me preocupa muito, que o
impeachment seja usado como instrumento de ameaça à boa conduta dos ministros.
Agora,
sobre a má conduta, evidentemente que isso é parte do jogo. Quer dizer, quem se
conduz mal corre riscos. Por isso é que eu entendo que o melhor a ser feito
pelo Supremo nesse momento é corrigir as suas próprias condutas. E aí a coisa
do código de conduta tem um papel importante.
É uma
forma pela qual o Supremo ter limites muito mais estritos e com isto não abre
espaço, não se torna vulnerável, a ameaças que vêm de fora. O código de conduta
é uma medida defensiva, de defender o Supremo.
• Quando você diz 'quem se conduz mal
corre riscos', já vê condutas hoje em dia que poderiam ser apontadas como um
problema nesse sentido?
Vilhena
Vieira - Como disse o ministro Fachin, cada um tem que ser responsável pelos
seus atos. Então, eu acho que nós estamos passando por um período de enorme
turbulência, muitas questões têm sido levantadas, e isso precisa ser
esclarecido pelo próprio Supremo.
Eu acho
que o Supremo deveria ser o principal interessado em esclarecer quais são as
condutas que são inadequadas, criar os mecanismos de sanção e de restrição a
essas condutas, porque, de fato, num ambiente de forte polarização política, se
ele não fizer isto, o Congresso poderá fazê-lo. E não sempre com as melhores
motivações.
Fonte:
BBC News Brasil

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