Desabafo
de Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018: “Se eu tomasse uma
facada ganhava a eleição”
Joice
Hasselmann afirmou, em entrevista à TV Fórum, que Jair Bolsonaro disse, antes
do atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, que venceria a
eleição caso levasse uma facada. Segundo a ex-deputada, a declaração ocorreu
dentro de um carro blindado, durante uma caravana eleitoral pelo interior de
São Paulo.
A
revelação foi feita após a jornalista Dri Delorenzo perguntar o que Joice havia
presenciado naquele período. A ex-parlamentar disse que estavam no veículo
Bolsonaro, ela, o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e integrantes da
equipe de segurança.
“Joice,
se eu levasse uma facada eu ganhava a eleição.”
Joice
afirmou que ouviu a frase diretamente de Bolsonaro e que Bebianno também estava
presente. O relato não indica a existência de gravação da conversa. Trata-se,
portanto, da versão apresentada pela ex-deputada sobre um diálogo que teria
ocorrido antes do ataque de 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Minas
Gerais.
<><>
Joice Hasselmann relata mal-estar de Bolsonaro em Araçatuba
Segundo
Joice Hasselmann, o episódio ocorreu durante uma caminhada de campanha em
Araçatuba, no interior paulista. Ela contou que havia uma grande aglomeração e
que Bolsonaro passou mal por causa do calor.
O então
candidato usava um colete à prova de balas e uma jaqueta por cima para esconder
o equipamento. Joice disse que pediu aos seguranças que o conduzissem até uma
banca de sorvete, onde tentaram reduzir sua temperatura antes de levá-lo ao
carro.
“Ele
passou mal. Eu pedi para os seguranças empurrarem ele para uma banca de sorvete
que tinha ali, porque estava muito quente e ele estava com o colete à prova de
balas e mais uma jaqueta por cima para esconder”, relatou.
Já
dentro do veículo, Bolsonaro teria retirado a jaqueta. Joice afirmou que o
advertiu sobre o risco de participar de atos públicos sem a proteção adequada.
A
ex-deputada disse ainda que havia sonhado, no dia anterior, que Bolsonaro seria
atingido por um tiro. Por isso, teria citado diferentes formas de ataque ao
alertá-lo.
“Eu
falei para ele: ‘Você não pode andar sem o colete à prova de balas. É uma
loucura o que aconteceu aqui. Qualquer pessoa poderia te dar um tiro, te dar
uma facada’.”
Foi
após esse alerta, segundo Joice, que Bolsonaro olhou para ela e afirmou que
ganharia a eleição caso fosse esfaqueado. “Essa foi a frase. Eu ouvi, o
Bebianno ouviu”, declarou.
<><>
Bolsonaro sofreu atentado durante campanha de 2018
Jair
Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018,
durante um ato de campanha em Juiz de Fora. O então candidato foi levado à
Santa Casa de Misericórdia da cidade e passou por cirurgias após sofrer
ferimentos no abdômen.
A
Polícia Federal realizou diferentes investigações sobre o atentado. Em junho de
2024, a corporação voltou a concluir que Adélio agiu sozinho e que não foram
encontrados elementos que comprovassem a participação de mandantes ou de outras
pessoas na execução do ataque. Informações institucionais sobre as
investigações da corporação estão disponíveis no portal oficial da Polícia
Federal.
O
relato de Joice sobre a frase atribuída a Bolsonaro já havia sido apresentado
publicamente em outras ocasiões. Em 2021, a Revista Fórum noticiou a declaração
feita pela então deputada. Joice voltou ao tema em 2025, ao detalhar a presença
de Bebianno no veículo.
<><>
Joice levanta suspeitas sobre morte de Gustavo Bebianno
Durante
a entrevista à TV Fórum, Joice afirmou que Gustavo Bebianno poderia confirmar a
conversa, mas lembrou que o ex-ministro morreu em março de 2020, aos 56 anos. A
causa informada na época foi um infarto fulminante.
A
ex-deputada declarou ter “todas as dúvidas” sobre a morte do antigo coordenador
da campanha de Bolsonaro. Ela não apresentou provas ou informações médicas que
contrariem a causa oficialmente divulgada.
“O
Bebianno ouviu, não está aqui mais para nos contar, porque infartou. Eu tenho
todas as dúvidas sobre esse infarto, todas as dúvidas, porque o Bebianno sabia
muito.”
Bebianno
presidiu o PSL durante a campanha de 2018 e assumiu a Secretaria-Geral da
Presidência no início do governo Bolsonaro. Ele foi demitido em fevereiro de
2019, após entrar em conflito público com integrantes da família do então
presidente.
A
declaração de Joice não demonstra qualquer relação entre a conversa narrada, o
atentado contra Bolsonaro e a morte de Bebianno. A ex-deputada apenas relatou o
diálogo que afirma ter testemunhado e expôs suas próprias suspeitas sobre o
falecimento do ex-ministro.
<><>
Joice Hasselmann diz que William Waack aceitou ser ministro de Bolsonaro
Aentrevista
que Joice Hasselmann concedeu ao Fórum Onze e Meia trouxe uma sequência de
declarações que ajudam a compreender, por outro ângulo, os bastidores do
bolsonarismo. Concorde-se ou não com ela, trata-se de alguém que esteve no
núcleo do poder e que conhece personagens, negociações e disputas internas como
poucos.
Uma das
afirmações que mais chamou atenção foi a de que William Waack teria aceitado o
convite para assumir o Ministério das Relações Exteriores no início do governo
Bolsonaro. Segundo Joice, ele já estaria a caminho de Brasília quando foi
desconvidado por pressão do núcleo familiar do então presidente, especialmente
em razão da influência exercida pelos filhos sobre a escolha do chanceler.
A
declaração contrasta com a imagem pública de distanciamento político cultivada
por Waack ao longo dos últimos anos. Se o relato de Joice corresponde aos
fatos, revela que, nos bastidores, a fronteira entre jornalismo e participação
direta no governo esteve muito mais próxima do que muitos imaginavam.
<><>
“Carlos Bolsonaro é completamente psicopata”, diz Joice Hasselmann
urante
entrevista à TV Fórum nesta quinta-feira (23), a ex-deputada federal Joice
Hasselmann afirmou que o ex-senador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro
é “completamente psicopata”. Em sua fala, Hasselmann relembrou a época em que
tinha contato próximo à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as
atitudes de Carlos.
Hasselmann
afirmou que todo mundo sempre achou que Carlos Bolsonaro exercia mais força
sobre o pai do que realmente ele tinha. “Na campanha, todo mundo achava que o
Carlos era o cara. Na verdade, não. O Carlos é uma pessoa com problemas
psiquiátricos”, disse a ex-deputada.
Ela
ainda acrescentou que a relação de Michelle Bolsonaro com os filhos do
ex-presidente sempre foi “muito ruim” e que agora isso apenas ficou público. A
ex-deputada ainda declarou que se fosse a ex-primeira-dama, “não ficaria
sozinha num cômodo com o Carlos Bolsonaro” porque ele é “completamente
psicopata, capaz de qualquer coisa”.
<><>
Joice Hasselmann diz que venceu Michelle Bolsonaro na Justiça: “sempre foi
corredor do PP”
oice
Hasselmann afirmou que venceu uma ação movida por Michelle Bolsonaro na Justiça
e retomou uma série de acusações contra a ex-primeira-dama durante entrevista à
TV Fórum. Ao comentar o resultado do processo, a ex-deputada declarou que
Michelle “sempre foi o corredor do PP” e disse que a atuação religiosa da
mulher de Jair Bolsonaro seria uma “grande farsa”.
A
declaração foi dada durante entrevista conduzida pela jornalista Dri Lorenzo.
Joice foi questionada sobre o vídeo em que Michelle expôs seu conflito com
Flávio Bolsonaro, sobre a participação de Jair Bolsonaro no episódio e sobre a
possibilidade de a ex-primeira-dama disputar uma vaga no Senado.
Antes
de responder sobre o futuro eleitoral de Michelle, Joice anunciou o que chamou
de “boa notícia” e disse que a decisão judicial havia saído no dia anterior. A
ex-deputada não informou durante a resposta o número do processo nem detalhou
os fundamentos adotados pela Justiça.
“A
Michelle sempre foi, como eu disse algumas vezes, o corredor do PP da gente.”
“Ganhei
o processo que ela moveu contra mim, saiu ontem a decisão. Então, parabéns para
os meus advogados”, afirmou Joice. O andamento de ações judiciais no Distrito
Federal pode ser consultado no sistema oficial do Tribunal de Justiça do
Distrito Federal e dos Territórios.
<><>
Joice Hasselmann chama imagem religiosa de Michelle de “farsa”
Na
sequência, Joice Hasselmann afirmou que suas declarações anteriores buscavam
revelar quem seria Michelle Bolsonaro por trás da imagem pública construída
diante de apoiadores e grupos religiosos.
“Tem
aquela cara, aquele manto santo, aquela veste. Aquilo lá, na verdade, é uma
grande farsa”, declarou. Joice também afirmou que Michelle seria “um horror” e
acusou a ex-primeira-dama de não seguir, na vida privada, os valores familiares
que defende publicamente.
As
declarações sobre a vida pessoal de Michelle foram apresentadas por Joice como
sua avaliação e não vieram acompanhadas de documentos ou provas durante a
entrevista. A ex-deputada, no entanto, sustentou que a questão de interesse
público não estaria nos relacionamentos atribuídos à ex-primeira-dama, mas no
uso político da religião.
“O
problema meu e de todo mundo é ela subir num púlpito de igreja para enganar
fiéis, e enganar com aquela cara de santinha, que quer se comparar quase à mãe
de Jesus.”
Joice
disse que o que a incomoda é Michelle, segundo sua avaliação, apresentar-se
diante dos evangélicos como defensora da família enquanto esconderia aspectos
de sua trajetória pessoal. “É enganar a população com uma farsa”, declarou.
A
ex-deputada associou essas declarações ao processo movido por Michelle e
comemorou o resultado judicial anunciado por ela. “Foi por isso que eu trouxe
algumas verdades, e a Justiça deu ganho de causa nesse processo que ela movia
contra mim”, disse.
<><>
Michelle Bolsonaro pode buscar independência no Senado
Ao
analisar o futuro político da ex-primeira-dama, Joice avaliou que integrantes
da família Bolsonaro podem tentar impedir uma candidatura de Michelle ao
Senado. Para ela, no entanto, será difícil manter a mulher de Jair Bolsonaro
limitada ao papel de cuidadora do marido ou de cabo eleitoral do clã.
“A
família pode até tentar impedir, mas eu acho difícil”, afirmou. Segundo Joice,
Michelle pode recorrer novamente à imagem de “boa moça” e dizer que pretende se
afastar da política para cuidar do marido, mas seu objetivo seria conquistar
poder próprio.
A
ex-deputada também fez afirmações sobre a relação conjugal de Jair e Michelle
Bolsonaro. Segundo Joice, os dois “vivem como cão e gato” e já não teriam uma
relação de cumplicidade. Essas declarações também representam a versão da
entrevistada e não foram acompanhadas de elementos comprobatórios.
Na
avaliação de Joice, Michelle construiu uma base política capaz de sustentar uma
candidatura. A ex-deputada citou as viagens feitas pela ex-primeira-dama pelo
país, a organização de diretórios, o apoio de lideranças religiosas e a
estrutura formada durante sua passagem pelo PL Mulher.
“A
Michelle quer poder, ninguém pode negar”, declarou. Para Joice, mesmo que a ala
feminina de partidos políticos costume ter menos força, Michelle conseguiu
ampliar sua influência e formar uma rede nacional de apoiadores.
<><>
Conflito com Flávio Bolsonaro expõe divisão no clã
Joice
avaliou ainda que Michelle não conta com o apoio dos filhos de Jair Bolsonaro e
que também não apoia o projeto presidencial de Flávio. O rompimento entre os
dois ganhou dimensão pública depois de Michelle divulgar um vídeo com acusações
contra o enteado.
Flávio
confirmou que não mantém contato com a ex-primeira-dama e afirmou que prefere
não se “contaminar” antes das eleições. A crise entre Flávio e Michelle
Bolsonaro aprofundou a disputa interna pelo controle do eleitorado bolsonarista
e pelo futuro político do grupo.
Para
Joice, o temor de Jair Bolsonaro e de seus filhos é que uma eleição ao Senado
dê autonomia política à ex-primeira-dama. Com mandato próprio, Michelle
deixaria de depender da estrutura familiar e poderia construir um caminho
separado do clã.
“O medo
do Bolsonaro e dos filhos do Bolsonaro é que ela ganhe a independência, que é o
que ela quer. Se eleita, e tudo indica que será sendo candidata, ela ganha essa
independência”, afirmou.
Joice
comparou a atual situação de Michelle à de “um siri na lata”, que faz barulho,
mas permanece preso. Segundo ela, uma vaga no Senado permitiria à
ex-primeira-dama transformar o capital acumulado entre evangélicos e militantes
do PL em uma carreira própria.
“Ela
poderia seguir uma carreira solo, um voo solo longe dos Bolsonaro”, concluiu.
¨
Flávio Bolsonaro chega à sua convenção fragilizado e sem
aliados
O
senador Flávio Bolsonaro chega à convenção nacional do PL, neste sábado, em um
dos momentos mais delicados de sua pré-campanha presidencial. Embora sua
candidatura seja oficializada pelo partido, o senador enfrenta dificuldades
para ampliar alianças, perdeu fôlego nas pesquisas de intenção de voto e ainda
não definiu sua companheira de chapa.
<><>
Vice permanece indefinida
A
principal aposta da campanha é que a escolha da candidata a vice-presidência
possa alterar a dinâmica da disputa, especialmente entre o eleitorado feminino.
Até o prazo final para o registro das candidaturas, em 5 de agosto, o PL
pretende anunciar o nome que integrará a chapa.
Entre
as possibilidades estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Fernanda
Bolsonaro e a deputada Simone Marquetto. Outra alternativa em negociação
envolve uma aliança com o Republicanos, que poderia indicar Daniella Marques
para a vice, embora as conversas ainda enfrentem obstáculos políticos e
impasses estaduais.
<><>
Reaproximação com Michelle é prioridade
Nos
bastidores, uma das principais preocupações da campanha é reconstruir a relação
entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. O senador publicou recentemente um
vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama e elogia sua atuação política,
numa tentativa de reduzir o desgaste entre ambos.
Apesar
do gesto, interlocutores da campanha afirmam que o clima ainda é de desconforto
e que não há garantia de que Michelle participará ativamente da campanha.
<><>
Queda nas pesquisas aumenta pressão
Os
levantamentos mais recentes intensificaram a preocupação entre os aliados de
Flávio Bolsonaro. O senador perdeu espaço tanto nos cenários de primeiro quanto
de segundo turno e também enfrenta dificuldades para conquistar eleitores da
direita não bolsonarista.
A
avaliação dentro da campanha é que será necessário apresentar novidades para
tentar reverter a tendência observada nas pesquisas.
<><>
Isolamento dificulta alianças
Outro
problema enfrentado pelo candidato é o isolamento político. Partidos do campo
conservador têm resistido a formalizar alianças, reduzindo as perspectivas de
ampliação da coligação e do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na
televisão.
As
negociações com o Republicanos continuam, mas dependem de acordos mais amplos
em diversos Estados.
<><>
Críticas à coordenação da campanha
A
condução da pré-campanha também passou a ser alvo de críticas internas.
Integrantes do PL e de partidos aliados avaliam que o senador Rogério Marinho
concentrou excessivamente as decisões estratégicas, limitando a participação de
outras lideranças na articulação política.
A
percepção é de que a campanha precisará ampliar o diálogo interno caso queira
fortalecer a candidatura nas próximas semanas.
<><>
Plano de governo será divulgado em agosto
Enquanto
busca destravar as negociações políticas, Flávio Bolsonaro prepara o lançamento
de seu plano de governo, que já está concluído e deverá ser apresentado no
início de agosto, por ocasião do registro oficial da candidatura.
Sem
novas alianças, contudo, a campanha trabalha com a perspectiva de iniciar o
horário eleitoral gratuito em desvantagem em relação ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que deverá contar com maior tempo de televisão e rádio caso o
quadro de coligações permaneça inalterado.
Fonte:
Fórum/Brasil 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário