O
partido global: a disputa pela nova ordem mundial
Durante
décadas, a política internacional foi analisada a partir dos Estados. Mas uma
nova realidade emerge diante dos nossos olhos: líderes, partidos, think tanks,
plataformas digitais e organizações transnacionais passaram a atuar além das
fronteiras nacionais, disputando eleições e influenciando governos em escala
global. Este artigo investiga como essa transformação está redesenhando a
geografia do poder e por que o Brasil se tornou um dos principais campos de
batalha dessa nova ordem mundial.
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A política mudou de escala
Durante
grande parte da história contemporânea, as eleições foram compreendidas como
disputas internas de Estados soberanos. Os eleitores escolhiam governos, os
governos definiam políticas nacionais e, a partir delas, cada país projetava
sua posição no sistema internacional. Mesmo em meio à Guerra Fria, quando as
grandes potências influenciavam processos políticos em diferentes regiões do
planeta, permanecia a percepção de que o centro da disputa estava dentro das
fronteiras nacionais.
Essa
lógica deixou de explicar o mundo. As eleições continuam sendo realizadas
dentro dos Estados, mas seus efeitos ultrapassam cada vez mais as fronteiras
nacionais. O resultado de uma votação em Brasília, Washington, Buenos Aires ou
Varsóvia já não altera apenas a política doméstica. Ele redefine alianças
internacionais, reorganiza cadeias econômicas, influencia conflitos
geopolíticos, afeta a regulação das plataformas digitais, modifica relações
comerciais e pode alterar o equilíbrio de forças entre projetos concorrentes de
organização da ordem mundial.
Essa
transformação produziu uma mudança silenciosa, mas profunda. As eleições
deixaram de ser apenas mecanismos de alternância de poder dentro dos países.
Tornaram-se um dos principais campos de disputa entre projetos internacionais
de poder. O voto continua sendo depositado nas urnas nacionais, mas seus
efeitos passaram a ser calculados em escala global.
É
justamente essa mudança que explica um fenômeno até pouco tempo considerado
excepcional: líderes estrangeiros apoiando publicamente candidatos em outros
países, organizações políticas atuando para além de suas fronteiras, think
tanks compartilhando estratégias, plataformas digitais influenciando campanhas
em diferentes continentes e redes ideológicas coordenando narrativas em tempo
real. Esses acontecimentos costumam ser tratados como episódios isolados. Na
realidade, são manifestações de uma transformação estrutural muito mais
profunda.
Compreender
essa mudança é essencial para interpretar o presente. A questão central já não
é apenas quem vencerá uma eleição, mas qual projeto de poder internacional será
fortalecido a partir dela. É nesse contexto que emerge aquilo que este artigo
denomina partido global: uma articulação política transnacional que disputa
governos nacionais como parte de uma batalha muito maior, a definição da
próxima ordem mundial.
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O nascimento do partido global
Nas
últimas décadas, um fenômeno começou a se repetir com uma intensidade inédita:
líderes políticos, partidos, fundações, think tanks, empresários, plataformas
digitais e organizações privadas passaram a atuar de forma coordenada para
influenciar processos eleitorais muito além de seus próprios países. O que
antes aparecia como episódios isolados tornou-se uma dinâmica permanente da
política internacional.
Nos
Estados Unidos, Donald Trump transformou sua liderança em uma referência para
movimentos conservadores em diferentes continentes. Na Europa, partidos e
lideranças da nova direita passaram a compartilhar estratégias, campanhas e
narrativas por meio de estruturas como a CPAC, o Fórum de Madri e uma ampla
rede de organizações políticas e intelectuais. Na América Latina, Javier Milei,
Nayib Bukele e outras lideranças passaram a integrar esse mesmo circuito de
articulação política internacional, participando de eventos comuns,
reproduzindo discursos semelhantes e estabelecendo alianças que ultrapassam os
limites de seus Estados nacionais.
Esse
processo também alcançou o Oriente Médio. Benjamin Netanyahu consolidou uma
relação política privilegiada com lideranças da direita internacional,
especialmente nos Estados Unidos, transformando temas relacionados a Israel em
elementos centrais da disputa política em diversos países. A política externa
deixou de ser apenas uma relação entre governos e passou a integrar a disputa
eleitoral doméstica de outras nações.
O
Brasil ocupa uma posição singular nesse processo. Jair Bolsonaro construiu sua
projeção internacional articulado a esse mesmo ecossistema político,
estabelecendo vínculos públicos com Donald Trump, Javier Milei, Viktor Orbán,
Benjamin Netanyahu e outras lideranças da direita global. Mais recentemente, o
apoio explícito de autoridades e parlamentares norte-americanos às pressões
econômicas e diplomáticas contra o governo brasileiro, assim como as
manifestações públicas de integrantes da família Trump em defesa de Bolsonaro,
demonstram que a política brasileira passou a ser tratada como uma peça
relevante de uma disputa geopolítica muito mais ampla. O debate nacional deixou
de interessar apenas aos brasileiros.
Seria
um erro interpretar esses movimentos como a existência de um comando central ou
de uma organização única. Não há evidências de um “partido” formal capaz de
dirigir essa articulação global. O que existe é algo mais sofisticado: uma
infraestrutura política transnacional formada por organizações, financiadores,
meios de comunicação, plataformas digitais, institutos de pesquisa, lideranças
políticas e redes de influência que compartilham diagnósticos, interesses
estratégicos, repertórios discursivos e objetivos convergentes. É essa
infraestrutura que este artigo denomina partido global.
O
conceito não descreve uma instituição jurídica, mas uma realidade política.
Mais do que uma organização, trata-se de uma nova forma histórica de
articulação do poder em escala transnacional. Da mesma forma que o capital se
internacionalizou sem constituir um único conglomerado mundial, a ação política
também passou a operar por meio de redes capazes de coordenar agendas, difundir
narrativas, legitimar lideranças e disputar governos em diferentes países. As
fronteiras nacionais permanecem, mas a competição pelo poder deixou de
respeitá-las. É nesse novo terreno que se trava, hoje, a disputa pela ordem
mundial.
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A nova geografia do poder
Nenhuma
transformação política acontece no vazio. Assim como o capitalismo industrial
produziu os Estados nacionais modernos e a Guerra Fria organizou o mundo em
torno de dois grandes blocos de poder, a globalização reorganizou as próprias
condições materiais da política. O capital internacionalizou suas cadeias
produtivas, o sistema financeiro passou a operar em tempo real, as plataformas
digitais eliminaram barreiras de comunicação e a infraestrutura tecnológica
conectou sociedades inteiras em uma única rede de circulação de informações,
mercadorias e influência.
A
política acompanhou esse movimento. Se a economia deixou de operar
exclusivamente dentro das fronteiras nacionais, seria improvável que a disputa
pelo poder permanecesse limitada a elas. Os mesmos fluxos que transportam
capitais, dados, tecnologias e narrativas passaram a transportar projetos
políticos, estratégias eleitorais, campanhas de comunicação, métodos de
mobilização e formas de intervenção capazes de atravessar continentes em poucas
horas.
Essa
mudança alterou profundamente a natureza da soberania. Os Estados continuam
sendo os principais centros de decisão institucional, mas deixaram de
monopolizar a produção de poder. Hoje, empresas de tecnologia controlam
infraestruturas essenciais da comunicação pública, fundos financeiros
influenciam economias nacionais, think tanks formulam agendas que circulam
simultaneamente em diversos países e plataformas digitais definem, por meio de
algoritmos, parte significativa daquilo que bilhões de pessoas veem,
compartilham e acreditam. O poder tornou-se distribuído por uma arquitetura
transnacional muito mais complexa do que aquela conhecida ao longo do século
XX.
Essa
reorganização material também transformou o significado das eleições. Governar
um país como Brasil, Estados Unidos, Argentina ou Alemanha significa
influenciar cadeias globais de produção, mercados financeiros, acesso a
minerais estratégicos, rotas comerciais, desenvolvimento tecnológico, regulação
da inteligência artificial, exploração de recursos naturais e alianças
militares. A disputa eleitoral deixou de decidir apenas quem administra um
Estado; passou a interferir diretamente na correlação de forças da economia
política internacional.
É por
isso que governos estrangeiros, corporações, fundações privadas, plataformas
digitais e redes políticas passaram a investir crescente energia na disputa por
eleições realizadas fora de seus territórios. O objetivo não é apenas
conquistar aliados ideológicos, mas ampliar posições de poder em uma ordem
internacional marcada pela competição entre projetos distintos de organização
econômica, tecnológica e geopolítica.
Nesse
cenário, a política já não pode ser compreendida apenas pela lógica interna de
cada país. Ela precisa ser analisada como parte de uma disputa internacional
permanente, na qual as fronteiras continuam existindo, mas deixaram de
delimitar o espaço real onde o poder é produzido, disputado e exercido.
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O Brasil no centro da disputa
Nenhum
país se torna alvo permanente de disputas internacionais por acaso. O Brasil
ocupa uma posição estratégica porque reúne atributos que serão decisivos na
reorganização da economia e da geopolítica do século XXI. É uma das maiores
reservas de água doce do planeta, concentra parte significativa da
biodiversidade mundial, possui vastas reservas de minerais críticos, enorme
capacidade de produção de alimentos e energia, uma base industrial ainda
relevante, liderança regional e integra o principal bloco político responsável
pela construção de uma ordem internacional multipolar: os BRICS.
É
justamente essa combinação que transforma o país em um espaço permanente de
disputa entre projetos distintos de poder global. De um lado, forças
comprometidas com a preservação de uma ordem internacional concentradora,
hierarquizada e subordinada aos interesses das grandes potências e do capital
financeiro transnacional. De outro, países que defendem uma redistribuição do
poder internacional, o fortalecimento da soberania nacional, a ampliação da
cooperação Sul-Sul, a reforma das instituições multilaterais e a construção de
uma ordem multipolar menos assimétrica.
Essa
disputa deixou de ocorrer apenas nos fóruns diplomáticos. Ela atravessa
eleições, parlamentos, sistemas judiciais, plataformas digitais, mercados
financeiros e meios de comunicação. O governo que emerge das urnas brasileiras
influencia diretamente temas como a expansão dos BRICS, a desdolarização
parcial do comércio internacional, a integração sul-americana, a política
climática, a exploração de minerais estratégicos, a regulação das plataformas
digitais e a própria distribuição do poder econômico global.
Por
essa razão, o Brasil passou a ocupar lugar central no debate político de
lideranças estrangeiras. As manifestações públicas de Donald Trump em defesa de
Jair Bolsonaro, o alinhamento imediato de Javier Milei a essa agenda
internacional, a aproximação política entre Bolsonaro e Benjamin Netanyahu, o
apoio de setores da direita internacional às pressões econômicas contra o
governo brasileiro e a mobilização de redes transnacionais em torno da política
nacional não são acontecimentos desconectados. Todos expressam o reconhecimento
de que o futuro político brasileiro produz consequências muito além das
fronteiras do país.
Seria
um equívoco reduzir essa disputa a uma simples polarização entre direita e
esquerda. O que está em jogo é a definição de qual projeto de governança
internacional ganhará força nas próximas décadas. De um lado, consolida-se uma
articulação internacional marcada pelo nacionalismo excludente, pelo
autoritarismo, pela concentração de poder econômico, pela militarização das
relações internacionais e pela erosão de direitos democráticos, frequentemente
acompanhada de discursos ultranacionalistas, xenófobos e supremacistas. De
outro, avança um projeto ainda heterogêneo, impulsionado sobretudo por países
do Sul Global, que busca ampliar a multipolaridade, fortalecer a soberania dos
Estados, reformar as instituições internacionais e construir relações menos assimétricas
entre as nações.
É nesse
cruzamento entre recursos estratégicos, posição geopolítica e capacidade de
influência internacional que o Brasil deixa de ser apenas um país importante.
Torna-se um dos territórios decisivos da disputa pela configuração da próxima
ordem mundial.
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Quando as eleições nacionais se tornam disputas internacionais
A
internacionalização da política deixou de ser uma hipótese para se tornar uma
prática cotidiana. Nunca tantos governos, líderes políticos, fundações
privadas, empresários, plataformas digitais e organizações transnacionais
participaram de forma tão explícita do debate político interno de outros
países. A fronteira entre política doméstica e política internacional tornou-se
cada vez mais difusa.
Essa
transformação pode ser observada na maneira como eleições nacionais passaram a
mobilizar atores externos. A eleição presidencial brasileira de 2022 foi
acompanhada de perto por governos, mercados financeiros, organismos
internacionais e lideranças políticas estrangeiras. Mais recentemente, a crise
diplomática envolvendo o governo brasileiro e a administração de Donald Trump
revelou um novo patamar dessa disputa. Tarifas comerciais, sanções, declarações
públicas, manifestações de parlamentares norte-americanos e a defesa aberta de
Jair Bolsonaro por integrantes do governo e do círculo político de Trump
demonstraram que a disputa em torno da política brasileira passou a integrar
interesses geopolíticos que extrapolam a realidade nacional.
O mesmo
padrão pode ser identificado em outras regiões. Javier Milei converteu sua
política doméstica em um símbolo de alcance internacional, tornando-se uma das
principais referências da nova direita global. Benjamin Netanyahu transformou a
política israelense em elemento permanente da polarização internacional. Viktor
Orbán, na Hungria, consolidou seu governo como laboratório de uma agenda
iliberal que influencia movimentos conservadores em diferentes continentes. Em
todos esses casos, as fronteiras nacionais permanecem como espaço institucional
das eleições, mas a disputa política já é organizada, financiada, narrada e
legitimada por redes que operam em escala transnacional.
Esse
movimento não ocorre apenas em um dos polos da política internacional. O
fortalecimento dos BRICS, a ampliação das articulações entre países do Sul
Global, a defesa de novas instituições financeiras internacionais, os projetos
de integração regional e as iniciativas voltadas à construção de uma ordem
multipolar também expressam uma crescente coordenação política além das
fronteiras nacionais. A diferença é que esses projetos disputam concepções
distintas de governança global e de distribuição do poder internacional.
O que
emerge desse processo é uma nova realidade histórica. As eleições continuam
sendo nacionais em sua forma jurídica, mas tornaram-se internacionais em seus
interesses, em seus impactos e nos atores que buscam influenciá-las. O voto
depositado por um cidadão brasileiro continua valendo apenas dentro do
território nacional. As consequências desse voto, entretanto, são hoje
calculadas em Washington, Bruxelas, Moscou, Pequim, Tel Aviv, Buenos Aires,
Brasilia e em diversas outras capitais onde se decide, cada vez mais, o futuro
da ordem internacional.
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A disputa pela nova ordem mundial
A
grande disputa do século XXI não ocorre apenas entre governos, partidos ou
lideranças. Ela opõe projetos distintos de organização da ordem internacional.
O mundo atravessa uma transição histórica marcada pelo esgotamento da
arquitetura de poder consolidada após o fim da Guerra Fria e pela emergência de
novos polos econômicos, tecnológicos e geopolíticos. Em períodos como esse, as
eleições deixam de ser acontecimentos exclusivamente nacionais e passam a
integrar a disputa pela configuração do sistema internacional.
Nesse
contexto, consolidam-se dois grandes projetos de governança global. Essa disputa não se organiza,
fundamentalmente, em torno das categorias tradicionais de direita e esquerda.
Ela opõe projetos distintos de reorganização da ordem internacional, capazes de
reunir governos, partidos e interesses econômicos muito diferentes entre si. De
um lado, uma articulação transnacional que busca preservar a concentração do
poder econômico, financeiro, militar e tecnológico nas mãos de um número
reduzido de países e corporações, frequentemente associada ao avanço de agendas
autoritárias, ultranacionalistas, supremacistas, militarizadas e hostis à
ampliação de direitos e da soberania dos povos. De outro, um projeto ainda em
construção, impulsionado sobretudo por países do Sul Global, que defende uma
ordem multipolar baseada na ampliação da soberania nacional, na reforma das
instituições internacionais, na cooperação entre os povos e em uma distribuição
menos desigual do poder mundial.
Os
BRICS constituem hoje a principal expressão institucional desse projeto
multipolar. Mais do que um bloco econômico, representam a construção de uma
arquitetura alternativa de governança internacional, baseada na ampliação da
soberania dos Estados, na cooperação entre o Sul Global e na redistribuição do
poder econômico, financeiro e político em escala mundial. É justamente por
simbolizar essa transição que o bloco passou a ocupar posição central na
disputa geopolítica do século XXI.
Essa
disputa não elimina as contradições internas de nenhum desses blocos nem
transforma seus protagonistas em atores homogêneos. A história nunca se move
dessa forma. Mas ela revela uma mudança estrutural: o centro da política
internacional deslocou-se da simples relação entre Estados para a disputa
permanente entre projetos históricos de reorganização do mundo.
É nesse
cenário que o conceito de partido global ganha sentido analítico. Ele não
designa uma organização formal nem uma direção única capaz de comandar governos
a partir de um centro oculto. Designa uma infraestrutura política transnacional
que conecta lideranças, partidos, fundações, think tanks, plataformas digitais,
grupos econômicos e redes de influência em torno de estratégias convergentes de
poder. Sua força não reside na existência de um comando centralizado, mas na
capacidade de produzir coordenação política, difundir narrativas, construir
legitimidade e disputar governos em diferentes países como partes de um mesmo
tabuleiro geopolítico.
Compreender
essa transformação é uma condição para compreender o próprio Brasil. O país
deixou de ser apenas objeto das disputas internacionais para tornar-se um dos
espaços onde o futuro da ordem mundial está sendo negociado. Cada eleição, cada
decisão estratégica sobre tecnologia, recursos naturais, integração regional,
inteligência artificial, comunicação, defesa ou desenvolvimento passou a
produzir efeitos que extrapolam o território nacional. A soberania continua
sendo exercida dentro das fronteiras do Estado, mas sua defesa depende cada vez
mais da capacidade de compreender forças que operam muito além delas.
O
desafio do nosso tempo, portanto, não consiste apenas em escolher governos.
Consiste em compreender quais projetos históricos disputam a reorganização da
ordem internacional e quais interesses materiais procuram definir o futuro da
humanidade. As eleições continuam sendo realizadas dentro das fronteiras
nacionais. A disputa pela ordem mundial, porém, já não reconhece fronteiras.
Fonte:
Por Reynaldo José Aragon Gonçalves, em Brasil 247

