TariFlávio:
Trump anuncia tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado
Os Estados
Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23/7) uma nova tarifa de
12,5% sobre as exportações brasileiras, sob a alegação de que o país falhou em
combater adequadamente o trabalho forçado.
Além do
Brasil, outros 59 parceiros comerciais dos EUA são afetados pela medida, com
taxas que variam de 10% a 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira (24/7).
Em
nota, o governo brasileiro classificou a ação como "arbitrária" e
"injustificada" e afirmou que o governo americano "optou por
manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e
trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de
práticas desleais."
A nova
tarifa de 12,5% aplicada ao Brasil se soma à taxa adicional de 25% anunciada
por Trump na semana passada. As duas medidas têm origem em
investigações diferentes e, juntas, podem elevar a carga tarifária sobre
determinados produtos brasileiros para até 37,5%, conforme as exceções
previstas pelo governo americano.
Em
coletiva de imprensa na noite de quinta, o ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que cerca de 2 mil
produtos exportados pelo Brasil para os EUA não estarão sujeitos a nenhuma das
duas tarifas, mas que muitos setores estarão sujeitos à dupla taxação.
"É
o caso, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e
produtos químicos que não sejam farmacêuticos", exemplificou.
Ele
também disse que a taxação é indevida, se baseia em "fatos que não são
reais" e que o Brasil "não pode renunciar à possibilidade" de
adotar medidas de reciprocidade, apesar do interesse "primário" ser
negociar.
"O
Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da
reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira
e os interesses do Brasil. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio
que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente
injustas e muito danosas", declarou.
Em
documento divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA
(USTR), o governo americano afirmou que países que adotaram medidas para
impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado estarão
sujeitos à taxa de 10%.
Já
aqueles que, na avaliação das autoridades americanas, não implementaram essas
restrições — como é o caso do Brasil — pagarão 12,5%.
"O
presidente Trump reconhece que décadas de pressão diplomática não foram
suficientes para eliminar o trabalho forçado das cadeias globais de
produção", disse o representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR),
Jamieson Greer, em comunicado.
Segundo
ele, os Estados Unidos mantêm há quase um século uma proibição à importação de
produtos associados ao trabalho forçado e aplicam essa regra de forma rigorosa.
"Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo",
disse.
Greer
afirmou ainda que a medida anunciada nesta quinta busca combater "tanto
uma violação de direitos humanos quanto uma prática comercial distorciva",
com o objetivo de melhorar as condições dos trabalhadores em todo o mundo.
A
medida é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei
de Comércio dos EUA e representa uma nova escalada na guerra comercial
intensificada pelo presidente Donald
Trump desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro do ano
passado.
A
investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA.
As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de
importações dos EUA. Todas elas foram condenadas pela investigação.
Entre
os países atingidos estão importantes parceiros econômicos dos EUA, como Reino
Unido, União Europeia, Canadá, Japão e Índia.
O
anúncio também ocorre um dia antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa
Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em
fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto por Trump. Essa tarifa fixa
se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de
apenas 150 dias.
O
presidente dos EUA afirma que as tarifas são necessárias para proteger
trabalhadores, estimular a criação de empregos na indústria nacional e garantir
uma concorrência considerada mais justa.
Economistas,
no entanto, alertam que tarifas mais altas podem encarecer produtos para
consumidores. Como os impostos são pagos por empresas importadoras, parte
desses custos costuma ser repassada aos preços finais.
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As justificativas para taxar o Brasil
A
aplicação de novas tarifas começou a ser desenhada em junho, quando o governo
americano publicou um
relatório que incluía o Brasil e outros países em uma lista de
nações que, segundo Washington, "não conseguiram" proibir a
importação de bens produzidos com trabalho forçado.
No caso
brasileiro, o documento citava como exemplo a produção de carne bovina. O
relatório afirmava que "pesquisas independentes" indicavam que
pecuaristas brasileiros aparecem na chamada "Lista Suja", cadastro
público do Ministério do Trabalho que reúne empregadores responsabilizados por
trabalho análogo à escravidão após fiscalizações.
Segundo
o USTR, a falha em implementar e aplicar de forma efetiva uma proibição de
importações relacionadas ao trabalho forçado seria "irrazoável" e
"oneraria ou restringiria o comércio dos EUA".
O órgão
argumentou que, embora o Brasil tenha compromissos em acordos de investimento e
de livre comércio relacionados ao combate ao trabalho forçado, essas medidas
não estabeleceriam uma proibição legal específica para a entrada de produtos
produzidos total ou parcialmente nessas condições.
Sobre a
pecuária brasileira, o documento afirmou que "está bem documentado que o
trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil" e citou a
lista TVPRA, elaborada pelo governo americano, que identifica produtos com
suspeita de uso de trabalho infantil ou trabalho forçado.
O
relatório também relacionou a questão trabalhista à disputa comercial entre
Brasil e Estados Unidos no mercado de carne bovina. Segundo o USTR, as
exportações brasileiras para a China cresceram mais rapidamente do que as
americanas entre 2015 e 2025, o que teria afetado a competitividade dos
produtores dos EUA.
O
órgão, no entanto, afirmou que "nem todas as importações chinesas de carne
bovina congelada do Brasil são necessariamente produzidas com trabalho
forçado", mas alegou que a existência dessa prática na cadeia produtiva
indicaria que parte dessas exportações poderia ter sido produzida nessas
condições.
No
documento divulgado nesta quinta-feira (23), o USTR reiterou que a tarifa de
12,5% aplicada ao Brasil foi definida com base nas conclusões da investigação
conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
"Após
considerar comentários públicos, depoimentos e recomendações do Comitê da Seção
301 e de comitês consultivos, o Representante de Comércio dos Estados Unidos
determinou a imposição de uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com
algumas exceções", afirmou o órgão.
Segundo
o USTR, por determinação de Donald Trump, a alíquota, o alcance das tarifas e
as isenções foram considerados adequados para eliminar os atos, políticas e
práticas identificados como passíveis de sanção durante a investigação.
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Governo brasileiro acusa EUA de 'manipulação'
Em nota
divulgada após o anúncio da nova tarifa, o governo brasileiro acusou os EUA de
"manipulação" para implementar o tarifaço contra os países
investigados.
"Na
ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial
protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à
luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e
a União Europeia de práticas desleais."
Segundo
a nota, o Brasil apresentou durante a investigação informações sobre sua
legislação e sobre a atuação das autoridades para impedir a entrada de produtos
ligados ao trabalho forçado.
O
governo brasileiro também destacou o reconhecimento da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) ao país no combate ao trabalho forçado e
afirmou que possui políticas de fiscalização, prevenção e responsabilização de
empresas e indivíduos envolvidos em casos de trabalho escravo contemporâneo.
Diante
da medida, o governo informou que pretende acionar os mecanismos previstos na
Lei de Reciprocidade Econômica e levar o caso ao sistema de solução de
controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
"Tendo
em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas
anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar
os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade
pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de
controvérsias da OMC", finalizou.
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Novo tarifaço de Trump por “trabalho forçado” atinge
99,4% das importações dos EUA
Os
Estados Unidos ampliaram sua ofensiva comercial ao aplicar uma nova rodada de
sobretaxas sobre produtos de 60 países sob a justificativa de combater cadeias produtivas
ligadas ao trabalho forçado. Segundo o jornal O Globo,
o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) informou que a medida
alcança 99,4% de todas as importações americanas provenientes dos países
atingidos.
No caso
brasileiro, a nova tarifa de 12,5% se soma aos 25% já impostos anteriormente
por Washington em razão de alegadas “práticas desleais” que afetariam o
comércio entre os dois países. Apesar de haver exceções para determinados
produtos, o USTR afirma que a medida incide sobre a maior parte da pauta
exportadora das nações sancionadas.
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Justificativa envolve importações de terceiros países
De
acordo com o governo estadunidense, a nova sobretaxa foi adotada com base no
entendimento de que alguns países importam mercadorias produzidas em locais
onde haveria utilização de trabalho forçado. Na avaliação do USTR, esses
produtos chegariam a mercados como o brasileiro com custos menores, gerando uma
suposta vantagem competitiva considerada desleal para empresas dos Estados
Unidos.
A
investigação conduzida pelo órgão estadunidense incluiu o Brasil entre os
países que, entre 2021 e 2025, importaram bens classificados pelos EUA como
potencialmente produzidos mediante trabalho forçado.
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Cinco produtos colocam o Brasil na lista
No caso
brasileiro, o relatório cita cinco grupos de produtos: alumínio, algodão,
eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Esses itens embasam a decisão
americana de enquadrar o Brasil na nova política tarifária.
Ao
todo, 54 países receberam proposta de sobretaxa de 12,5%, grupo no qual está o
Brasil. Outros parceiros comerciais importantes dos Estados Unidos tiveram
percentuais diferentes. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e
Paquistão, por exemplo, foram enquadrados em uma tarifa de 10%.
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Nova etapa da política comercial dos EUA
A
decisão representa mais um capítulo do endurecimento da política comercial dos
Estados Unidos. Para o Brasil, a nova sobretaxa amplia o impacto das medidas
adotadas por Washington nas últimas semanas, elevando o custo de acesso de
diversos produtos brasileiros ao mercado dos EUA e aprofundando as tensões
comerciais entre os dois países.
Segundo
o USTR, o objetivo da iniciativa é restringir a entrada de produtos ligados,
direta ou indiretamente, a cadeias produtivas que, na avaliação do governo
estadunidense, não atendem aos padrões internacionais de proteção ao trabalho.
¨
Governo Lula rechaça novo tarifaço de Trump ancorado em
mentira sobre trabalho forçado
O
governo brasileiro classificou como arbitrária e injustificada a nova tarifa de
12,5% anunciada pela administração de Donald Trump com base em alegações
relacionadas ao trabalho forçado. A sobretaxa eleva nominalmente a cobrança
sobre os produtos atingidos a 37,5% e levou o Planalto a preparar uma resposta
pela Lei de Reciprocidade e pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
A nova
barreira entra em vigor nesta sexta-feira (24) e será acrescentada à alíquota
de 25% aplicada desde quarta-feira (22). Para os produtos submetidos às duas
medidas, a soma das tarifas cobradas pelos Estados Unidos chegará a 37,5%.
A
cobrança adicional foi definida após uma investigação conduzida pelo Escritório
do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O procedimento analisou
as políticas adotadas por diferentes economias para impedir a importação de
mercadorias produzidas mediante trabalho forçado.
Na
avaliação do governo Lula, Washington instrumentalizou uma pauta ligada aos
direitos humanos e à proteção dos trabalhadores para justificar o aumento das
barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
“O
Governo brasileiro rechaça a decisão do governo dos Estados Unidos de impor
tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros”, afirmou o Executivo.
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Tarifa anterior decorreu de investigação contra o Brasil
A
alíquota de 25% em vigor desde quarta-feira (22) resultou de outra investigação
aberta pelo USTR em julho do ano passado, especificamente contra o Brasil. O
procedimento também foi fundamentado na Seção 301 da Lei de Comércio dos
Estados Unidos, de 1974.
Essa
legislação concede ao governo americano poderes para investigar políticas
estrangeiras consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais ao
comércio dos Estados Unidos. Dependendo da conclusão do processo, Washington
pode adotar tarifas, restrições comerciais ou outras medidas de retaliação.
Com a
nova cobrança de 12,5%, o governo Trump amplia a pressão comercial sobre o
Brasil poucos dias depois da entrada em vigor da primeira tarifa. Embora tenham
origens em investigações diferentes, as duas medidas passam a incidir
simultaneamente sobre os produtos alcançados.
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Acusação envolve cadeias produtivas internacionais
A
justificativa americana não se limita à existência de trabalho forçado dentro
do território brasileiro. A investigação sustenta que o país importa
mercadorias provenientes de nações que não adotariam padrões considerados
adequados de proteção aos trabalhadores.
Esses
produtos chegariam ao mercado brasileiro com custos reduzidos devido a supostas
práticas de trabalho forçado nas cadeias internacionais de produção. Na
interpretação de Washington, o acesso a mercadorias e insumos mais baratos
criaria condições desiguais de concorrência para empresas americanas.
O
relatório menciona cinco segmentos associados às importações realizadas pelo
Brasil entre 2021 e 2025: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e
tabaco. A acusação é de que parte desses produtos teria sido fabricada mediante
práticas trabalhistas incompatíveis com os parâmetros adotados pelos Estados
Unidos.
O
Brasil integra um grupo de 60 alvos alcançados pela investigação. Na contagem
apresentada pelo governo brasileiro, o procedimento atingiu 59 países e a União
Europeia.
Para o
Planalto, a aplicação generalizada de tarifas demonstra que o governo Trump
utilizou a questão trabalhista como instrumento de sua política protecionista,
sem considerar adequadamente as normas, os sistemas de fiscalização e os
compromissos internacionais de cada país.
“Na
ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial
protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à
luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e
a União Europeia de práticas desleais”, declarou o governo.
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Brasil prepara resposta pela Lei de Reciprocidade
O
Planalto anunciou que iniciará imediatamente os procedimentos necessários para
acionar a Lei de Reciprocidade Econômica. A legislação, aprovada por
unanimidade pelo Congresso Nacional, permite ao Brasil responder a medidas
unilaterais adotadas por outros países contra produtos, empresas e interesses
econômicos brasileiros.
A
aplicação da lei poderá resultar em contramedidas comerciais proporcionais às
barreiras impostas pelos Estados Unidos. O processo, porém, dependerá do
cumprimento das etapas técnicas e administrativas previstas na legislação.
“Considerando
o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas
contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os
instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”, afirmou o Executivo.
Paralelamente,
o governo levará a disputa ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC. A
contestação deverá analisar a compatibilidade das tarifas com as normas
internacionais, a fundamentação jurídica das sanções e o tratamento dispensado
às exportações brasileiras.
“Levaremos
o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, declarou o governo.
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Planalto contesta alegação sobre trabalho forçado
O
Ministério do Trabalho e Emprego participou da investigação americana e
entregou documentos sobre a legislação brasileira e os controles realizados
pelas autoridades aduaneiras. O material abordou as medidas destinadas a
impedir a entrada de mercadorias produzidas mediante trabalho forçado.
O
governo considera que essas informações demonstram a existência de mecanismos
legais, administrativos e comerciais para combater tanto o trabalho forçado
quanto o trabalho escravo contemporâneo.
O
Brasil é signatário de 66 convenções da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) atualmente em vigor. Os Estados Unidos, por sua vez, ratificaram dez.
A
diferença também aparece nos instrumentos específicos sobre trabalho forçado. O
Brasil aderiu aos quatro documentos mencionados pela OIT, enquanto os Estados
Unidos ratificaram apenas um.
Entre
os compromissos brasileiros estão a Convenção 29, de 1930, e a Convenção 105,
de 1957. O país também aderiu à Recomendação 203 e ao Protocolo à Convenção 29,
ambos adotados em 2014.
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Legislação alcança diferentes formas de exploração
A
legislação brasileira não limita a caracterização do trabalho escravo
contemporâneo à imposição direta de atividades forçadas. O Código Penal também
abrange jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrições à
liberdade de locomoção.
Empresas
e indivíduos responsabilizados por essas práticas podem receber multas e outras
sanções administrativas e judiciais. O país também mantém o cadastro conhecido
como “Lista Suja”, que reúne empregadores responsabilizados administrativamente
pela exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.
As
políticas nacionais incluem fiscalização, prevenção, resgate de trabalhadores e
acolhimento das vítimas. Na avaliação do governo Lula, essa estrutura contradiz
a alegação empregada pelos Estados Unidos para aplicar a tarifa adicional.
Os
acordos comerciais firmados pelo Brasil e pelo Mercosul também incluem
compromissos para eliminar o trabalho forçado ou compulsório. Essas cláusulas
estão presentes nos entendimentos negociados com Chile, União Europeia e
Associação Europeia de Livre Comércio.
Fonte:
BBC News Brasil/Brasil 247

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