terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia

Fevereiro ganha a cor laranja para alertar a população sobre a leucemia, câncer que afeta o sangue e a medula óssea e pode evoluir de forma silenciosa. Na Bahia, a média é de cerca de 927 mortes por leucemia por ano, segundo levantamento da Secretaria da Saúde do Estado, um indicador que reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento.

No Brasil, a leucemia soma cerca de 11 mil novos casos anuais, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mantendo-se entre as neoplasias hematológicas mais incidentes do país. A doença pode atingir pessoas de todas as idades, com maior prevalência entre crianças e idosos, e apresenta diferentes tipos, com variados comportamentos e respostas ao tratamento.

<><> Sinais que não devem ser ignorados

Para a hematologista Liliana Borges, coordenadora do serviço de hematologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), a atenção aos sinais iniciais faz toda a diferença. “A leucemia pode começar com sintomas comuns, como cansaço persistente, palidez, infecções recorrentes, febre sem causa aparente e sangramentos ou manchas roxas pelo corpo. Muitas vezes, um simples hemograma já levanta suspeitas importantes”, explica.

Segundo a especialista, a demora na procura por atendimento ainda é um dos principais desafios. “Muitos pacientes chegam ao serviço especializado com a doença em estágio avançado. O Fevereiro Laranja cumpre um papel fundamental ao levar informação clara à população e estimular a realização de exames de rotina”, afirma.

<><> Diagnóstico precoce e tratamento adequado

Embora não exista uma forma específica de prevenção para a leucemia, hábitos saudáveis — como evitar o tabagismo, reduzir a exposição a agentes químicos, manter alimentação equilibrada e realizar acompanhamento médico regular — ajudam a reduzir riscos e a fortalecer o organismo. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, especialmente o hemograma, e, quando necessário, pela análise da medula óssea, que permite identificar o tipo da doença e orientar o tratamento adequado.

O tratamento da leucemia varia conforme o tipo, a fase da doença e as características do paciente. As abordagens podem incluir quimioterapia, utilizada para destruir células cancerígenas; terapias-alvo, que agem de forma mais específica sobre alterações genéticas das células doentes; e imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a combater o câncer. Em casos selecionados, o transplante de medula óssea é indicado e pode representar a principal chance de cura, sobretudo em leucemias mais agressivas ou resistentes ao tratamento convencional.

<><> Doação de medulas

Segundo Liliana Borges, ampliar o número de doadores é tão importante quanto diagnosticar cedo. “Cada novo cadastro aumenta a possibilidade de encontrar um doador compatível. Doar medula é um ato de solidariedade que pode representar a continuidade da vida para alguém”, destaca a hematologista do HMDS. No Brasil, o cadastro de doadores é realizado por meio do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

No cenário mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, apesar dos avanços terapêuticos, as leucemias ainda figuram entre as principais causas de morte por câncer hematológico. Diante desse contexto, o Fevereiro Laranja surge como um chamado coletivo para transformar informação em atitude, fortalecendo o cuidado, a prevenção possível e a empatia com quem enfrenta a doença.

•        Hemodinâmica amplia cuidado com o coração idoso

O envelhecimento traz mudanças naturais ao coração, como o endurecimento das artérias, maior risco de obstruções coronarianas e alterações no funcionamento das válvulas cardíacas. Com o avanço da idade média da população brasileira, essas condições se tornaram cada vez mais frequentes, mantendo as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte entre idosos. Nesse contexto, a hemodinâmica tem assumido papel central no cuidado com o coração na terceira idade, oferecendo diagnóstico preciso e tratamentos menos invasivos, mais seguros e com impacto direto na qualidade de vida.

Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 70% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil ocorrem em pessoas com 60 anos ou mais, reflexo direto do envelhecimento populacional. A boa notícia é que os avanços tecnológicos permitiram que procedimentos antes considerados de alto risco em pacientes idosos hoje sejam realizados com segurança crescente, muitas vezes sem necessidade de cirurgia aberta.

<><> Mais segurança

A hemodinâmica reúne exames e procedimentos minimamente invasivos, realizados por meio de cateteres introduzidos pelas artérias, que permitem diagnosticar e tratar obstruções coronarianas, doenças valvares e alterações vasculares. Para o cardiologista intervencionista Sérgio Câmara, a idade cronológica deixou de ser um fator limitante isolado. “Hoje, avaliamos muito mais a condição clínica do paciente do que apenas a idade. Com planejamento adequado e tecnologia, é possível tratar idosos com alto grau de segurança”, afirma.

Segundo o especialista, técnicas modernas reduziram significativamente complicações e tempo de recuperação. “São procedimentos menos agressivos, o que diminui o risco de infecções, sangramentos e longas internações — fatores especialmente relevantes para pacientes mais velhos”, explica.

<><> Diagnóstico preciso

Além do tratamento, a hemodinâmica se destaca pela capacidade de oferecer diagnósticos detalhados. Exames como o cateterismo permitem identificar com precisão o grau de obstrução das artérias e orientar a melhor estratégia terapêutica. “Um diagnóstico bem feito evita intervenções desnecessárias e direciona o tratamento que realmente trará benefício ao paciente”, destaca Sérgio Câmara.

Em muitos casos, a colocação de stents ou procedimentos valvares por cateter substituem cirurgias de grande porte. “Conseguimos aliviar sintomas como dor no peito, falta de ar e cansaço intenso, que limitam o cotidiano do idoso, com recuperação mais rápida e confortável”, pontua.

<><> Mais qualidade de vida

Os benefícios vão além da sobrevida. Os procedimentos hemodinâmicos têm impacto direto na funcionalidade e na autonomia do paciente idoso. “O nosso foco é devolver qualidade de vida. Permitir que o paciente volte a caminhar, viajar, conviver com a família e manter sua independência”, ressalta o cardiologista.

Estudos internacionais mostram que idosos submetidos a intervenções minimamente invasivas apresentam melhora significativa dos sintomas e redução de internações por eventos cardiovasculares. Para Sérgio Câmara, o principal desafio ainda é vencer o medo. “Muitos pacientes convivem com limitações por receio do tratamento. Informação e avaliação adequada ajudam a mudar essa realidade”, afirma.

<><> Cuidar é envelhecer melhor

Com a expectativa de vida do brasileiro ultrapassando os 75 anos, especialistas defendem um cuidado cardiovascular contínuo e individualizado. A hemodinâmica surge como aliada nesse processo. “Envelhecer não significa aceitar limitações impostas pelo coração. Hoje, temos recursos para tratar com segurança e proporcionar mais qualidade de vida mesmo em idades avançadas”, conclui Sérgio Câmara.

 

Fonte: Carla Santana - Assessora de Imprensa

 

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