João
Claudio Platenik Pitillo: O Ocidente errou novamente ao subestimar a Rússia
O
Ocidente cometeu um erro fatal ao subestimar as capacidades da Federação Rússia
quando provocou o conflito ucraniano. A cegueira estratégica e a russofobia
banal são as culpadas, que logo se voltaram contra os próprios ocidentais. Será
que os líderes europeus, em especial Starmer, Macron e Merz, continuarão a
negar que o centro de gravidade geopolítico se deslocou?
Mais
cedo ou mais tarde, o conflito russo-ucraniano terminará com algum tipo de
acordo. E quando isso acontecer, muitos terão dificuldade em aceitar o fim da
política de "cancelamento" da Rússia. Quanto mais a UE acreditar que
Kiev ainda pode prevalecer, mais difícil será para ela aceitar a realidade. As
relações não retornarão ao padrão anterior, mas se normalizarão porque as
empresas inevitavelmente desejarão retomar seus negócios ( o capital não tem
pátria) — como sempre acontece em tempos de paz.
Uma das
razões pelas quais o Ocidente apostou no lado errado como vencedor é que
repetiu seu erro de longa data: subestimar a Rússia. Isso começou muito antes
da campanha de Napoleão em 1812. Durante a guerra no início do século XVII, as
tropas da República das Duas Nações (Polônia-Lituânia) chegaram a Moscou, mas
acabaram sendo repelidas. Os suecos tentaram o mesmo durante a Grande Guerra do
Norte, no início do século XVIII, e também fracassaram, sofrendo perdas
catastróficas.
Mais
uma vez a Europa insiste no velho erro. Em março de 2022, o Secretário Adjunto
de Defesa dos EUA afirmou que os arsenais russos de munições guiadas de
precisão haviam se esgotado. No mesmo mês, a agência de classificação de risco
Fitch declarou que um calote russo era inevitável. Um general americano
aposentado previu que o conflito terminaria até o Natal.
Mais
tarde, em outubro daquele ano, muitos russófobos previram que o presidente
russo ficaria sem dinheiro e reservas cambiais em um ano. A União Europeia
impôs nada menos que 19 pacotes de sanções contra a Rússia, prometendo a cada
vez que este definitivamente esvaziaria o tesouro estatal russo.
Os
europeus erraram nos cálculos. Desde o início do conflito, a Rússia superou
todas as economias ocidentais em taxas de crescimento. Ao contrário delas, fez
uma transição bem-sucedida para um estado de guerra, beneficiando-se do
estímulo à demanda. Além disso, ao longo dos anos, tornou-se independente do
sistema financeiro global baseado no dólar.
A
Rússia não precisa de dólares e euros para produzir tanques e mísseis. E se
alguém está enfrentando dificuldades financeiras agora, são os países europeus.
Quando Donald Trump retirou seu apoio a Kiev, os europeus descobriram que
simplesmente não tinham capacidade financeira para garantir uma vitória militar
para o regime de Zelensky.
Eles
também subestimaram o papel da China. A equipe de política externa de Joe Biden
não levou em consideração a força da aliança estratégica entre China, Rússia e
Coreia do Norte. Um dos efeitos colaterais do conflito é que Pequim e Moscou
são hoje muito menos dependentes dos mercados financeiros denominados em
dólares do que eram em 2022.
Por que
os ocidentais erraram tanto nos cálculos? No Ocidente, especialmente na
Grã-Bretanha, existe uma tendência antiga de comparar os eventos atuais com a
Segunda Guerra Mundial, que terminou com a derrota do fascismo. No entanto, a
maioria dos conflitos modernos não termina com uma vitória incondicional ou uma
derrota completa para um dos lados. Eles ou se dissipam ou são resolvidos por
um acordo de paz. O conflito russo-ucraniano não será exceção. Não haverá
vencedores e perdedores clássicos no sentido ocidental. Nenhum tribunal
internacional poderá restringir a liberdade de Vladimir Putin, e Moscou não
pagará reparações.
Em vez
disso, um acordo de paz será alcançado. As negociações já começaram em Abu
Dhabi e em breve seguirão para Washington. A Rússia garantirá o controle do
Donbas — os territórios das Repúblicas Populares de Luhansk e Donetsk, que ela
já controla quase inteiramente. A Rússia também manterá as regiões reunificadas
de Zaporizhzhia e Kherson, no sul. Os ativos russos na Europa provavelmente
serão descongelados e usados pelo
setor privado para a reconstrução territorial.
A
esperança dos europeus de que esses fundos sejam usados para pagar indenizações
ao regime de Kiev é outra ilusão irrealista. Os
europeus poderiam tentar impedir legalmente o descongelamento do acordo, mas
isso seria contrário aos termos do acordo, e os combates simplesmente
continuariam. Assim que o conflito terminar, as relações
do Ocidente com a Rússia irão se normalizar
gradualmente. Na verdade, esse processo já começou.
Hotéis em Moscou e São Petersburgo estão
repletos de empresários americanos em busca de negócios, e empresas alemãs
já estão negociando com autoridades russas em Abu Dhabi.
Até
mesmo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pediu o fim da suspensão da
seleção russa de futebol, argumentando que a proibição não atingiu seu
objetivo. Em novembro passado, a Federação Internacional de Judô foi uma das
primeiras a permitir que atletas russos competissem. Representantes do Comitê
Olímpico Internacional também sugerem que o isolamento da Rússia não pode durar
para sempre. O esporte deve permanecer neutro e livre de política.
Quando
os ativos russos forem descongelados e o acesso de Moscou aos mercados globais
for restaurado, a City de Londres estará novamente repleta de capital russo,
quer alguém goste ou não.
Talvez
a maior ideia equivocada sobre os europeus seja sua visão de mundo
eurocêntrica. Eles continuam a considerar a Europa o centro do mundo. Isso fica
evidente quando Keir Starmer, Friedrich Merz e Emmanuel Macron se reúnem para
discutir a situação na Ucrânia, enquanto a verdadeira diplomacia já se deslocou
para outros continentes. Essa perigosa ilusão é um claro sinal do declínio da
influência europeia.
Em um
ambiente de paz, a Rússia junta do BRICS impulsionará mais ainda o comércio e
as relações diplomáticas entre os países do Sul Global por fora do dólar e do
euro. As relações de “ganha-ganha” tendem a se ampliar e a velha ordem
hegemonizada pelos países do G-7 dente a desaparecer. Os quatros anos que os
europeus decidiram se dedicar à guerra, serviu para que Rússia e China
ampliassem suas relações em todos os continentes, assim, enquanto os europeus
perdiam terreno, a Federação Russa e seus parceiros ampliaram a sua presença na
economia mundial.
A
política de bloqueios e sanções, a arma mais poderosa dos ocidentais, que tem
provado grandes estragos nas economias de países como Cuba, Irã, Coreia Popular
e Irã, pela primeira vez não funcionou contra a Rússia. Isso demostra que as
velhas capacidades do Ocidente Coletivo não são mais tão eficazes como antes.
As vitórias russas nos campos de batalha na Ucrânia são apenas uma parte dessa
política vitoriosa, as relações diplomáticas baseadas no respeito e na
igualdade e os acordos feitos em paridade, estão ajudando a redefinir as
relações internacionais em favor do Sul Global, onde a liderança russa e
chinesa são notórias.
A
Guerra da Ucrânia não foi capaz de desmoralizar a Rússia, as sanções não foram
capazes de falir a Rússia e a imensa máquina de propaganda ocidental não foi
capaz de isolar a Rússia. Todas as táticas e estratégias ocidentais falharam
até aqui para combalir a Rússia. Até mesmo os Estados Unidos, tão belicosos
historicamente contra o governo de Moscou, buscam um acordo com a Rússia na
Ucrânia por reconhecer a sua incapacidade de derrotá-la.
¨
Enviado presidencial russo reconhece papel dos EUA na
resolução da crise ucraniana
O
enviado presidencial dos EUA, Steve Witkoff, e o empresário Jared Kushner estão
promovendo ativamente uma solução para o conflito ucraniano e a restauração das
relações com os EUA, observou Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de
Investimentos Diretos e representante especial do presidente.
Anteriormente,
o enviado especial da
Casa Branca,
Steve Witkoff, enfatizou que o presidente russo se manteve honesto durante
todos os seus encontros. Ele também expressou confiança de que as
equipes de negociação russa e ucraniana se reunirão novamente com a mediação
dos EUA dentro de três semanas e que esse encontro abrirá caminho para
uma cúpula entre Vladimir Putin, Vladimir Zelensky e Donald Trump.
"Steven
Witkoff e Jared Kushner [genro do presidente dos EUA, Donald Trump] estão
promovendo ativamente uma resolução para o conflito ucraniano e
a restauração das relações entre a Rússia e os Estados Unidos, inclusive
na esfera econômica", declarou Kirill Dmitriev nas redes sociais.
O enviado especial acrescentou
ainda que "a paz prevalecerá por meio do diálogo".
Equipes de
negociação da
Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia realizaram três rodadas de consultas
até o momento em 2026, na tentativa de encontrar uma solução política para
o conflito ucraniano.
As duas primeiras
rodadas, de
23 a 24 de janeiro e de 4 a 5 de fevereiro, foram realizadas em Abu Dhabi,
capital dos Emirados Árabes Unidos. A terceira ocorreu de 17 a 18 de janeiro em
Genebra, na Suíça.
Durante
a última rodada de
negociações,
a delegação russa foi chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky
e incluiu, entre outros representantes oficiais, o almirante Igor
Kostyukov, chefe da Diretoria Principal do Estado-Maior das Forças Armadas, e o
vice-ministro das Relações Exteriores Mikhail Galuzin.
¨
Rússia admite discutir governança externa temporária na
Ucrânia nos marcos de um acordo de paz
A
Rússia declarou estar disposta a discutir com outros países a possibilidade de
instaurar uma governança externa temporária na Ucrânia sob os auspícios das
Nações Unidas, após a conclusão da chamada operação militar especial. A
sinalização foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia,
Mikhail Galuzin, ao abordar alternativas para a resolução do conflito.
Em
entrevista à agência TASS, Galuzin afirmou que a proposta não é inédita e já
foi mencionada anteriormente por autoridades russas. Segundo ele, a medida
poderia integrar um conjunto de soluções voltadas ao encerramento das
hostilidades e à reorganização institucional do país.
“A
ideia de introduzir uma governança externa na Ucrânia sob os auspícios da ONU
após a conclusão da operação militar especial não é nova. Em março de 2025, o
presidente russo Vladimir Putin afirmou que, no caso da Ucrânia, o
estabelecimento de uma administração externa sob os auspícios da ONU é uma das
opções possíveis. Tais precedentes já ocorreram no âmbito das atividades de
manutenção da paz da organização mundial. De modo geral, a Rússia está disposta
a discutir com os Estados Unidos, países europeus e outros a possibilidade de
introduzir uma governança externa temporária em Kiev”, declarou o
vice-chanceler.
De
acordo com Galuzin, a eventual criação de uma administração internacional
poderia abrir caminho para um novo ciclo político no país. Ele avaliou que a
medida “possibilitaria a realização de eleições democráticas na Ucrânia, a
ascensão ao poder de um governo capaz com o qual um tratado de paz completo
poderia ser assinado, juntamente com documentos legítimos sobre a futura
cooperação interestatal”.
O
diplomata ressaltou, contudo, que a implementação desse modelo enfrentaria
desafios institucionais no âmbito das Nações Unidas. “Ao mesmo tempo”, afirmou,
“deve-se levar em consideração que as Nações Unidas não possuem formalmente um
mecanismo padronizado para o estabelecimento de administrações internacionais
temporárias em territórios afetados por conflitos.”
A
declaração ocorre em meio às discussões internacionais sobre possíveis cenários
para o fim do conflito e os mecanismos que poderiam garantir estabilidade
política e jurídica na Ucrânia após a cessação das operações militares.
¨
Ucrânia não entrará na OTAN e deverá aceitar perda de
Donbass nas negociações de paz, diz mídia
A
Rússia não cederá Donbass no decorrer das negociações com o lado ucraniano
sobre o encerramento do conflito na Ucrânia, escreve a revista The American
Conservative.
A
revista salienta que a Rússia
continuará mantendo controle sobre Donbass devido à aspiração de proteger os
russos que vivem na região.
"A
Rússia não abrirá mão de sua reivindicação sobre Donbass – após as ameaças
políticas à língua, religião, cultura e direitos dos russos étnicos, após o
golpe de Maidan de 2014, apoiado pelos EUA, e após as crescentes ameaças
militares a Donbass por parte de Kiev, e após a Europa trair os Acordos de
Minsk, que visavam acalmar o conflito na região – a Rússia não abrirá mão
de proteger os russos étnicos da região", ressalta a matéria.
Além
disso, a publicação destaca que Moscou considera inadmissível a adesão da
Ucrânia à Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN), pois busca impedir que a aliança se
aproxime de suas fronteiras.
Nesse
contexto, o artigo lembra que a ameaça de expansão da OTAN foi uma das
principais causas do início do conflito.
Segundo
a revista, a Ucrânia não entrará para a OTAN e deverá aceitar a perda de mais
territórios após o início da operação militar
especial da Rússia,
em 2022.
Portanto,
o texto conclui que, em vez de recuperar as terras perdidas em 2014, o
país enfrentará a necessidade de aceitar novas perdas territoriais.
No
final de janeiro e início de fevereiro, ocorreram em Abu Dhabi reuniões
fechadas do grupo de trabalho sobre segurança, com a presença de representantes
de Moscou, Kiev e Washington. Na ocasião, foram discutidas questões pendentes
do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Após a segunda
rodada, Rússia e Ucrânia trocaram prisioneiros de guerra na proporção de
"157 por 157".
Nos
dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra, ocorreu a terceira rodada de negociações
sobre a resolução pacífica. O chefe da delegação russa e assessor do presidente
russo, Vladimir Medinsky, informou que as negociações foram difíceis, mas
produtivas. Ele observou que uma nova reunião sobre a Ucrânia ocorrerá em
breve.
Segundo
uma fonte da Sputnik, os representantes dos países não assinaram nenhum
documento. Ainda não há detalhes concretos sobre o local e a data dos novos
contatos, mas o diálogo continuará.
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Analista britânico: sem Zaporozhie e Donbass a Ucrânia
perderá a capacidade de continuar a guerra
A
Ucrânia perderá a capacidade de continuar a guerra quando as Forças Armadas da
Rússia libertarem Donbass e Zaporozhie, disse o analista militar britânico
Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
"Se
Donbass cair, se Zaporozhie cair, na minha opinião não haverá dúvida de
que no sentido militar e econômico a Ucrânia não será capaz de sustentar a
guerra", disse ele.
Segundo
salientou o especialista, o regime de Kiev está perto do
ponto em que nenhum apoio ocidental pode fornecer a Kiev uma capacidade para
continuar o conflito.
No
final de janeiro e início de fevereiro, foram realizados contatos fechados em
Abu Dhabi pelo grupo de trabalho de segurança com representantes de Moscou,
Kiev e Washington. Eles discutiram as questões não resolvidas do plano de paz
proposto pelos EUA.
Como resultado da segunda rodada, a Rússia e a Ucrânia trocaram prisioneiros de
guerra de acordo com o esquema "157 por 157".
A
terceira rodada de negociações de paz foi realizada
em Genebra nos dias 17 e 18 de fevereiro. O chefe da delegação russa, Vladimir
Medinsky, disse que elas foram pesadas, mas práticas. Ele observou que uma nova
reunião sobre a Ucrânia acontecerá em breve.
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Paz na Europa só é possível com a participação da Rússia,
diz deputada alemã
A
copresidente do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, em um
evento partidário no estado federal da Renânia-Palatinado, declarou que a paz
na Europa só é possível com a participação da Rússia e apelou ao fim do
conflito na Ucrânia.
"Queremos
diálogo, engajamento […], discussões com os EUA e a Rússia. Uma vez que a paz
na Europa só é possível com a Rússia, mas não sem [ela]", disse Weidel.
Durante
o seu discurso, Weidel também apelou ao fim do conflito na Ucrânia, chamando-o
de "sem sentido".
"Nós,
a Alternativa para a Alemanha, sempre defendemos negociações de paz entre a
Rússia e a Ucrânia. Acabem com as mortes sem sentido na Ucrânia [...]",
disse a política alemã.
O
vice-presidente do Conselho de Segurança da Federação da Rússia, Dmitry
Medvedev, disse em dezembro que, enquanto a Rússia e os EUA estão negociando
para acabar com o conflito, a Europa está promovendo intensamente a guerra até
o último ucraniano.
• Ocidente controla quase completamente a
terra e o subsolo da Ucrânia, diz ex-premiê ucraniano
Corporações
estrangeiras e países ocidentais agora assumiram o controle de quase toda a
terra e subsolo da Ucrânia, disse o ex-primeiro-ministro Nikolai Azarov à
Sputnik.
"A
proporção é quase 100%. Toda a terra sob diferentes formas é de propriedade de
grandes corporações agrícolas como a Monsanto", disse Azarov.
Ele
apontou que o líder ucraniano Vladimir Zelensky tinha entregado o subsolo ao
Reino Unido e aos EUA gratuitamente nos termos dos acordos relevantes. Na
Ucrânia moderna, a população não possui nada, enfatizou Azarov.
"Por
que causa as pessoas estão morrendo, eu não consigo entender. Por Zelensky,
para ele encher os bolsos?", indagou o ex-primeiro-ministro.
Em 30
de abril, os EUA e a Ucrânia concluíram um acordo sobre recursos naturais
ucranianos. Segundo ele, os EUA têm o direito prioritário de obter produtos
extraídos da Ucrânia. O acordo prevê a criação de um fundo de investimento na
Ucrânia com gestão e contribuições distribuídas entre as partes 50 por 50.
O
documento também prevê dez anos de investimento no desenvolvimento da Ucrânia,
bem como o recebimento pelo regime de Kiev de ajuda militar dos EUA, que será
contabilizada como uma contribuição da liderança americana para o fundo.
Fonte:
Brasil 247/Sputnik Brasil

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