O
erro no almoço de quem tem pré-diabetes ou diabetes pode estar na ordem dos
alimentos
Quem
convive com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina costuma ter
dúvidas sobre o que colocar no prato no almoço. Em muitos casos, o medo de
elevar a glicemia leva à exclusão de alimentos como arroz e feijão. No entanto,
segundo o nutricionista especialista em diabetes Danilo Araújo, a organização
do prato pode fazer diferença sem exigir restrições desnecessárias.
O
especialista explica que o foco não deve estar apenas na escolha dos alimentos,
mas também na sequência em que eles são consumidos e na quantidade de cada
grupo alimentar.
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Como montar um almoço para diabetes
De
acordo com Danilo Araújo, o primeiro passo é preencher o prato com legumes. A
orientação inclui alimentos como brócolis, couve-flor, abobrinha, cenoura,
vagem, berinjela e chuchu.
Segundo
o nutricionista, começar a refeição pelos legumes ajuda a retardar a absorção
dos carboidratos consumidos em seguida. Portanto, essa estratégia pode
contribuir para um aumento mais gradual da glicemia após a refeição.
Em
seguida, a recomendação é acrescentar uma fonte de proteína. Entre as opções
citadas por Danilo estão peito de frango, patinho bovino, ovos, tilápia, atum,
lentilha e outros peixes.
O
especialista destaca que a proteína também faz parte da composição do prato e
ajuda a completar a refeição antes da inclusão dos alimentos ricos em
carboidratos.
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Arroz e feijão podem fazer parte da alimentação?
Uma
dúvida frequente entre pessoas com diabetes é se arroz e feijão precisam ser
retirados da alimentação.
Segundo
Danilo Araújo, a resposta é não. O nutricionista afirma que esses alimentos
podem continuar presentes no almoço, desde que a pessoa observe a quantidade
consumida e monte o prato seguindo a sequência proposta.
Além do
arroz integral, ele cita como opções de carboidratos batata-doce, mandioca,
batata inglesa, macarrão integral, quinoa e feijão.
Nesse
contexto, o especialista reforça que o problema não está no consumo do
carboidrato em si, mas no excesso e na forma como a refeição é organizada.
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Quantidade também faz diferença no controle da glicemia
Segundo
Danilo Araújo, depois de incluir os legumes e a proteína, o restante do espaço
do prato deve ser destinado aos carboidratos.
Durante
a explicação, ele mostra um exemplo de composição em que a maior parte do prato
é formada por verduras, legumes e proteínas. Enquanto isso, arroz e feijão
ocupam a menor porção.
Além
disso, o nutricionista afirma que muitas pessoas restringem alimentos sem
necessidade. Para ele, quem convive com diabetes não precisa consumir refeições
sem sabor nem eliminar alimentos tradicionais do dia a dia.
O
especialista orienta variar os alimentos ao longo da semana para ampliar a
diversidade da alimentação. Entre os legumes sugeridos estão brócolis,
couve-flor, abobrinha, cenoura, vagem, berinjela e chuchu. As proteínas podem
incluir peito de frango, patinho bovino, ovos, tilápia, atum, lentilha e
peixes. Já entre os carboidratos aparecem arroz integral, batata-doce,
mandioca, batata inglesa, macarrão integral, quinoa e feijão.
Segundo
Danilo Araújo, o objetivo é substituir a restrição por estratégias alimentares
que permitam montar refeições equilibradas e adaptadas à rotina de quem convive
com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina.
• Quem tem diabetes deve tirar o miolo do
pão? Nutricionista responde
Logo
após o diagnóstico de diabetes, muitas pessoas mudam a alimentação de um dia
para o outro. Entre as primeiras atitudes está retirar o miolo do pão francês
na tentativa de evitar o aumento da glicose. A estratégia é comum, mas,
sozinha, não resolve o problema. Segundo a nutricionista e educadora em
diabetes Tarcila Campos, membro do Departamento de Nutrição da Sociedade
Brasileira de Diabetes (SBD), o resultado depende do conjunto da refeição.
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Tirar o miolo do pão reduz carboidratos, mas não transforma o alimento
Durante
participação no DiabetesCast, Tarcila explicou que retirar o miolo pode
diminuir um pouco a quantidade de carboidrato consumida. No entanto, isso não
faz o pão deixar de ser uma fonte de carboidrato nem elimina seu impacto sobre
a glicemia.
Segundo
a especialista, o pão francês pode continuar fazendo parte da alimentação de
quem tem diabetes, desde que seja consumido em uma porção adequada e
acompanhado de outros alimentos que ajudem a equilibrar a refeição.
“O que
talvez eu falaria é: continua com o seu pãozinho, põe um ovinho mexido junto e
vamos ver o que acontece”, afirmou.
Ela
explica que, no café da manhã, a resistência à insulina costuma ser maior para
muitas pessoas com diabetes tipo 2. Por isso, consumir apenas um alimento rico
em carboidratos pode favorecer uma elevação mais rápida da glicose.
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O que colocar junto com o pão pode fazer mais diferença
Para
Tarcila, a principal estratégia não é retirar alimentos, mas aprender a
combiná-los.
Adicionar
uma fonte de proteína, como ovos, queijo ou iogurte natural, pode ajudar a
tornar a absorção do carboidrato mais lenta. Além disso, a nutricionista
recomenda evitar concentrar muitos alimentos ricos em carboidratos na mesma
refeição.
Um
exemplo citado por ela é o hábito de consumir pão e fruta ao mesmo tempo. Nesse
caso, uma alternativa pode ser manter o pão no café da manhã e deixar a fruta
para outro horário do dia.
Segundo
a especialista, essa organização costuma trazer mais benefícios do que
simplesmente eliminar o miolo do pão.
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O diagnóstico não significa abandonar alimentos
Outro
ponto destacado por Tarcila é que muitas pessoas recebem o diagnóstico
acreditando que nunca mais poderão comer pão, arroz ou outros alimentos
presentes na rotina.
Ela
afirma que essa percepção não corresponde ao tratamento nutricional atual do
diabetes tipo 2.
Em vez
de criar listas de alimentos proibidos, o foco deve estar na quantidade
consumida e na composição das refeições. O planejamento alimentar também
precisa considerar a realidade de cada pessoa, incluindo cultura, acesso aos
alimentos e hábitos familiares.
“A
gente precisa organizar a forma e, muitas vezes, a quantidade daquele
alimento”, explicou.
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Cada pessoa pode responder de forma diferente
A
nutricionista também ressalta que não existe uma regra que funcione da mesma
maneira para todos.
Algumas
pessoas conseguem manter determinado alimento na rotina sem grandes alterações
na glicose. Outras apresentam respostas diferentes ao consumir exatamente o
mesmo alimento.
Segundo
Tarcila, conhecer essa resposta individual pode ajudar na construção de um
plano alimentar mais adequado. Quando possível, a monitorização da glicose,
seja com glicosímetro ou sensor, permite identificar como cada refeição
interfere nos níveis de glicose ao longo do dia.
Essas
informações ajudam profissionais de saúde a ajustar quantidades, horários e
combinações dos alimentos de acordo com a resposta de cada organismo.
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Dicas para incluir o pão na alimentação de quem tem diabetes
• Consuma o pão em uma porção adequada
para a sua necessidade.
• Prefira combinar o pão com uma fonte de
proteína, como ovo, queijo ou iogurte natural.
• Evite consumir vários alimentos ricos em
carboidratos na mesma refeição, como pão e grandes porções de frutas ao mesmo
tempo.
• Acrescente fibras à refeição, incluindo
frutas na quantidade orientada ou vegetais quando possível.
• Lembre-se de que retirar o miolo do pão
reduz apenas uma pequena quantidade de carboidrato e, sozinho, não controla a
glicemia.
• Sempre que possível, monitore a glicose
para entender como o seu organismo responde ao pão e às diferentes combinações
de alimentos.
• Não exclua o pão da alimentação apenas
por causa do diagnóstico. O planejamento da refeição costuma ser mais
importante do que eliminar um alimento específico.
Fonte:
Um Diabético

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