Europeus
criticam EUA por aliviar sanções a petróleo russo
A
Ucrânia e seus aliados europeus criticaram nesta sexta-feira (13/03) a decisão
dos EUA de suspender temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em
trânsito ou armazenado em navios.
O
presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alertou que a medida financiará a
máquina de guerra de Moscou.
Os EUA
concederam a isenção para tentar acalmar os mercados de energia abalados pela
guerra com o Irã. Mas a medida pode complicar os esforços ocidentais para
privar a Rússia da receita destinada à guerra na Ucrânia, com as relações
transatlânticas já sob forte tensão.
Os
preços do petróleo caíram nesta sexta-feira após o anúncio da isenção
americana, que, segundo o enviado presidencial russo, Kirill Dmitriev, afetaria
100 milhões de barris de petróleo bruto russo, o equivalente a quase um dia de
produção global.
Ao lado
do presidente francês, Emmanuel Macron, em uma coletiva de imprensa após um
encontro dos dois líderes em Paris, Zelenski afirmou que a Rússia usaria o
dinheiro para comprar armas, incluindo drones.
"Acredito
que a suspensão das sanções, de qualquer forma, fortalecerá a posição da
Rússia. Ela está gastando o dinheiro que ganha com a venda de energia em armas,
e tudo isso está sendo usado contra nós", disse ele.
"Só
esse alívio (das sanções) por parte dos Estados Unidos poderia fornecer à
Rússia cerca de 10 bilhões de dólares para a guerra. Isso certamente não ajuda
a paz", disse ele.
Macron
enfatizou a natureza limitada e temporária da isenção de 30 dias concedida
pelos EUA. Ele argumentou não haver justificativa para suspender as sanções
contra a Rússia e que, se Moscou pensa que a guerra no Irã lhe dará um alívio,
está enganada.
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Para Merz, decisão é "errada"
O
chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou ser "errada"
qualquer medida para aliviar as sanções contra a Rússia, sugerindo que a Europa
foi pega de surpresa. "Aliviar as sanções agora, seja por qual motivo for,
é algo que consideramos errado", disse Merz durante uma visita a Andoya,
na Noruega.
O líder
alemão acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de isolar os EUA dentro do
grupo G7, que reúne as principais potências econômicas ocidentais. Merz citou
uma teleconferência entre os chefes de Estado e de governo das principais
potências econômicas democráticas e Trump ocorrida na quarta-feira. "Seis
membros do G7 expressaram uma opinião muito clara de que este não era o sinal
correto. Então, soubemos esta manhã que o governo americano aparentemente
decidiu o contrário", disse o chanceler federal, deixando claro que a
decisão não fora coordenada.
"Novamente,
acreditamos que isso está errado. Atualmente, há um problema de preço, mas não
um problema de quantidade. E, portanto, eu gostaria de saber quais outros
motivos levaram o governo americano a tomar essa decisão", disse ele.
O
primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, também afirmou que as sanções
energéticas contra a Rússia não deveriam ser aliviadas.
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UE lamenta
O
presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Comissão Europeia lamentaram
a decisão americana. "A decisão unilateral dos Estados Unidos de suspender
as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, uma vez que
afeta a segurança europeia. Aumentar a pressão econômica sobre a Rússia é
decisivo para que ela aceite uma negociação séria em busca de uma paz justa e
duradoura" na Ucrânia, disse Costa por meio de uma rede social.
Costa
acrescentou que o enfraquecimento das sanções contra Moscou "aumenta os
recursos russos para continuar a guerra de agressão contra a Ucrânia", o
que tem impacto em toda a UE.
Na
mesma linha, a Comissão Europeia advertiu que Moscou não deveria tirar proveito
do conflito no golfo Pérsico devido ao rápido aumento do preço do petróleo e ao
fim das sanções promovido por Washington. "A Rússia não deve se beneficiar
da guerra no Irã”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Siobhan McGarry,
em entrevista coletiva.
A
entidade acrescentou que Bruxelas entende que a "exceção" acordada
pelos EUA é "limitada no tempo e em seu alcance aos navios que já estão no
mar". A Comissão Europeia está "convencida" de que os limites
máximos para os preços do petróleo e as sanções à Rússia estão "bem
direcionados" e continuam em vigor "também na atual situação de
volatilidade dos mercados de petróleo".
Por sua
vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, insistiu que as sanções
contra a Rússia "continuam em vigor", assim como a sua
"aplicação". Ela lembrou que a presidente da Comissão Europeia,
Ursula von der Leyen, afirmou nesta mesma semana que "não é o momento de
flexibilizar as sanções contra a Rússia".
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Londres quer manter pressão sobre Moscou
O
gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que os aliados
devem manter a pressão sobre os cofres de guerra do Kremlin e que o Reino Unido
continua comprometido em exercer a máxima pressão financeira sobre Moscou e que
a melhor maneira de impedir o país de apoiar atores hostis é por meio de
esforços coletivos para pôr fim à guerra na Ucrânia.
Questionado
se Starmer estava desapontado com a medida, o porta-voz oficial do
primeiro-ministro disse: "Em última análise, é obviamente uma decisão dos
EUA, mas nossa posição é clara. Todos os parceiros devem manter a pressão sobre
a Rússia e seus recursos militares", acrescentando que "a melhor
maneira de continuar impedindo a Rússia de apoiar atores hostis é continuar com
a pressão coletiva e acabar com a guerra na Ucrânia".
Pressionado
sobre se pode dizer se o Reino Unido também relaxaria seu regime de sanções, o
porta-voz oficial disse: "Nossas sanções permanecem, não há dúvida sobre
isso. Continuamos comprometidos em exercer a máxima pressão econômica."
O
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres na sexta-feira que a
medida dos EUA visava estabilizar os mercados mundiais de energia. "Nesse
aspecto, nossos interesses coincidem", disse Peskov.
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Medida anunciada após ligação de Trump e Putin
A
licença emitida por Washington na quinta-feira autoriza a entrega e venda de
petróleo bruto e derivados russos carregados em navios até 12 de março, sendo
válida até meia-noite (horário de Washington) de 11 de abril.
A
medida reflete a preocupação da Casa Branca de que o aumento nos preços globais
do petróleo prejudique as empresas e os consumidores americanos antes das
eleições de meio de mandato de novembro, quando os republicanos,
correligionários de Trump, esperam manter o controle do Congresso.
O
alívio das sanções ocorreu após uma ligação telefônica entre Trump e o
presidente russo, Vladimir Putin, em 9 de março e uma subsequente visita de
Dmitriev aos EUA para discutir a atual crise energética com uma delegação
americana que incluía o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de
Trump, Jared Kushner.
De
acordo com a empresa de análise de dados Vortexa, cerca de 7,3 milhões de
barris de petróleo de origem russa estão em armazenamento flutuante, enquanto
148,6 milhões de barris estão em navios em trânsito.
Até 420
mil toneladas métricas de diesel e gasóleo estão atualmente em armazenamento
flutuante e poderiam estar disponíveis para venda no mercado, de acordo com
dados de rastreamento de navios da LSEG e fontes comerciais.
A
medida de Washington ocorre quase duas semanas depois que os EUA e Israel
iniciaram seus ataques ao Irã em uma guerra aérea que paralisou a navegação
pelo vital Estreito de Ormuz.
A
Agência Internacional de Energia, composta por 32 nações, afirmou na
quinta-feira que a guerra no Oriente Médio estava criando a maior interrupção
no fornecimento de petróleo da história.
O
serviço de rastreamento de navios Kpler afirmou na sexta-feira que a isenção
dos EUA provavelmente não criaria uma nova demanda significativa. "A
maioria das cargas já parece ter sido destinada a compradores asiáticos,
particularmente a Índia. Em vez disso, a medida permite principalmente que
barris russos já em trânsito completem sua viagem e sejam descarregados",
afirmou.
ENTENDA
O
governo dos Estados Unidos anunciou, na
quinta-feira (12/03), uma autorização temporária para a venda de petróleo russo
armazenado em navios. A licença emitida pelo Departamento do Tesouro dos EUA
libera a comercialização, até 11 de abril, de petróleo bruto e produtos petrolíferos
russos que foram embarcados antes das 00h01 do dia 12 de março, horário local.
Desta
maneira, a medida flexibiliza as sanções impostas à Rússia após a invasão
da Ucrânia em fevereiro de 2022. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse
em um comunicado que essa autorização tem como objetivo "aumentar o
alcance global da oferta existente", mas que se trata de uma "medida
de curto prazo". Segundo ele, o anúncio não trará "benefícios
financeiros significativos ao governo russo, que arrecada a maioria dos
impostos cobrados no momento da extração" do petróleo.
Ele já
havia indicado anteriormente que o governo de Donald Trump estava considerando retirar sanções
sobre o petróleo russo. O anúncio dessa quinta-feira vem uma semana depois de
Washington ter emitido uma autorização temporária liberando a Índia de comprar
petróleo russo que estava a bordo de navios.
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"Suspensão era inevitável", diz Kremlin
O
governo da Rússia reagiu à
autorização temporária de Washington. Nesta sexta-feira (13/03), o enviado
econômico do Kremlin, Kirill Dmitriev, afirmou que era "cada vez mais
inevitável" que Washington suspendesse mais sanções.
"Os
Estados Unidos estão efetivamente reconhecendo o óbvio: sem o petróleo russo, o
mercado global de energia não pode permanecer estável", postou Dmitriev no
Telegram.
"Em
meio à crescente crise energética, uma maior flexibilização das restrições às
fontes de energia russas parece cada vez mais inevitável, apesar da resistência
de alguns burocratas em Bruxelas", acrescentou ele. Dmitriev revelou, no
início desta semana, que participou de uma "reunião produtiva" com
negociadores dos EUA na Flórida, o que marcou as primeiras conversas entre
Moscou e Washington desde o início da guerra no Irã.
Já o
presidente francês Emmanuel Macron, cujo país detém a
presidência rotativa do G7, criticou a medida e declarou que o fechamento do Estreito de Ormuz "de forma
alguma" justifica o relaxamento das sanções contra a Rússia.
"O
consenso foi que não devemos mudar nossa posição sobre a Rússia e devemos
manter nossos esforços na Ucrânia", disse Macron após uma videoconferência
com outros líderes do G7 para discutir as consequências econômicas da guerra
entre os EUA e Israel com o Irã.
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Incerteza nos mercados
A
guerra, que completou o 13º dia, segue pressionando os preços do barril de
petróleo,
que atingiram novamente os 100 dólares nessa quinta, enquanto as ações caíram
em todo o mundo devido aos temores de que o conflito possa se prolongar mais do
que o esperado.
Na
semana passada, analistas estimaram que havia cerca de 125 milhões de barris
carregados em petroleiros. Para se ter uma ideia, cerca de 20 milhões de barris
de petróleo por dia costumam passar pelo Estreito de Ormuz, de acordo com a
Agência Internacional de Energia (AIE).
O Irã deixou claro que planeja continuar os ataques à
infraestrutura energética em toda a região e usar o fechamento efetivo de Ormuz
como vantagem contra Estados Unidos e Israel. Um quinto do petróleo comercializado no mundo passa
pela hidrovia que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Em uma
coletiva de imprensa também nessa quinta-feira, o embaixador do Irã na Tunísia,
Mir Masoud Hosseinian, disse que as forças navais iranianas "estabeleceram
controle total" sobre o estreito e "realizaram ataques precisos em
resposta às ofensivas à nossa infraestrutura petrolífera". "A
segurança energética global depende do respeito à soberania do Irã",
afirmou.
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'Vocês são todos piores uns que os outros': iranianos
contrários ao regime se voltam contra Trump
Após
anos de prisões, desaparecimentos e assassinatos em massa de manifestantes, o
ódio no Irã , por parte de alguns setores, contra o regime governante
linha-dura e opressor havia se transformado em uma fúria tão desesperada que
muitos acreditaram na promessa de Donald Trump de que os EUA "viriam em
seu socorro".
Agora,
após duas semanas de guerra, com ataques aéreos dos EUA e de Israel matando
centenas de pessoas ao atingirem quarteirões residenciais, lojas, depósitos de
combustível e até mesmo uma escola, o clima está mudando.
“Eles
também estão mentindo! Assim como o regime vem mentindo para nós”, disse Amir*,
um estudante da Universidade de Teerã. “Vocês são todos piores uns que os
outros.”
O
manifestante anti-regime permitiu-se esperar mais dos EUA e de Israel, que no
primeiro dia da guerra assassinaram rapidamente o homem mais temido e poderoso
do Irã, o líder supremo.
No
entanto, o regime continua, com o filho do aiatolá Ali Khamenei rapidamente
nomeado para substituí-lo, enquanto Israel ampliou e intensificou seus ataques
contra o país de mais de 90 milhões de habitantes.
“Estamos
tensos. Muito tensos”, disse Amir. “Sinto-me pior quando estou sozinho. A morte
de Khamenei deixou-nos com esta estranha sensação de vazio. Como se agora eu
fosse obrigado a pensar no futuro, que parece tão caótico neste momento. Nunca
tivemos a oportunidade de olhá-lo nos olhos. Ele morreu assim, sem mais nem
menos? Sem enfrentar a justiça pelo que nos fez?”
O ponto
de virada para Amir foram os ataques israelenses a depósitos de combustível em
Teerã na semana passada, com um ataque ao depósito de petróleo de Shahran
cobrindo a capital com fumaça negra. Uma chuva posterior cobriu árvores, casas
e carros com camadas de óleo tóxico.
“Agora
acredito sinceramente que eles [os EUA e Israel] não tinham um plano. Eu ainda
esperava estar errado, mas o ataque a Shahran mudou a minha perspectiva sobre
esta guerra”, disse ele. “Se o alvo é o regime, mesmo que se acredite que esses
depósitos eram usados pelo regime, onde traçamos a linha? E nós, os iranianos
comuns? Dependemos dessa infraestrutura civil. Por que nos privar da capacidade
de governar no futuro? Quem poderá reconstruir ruínas completas?”
Amir
disse que agora vive com constante ansiedade em relação ao Irã "se
transformar em outro Iraque", país invadido pelos EUA em 2003, que
prometeram liberdade, mas entregaram uma guerra civil. Líderes israelenses
também já convocaram palestinos em Gaza e o povo libanês a se rebelarem contra
a opressão, apenas para depois assassiná-los em grande número.
“Meu
coração está tão pesado”, disse Amir. “Não me restam nem lágrimas. Só raiva, e
mais raiva. Deste regime, e deles”, acrescentou, referindo-se aos EUA e a
Israel.
Outras
pessoas que falaram com o Guardian esta semana também tiveram uma mudança em
suas atitudes em relação à guerra, especialmente após o ataque aos depósitos de
petróleo, mas também depois de verem imagens dos locais históricos do país
danificados.
Entre
os mais atingidos estavam o Palácio Golestan, em Teerã, que data do século XIV,
e o Palácio Chehel Sotoon, do século XVII, em Isfahan.
“Como
eles vão reconstruir… uma parte inestimável da história?”, perguntou um
estudante de Teerã. “E como vamos trazer de volta as pessoas que estão
morrendo? É isso? A mensagem que vem do exterior é que, só porque o regime não
se importa, o mundo também não deveria se importar? O objetivo é apagar nossa
cultura e história?”
Outro
estudante, residente em Karaj, cidade a cerca de 50 quilômetros a oeste da
capital e que tem sofrido intensos bombardeios esta semana, disse: “Quero o fim
deste regime. Pedi ajuda a Trump.” Mas o estudante disse acreditar que os
ataques teriam como alvo a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e sua milícia
voluntária, a Basij. “Quando esse plano mudou e por que estão atacando nossa
infraestrutura?”
A
maioria dos iranianos viveu toda a sua vida sob o regime iraniano, que assumiu
o poder em uma revolução em 1979 que derrubou a monarquia, apenas para
substituí-la por clérigos autocráticos.
É
difícil avaliar o apoio ao governo em um país com um ambiente midiático tão
restritivo e onde a dissidência aberta pode significar prisão e morte.
No
entanto, por quase duas décadas, os movimentos de protesto conseguiram
prosperar, muitas vezes desencadeados por agitação política, aumento repentino
dos preços dos combustíveis, turbulências econômicas ou repressão dos direitos
das mulheres. Em 2009, no que ficou conhecido como Movimento Verde, centenas de
milhares de pessoas foram às ruas em protesto contra as eleições presidenciais
contestadas. Os protestos foram recebidos com uma violenta repressão estatal.
Em
2022, um dos levantes mais impactantes, o movimento Mulher, Vida, Liberdade ,
foi desencadeado pela morte sob custódia de Mahsa Amini, acusada de usar o
hijab de forma inadequada. A onda mais recente de protestos começou no final de
dezembro, com pequenas greves no bazar de Teerã, motivadas pela desvalorização
da moeda. À medida que se espalharam por todo o país, as forças de segurança
lançaram uma de suas repressões mais violentas, resultando em milhares de
mortes.
Um
médico iraniano que tratou manifestantes feridos por tiros em janeiro disse que
ainda tinha alguma esperança de que a guerra "pelo menos resultasse em
mudanças reais".
“O que
mais tememos é que a guerra pare agora, no estágio atual”, disse ele. “Então,
ficaremos com as mesmas pessoas que nos massacraram no mês passado… só que mais
fortes.”
Mas
muitos outros no movimento anti-regime estão ouvindo relatos de bebês
recém-nascidos sendo mortos por ataques dos EUA e de Israel, e concluem
simplesmente que agora três governos, em vez de um, estão matando iranianos.
Um
manifestante em Teerã disse: "Uma parcela significativa das pessoas com
quem conversei, depois de testemunhar o assassinato de civis, mudou sua
percepção sobre a intervenção militar."
No
início desta semana, eles disseram que, pela primeira vez em Teerã, vivenciaram
"algo semelhante a um bombardeio indiscriminado. Vários bairros no centro
da cidade foram atacados de forma sequencial, em ondas".
Os
iranianos, disseram eles, foram "completamente abandonados".
Fonte:
DW Brasil/he Guardian

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