O
que a glicose alta pode fazer com o coração de quem tem diabetes? Especialista
detalha impacto nas artérias
A
glicose alta no diabetes afeta diretamente o coração e os vasos sanguíneos, com
impacto no fluxo de sangue e no funcionamento do músculo cardíaco. Segundo a
endocrinologista Denise Franco, o processo envolve inflamação nos vasos e
aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Nesse
contexto, o coração está entre os órgãos mais afetados no diabetes. No entanto,
o risco não se limita a um único mecanismo, já que envolve tanto as artérias
quanto o próprio músculo cardíaco.
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Inflamação nos vasos é ponto central da lesão cardiovascular
De
acordo com Denise Franco, o diabetes está relacionado a um processo
inflamatório que atinge vasos de diferentes calibres. No caso do coração, o
impacto ocorre principalmente nos grandes vasos.
Além
disso, essa inflamação favorece o depósito de gordura nas paredes das artérias.
Com o tempo, esse acúmulo pode sofrer alterações, endurecer e levar ao
estreitamento do vaso.
Portanto,
o fluxo sanguíneo passa a encontrar resistência. Em fases iniciais, o sangue
ainda circula, mas com dificuldade. Enquanto isso, em estágios mais avançados,
pode ocorrer obstrução parcial ou total.
Ainda
assim, esse processo não acontece de forma isolada. Ele está associado a
fatores como colesterol elevado e pressão arterial descontrolada.
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Estreitamento das artérias compromete a nutrição do coração
As
artérias que levam sangue ao coração são chamadas coronárias. Segundo Denise
Franco, quando essas artérias sofrem inflamação e acúmulo de gordura, o sangue
não consegue chegar de forma adequada ao músculo cardíaco.
Nesse
cenário, o transporte de oxigênio também fica prejudicado. Como resultado, o
coração pode não receber os nutrientes necessários para funcionar corretamente.
Além
disso, a redução do fluxo pode ocorrer de forma progressiva. Isso significa
que, muitas vezes, o problema se desenvolve sem sintomas evidentes no início.
Por
outro lado, sinais indiretos podem surgir em avaliações clínicas. A médica
explica que a análise da circulação em outras regiões do corpo pode indicar
alterações nos vasos.
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Diabetes também pode afetar o músculo do coração
O
impacto da glicose alta não se limita às artérias. Denise Franco destaca que o
próprio músculo cardíaco pode ser afetado no diabetes.
Nesse
caso, o problema está relacionado à capacidade do coração de bombear o sangue.
O músculo pode perder força e flexibilidade, o que compromete sua função.
Como
consequência, existe risco de insuficiência cardíaca. Isso ocorre quando o
coração não consegue manter o fluxo adequado para o restante do corpo.
Enquanto
isso, o comprometimento pode evoluir de forma gradual. Por isso, a avaliação
periódica se torna parte do acompanhamento.
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Avaliação do coração deve fazer parte da rotina
Segundo
Denise Franco, pessoas com diabetes precisam avaliar o coração regularmente. A
recomendação inclui exames ao menos uma vez por ano.
Entre
os exames utilizados estão eletrocardiograma, ecocardiograma e teste de
esforço. Além disso, exames com contraste podem ajudar a visualizar as artérias
coronárias com mais detalhe.
Nesse
contexto, a escolha do exame depende da avaliação clínica de cada pessoa. Ainda
assim, o objetivo é identificar alterações antes do surgimento de complicações
mais graves.
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Controle da glicose influencia risco cardiovascular
O
controle da glicose é um dos fatores centrais na redução do risco
cardiovascular no diabetes. De acordo com Denise Franco, manter a hemoglobina
glicada abaixo de 7% está associado a menor risco de complicações.
Além
disso, o tempo no alvo entre 70 e 180 mg/dL também entra como parâmetro de
controle. Quando esse tempo supera 70%, há impacto na redução de complicações.
No
entanto, o controle não envolve apenas a glicemia. A médica ressalta que é
necessário atuar também sobre colesterol e pressão arterial.
Portanto,
o risco cardiovascular depende de um conjunto de fatores. Enquanto isso, a
prática de atividade física contribui para melhorar o controle metabólico e
vascular.
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Redução de risco cardiovascular existe, mas é menor que em outros órgãos
Os
dados apresentados por Denise Franco indicam que o controle do diabetes reduz o
risco de doença cardiovascular entre 15% e 42%.
Por
outro lado, essa redução é menor quando comparada a outras complicações, como
as que afetam olhos e rins. Isso ocorre porque o coração sofre influência de
múltiplos fatores.
Além
disso, doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na população
geral, com ou sem diabetes. Nesse cenário, o diabetes atua como um fator
adicional de risco.
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O que muda na rotina de quem tem diabetes
O
impacto da glicose alta no coração exige acompanhamento contínuo. Isso inclui
exames regulares, controle de parâmetros metabólicos e atenção aos sinais
clínicos.
Além
disso, a avaliação da circulação em diferentes partes do corpo pode ajudar a
identificar alterações precoces. Enquanto isso, o tratamento precisa considerar
o risco cardiovascular de forma integrada.
Segundo
Denise Franco, o manejo do diabetes envolve controle glicêmico, pressão
arterial e colesterol, além da prática de atividade física.
Fonte:Um
Diabético

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