sábado, 25 de julho de 2026

Desabafo de Joice Hasselmann revela o que Bolsonaro disse em 2018: “Se eu tomasse uma facada ganhava a eleição”

Joice Hasselmann afirmou, em entrevista à TV Fórum, que Jair Bolsonaro disse, antes do atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, que venceria a eleição caso levasse uma facada. Segundo a ex-deputada, a declaração ocorreu dentro de um carro blindado, durante uma caravana eleitoral pelo interior de São Paulo.

A revelação foi feita após a jornalista Dri Delorenzo perguntar o que Joice havia presenciado naquele período. A ex-parlamentar disse que estavam no veículo Bolsonaro, ela, o então presidente do PSL, Gustavo Bebianno, e integrantes da equipe de segurança.

“Joice, se eu levasse uma facada eu ganhava a eleição.”

Joice afirmou que ouviu a frase diretamente de Bolsonaro e que Bebianno também estava presente. O relato não indica a existência de gravação da conversa. Trata-se, portanto, da versão apresentada pela ex-deputada sobre um diálogo que teria ocorrido antes do ataque de 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

<><> Joice Hasselmann relata mal-estar de Bolsonaro em Araçatuba

Segundo Joice Hasselmann, o episódio ocorreu durante uma caminhada de campanha em Araçatuba, no interior paulista. Ela contou que havia uma grande aglomeração e que Bolsonaro passou mal por causa do calor.

O então candidato usava um colete à prova de balas e uma jaqueta por cima para esconder o equipamento. Joice disse que pediu aos seguranças que o conduzissem até uma banca de sorvete, onde tentaram reduzir sua temperatura antes de levá-lo ao carro.

“Ele passou mal. Eu pedi para os seguranças empurrarem ele para uma banca de sorvete que tinha ali, porque estava muito quente e ele estava com o colete à prova de balas e mais uma jaqueta por cima para esconder”, relatou.

Já dentro do veículo, Bolsonaro teria retirado a jaqueta. Joice afirmou que o advertiu sobre o risco de participar de atos públicos sem a proteção adequada.

A ex-deputada disse ainda que havia sonhado, no dia anterior, que Bolsonaro seria atingido por um tiro. Por isso, teria citado diferentes formas de ataque ao alertá-lo.

“Eu falei para ele: ‘Você não pode andar sem o colete à prova de balas. É uma loucura o que aconteceu aqui. Qualquer pessoa poderia te dar um tiro, te dar uma facada’.”

Foi após esse alerta, segundo Joice, que Bolsonaro olhou para ela e afirmou que ganharia a eleição caso fosse esfaqueado. “Essa foi a frase. Eu ouvi, o Bebianno ouviu”, declarou.

<><> Bolsonaro sofreu atentado durante campanha de 2018

Jair Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora. O então candidato foi levado à Santa Casa de Misericórdia da cidade e passou por cirurgias após sofrer ferimentos no abdômen.

A Polícia Federal realizou diferentes investigações sobre o atentado. Em junho de 2024, a corporação voltou a concluir que Adélio agiu sozinho e que não foram encontrados elementos que comprovassem a participação de mandantes ou de outras pessoas na execução do ataque. Informações institucionais sobre as investigações da corporação estão disponíveis no portal oficial da Polícia Federal.

O relato de Joice sobre a frase atribuída a Bolsonaro já havia sido apresentado publicamente em outras ocasiões. Em 2021, a Revista Fórum noticiou a declaração feita pela então deputada. Joice voltou ao tema em 2025, ao detalhar a presença de Bebianno no veículo.

<><> Joice levanta suspeitas sobre morte de Gustavo Bebianno

Durante a entrevista à TV Fórum, Joice afirmou que Gustavo Bebianno poderia confirmar a conversa, mas lembrou que o ex-ministro morreu em março de 2020, aos 56 anos. A causa informada na época foi um infarto fulminante.

A ex-deputada declarou ter “todas as dúvidas” sobre a morte do antigo coordenador da campanha de Bolsonaro. Ela não apresentou provas ou informações médicas que contrariem a causa oficialmente divulgada.

“O Bebianno ouviu, não está aqui mais para nos contar, porque infartou. Eu tenho todas as dúvidas sobre esse infarto, todas as dúvidas, porque o Bebianno sabia muito.”

Bebianno presidiu o PSL durante a campanha de 2018 e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência no início do governo Bolsonaro. Ele foi demitido em fevereiro de 2019, após entrar em conflito público com integrantes da família do então presidente.

A declaração de Joice não demonstra qualquer relação entre a conversa narrada, o atentado contra Bolsonaro e a morte de Bebianno. A ex-deputada apenas relatou o diálogo que afirma ter testemunhado e expôs suas próprias suspeitas sobre o falecimento do ex-ministro.

<><> Joice Hasselmann diz que William Waack aceitou ser ministro de Bolsonaro

Aentrevista que Joice Hasselmann concedeu ao Fórum Onze e Meia trouxe uma sequência de declarações que ajudam a compreender, por outro ângulo, os bastidores do bolsonarismo. Concorde-se ou não com ela, trata-se de alguém que esteve no núcleo do poder e que conhece personagens, negociações e disputas internas como poucos.

Uma das afirmações que mais chamou atenção foi a de que William Waack teria aceitado o convite para assumir o Ministério das Relações Exteriores no início do governo Bolsonaro. Segundo Joice, ele já estaria a caminho de Brasília quando foi desconvidado por pressão do núcleo familiar do então presidente, especialmente em razão da influência exercida pelos filhos sobre a escolha do chanceler.

A declaração contrasta com a imagem pública de distanciamento político cultivada por Waack ao longo dos últimos anos. Se o relato de Joice corresponde aos fatos, revela que, nos bastidores, a fronteira entre jornalismo e participação direta no governo esteve muito mais próxima do que muitos imaginavam.

<><> “Carlos Bolsonaro é completamente psicopata”, diz Joice Hasselmann

urante entrevista à TV Fórum nesta quinta-feira (23), a ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou que o ex-senador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro é “completamente psicopata”. Em sua fala, Hasselmann relembrou a época em que tinha contato próximo à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as atitudes de Carlos.

Hasselmann afirmou que todo mundo sempre achou que Carlos Bolsonaro exercia mais força sobre o pai do que realmente ele tinha. “Na campanha, todo mundo achava que o Carlos era o cara. Na verdade, não. O Carlos é uma pessoa com problemas psiquiátricos”, disse a ex-deputada.

Ela ainda acrescentou que a relação de Michelle Bolsonaro com os filhos do ex-presidente sempre foi “muito ruim” e que agora isso apenas ficou público. A ex-deputada ainda declarou que se fosse a ex-primeira-dama, “não ficaria sozinha num cômodo com o Carlos Bolsonaro” porque ele é “completamente psicopata, capaz de qualquer coisa”.

<><> Joice Hasselmann diz que venceu Michelle Bolsonaro na Justiça: “sempre foi corredor do PP”

oice Hasselmann afirmou que venceu uma ação movida por Michelle Bolsonaro na Justiça e retomou uma série de acusações contra a ex-primeira-dama durante entrevista à TV Fórum. Ao comentar o resultado do processo, a ex-deputada declarou que Michelle “sempre foi o corredor do PP” e disse que a atuação religiosa da mulher de Jair Bolsonaro seria uma “grande farsa”.

A declaração foi dada durante entrevista conduzida pela jornalista Dri Lorenzo. Joice foi questionada sobre o vídeo em que Michelle expôs seu conflito com Flávio Bolsonaro, sobre a participação de Jair Bolsonaro no episódio e sobre a possibilidade de a ex-primeira-dama disputar uma vaga no Senado.

Antes de responder sobre o futuro eleitoral de Michelle, Joice anunciou o que chamou de “boa notícia” e disse que a decisão judicial havia saído no dia anterior. A ex-deputada não informou durante a resposta o número do processo nem detalhou os fundamentos adotados pela Justiça.

“A Michelle sempre foi, como eu disse algumas vezes, o corredor do PP da gente.”

“Ganhei o processo que ela moveu contra mim, saiu ontem a decisão. Então, parabéns para os meus advogados”, afirmou Joice. O andamento de ações judiciais no Distrito Federal pode ser consultado no sistema oficial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

<><> Joice Hasselmann chama imagem religiosa de Michelle de “farsa”

Na sequência, Joice Hasselmann afirmou que suas declarações anteriores buscavam revelar quem seria Michelle Bolsonaro por trás da imagem pública construída diante de apoiadores e grupos religiosos.

“Tem aquela cara, aquele manto santo, aquela veste. Aquilo lá, na verdade, é uma grande farsa”, declarou. Joice também afirmou que Michelle seria “um horror” e acusou a ex-primeira-dama de não seguir, na vida privada, os valores familiares que defende publicamente.

As declarações sobre a vida pessoal de Michelle foram apresentadas por Joice como sua avaliação e não vieram acompanhadas de documentos ou provas durante a entrevista. A ex-deputada, no entanto, sustentou que a questão de interesse público não estaria nos relacionamentos atribuídos à ex-primeira-dama, mas no uso político da religião.

“O problema meu e de todo mundo é ela subir num púlpito de igreja para enganar fiéis, e enganar com aquela cara de santinha, que quer se comparar quase à mãe de Jesus.”

Joice disse que o que a incomoda é Michelle, segundo sua avaliação, apresentar-se diante dos evangélicos como defensora da família enquanto esconderia aspectos de sua trajetória pessoal. “É enganar a população com uma farsa”, declarou.

A ex-deputada associou essas declarações ao processo movido por Michelle e comemorou o resultado judicial anunciado por ela. “Foi por isso que eu trouxe algumas verdades, e a Justiça deu ganho de causa nesse processo que ela movia contra mim”, disse.

<><> Michelle Bolsonaro pode buscar independência no Senado

Ao analisar o futuro político da ex-primeira-dama, Joice avaliou que integrantes da família Bolsonaro podem tentar impedir uma candidatura de Michelle ao Senado. Para ela, no entanto, será difícil manter a mulher de Jair Bolsonaro limitada ao papel de cuidadora do marido ou de cabo eleitoral do clã.

“A família pode até tentar impedir, mas eu acho difícil”, afirmou. Segundo Joice, Michelle pode recorrer novamente à imagem de “boa moça” e dizer que pretende se afastar da política para cuidar do marido, mas seu objetivo seria conquistar poder próprio.

A ex-deputada também fez afirmações sobre a relação conjugal de Jair e Michelle Bolsonaro. Segundo Joice, os dois “vivem como cão e gato” e já não teriam uma relação de cumplicidade. Essas declarações também representam a versão da entrevistada e não foram acompanhadas de elementos comprobatórios.

Na avaliação de Joice, Michelle construiu uma base política capaz de sustentar uma candidatura. A ex-deputada citou as viagens feitas pela ex-primeira-dama pelo país, a organização de diretórios, o apoio de lideranças religiosas e a estrutura formada durante sua passagem pelo PL Mulher.

“A Michelle quer poder, ninguém pode negar”, declarou. Para Joice, mesmo que a ala feminina de partidos políticos costume ter menos força, Michelle conseguiu ampliar sua influência e formar uma rede nacional de apoiadores.

<><> Conflito com Flávio Bolsonaro expõe divisão no clã

Joice avaliou ainda que Michelle não conta com o apoio dos filhos de Jair Bolsonaro e que também não apoia o projeto presidencial de Flávio. O rompimento entre os dois ganhou dimensão pública depois de Michelle divulgar um vídeo com acusações contra o enteado.

Flávio confirmou que não mantém contato com a ex-primeira-dama e afirmou que prefere não se “contaminar” antes das eleições. A crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro aprofundou a disputa interna pelo controle do eleitorado bolsonarista e pelo futuro político do grupo.

Para Joice, o temor de Jair Bolsonaro e de seus filhos é que uma eleição ao Senado dê autonomia política à ex-primeira-dama. Com mandato próprio, Michelle deixaria de depender da estrutura familiar e poderia construir um caminho separado do clã.

“O medo do Bolsonaro e dos filhos do Bolsonaro é que ela ganhe a independência, que é o que ela quer. Se eleita, e tudo indica que será sendo candidata, ela ganha essa independência”, afirmou.

Joice comparou a atual situação de Michelle à de “um siri na lata”, que faz barulho, mas permanece preso. Segundo ela, uma vaga no Senado permitiria à ex-primeira-dama transformar o capital acumulado entre evangélicos e militantes do PL em uma carreira própria.

“Ela poderia seguir uma carreira solo, um voo solo longe dos Bolsonaro”, concluiu.

¨      Flávio Bolsonaro chega à sua convenção fragilizado e sem aliados

O senador Flávio Bolsonaro chega à convenção nacional do PL, neste sábado, em um dos momentos mais delicados de sua pré-campanha presidencial. Embora sua candidatura seja oficializada pelo partido, o senador enfrenta dificuldades para ampliar alianças, perdeu fôlego nas pesquisas de intenção de voto e ainda não definiu sua companheira de chapa.

<><> Vice permanece indefinida

A principal aposta da campanha é que a escolha da candidata a vice-presidência possa alterar a dinâmica da disputa, especialmente entre o eleitorado feminino. Até o prazo final para o registro das candidaturas, em 5 de agosto, o PL pretende anunciar o nome que integrará a chapa.

Entre as possibilidades estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Fernanda Bolsonaro e a deputada Simone Marquetto. Outra alternativa em negociação envolve uma aliança com o Republicanos, que poderia indicar Daniella Marques para a vice, embora as conversas ainda enfrentem obstáculos políticos e impasses estaduais.

<><> Reaproximação com Michelle é prioridade

Nos bastidores, uma das principais preocupações da campanha é reconstruir a relação entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. O senador publicou recentemente um vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama e elogia sua atuação política, numa tentativa de reduzir o desgaste entre ambos.

Apesar do gesto, interlocutores da campanha afirmam que o clima ainda é de desconforto e que não há garantia de que Michelle participará ativamente da campanha.

<><> Queda nas pesquisas aumenta pressão

Os levantamentos mais recentes intensificaram a preocupação entre os aliados de Flávio Bolsonaro. O senador perdeu espaço tanto nos cenários de primeiro quanto de segundo turno e também enfrenta dificuldades para conquistar eleitores da direita não bolsonarista.

A avaliação dentro da campanha é que será necessário apresentar novidades para tentar reverter a tendência observada nas pesquisas.

<><> Isolamento dificulta alianças

Outro problema enfrentado pelo candidato é o isolamento político. Partidos do campo conservador têm resistido a formalizar alianças, reduzindo as perspectivas de ampliação da coligação e do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

As negociações com o Republicanos continuam, mas dependem de acordos mais amplos em diversos Estados.

<><> Críticas à coordenação da campanha

A condução da pré-campanha também passou a ser alvo de críticas internas. Integrantes do PL e de partidos aliados avaliam que o senador Rogério Marinho concentrou excessivamente as decisões estratégicas, limitando a participação de outras lideranças na articulação política.

A percepção é de que a campanha precisará ampliar o diálogo interno caso queira fortalecer a candidatura nas próximas semanas.

<><> Plano de governo será divulgado em agosto

Enquanto busca destravar as negociações políticas, Flávio Bolsonaro prepara o lançamento de seu plano de governo, que já está concluído e deverá ser apresentado no início de agosto, por ocasião do registro oficial da candidatura.

Sem novas alianças, contudo, a campanha trabalha com a perspectiva de iniciar o horário eleitoral gratuito em desvantagem em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá contar com maior tempo de televisão e rádio caso o quadro de coligações permaneça inalterado.

 

Fonte: Fórum/Brasil 247

 

Nenhum comentário: