A
perigosa expansão do PCC em São Paulo
Um
estudo produzido pela assessoria da liderança do PT no Senado desmonta boa
parte do mito paulista da segurança eficiente. A pesquisa conduzida por
Clarissa Borges, disponível no site do PT no Senado, mostra a expansão do
Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo, a partir da
jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo entre 2001 e 2024. Recomendo
fortemente a leitura, sobretudo para quem quer entender esse avanço da facção
criminosa ao longo de diferentes governos, até o período de gestão de Tarcísio
de Freitas, e identificar falácias deixadas no debate público no meio do
caminho.
O texto
ajuda a recolocar o debate sobre segurança pública no devido lugar, longe da
propaganda, do espetáculo policial e da demagogia punitivista. A pesquisa
analisou julgamentos criminais do TJSP que mencionam o PCC no período e
encontrou, após depuração, apenas 489 casos. Como afirma a autora, “o número de
julgados é surpreendentemente baixo em face dos fatos e das práticas atribuídos
à facção durante o período analisado”. Em outras palavras, fala-se muito em
repressão ao crime organizado, mas o enfrentamento judicial e patrimonial ficou
aquém da gravidade do fenômeno.
Venho
insistindo que o crime organizado não pode ser enfrentado com improviso,
bravata ou marketing eleitoral. O PCC não é uma quadrilha comum, nem problema
restrito às periferias ou aos presídios. O estudo acertadamente o define como
facção “em processo de cartelização”, com redes sofisticadas, atuação
internacional e lavagem de dinheiro entranhada no sistema financeiro. É esse
inimigo que a segurança pública de Tarcísio de Freitas se mostra incapaz de
compreender, porque está mais preocupada em produzir imagem de força do que em
construir estratégia de Estado.
Segundo
a pesquisa, o PCC está presente em 24 unidades da federação, mantém monopólio
sobre São Paulo, reúne estimadamente 40 mil membros em atividade, mais da
metade fora do estado, e cerca de 1.600 integrantes no exterior, em 23 países.
Em 2024, a Polícia Militar de São Paulo contava com 7.126 policiais em
atividade. Essa desproporção mostra a pobreza das respostas baseadas apenas em
operações de impacto, aumento da letalidade e discursos de endurecimento penal.
O PCC
cresceu porque soube se adaptar às decisões do próprio Estado. A interiorização
do sistema penitenciário paulista, que deveria isolar lideranças, acabou
produzindo fluxos, conexões e bases de difusão pelo interior. O estudo
identificou ocorrências do PCC em 110 das 326 comarcas paulistas – ou 1/3
delas. A Grande São Paulo concentra 137 casos, e quando ela se soma a
Presidente Prudente significa ter 49,5% da amostra. A primeira aparece como
polo econômico e logístico; a segunda, como conexão entre expansão prisional e
faccional. A pesquisa mostra ainda que os casos acompanham eixos rodoviários
como Raposo Tavares, Anhanguera, Washington Luís, Régis Bittencourt e Fernão
Dias. É uma geografia política, econômica e penitenciária do crime.
O
estudo também revela a convivência ambígua entre repressão violenta e
tolerância estrutural. O texto afirma que a “diminuta presença da facção nos
julgados criminais do TJSP nos primeiros 15 anos da amostra – 2001 a 2015 –
sugere a existência de duplo discurso público sobre a organização: um de forte
repressão e de extermínio, mas sem o correspondente ajuizamento de processos
criminais; outro de convivência, sem eventos de grande repercussão e com
relativo controle dos indicadores criminais”. Essa frase deveria obrigar São
Paulo a uma autocrítica profunda.
O que
houve não foi uma política vitoriosa de desarticulação do PCC. Houve repressão
seletiva, encarceramento em massa, práticas de exceção e acomodação diante da
hegemonia da facção sobre o mundo do crime. A queda de homicídios foi
apropriada politicamente como prova de eficiência, quando a realidade era mais
complexa. O estudo cita Marcos Herbas Camacho, o Marcola, em fala interceptada
em 2011: “Hoje pra matar alguém é a maior burocracia. Os homicídios caíram não
sei quantos por cento. Aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele”.
O PCC
se tornou perigoso não apenas porque mata, mas porque regula, disciplina,
arbitra, cobra, lava, investe, infiltra e organiza. O estudo afirma que seu
funcionamento se aproxima ao de “uma agência reguladora dos mercados ilegais”
ou de “um conselho de classe da criminalidade profissional”. A facção preserva
sua força porque evita guerra aberta, regula conflitos e garante
previsibilidade aos negócios ilícitos. Por isso, os crimes contra a vida
presentes na amostra não superam 24 casos.
Essa
leitura obriga o Estado a mudar de paradigma. Não basta prender o jovem pobre
na ponta do varejo da droga, ampliar o encarceramento sem inteligência ou
prometer mais letalidade policial. A prisão foi, há muito tempo, ocupada pelo
poder paralelo. O estudo recupera a noção de “vasos comunicantes”, definida
como “toda forma, meio ou ocasião de contato entre o dentro e o fora da
prisão”. É por esses vasos que circulam ordens, disciplina, dinheiro e
influência.
Mas o
ponto decisivo é o dinheiro. O estudo afirma que há poucos registros de ações
penais sobre lavagem de capitais, “o que denota certa ineficácia do Estado em
adotar a política ‘follow the money’ ou ‘siga o dinheiro’, fundamental para o
estrangulamento financeiro de organizações desse tipo”. A pesquisa menciona a
Operação Carbono Oculto, conduzida pelo governo federal, que teria revelado
fintechs funcionando como “bancos paralelos” para integrantes da organização
criminosa. O grupo teria movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 a partir
de cerca de mil postos de combustíveis. Estamos falando de combustíveis,
sistema financeiro, transporte, garimpo ilegal, contrabando, lavagem e conexão
internacional.
É por
isso que o modelo de segurança pública de Tarcísio e de seu ex-secretário
Guilherme Derrite é insuficiente. Ela não enfrenta o crime na Faria Lima, não
apresenta plano para quebrar a estrutura financeira das facções, sucateou a
Polícia Civil, não lidera reforma penitenciária séria e não constrói política
articulada com União, Receita, Banco Central, COAF, Polícia Federal, Ministério
Público, Judiciário, polícias civis, perícia e inteligência. Prefere a retórica
do confronto, porque ela rende politicamente.
O
Brasil precisa de uma estratégia nacional contra facções e milícias:
fortalecimento real do Sistema Único de Segurança Pública, aprovação da PEC da
Segurança Pública, integração de dados, comando federativo, investigação
moderna, valorização das polícias, reforma profunda das instituições policiais,
controle externo, corregedorias e ouvidorias autônomas, rastreamento de armas e
munições, bloqueio de comunicações ilícitas nos presídios, separação de
lideranças, combate à corrupção policial e penitenciária e confisco permanente
de bens.
Essa
estratégia precisa vir acompanhada da Lei Antifacção, da lei do perdimento
(usada para apreensão definitiva de mercados, veículos e moedas em favor da
União, em casos de contrabando e ocultação ou falsificação de documentos), da
lei do devedor contumaz e de instrumentos capazes de atingir o patrimônio, as
empresas de fachada, os operadores financeiros e os setores econômicos
capturados pelo crime. Nunca é demais
lembrar o resumo do senador Alessandro Vieira, relator do projeto da Lei
Antifacção, ao resumir a atuação do deputado Guilherme Derrite (PL-SP), relator
na Câmara, que teria feito “uma escolha” ao “retomar trechos do texto que
impede a atuação dura da Justiça e da polícia contra o criminoso rico (…), mas
para o pobre, na favela, vale a pena ser duro”. A opção, como afirmou Vieira,
foi “focar na criminalidade de baixo escalão, sob o nome de ‘ultraviolenta’, e
rejeitar o texto do Senado em tudo que representava combate à lavagem de
dinheiro e crimes de colarinho branco”.
Prevenção
e repressão não são opostos: um Estado sério protege a juventude da captura
pelo crime e reprime quem financia e lucra com a máquina criminosa. É essa
dimensão que o governo Tarcísio se recusa a enfrentar. Segurança pública, como
tenho insistido, é inteligência territorial, integração institucional,
investigação patrimonial, controle penitenciário, rastreamento financeiro e
capacidade de quebrar cadeias econômicas. Mas Tarcísio reduz segurança a
propaganda policial. Com isso, pode produzir manchetes, mas não desmonta a
engrenagem do crime organizado.
• Governo Tarcísio: PCC tinha lista de
propinas para delegacias
governo
Tarcísio de Freitas tem ao menos quatro unidades da Polícia Civil de São Paulo
citadas em mensagens e áudios de operadores financeiros do Primeiro Comando da
Capital (PCC) sobre supostos pagamentos de propina. Os registros mencionam o
13º Distrito Policial, o 39º Distrito Policial, o Departamento Estadual de
Investigações Criminais (Deic) e uma Delegacia Seccional da zona norte da
capital.
A
lista, os diálogos e as gravações foram revelados nesta quarta-feira (22) pelo
Metrópoles, que teve acesso a uma representação do Ministério Público de São
Paulo (MPSP). O documento integra a Operação Janus, deflagrada na terça-feira
(21) contra uma rede acusada de manter um “banco paralelo” para lavar e
movimentar dinheiro atribuído ao PCC.
O
cruzamento com registros oficiais amplia o alcance do caso. Em abril, o próprio
MPSP já havia denunciado 23 pessoas por um esquema de corrupção instalado
dentro de unidades da Polícia Civil, com pagamentos sistemáticos de propina,
interferência em investigações e atuação no Deic. A Operação Janus é um
desdobramento dessa sequência de apurações.
Os
documentos divulgados não citam participação pessoal de Tarcísio de Freitas. A
relação com o governador é institucional: a Polícia Civil e as unidades
mencionadas são subordinadas à Secretaria da Segurança Pública do Estado de São
Paulo.
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Lista do PCC cita quatro unidades do governo Tarcísio
As
mensagens envolvem Bruno Ramos Fernandes, apontado como um dos responsáveis por
liberar recursos do banco paralelo, e Robson Martins de Souza, identificado
pelo Ministério Público como uma das figuras centrais do esquema financeiro.
Segundo
a representação acessada pelo Metrópoles, Bruno e Robson discutiram a
necessidade de obter dinheiro em espécie para pagar policiais do 13º DP, na
Casa Verde, do 39º DP, na Vila Gustavo, e de uma Delegacia Seccional da zona
norte.
Os
investigados usariam um código para ocultar as quantias reais. O último
algarismo dos valores era retirado das mensagens. Dessa forma, as referências
encontradas pelos investigadores corresponderiam a pagamentos de R$ 7,5 mil e
R$ 15 mil.
Em
outra conversa, Cléber Azevedo dos Santos, também apontado como operador
financeiro da rede, teria ordenado a Bruno que separasse R$ 50 mil para “pagar
a polícia”. O material não informa quem receberia essa quantia.
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Áudios falam em R$ 100 mil e R$ 300 mil no Deic
O Deic
aparece em gravações atribuídas a Cléber Azevedo. Em um dos áudios obtidos pelo
Metrópoles, o investigado pede a liberação de R$ 100 mil para que um “cliente”
do grupo realizasse um suposto pagamento ao departamento da Polícia Civil.
“Precisa
pagar os polícia do Deic.”
Em
outra mensagem de voz, enviada a Amjad Ahmad, também investigado como operador
financeiro, Cléber relata uma cobrança de R$ 300 mil que atribui a policiais
civis do setor de crimes cibernéticos do Deic.
Segundo
o relato, os agentes também discutiam o possível indiciamento de Robson Martins
de Souza. A fala parte de um investigado e, isoladamente, não comprova que a
cobrança ocorreu, que os policiais receberam dinheiro ou que algum pagamento
foi efetivamente realizado.
A
representação também contém registros identificados como “despesas do Deic”. Os
investigadores sustentam que os valores eram repartidos por meio de empresas de
fachada e entregas de dinheiro em espécie.
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Doleiro chamou o Deic de “banco”
Em uma
conversa de 15 de junho, Cléber enviou uma fotografia do interior do Deic ao
doleiro Raphael Flores Rodriguez, conhecido como “Batata”. O destinatário
comparou o departamento policial a um banco no qual o grupo apenas depositava
dinheiro.
Raphael
Flores Rodriguez é apontado como uma conexão entre operadores financeiros e
redes de doleiros. Ele foi preso pela Polícia Federal no fim de março, durante
a segunda fase da Operação Narco Azimut, em outra investigação sobre lavagem de
dinheiro e evasão de divisas.
A
fotografia e a resposta do doleiro reforçaram, para os investigadores, a
hipótese de um fluxo contínuo de pagamentos. O material, no entanto, não
identifica individualmente os policiais que teriam recebido os valores
registrados como despesas.
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Denúncia anterior já apontava corrupção dentro da Polícia Civil
O caso
revelado agora acrescenta novas unidades e personagens a um quadro que já havia
sido reconhecido oficialmente pelo Ministério Público. Em 27 de abril, o Gaeco
denunciou 23 pessoas por um esquema criminoso instalado em unidades da Polícia
Civil.
A
acusação envolveu policiais civis, operadores financeiros, advogados e
intermediários. Segundo o MPSP, a rede atuava no Deic, no Departamento de
Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e em um distrito policial da capital
para proteger atividades de lavagem de dinheiro.
Os
pagamentos de propina teriam começado em agosto de 2020 e continuado mesmo
depois de operações da Polícia Federal e da Receita Federal. O grupo é acusado
de movimentar valores bilionários com empresas de fachada, evasão de divisas e
fraudes com cartões de alimentação.
Além de
pagamentos sistemáticos a agentes públicos, a denúncia descreve retirada de
documentos e substituição de equipamentos eletrônicos apreendidos. As manobras
teriam sido usadas para prejudicar a produção de provas e impedir o avanço de
investigações.
O
Ministério Público também pediu o bloqueio de bens e valores dos policiais
denunciados, até o limite de R$ 5 milhões por pessoa. O objetivo é assegurar
eventual reparação de danos e pagamento de despesas processuais em caso de
condenação.
• Coronel tinha grupo de WhatsApp com
investigados ligados ao PCC, diz Promotoria
Três
coronéis da Polícia Militar de São Paulo foram citados nos relatórios da
Promotoria que embasaram a Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21) e
que mira um grupo suspeito de movimentar valores ilícitos em favor do PCC
(Primeiro Comando da Capital) e que também teria participação nos chamados
tribunais do crime.
Segundo
a decisão judicial que autorizou 18 prisões e operações de busca e apreensão, a
investigação aponta que alguns integrantes do núcleo suspeito de lavar dinheiro
do crime “demonstraram possuir influência sobre policiais civis e militares”.
Os
policiais citados não foram alvo de busca e apreensão nem de mandados de
prisão, já que o inquérito se concentra nos suspeitos de crimes financeiros.
Entre
os militares citados está o coronel José Augusto Coutinho, que foi
comandante-geral da PM paulista até abril deste ano e agora está na reserva.
São mencionados também o coronel Luiz Carlos Pereira Martins, relacionado ao
grupo de WhatsApp – também na reserva, desde 2019 -, e um coronel identificado
apenas como Patrício.
A
defesa de Coutinho afirmou que não teve acesso à investigação e disse também
que “sem prejuízo da análise dos elementos da investigação, a defesa reafirma a
integridade e a correção com que o coronel Coutinho sempre exerceu suas
funções” e que “está certa de que, no curso do procedimento, será demonstrada a
inexistência de qualquer envolvimento de sua parte”.
A
reportagem não identificou quem representa a defesa de Pereira Martins.
Uma das
mensagens interceptadas pela investigação mostra que os investigados
conversaram sobre a necessidade “de recursos financeiros para ‘pagar a
polícia'”, diz a decisão judicial da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização
Criminosa e Lavagem de Bens e Valores ca Capital . O diálogo ocorre entre dois
suspeitos de prestar serviços financeiros ao PCC.
Conforme
a Justiça, Coutinho foi mencionado “no contexto da figura do operador
financeiro Amjad Ahmad”, apontado como um operador financeiro que presta
serviços de “troca de TED por dinheiro vivo” e tem conexões com integrantes do
PCC.
O
ex-comandante da PM também teria sido mencionado em conversas entre operadores
financeiros, embora a decisão judicial não explique o teor delas.
Já o
coronel Patrício consta em uma planilha como cliente de um dos operadores
financeiros, segundo o documento da Justiça. Em uma operação anterior, uma
anotação indicando pagamento de R$ 1 mil em favor de Patrício foi encontrada na
casa de um dos investigados.
O
coronel Pereira Martins, por sua vez, fazia parte de um grupo de WhatsApp com
suspeitos de lavagem de dinheiro, segundo a Promotoria.
“Destaca-se
a participação de ambos em grupo de WhatsApp denominado ‘Aniversário general’,
ativo ao menos até 21 de novembro de 2023, no qual eram enviadas mensagens de
caráter pessoal e social, inclusive relacionadas a eventos e celebrações,
evidenciando relação de proximidade para além de contatos meramente
ocasionais”, diz a decisão.
O
vínculo entre o coronel e os investigados manteve-se mesmo após os suspeitos
serem alvo da Operação Fractal, em 2022.
“Ainda,
há registros de que o Cel [coronel] PM Pereira Martins se dispôs a ajudar os
investigados e intermediar contato com autoridades, o que reforça o grau de
proximidade verificado”, diz o documento.
Segundo
as investigações, os suspeitos atuavam na troca de transferências eletrônicas
por valores em espécie e vice-versa. Os próprios investigados falavam em “troca
de TED por vivo”, de acordo com as autoridades.
Quem
tinha dinheiro em espécie proveniente do tráfico (o “vivo”) entregava as
cédulas ao grupo e, em troca, recebia uma transferência bancária, que já
entrava no sistema financeiro com aparência lícita, sob alguma justificativa
econômica.
Isso
ocorria por meio de empresas de fachada.
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Omissão
O nome
de Coutinho já foi mencionado em uma manifestação da Promotoria de Justiça
Militar que apontou indícios de que o ex-comandante-geral da PM pode ter
prevaricado ou condescendido com comportamentos criminosos.
Ele
teria deixado de determinar a investigação de vazamentos de operações e de
informações sigilosas relacionadas a investigações contra o PCC mesmo tendo
sido alertado sobre o problema. Na ocasião, A Promotoria não falava em relação
entre o oficial e a organização criminosa.
A
investigação mirava subordinados de Coutinho na Rota (Rondas Ostensivas Tobias
de Aguiar, tropa de elite da PM), de 2020 a 2021, ainda na gestão passada.
A
Operação Janus, deflagrada nesta terça, é um desdobramento das operações
Recidere, Bazaar e Sallus et Dignitas. As investigações são conduzidas pelo
Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), braço
especializado do Ministério Público contra organizações criminosas.
Fonte:
Por José Dirceu, em Opera Mundi/ICL Notícias

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