O
homem desceu até o fundo do poço do poder, até a fonte de sua própria
existência
Na
aceleração do ritmo dos desenvolvimentos históricos na qual nos encontramos,
parece-me que destacam-se, sobretudo, dois fatores como marcas de um
desenvolvimento que antes começara a mover-se somente lentamente: de um lado
temos a formação de uma sociedade mundial, na qual os poderes políticos,
econômicos e culturais singulares têm sua atenção voltada uns para os outros
sempre mais e, nos seus espaços diversos, tocam-se e interpenetram-se
mutuamente.
Por
outro lado, temos o desenvolvimento das possibilidades do homem, do poder, de
fazer e destruir, que — para muito além de tudo com que se estava acostumado
até agora — levanta a pergunta pelo controle jurídico e moral do poder. Assim,
é altamente urgente a pergunta acerca de como as culturas que entram em contato
podem encontrar fundamentos éticos que possam conduzir sua comunhão ao caminho
justo e construir uma configuração comum, responsável juridicamente, que dome e
ordene o poder.
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Éticas e culturas
Que o
projeto “Etos Mundial”, exposto por Hans Küng [teólogo suíço], encontre uma tal
procura, indica, no mínimo, que a questão está em debate. Isso também vale
quando se aceita a perspicaz crítica que [o professor de filosofia na
Universidade de Munique e na Universidade de Salzburg] Robert Spaemann ensaiou
contra esse projeto.
Pois,
aos dois fatores mencionados, pode-se adicionar um terceiro: no processo de
contato e interpenetração das culturas, as certeza éticas, que até aquele
momento eram sustentadas, encontram-se amplamente despedaçadas. A pergunta,
especialmente no contexto dado, acerca do que é, afinal, o bem e por que, mesmo
que com prejuízo para nós próprios, devemos fazê-lo, permanece sem resposta.
Parece-me
evidente que a ciência como tal não pode gerar etos, que, portanto, uma
consciência ética renovada não pode surgir como produto de debates científicos.
Por outro lado, é certamente também indiscutível que a alteração fundamental da
imagem humana e mundial, a qual se deu a partir da evolução dos conhecimentos
científicos, está essencialmente ocupada com a ruptura de velhas certezas
morais.
De
forma concreta, a função da política é colocar o poder sob a medida do direito
e assim ordenar seu uso razoável. Deve valer não o direito do mais forte, mas a
força do direito. O poder na ordenação e no emprego do direito é o pólo oposto
à violência, pela qual nós entendemos o poder sem o direito e contra o direito.
Por isso é importante para cada sociedade superar a desconfiança em relação ao
direito e suas ordenações, pois apenas assim a arbitrariedade pode ser
proscrita e a liberdade pode ser vivida como uma liberdade comumente
compartilhada. A liberdade sem direito é a anarquia e, por isso, é a destruição
da liberdade.
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Interesse comum
A
tarefa de colocar o poder sob a medida do direito remete, portanto, à pergunta
seguinte: como se forma o direito e como o direito deve ser constituído a fim
de que seja veículo da justiça, e não um privilégio daqueles que têm o poder de
estabelecer o direito?
A
questão de que o direito não deve ser um instrumento de poder de poucos, mas a
expressão do interesse comum a todos, parece resolvido, pelo menos pelos
instrumentos de formação democrática da vontade. Apesar disso, me parece,
permanece ainda uma pergunta.
Já que
dificilmente há unanimidade entre os homens, somente às vezes permanece a
delegação como instrumento imprescindível da formação democrática da vontade,
outras vezes, a decisão da maioria, com o que, segundo a importância da
pergunta, ordens de grandeza distintas podem ser empregadas para a maioria mas
também as maiorias podem ser cegas ou injustas.
A
história o mostra de maneira claríssima. Quando uma maioria, por maior que
seja, reprime, com leis opressoras, uma minoria, por exemplo, religiosa ou
racial, pode-se, nesse caso, ainda falar de justiça, de direito de modo geral?
Assim,
o princípio da maioria continua a deixar em aberto a pergunta acerca dos
princípios éticos do direito, portanto, daquilo que, em si, sempre permanece
injusto ou também, de maneira inversa, aquilo que, de acordo com sua natureza,
é um direito imutável, que antecede qualquer decisão pela maioria e que deve
ser respeitado por ela.
Os
tempos modernos formularam um acervo de tais elementos normativos em diversas
declarações de direitos humanos e os retiraram do jogo das maiorias. Agora, com
a consciência presente, podemos nos dar por satisfeitos com a evidência interna
desses valores. Há em vigor, portanto, valores em si, os quais decorrem da
essência do ser humano e por isso são intocáveis por todos os portadores dessa
essência.
À
extensão de uma tal idéia devemos voltar novamente mais adiante, ainda mais que
essa evidência é, atualmente, de alguma maneira admitida em todas as culturas.
O islã tem um catálogo de direitos humanos próprio, diverso do ocidental.
A China
é, com efeito, atualmente marcada por uma forma cultural, o marxismo, originada
no Ocidente, mas ainda coloca, até onde me foi informado, a pergunta se não se
trata, no caso dos direitos humanos, de uma típica invenção ocidental, a qual
deveria ser questionada.
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A natureza do poder
Eu não
gostaria de tentar definir a natureza do poder em si, mas de esboçar os
desafios que resultam das novas formas de poder que se desenvolveram na última
metade do século passado. No primeiro período do pós-guerra era dominante o
pavor diante do novo poder de destruição, o qual cicatrizou nos homens com a
invenção da bomba atômica. O homem se viu, de repente, capaz de destruir a si
próprio e a seu mundo.
Surgia
então a pergunta: quais mecanismos políticos são necessários para afastar essa
destruição? Como podem tais mecanismos ser criados e tornados eficazes? Como
podem ser mobilizadas potências éticas que moldam tais formas políticas e lhes
conferem efetividade?
Na
prática, por um longo período, foram a concorrência entre os blocos de poder
reciprocamente opostos e o medo de iniciar a própria destruição com a
destruição do outro que nos protegeram dos horrores da guerra nuclear. A
demarcação recíproca do poder e o medo em torno da própria sobrevivência
revelaram-se as forças salvadoras.
Nesse
meio tempo, não nos assombra mais tão intensamente o medo diante de uma grande
guerra, mas o medo diante do onipresente terror que pode atacar e mostrar-se
efetivo em qualquer local. Assim, a pergunta pelo direito e pelo etos se
deslocou: de que fontes se alimenta o terror? Como é possível ter êxito na
missão de banir essa nova doença da humanidade a partir do seu interior?
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Tutela da razão?
Ao
mesmo tempo, é assustador que, ao menos em parte, o terror se legitime
moralmente. As mensagens de Osama bin Laden apresentam o terror como a resposta
que os povos sem força e oprimidos dão à arrogância dos poderosos, como a justa
punição à sua presunção e às suas arbitrariedade e crueldade blasfemas. Para os
homens em determinadas situações políticas e sociais, tais motivações são
evidentemente persuasivas. Em parte, o comportamento terrorista é apresentado
como uma defesa de uma tradição religiosa contra o ateísmo da sociedade
ocidental.
Nesse
ponto, impõe-se uma pergunta à qual nós igualmente devemos retornar: se o
terrorismo é também alimentado por meio do fanatismo religioso (e ele o é), a
religião é então um poder capaz de curar e salvar ou então, antes, um poder
arcaico e perigoso que edifica falsos universalismos e, dessa forma, instiga a
intolerância e o terror? A religião não deve, nesse caso, ser colocada sob a
tutela da razão e ser cuidadosamente restringida? Com isso surge então a
pergunta: quem pode fazer isso? Como se faz isso?
Mas a
pergunta geral permanece: a gradual extinção da religião, sua superação, deve
ser encarada como um progresso necessário da humanidade, a fim de que ela
alcance o caminho da liberdade e da tolerância universal, ou não?
Nesse
meio tempo, uma outra forma de poder foi deslocada para o primeiro plano, a
qual, num primeiro momento, parece ser puramente benéfica e merecedora da
aprovação de todos, mas, na realidade, pode se tornar um novo tipo de ameaça
aos homens. O homem é agora capaz de fabricar homens, produzi-los, por assim
dizer, em um vidro com reagente. O homem se torna produto, e com isso se altera
a relação dos homens consigo mesmos no seu fundamento mesmo. Ele não é mais um
presente da natureza ou do Deus criador; ele é seu próprio produto.
O homem
desceu até o fundo do poço do poder, até a fonte de sua própria existência. A
tentação de agora finalmente construir o homem direito, a tentação de fazer
experimentos com humanos, a tentação de encarar os homens como lixo e
eliminá-los não é uma fantasia de moralistas inimigos do progresso.
Quando
antes se nos impôs a pergunta se a religião é realmente uma potência moral
positiva, então agora deve emergir a incerteza acerca da confiabilidade da
razão. Afinal de contas, a bomba atômica também é um produto da razão; afinal
de contas, a criação e a seleção de seres humanos foram inventadas pela razão.
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Tutela da religião?
Portanto,
agora a razão, inversamente, não deveria ser colocada sob supervisão? Mas por
meio de quem ou de quê? Ou talvez a religião e a razão deveriam se demarcar
mutuamente e cada uma deveria indicar os nichos da outra e a levar a seu
caminho positivo?
Nesse
ponto coloca-se outra vez a pergunta: como em uma sociedade mundial, com seus
mecanismos de poder e suas forças incontroláveis — assim como com os diversos
pontos de vista do que seja direito e moral — pode ser encontrada uma evidência
ética válida que tenha força de motivação e realização suficientes para
responder aos desafios mencionados e ajudar a resistir-lhes?
Primeiramente,
é natural lançar-se um olhar nas situações históricas que são comparáveis às
nossas, tanto quanto for possível verificar elementos de comparação. Em todo
caso, vale a pena lançar um breve olhar sobre o fato de que a Grécia conheceu
suas “Luzes”, que o direito legitimado pelos deuses perdeu sua certeza e de que
se precisou indagar acerca dos mais profundos fundamentos do direito.
Assim
nasceu o pensamento: do lado oposto ao direito legal, que pode ser injusto,
deve haver um direito, deve certamente existir um direito que vem da natureza,
que vem do ser do próprio homem. Esse direito deve ser encontrado e compõe,
então, o corretivo para o direito positivo.
Mais
próximo de nós, o olhar recai sobre uma dupla ruptura, que no começo dos tempos
modernos se colocou a favor da consciência européia e forçou o caminho para os
fundamentos de uma uma nova reflexão acerca do conteúdo e da fonte do direito.
Temos, inicialmente, o rompimento das fronteiras do mundo europeu, cristão, que
se dá com o descobrimento da América.
Agora o
homem se depara com povos que não tomaram contato com a estrutura cristã de
crença e de direito, que até então fora a fonte do direito para todos e a ele
dava sua forma. Não há nenhuma comunhão jurídica com esses povos.
Mas são
eles então desprovidos de direito, como alguns afirmaram naquele tempo e como
foi amplamente praticado por muito tempo, ou há um direito que perpassa todos
os sistemas jurídicos, que aponta para homens como homens no seu ser um para o
outro e os une? A segunda ruptura no mundo cristão ocorre dentro da própria
cristandade pela fragmentação da fé, pela qual a comunidade de cristãos foi
dividida — comunidades que se confrontaram reciprocamente em parte de maneira
hostil.
Novamente,
trata-se de desenvolver um direito comum que antecede o dogma, ao menos um
direito mínimo, cujos fundamentos não devem mais repousar na fé, mas na
natureza, na razão do homem.
O
direito natural permaneceu sobretudo na Igreja Católica a figura de
argumentação com a qual ela recorre — nas discussões com a sociedade secular e
com as comunidades de outras crenças- à razão comum e busca os fundamentos para
o entendimento acerca dos princípios éticos do direito em uma sociedade secular
plural.
Mas
esse instrumento, infelizmente, se tornou gasto, e eu não gostaria, por isso,
de me apoiar nele nesta discussão. A idéia do direito natural pressupôs uma
noção de natureza na qual a natureza e a razão vão uma à outra. Essa visão da
natureza, com a vitória da teoria da evolução, despedaçou-se.
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Interculturalidade
Como
último elemento do direito natural, o qual desejava ser, em um nível mais
profundo, um direito racional, pelo menos nos tempos modernos, permaneceram os
direitos humanos. Eles não são compreensíveis sem o pressuposto de que o homem
como homem, simplesmente por sua filiação à espécie humana, é um sujeito de
direitos, que sua existência carrega em si valores e normas que devem ser
descobertos, mas não inventados.
Talvez
à doutrina dos direitos humanos devesse hoje em dia ser acrescida uma doutrina
acerca dos deveres humanos e dos limites do homem, e isso poderia ajudar a
atualizar a pergunta se não pode haver uma razão da natureza e, portanto, um
direito racional para os homens e sua posição no mundo.
Uma tal
discussão deveria hoje ser constituída e exposta de maneira intercultural. Para
os cristãos, tratar-se-ia da criação e do criador. No mundo indiano, a isso
corresponderia o conceito de darma, a legitimidade interna do ser; na tradição
chinesa, a idéia das ordenações do céu.
Para
mim, a interculturalidade compõe hoje uma dimensão indispensável para a
discussão acerca dos fundamentos do ato de ser humano, que não pode ser
conduzida nem unicamente dentro do universo cristão nem totalmente dentro de
uma tradição racional ocidental.
Ambas
parecem, de acordo com o modo como se compreendem, universais e pretendem sê-lo
também de direito. Na realidade, elas precisam reconhecer que atingem somente
partes da humanidade e também somente são inteligíveis a partes da humanidade.
O número de culturas concorrentes é, de fato, muito mais limitado do que quer
parecer em um primeiro olhar.
É
importante, sobretudo, notar que dentro dos espaços culturais não há mais
unidade, mas que todos os espaços culturais são moldados por tensões
profundamente arraigadas em sua própria tradição cultural. No Ocidente, isso é
bem evidente.
Mesmo
quando a cultura secular de uma racionalidade restrita, acerca da qual Habermas
nos deu um impressionante retrato, é amplamente dominante e entende a si mesma
como elo, o entendimento cristão da realidade é, como tem sido até o momento,
uma força efetiva. Ambos os pólos encontram-se em proximidade ou tensão
diversas, em uma disposição de aprendizagem recíproca ou em uma recusa, mais ou
menos enfática, de um em relação ao outro.
O
espaço cultural islâmico também é moldado por semelhantes tensões; do
absolutismo fanático de um Bin Laden até as posturas que estão abertas a uma
racionalidade tolerante estende-se um vasto arco.
O
terceiro grande espaço cultural, a cultura indiana, ou melhor, os espaços
culturais do hinduísmo e do budismo, são, por sua vez, moldados por tensões
semelhantes, mesmo que elas, ao menos para o nosso olhar, distingam-se de
maneira menos dramática. Também essas culturas se vêem sujeitas tanto à
reivindicação da racionalidade ocidental quanto às interpelações da fé cristã,
estando ambas presentes ali.
As
culturas tribais da África e as culturas tribais da América Latina, novamente
lembradas por certas teologias cristãs, completam esse quadro. Elas se mostram,
de uma maneira ampla, como alicerces de uma racionalidade ocidental mas também
como alicerce da reivindicação universal da revelação cristã.
O que
decorre de tudo isso? Primeiramente, assim me parece, a não-universalidade
factual das duas grandes culturas do Ocidente — a cultura da fé cristã assim
como a cultura da racionalidade secular —, por mais que as duas, em todo o
mundo e em todas as culturas, cada uma do seu modo, contribuam em sua
configuração.
Nossa
racionalização secular, por mais que ilumine nossa razão formada no Ocidente,
não é sensata para qualquer “ratio”; ela, como racionalidade, em sua tentativa
de se fazer evidente, se depara com limites. Sua evidência está factualmente
vinculada a determinados contextos culturais e precisa reconhecer que, como
tal, não pode ser compreendida por toda a humanidade e, por isso, nela, não
pode operar nem mesmo de modo geral.
Em
outras palavras, a fórmula mundial, seja ela racional, ética ou religiosa, com
a qual todos concordam e que poderia então sustentar o todo, não existe. Em
todo caso, ela é atualmente inalcançável. Por isso, o assim chamado etos
mundial permanece também uma abstração.
O que
há então para ser feito? Em relação às conseqüências práticas, eu concordo
amplamente com o que Habermas expôs acerca de uma sociedade pós-secular, acerca
da disposição de aprendizagem e da autolimitação de ambos os lados. Eu gostaria
então de resumir minha própria visão em duas teses e concluir com isso.
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Duplos limites
1) Nós
vimos que há patologias na religião que são extremamente perigosas e que tornam
necessário encarar a luz divina da razão como um, por assim dizer, órgão de
controle, a partir do qual a religião sempre deve se deixar purificar e
organizar novamente, o que foi, aliás, também a noção dos padres da igreja.
Em
nossa reflexão, porém, mostrou-se que também há patologias da razão (do que,
hoje em dia, a humanidade em geral não tem exatamente consciência), uma hybris
da razão, a qual não é menos perigosa, ao contrário, devido à sua potencial
eficiência, muito mais ameaçadora: a bomba atômica, o homem como produto. Por
isso, por outro lado, a razão também deve ser lembrada em seus limites e
aprender a disposição de ouvir as grandes tradições religiosas da humanidade.
Quando ela se emancipa completamente e coloca de lado essa disposição de ouvir,
essa capacidade de correlação, ela se torna destruidora.
Eu
falaria de uma necessária correlação entre razão e fé, entre razão e religião,
as quais são convocadas para uma purificação e salvação recíproca, que se
carecem mutuamente e que precisam reconhecer isso.
2) Essa
regra fundamental deve ser então concretizada, no contexto intercultural de
nossa atualidade, de forma prática. Sem dúvida, são a fé cristã e o
racionalismo secular ocidental as duas partes principais dessa correlação. Pode
e deve-se dizer isso sem falso eurocentrismo.
Ambas
as partes determinam a situação mundial em uma medida tal como nenhuma outra
dentre as forças culturais. Mas isso certamente não significa que dever-se-ia
colocar de lado as outras culturas como uma espécie de “quantité négligeable”
[em francês no original: “quantidade negligenciável”]. Isso seria com certeza
uma hybris ocidental, pela qual nós pagaríamos caro e, em parte, já pagamos.
É
importante para esses dois grandes componentes da cultura ocidental deixarem-se
comprometer com um ouvir, com uma verdadeira correlação com essas culturas. É
importante eva-las para dentro na
tentativa de uma correlação polifônica, na qual elas próprias se abram para uma
complementaridade essencial entre razão e fé, de modo que um processo universal
de purificação possa se desenvolver, no qual as normas e os valores essenciais
de alguma forma conhecidos ou pressentidos por todos os homens possam adquirir
uma nova intensidade luminosa, de sorte que novamente possa vigorar na
humanidade aquilo que segura o mundo.
Fonte:
Por Joseph Ratzinger, na Conjur

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