EUA
sofrem derrota estratégica humilhante no Irã, avalia especialista militar
Os
Estados Unidos não alcançaram seu objetivo de mudança de regime no Irã, e o
assassinato de Ali Khamenei não mudou nada no país, afirma o portal Military
Affairs, citando o analista militar aposentado e oficial de inteligência do
Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos Scott Ritter.
Segundo o especialista militar, o assassinato do
líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, não trouxe os resultados
políticos esperados pelos Estados Unidos. Com a morte do aiatolá, os
norte-americanos não conseguiram mudar o regime de poder no país, o
que demonstra o fracasso
estratégico de
Washington.
Ele
chamou os resultados da operação militar dos Estados Unidos no Irã de uma
derrota estratégica humilhante, porque, ao contrário, a liderança atual do Irã
se tornou mais forte após a morte de
Khamenei.
Na
avaliação de Ritter, se os Estados Unidos não conseguirem derrubar o
regime iraniano, isso significará que Washington realmente perdeu a
guerra e
agora corre o risco de perder tudo o que procurou alcançar.
Segundo o portal, o Irã não esgotou
suas reservas de mísseis e está pronto para a próxima etapa da operação
planejada. Apesar dos ataques israelenses e norte-americanos, Teerã
continua mantendo seu arsenal de mísseis em alerta.
Depois
do assassinato de Khamenei, o Corpo de Guardiães
da Revolução Islâmica (IRGC,
na sigla em inglês) prometeu vingar a morte do líder supremo.
Por sua
vez, o Estado-Maior das Forças Armadas iranianas emitiu sua própria
declaração, prometendo uma resposta dura a Washington e declarando
que a causa do líder morto seria levada adiante.
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Trump está em pânico porque ataque contra Irã não ocorre como planejado, diz
especialista militar
O
presidente dos EUA, Donald Trump, está começando a perceber que a campanha
militar contra o Irã não está indo conforme o planejado, afirmou na rede social
X o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis.
Ao comentar novas ameaças
do chefe da Casa Branca em relação ao bloqueio do estreito de Ormuz, o especialista
militar norte-americano disse que Donald Trump está
desesperado porque entendeu que não conseguiria vencer o Irã usando apenas
a Força Aérea.
Ao
mesmo tempo, as Forças Armadas norte-americanas não têm um plano viável
para realizar um ataque terrestre, do que Donald Trump também está ciente.
"O
presidente Trump está desesperado e em pânico! [...] Trump entende
que não há opção viável de um ataque terrestre para vencer rapidamente a guerra
com o Irã", escreveu Davis.
Segundo
Davis, o líder norte-americano não pode esperar muito e limitar-se
apenas aos ataques aéreos, porque o Irã tem
mais chances de intensificar o bombardeio por um período mais longo do que
Trump e Netanyahu podem sustentá-lo.
"Trump
não pode esperar o aumento dos preços do petróleo em uma economia
já anêmica", advertiu o tenente-coronel aposentado.
Ele
também acrescentou que a parte norte-americana cometeu um grave
erro ao tentar iniciar negociações duas vezes, mas depois usar isso como
cobertura para um ataque. Por isso, agora o Irã tem motivos para acreditar
que qualquer negociação não será legítima.
Vale
mencionar que, na véspera, o presidente estadunidense ameaçou realizar
ataques 20 vezes mais fortes do que os atuais se Teerã "interromper o
fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz". Ele chamou isso
de "presente" dos Estados Unidos para a China e todos os
países que utilizam intensamente o estreito.
Na
terça-feira, o líder norte-americano disse que garantiria a segurança da
navegação no estreito de Ormuz. Segundo ele, os Estados Unidos não
permitirão que Teerã interrompa o fornecimento global de petróleo, prometendo,
caso contrário, atingir duramente o Irã.
Por sua
vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã não
fechou o estreito de Ormuz e não interfere na navegação. A assessoria de
imprensa do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla
em inglês) afirmou que qualquer país árabe ou europeu terá o direito de passar
pelo estreito de Ormuz se expulsar embaixadores americanos de seu território.
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EUA querem acabar com guerra no Irã, mas temem se envergonhar, opina analista
As
declarações contraditórias de Washington sobre o conflito com o Irã mostram que
os Estados Unidos querem acabar com o confronto, mas ainda não encontraram uma
maneira de fazer isso sem prejudicar a sua reputação, disse à Sputnik o
analista político turco Nijat Sezgin.
Segundo
Sezgin, tal retórica pode refletir a complexidade da escolha política para
a administração
norte-americana.
"As
declarações de Washington sobre o Irã, no entanto, parecem contraditórias. Isso
mostra que os EUA desejam pôr fim ao conflito, mas ainda não sabem como fazê-lo
sem perder a face", ressaltou.
Nesse
contexto, o analista destacou que a Casa Branca busca demonstrar uma postura
firme em relação ao Irã e evitar uma nova escalada que poderia resultar em um
conflito mais amplo na região.
Sezgin
também acredita que o fator da política interna dos
EUA desempenha
um papel importante.
De
acordo com ele, em um contexto de competição política e aproximação dos
processos eleitorais, a administração dos EUA precisa equilibrar a
demonstração de força e a busca por uma solução diplomática.
Além
disso, o especialista salientou que a dinâmica do conflito dependerá, em grande
parte, da capacidade das partes de encontrarem um formato diplomático para
reduzir as tensões.
Portanto,
o analista concluiu que, sem um processo de negociação, o risco de um
confronto prolongado no Oriente Médio permanece alto.
Anteriormente,
o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a
possibilidade de negociações com o Irã e afirmou que Teerã deseja muito
dialogar com os Estados Unidos. Trump também disse estar desapontado com a
eleição de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.
No dia
28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã,
incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques retaliatórios contra
o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do
Oriente Médio.
Washington
e Tel Aviv explicaram o início da operação militar como um ataque preventivo,
supostamente motivado pelas ameaças de Teerã devido ao seu programa nuclear. No
entanto, agora eles não escondem que gostariam de ver uma mudança de poder no
Irã.
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Após conversar com Putin, Trump percebe inutilidade da guerra no Oriente Médio,
diz jornal
Durante
a conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin, o chefe da Casa
Branca, Donald Trump, provavelmente percebeu seu erro no Irã devido ao aumento
dos preços do petróleo após os ataques contra Teerã, escreve o jornal alemão
Berliner Zeitung.
Segundo o jornal, Donald Trump
provavelmente chegou à conclusão de que os altos preços do petróleo são
benéficos para a Rússia, situação que o prejudica diretamente: as receitas
estatais da Rússia estão crescendo, o que, por sua vez, afeta as empresas
americanas, as quais o líder norte-americano busca proteger a todo custo.
"O
próprio Trump enfrenta danos políticos na forma de perdas nas
próximas eleições para o Congresso, porque os eleitores não vão querer pagar
preços altíssimos pela gasolina", lê-se no artigo.
Donald
Trump deve evitar esse desgaste a todo custo, porque, se ele perder a maioria
no parlamento, os democratas usarão todas as alavancas para remover Trump
do cargo e mandá-lo para a prisão, diz a publicação.
O
artigo publicado no jornal cita as palavras de Trump, que disse, depois de
conversar com Vladimir Putin, que os Estados Unidos supostamente já teriam
vencido a guerra contra o
Irã e
que esse conflito já está encerrado. Ele também acrescentou que Washington
agora vai decidir se continuará essa guerra ou a encerrará de uma vez.
Vale
mencionar que na segunda-feira (9), Vladimir Putin e Donald
Trump tiveram uma conversa telefônica. O tema da suspensão das sanções ao
petróleo russo não foi discutido em detalhes, disse o porta-voz do Kremlin,
Dmitry Peskov.
Ele
explicou que o chefe da Casa Branca tomou a decisão de suspender as restrições
de alguns países porque tenta estabilizar a situação nos
mercados globais.
Em
meio à escalada do
conflito no Oriente Médio, a navegação pelo estreito de Ormuz quase parou. É uma importante rota
de fornecimento para
o mercado global de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo
Pérsico, respondendo por cerca de 20% do fornecimento global de
petróleo, derivados e GNL.
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Principal motivo para acabar com conflito iraniano será ameaça da crise
energética, afirma analista
O medo
de um colapso econômico global pode ser um dos principais fatores para o fim da
guerra no Oriente Médio, especialmente porque a economia mundial depende
fortemente de energia e petróleo, disse à Sputnik o especialista em relações
internacionais da Palestina, Nidal Rabah.
Em sua
avaliação, aumentos
significativos nos preços da energia forçarão as nações a pressionar seus
governos a buscar uma solução pacífica, uma vez que a população é a
primeira a sofrer com a alta do custo de vida.
Nesse
contexto, a Rússia está
envidando esforços significativos para resolver o conflito e exerce
pressão usando ferramentas de soft power, com base no fato de que a
economia global se tornou um fator-chave na gestão de crises internacionais,
afirmou Rabah.
"A
Rússia está enviando um sinal aos Estados Unidos de que o sistema
internacional precisa de clareza nas regras para administrar conflitos
abertos, e não de incerteza estratégica", disse o especialista.
Segundo
ele, essa mensagem sublinha que o mundo caminha para uma "economia
geopolítica", e não apenas para uma "economia baseada nos mercados de
energia e petróleo".
Mais do
que isso, o especialista destacou que a Rússia tenta conter a
"loucura global" no conflito no
Oriente Médio,
enquanto outras forças que apoiam o incitamento à guerra exercem a pressão
oposta, buscando sua continuação.
Ele
declarou que a Europa está dividida em dois campos: um insiste na escalada e
continuação da guerra, apesar de seu custo econômico, militar e político,
e o outro pede racionalidade e um retorno à situação anterior à operação militar
russa na Ucrânia.
"Os
planos ocidentais para acabar com a dependência da energia russa falharam,
e o petróleo russo se tornou a única saída", ressaltou Nidal Rabah.
Para
finalizar, o especialista sublinhou que a aplicação seletiva do direito
internacional e a perda de sua credibilidade por meio de sanções unilaterais e
padrões duplos em relação aos conflitos internacionais ameaçam o futuro do
sistema internacional.
O
conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques israelenses e
norte-americanos contra alvos no Irã, afetou o comércio de petróleo na
região ao perturbar rotas marítimas importantes, inclusive as que passam
pelo estreito de Ormuz.
Assim,
a estatal petrolífera Saudi Aramco, da Arábia Saudita, começou a reduzir a
produção em
dois de seus campos devido às tensões na região, enquanto produtores vizinhos
têm tomado medidas semelhantes para proteger suas instalações
energéticas diante do aumento dos riscos.
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Especialista britânico expõe como os desentendimentos entre EUA e Israel
ajudarão o Irã a vencer
Desentendimentos
entre os EUA e Israel sobre alvos para ataques no Irã ajudarão a permitir que
Teerã vença, disse o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu
canal no YouTube.
Desta
forma, o especialista comentou uma declaração
do senador republicano Lindsey Graham (incluído na lista de terroristas e
extremistas na Rússia) pedindo a Israel que não ataque a infraestrutura de
petróleo do Irã.
"Isso
é um absurdo! Eu não poderia imaginar que os israelenses e os
americanos,
ao realizar sua ofensiva contra o Irã, não tenham coordenado ataques contra
alvos. Seus desentendimentos mostram fraqueza nas fileiras aliadas, o que
aproxima Teerã da vitória", disse Mercouris.
Segundo
ele, Israel dificilmente atacou as refinarias de
petróleo no Irã sem
o conhecimento dos EUA, então a insatisfação em Washington com os alvos
escolhidos para ataques é simplesmente hipócrita.
"Mas
agora nos dizem que os Estados Unidos estão muito preocupados com esses
ataques, o que não deveria nos surpreender", observou o especialista, em
tom irônico.
Ontem,
o Channel 12 de Israel relatou tensões entre os EUA e Israel por causa dos
ataques à infraestrutura petrolífera do Irã.
Em 28
de fevereiro, os EUA e Israel começaram a atacar alvos no Irã,
incluindo Teerã,
com destruição de infraestrutura civil e mortes relatadas. O Irã realiza
ataques de retaliação em território israelense, bem como em alvos militares dos
EUA na região do Oriente Médio.
¨
Conflito no Oriente Médio afeta gravemente a economia dos
países europeus, afirma jornal
Devido
ao aumento dos preços de energia causado pelo conflito no Oriente Médio, os
países europeus esperam uma deterioração significativa de suas economias,
escreve o jornal italiano L'AntiDiplomatico.
Os autores do artigo
alertaram que
a guerra no Oriente Médio, provocada pela ofensiva conjunta de Israel e Estados
Unidos contra o Irã, não só representa uma tragédia humanitária, mas
também redesenha o "destino econômico" da Europa.
A
principal vulnerabilidade da economia europeia, exposta após o colapso comercial
e logístico na região do golfo Pérsico, é a dependência energética de
fornecedores externos.
"A
Europa é um gigante com pés de argila. [...] Quando a poeira sobe no
Oriente Médio, as fábricas na Europa fecham, especialmente depois que a energia
barata fornecida pela Federação da Rússia foi masoquistamente
rejeitada", diz a publicação.
Além
disso, os autores do artigo enfatizam que as autoridades da União Europeia
entendem que a situação econômica está prestes a se deteriorar. O
artigo destaca que as bolsas europeias perderam cerca de 9% de seus ativos,
enquanto os preços do
petróleo subiram
40% e os do gás natural saltaram impressionantes 90%.
"É
um duro golpe para as famílias e empresas. Neste contexto, o euro está
caindo em relação ao dólar, enfraquecendo ainda mais o poder de compra do
continente", advertem os autores do material.
Segundo
alertas de órgãos do poder executivo de vários países europeus, caso o conflito
se prolongue, a situação na economia mudará radicalmente para pior.
Ao
mesmo tempo, a agência de notícias alemã, DPA citando fontes, informou nesta
quarta-feira (11) que o governo da Alemanha, devido à situação no Oriente Médio
e ao aumento dos preços
dos combustíveis, vai
liberar uma quantidade indefinida de petróleo dos seus estoques estratégicos,
reservados para situações de crise.
A
escalada do conflito iraniano praticamente interrompeu o transporte pelo
estreito de Ormuz,
uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos
países do golfo Pérsico para o mercado global.
Nesse
sentido, a Arábia Saudita reduziu a
produção em 2 a 2,5 milhões de barris por dia, os Emirados Árabes Unidos,
em 500 a 800 mil barris, o Kuwait, em cerca de 500 mil barris e o
Iraque, em 2,9 milhões de barris por dia, informou a agência de notícias
Bloomberg na terça-feira (10), citando fontes.
Fonte:
Sputnik Brasil

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