MS
lança primeira biblioteca virtual dedicada à saúde dos povos indígenas
Em um
único ambiente digital, a reunião de estudos científicos, documentos técnicos,
normativas, relatórios institucionais e experiências desenvolvidas nos
territórios indígenas. Isso é o que vai entregar a Biblioteca Virtual em Saúde
Indígena do Brasil (BVS Saúde Indígena), que teve pré-lançamento na
quinta-feira, 19 de março, em Brasília. A biblioteca é uma iniciativa do
Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai),
em cooperação técnica com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação
em Ciências da Saúde (Bireme/OPAS/OMS).
O
evento reuniu gestores públicos, pesquisadores, instituições parceiras e
representantes indígenas na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Presente no pré-lançamento, a secretária-adjunta de Saúde Indígena, Lucinha
Tremembé, destacou a relevância do projeto. “Atualmente, temos um déficit em
relação a referências. A partir de agora, teremos um instrumento estruturante
para avançarmos nas ações e no conhecimento sobre a saúde indígena”, afirmou
Lucinha.
A
Biblioteca Virtual em Saúde Indígena vai fortalecer a gestão do conhecimento no
âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), contribuindo para
qualificar a formulação de políticas públicas e ampliar o acesso a informações
confiáveis sobre a saúde indígena no país. Ao sistematizar conteúdos que antes
estavam dispersos em diferentes bases e instituições, a biblioteca também vai
ampliar a transparência e facilitar o acesso à informação por gestores,
profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes.
O
coordenador substituto da Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento, da
Informação, da Avaliação e do Monitoramento da Saúde Indígena (Cgcoim) da
Sesai, Alex Sales, defendeu que mais do que uma plataforma digital, a BVS Saúde
Indígena é uma “ação política”: “Na biblioteca virtual, vamos reunir, no mesmo
lugar, ciência, política pública e os saberes e tecnologias indígenas, sempre
alinhados com os princípios da Pnaspi [Política Nacional de Atenção à Saúde dos
Povos Indígenas], fortalecendo ainda o nosso SasiSUS”.
Além de
reunir documentos e pesquisas, a Biblioteca Virtual em Saúde Indígena também
pretende dar visibilidade às experiências desenvolvidas nos territórios e
valorizar a produção de conhecimento relacionada aos povos indígenas,
aproximando a gestão pública, a Academia e a cooperação internacional. Para a
Sesai, a iniciativa representa um avanço importante na organização e
democratização do conhecimento sobre saúde indígena no Brasil, reforçando o
compromisso do Estado com políticas públicas baseadas em evidências, respeito à
diversidade sociocultural e fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
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Diálogo
O
pré-lançamento marca o início da apresentação pública da plataforma e abre
espaço para o diálogo com instituições parceiras, pesquisadores e
representantes indígenas que contribuirão para o desenvolvimento e a
consolidação da Biblioteca.
A
política de saúde indígena no Brasil é organizada no âmbito do Sistema Único de
Saúde (SUS) por meio de um modelo diferenciado de atenção, estruturado em 34
Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Esses distritos são
responsáveis por garantir assistência em saúde a comunidades indígenas
distribuídas em diferentes regiões do país, muitas vezes localizadas em áreas
remotas e de difícil acesso. Nesse contexto, a organização e a circulação de
informações qualificadas tornam-se ferramentas essenciais para fortalecer a
gestão e aprimorar as estratégias de cuidado.
Fonte:
Ministério da Saúde

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