segunda-feira, 27 de julho de 2026

Governo Lula convoca embaixador na Argentina após agressões do repugnante Milei ao Brasil

O governo brasileiro tomou uma medida diplomática forte e convocou, neste domingo (26), o seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para retornar imediatamente a Brasília para consultas, informa Luciana Taddeo, da CNN Brasil. A decisão ocorre na esteira dos ataques proferidos pelo repugnante presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante discurso na Convenção Nacional do PL.

A confirmação da medida foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores, que avaliou as declarações do chefe de Estado argentino como uma “afronta” direta. Segundo o órgão, as falas de Milei desrespeitaram não apenas a figura do presidente da República e o Poder Judiciário, mas também toda a população brasileira.

Na linguagem e na prática diplomática, a chamada de um embaixador de volta ao seu país de origem para “consultas” é considerada um dos protestos formais mais severos contra as atitudes tomadas por outro Estado. Bitelli tem desembarque previsto na capital federal para este domingo ou para a segunda-feira (27), oportunidade em que participará de uma reunião de emergência com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A escalada da tensão diplomática foi provocada pelos ataques de Milei no sábado (25), durante um pronunciamento de cerca de 30 minutos realizado ao lado do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Este novo episódio representa um endurecimento expressivo em relação a encontros anteriores. Milei já havia se reunido com lideranças opositoras brasileiras durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Balneário Camboriú (SC), porém, naquela ocasião, suas declarações contra Lula mantiveram-se em um tom menos hostil do que o registrado na Convenção Nacional do PL.

Avaliações de fontes diplomáticas apontam que o atual cenário se configura como a crise mais grave entre o Brasil e a Argentina das últimas décadas. Como desdobramento do impasse, o ministro Mauro Vieira estuda também convocar o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos oficiais em Brasília sobre o comportamento e as falas do presidente de seu país.

<><> Relação bilateral entra em momento crítico

Diplomatas ouvidos afirmam que os ataques de Milei tendem a produzir impactos que vão muito além do campo político. A expectativa é de deterioração das relações bilaterais, com possíveis reflexos sobre temas estratégicos como comércio, integração regional e cooperação militar.

Brasil e Argentina são os dois maiores parceiros econômicos da América do Sul e compartilham uma extensa agenda de integração no âmbito do Mercosul, além de diversos programas de cooperação nas áreas de defesa, energia, infraestrutura e ciência.

<><> “Paciência estratégica” teria se esgotado

Segundo fontes diplomáticas, o episódio marcou o fim da chamada “paciência estratégica” que vinha orientando a postura brasileira diante das sucessivas provocações do governo Milei, que produziu uma catástrofe econômica e social na Argentina e se julga no direito de insultar o Brasil.

Desde o início do mandato do presidente argentino, o governo Lula evitou ampliar publicamente os atritos, preservando os canais institucionais entre os dois países. No entanto, a avaliação predominante em Brasília é de que os insultos dirigidos por Milei ao presidente da República e a outros chefes de Poderes brasileiros em território nacional ultrapassaram um limite considerado inaceitável.

Caso as medidas em estudo sejam efetivamente adotadas, Brasil e Argentina passarão a viver um dos momentos de maior tensão diplomática das últimas décadas, com consequências que poderão repercutir sobre toda a agenda bilateral e sobre o futuro da integração sul-americana.

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A decisão de convocar o embaixador Bitelli de volta a Brasília foi tomada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, assim que retornou de uma viagem oficial pela Ásia neste domingo (26). O episódio é visto pela imprensa argentina e por observadores diplomáticos como o estopim de uma das crises mais graves da história da relação entre os dois países.

Fontes do governo brasileiro ouvidas pelo Clarín teceram duras críticas ao comportamento do governante argentino, que viajou acompanhado de sua irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e do chanceler argentino, Pablo Quirno. De acordo com interlocutores em Brasília, o argentino “não tem ideia do que é ser Presidente e não tem códigos”.

“Em uma viagem privada, conseguiu ofender os Poderes Executivo, Judiciário e o povo brasileiro, algo nunca visto em décadas de relação bilateral. Nem nos momentos de rivalidade entre os governos militares houve nada sequer similar”, afirmaram fontes em Brasília à publicação argentina.

As agressões verbais do presidente argentino também miraram o Supremo Tribunal Federal (STF). Milei proferiu insultos e palavras de baixo calão contra o ministro Alexandre de Moraes. A reação ocorreu porque o magistrado proibiu Jair Bolsonaro (PL) — que cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar por liderar uma tentativa de golpe de Estado — de receber a visita do governante argentino. As ofensas provocaram imediata manifestação de repúdio por parte do presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, além de severas críticas de integrantes do gabinete de Lula.

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Por mais estratégicos, históricos e fundamentais que sejam os laços diplomáticos, econômicos e culturais entre o Brasil e a Argentina, há limites que uma nação soberana jamais pode permitir que sejam ultrapassados. As reiteradas agressões e afrontas desferidas pelo repugnante presidente argentino, Javier Milei, contra o Estado brasileiro constituem uma violência inaceitável. A diplomacia da convivência civilizada exige respeito mútuo – um princípio básico brutalmente atropelado pelo mandatário do país vizinho.

É estarrecedor que uma figura pública com tamanha incapacidade administrativa se julgue no direito de orquestrar ataques verbais em pleno território nacional. Milei é o responsável direto por causar a maior catástrofe econômica e social da história recente da Argentina, reduzindo uma nação altiva a um cenário desesperador no qual parcelas da população passaram tragicamente a recorrer ao consumo de carne de burro e de pombos para sobreviver. Mesmo afundado na tragédia que ele próprio produziu, ele insiste em desembarcar no Brasil para insultar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – um estadista de estatura global reconhecido internacionalmente por ter retirado dezenas de milhões de brasileiros da pobreza – e para atacar autoridades do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes.

Diante do desrespeito flagrante às instituições da República e à própria soberania nacional, o Ministério das Relações Exteriores não pode se limitar a notas moderadas. O Itamaraty precisa tomar duas providências imediatas: convocar o embaixador argentino em Brasília para prestar explicações formais e rigorosas e, em ato contínuo, chamar o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas. Essa medida rebaixa temporariamente o nível das relações diplomáticas ao âmbito puramente técnico e burocrático, deixando claro que o Brasil não contemporiza com o crime de lesa-dignidade institucional.

O comportamento indigno de Milei não representa um caso isolado de exotismo político, mas sim o que há de mais repugnante, perverso e repulsivo na cena política mundial contemporânea. Trata-se da corporificação do desprezo absoluto pela vida, pela dignidade humana, pelas instituições democráticas e pelos preceitos mínimos da civilidade internacional.

Como destacou com precisão Edinho Silva, presidente do PT, Javier Milei é uma figura que não está à altura do cargo que ocupa. O Brasil lamenta pela Argentina e pelo seu atual presidente, que envergonha não apenas o próprio país, como toda a Humanidade.

Milei passará. O fascismo e o obscurantismo que hoje assombram a Casa Rosada não serão eternos na Argentina. O povo argentino haverá de reencontrar seu destino democrático e soberano. No entanto, enquanto essa página sombria não for superada, o Brasil não é obrigado a tolerar os insultos sistemáticos e as agressões de uma figura sórdida e pérfida. Não por acaso, Milei se projetou como um dos raros e convictos apoios externos do candidato de extrema-direita no Brasil, Flávio Bolsonaro, alinhando-se àqueles que tentam desestabilizar a democracia brasileira.

O Brasil deve agir com a altivez que sua história exige. Declarar Javier Milei persona non grata e impedi-lo de ingressar em solo nacional é um ato de legítima defesa da dignidade da República e do povo brasileiro.

¨      Deputada argentina explica a diferença entre o estadista Lula e o repugnante Javier Milei

A deputada argentina Lorena Pokoik publicou uma dura manifestação nas redes sociais em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em forte crítica ao presidente argentino Javier Milei. Em resposta aos ataques dirigidos por Milei a Lula, a parlamentar afirmou que o líder brasileiro construiu um legado histórico que jamais poderá ser igualado pelo atual mandatário argentino.

Segundo Pokoik, antes de atacar Lula, Milei precisaria realizar algo que, em sua avaliação, nunca conseguirá: “deixar um legado ao seu povo”. A deputada contrapôs a trajetória política do presidente brasileiro à do chefe de Estado argentino, destacando o papel de Lula na redução da pobreza, no fortalecimento do Brasil e na integração latino-americana.

<><> Trajetória de Lula é destacada

Na publicação, Pokoik recorda que Lula “surgiu do povo e do movimento operário”, foi eleito presidente da República por três vezes e promoveu profundas transformações sociais no Brasil.

Ela ressalta que os governos de Lula retiraram milhões de brasileiros da pobreza, projetaram o Brasil como um ator de peso na política internacional e impulsionaram a integração regional, com o objetivo de construir uma “Pátria Grande mais unida, soberana e independente”.

A deputada também relembra o período em que Lula foi preso, enfatizando que suas condenações foram posteriormente anuladas pela Justiça brasileira, permitindo que recuperasse seus direitos políticos e retornasse à Presidência por meio do voto popular.

<><> Críticas a Milei

Ao comparar os dois presidentes, Pokoik afirma que Milei está promovendo um processo de destruição das conquistas sociais na Argentina.

Segundo ela, o governo argentino estaria desmontando políticas que garantem trabalho, dignidade, direitos e esperança à população — justamente os pilares que, em sua visão, marcaram os governos de Lula no Brasil.

A parlamentar também acusa Milei de agir como “marionete de poderes externos que buscam se apropriar da nossa soberania”, reforçando a crítica de que sua administração favoreceria interesses estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais.

<><> “Essa é a diferença”

A mensagem termina sintetizando o contraste estabelecido pela deputada entre os dois líderes.

“Essa é a diferença entre um presidente que deixa um enorme legado histórico e você, que apenas está de passagem para destruir a Argentina como marionete de poderes externos que buscam se apropriar da nossa soberania”, escreveu Lorena Pokoik.

¨      Barrado de entrar no Brasil, funcionário dos EUA é ligado à extrema-direita da Europa

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou na sexta-feira (24) vistos de entrada para dois altos funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, chefiado pelo republicano Marco Rubio. Identificados pelo jornal Washington Post como Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, os dois diplomatas americanos viriam ao país com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições. No entanto, segundo a imprensa norte-americana, o real objetivo da viagem era questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro.

A recusa por parte da diplomacia brasileira ocorreu antes mesmo da publicação da reportagem no exterior. A avaliação interna do governo brasileiro levou em consideração que o pedido de visto com essa finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas, inclusive durante um evento com diplomatas. Diante disso, observou-se haver um risco direto de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.

Um dos nomes vetados, Samuel Samson, ocupa atualmente a função de Subsecretário Adjunto de Estado no Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL). Segundo a biografia disponível no site do Departamento de Estado, ele defende abertamente o “desenvolvimento de políticas para preservar a herança civilizacional ocidental da América, bem como outros projetos regionais e estruturais para promover a agenda ‘América em Primeiro Lugar’”.

Filho de mãe filipina e pai americano, Samson é descrito pela imprensa norte-americana como sendo católico desde a infância e a adolescência. Por três anos, ele trabalhou como diretor de parcerias estratégicas da organização sem fins lucrativos American Moment, entidade apoiada pelo então senador J.D. Vance, atualmente vice-presidente dos Estados Unidos. O grupo tem como missão central ajudar jovens líderes conservadores a conseguirem carreiras no governo.

Em abril, Samson foi o personagem principal de uma reportagem do jornal The New York Times intitulada “O diplomata de 27 anos que trava a guerra cultural de Trump contra a Europa”. Conforme a matéria, Samson viajou ao continente europeu para cultivar laços entre Washington e grupos de extrema-direita locais, a exemplo do partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD).

A atuação do funcionário na Europa acumula episódios controversos. Em março, ele esteve em um encontro secreto em Londres com Nigel Farage, um dos principais defensores do Brexit e atualmente líder do partido Reform UK, com quem discutiu pautas como aborto e censura. Meses depois, em maio, viajou a Paris, onde tentou convencer uma comissão de Direitos Humanos de que Marine Le Pen, líder do partido Reagrupamento Nacional (RN), havia sido injustamente condenada por desvio de recursos do Parlamento Europeu.

Magali Lafourcade, diretora da comissão independente que aconselha o governo francês no tema, relatou ao jornal que Samson a questionou se eles pretendiam intervir a favor de Le Pen. Ela descreveu a conversa com o norte-americano como “circular” e afirmou ter se negado a posar para uma foto com ele.

“Para mim, pareceu mais uma busca por desinformação”, declarou Lafourcade ao veículo norte-americano, acrescentando que reportou o encontro ao governo francês sob a alegação de possível interferência estrangeira.

Na França, Samson e seus colegas visitaram também o escritório da ONG Repórteres Sem Fronteiras, onde criticaram a legislação europeia que regula big techs e redes sociais. Na conversa, Samson argumentou que a lei impedia nomes da direita de se expressarem online e afirmou que a França “gradualmente se tornava a Coreia do Norte”.

A agenda de articulações de Samson incluiu reuniões com a extrema-direita alemã. Em setembro de 2025, ele participou de um encontro com representantes da AfD em Washington. Na ocasião, os políticos alemães afirmaram temer que a sigla possa ser banida na Alemanha, enquanto os norte-americanos criticaram a regulação europeia das redes sociais. Na mesma conversa, também foi abordada a teoria da conspiração de que líderes europeus buscam substituir a população branca por imigrantes.

Em outra viagem à Europa realizada em dezembro, Samson passou por Áustria, Eslováquia e Hungria, governada pelo conservador Viktor Orbán. Em discurso no Instituto Húngaro de Assuntos Internacionais, entidade vinculada ao governo local, o diplomata disparou: “Claramente, essa não é uma Europa de liberdade de expressão e autogoverno”.

Samson, que na época desejava rebatizar seu gabinete para “Gabinete de Direitos Naturais”, acrescentou ainda que pretendia empreender “ações direcionadas para resistir tanto aos autoritários tradicionais quanto aos ideólogos modernos que buscam minar esses bens sociais fundamentais”.

O outro funcionário americano barrado pelo diplomacia brasileira é Riley M. Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. Desde fevereiro, Barnes também exerce o cargo de Coordenador Especial de Assuntos Tibetanos e, no mês seguinte, assumiu a função de Embaixador para a Liberdade Religiosa Internacional. Antes disso, o diplomata ocupou outros cargos no Departamento de Estado e trabalhou como redator sênior de discursos do senador republicano do Texas, John Cornyn.

 

Fonte: Brasil 247

 

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