quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Por que Trump resolveu nomear um "czar de IA"

Desenvolvedores alertam sobre seus próprios produtos, enquanto o governo reluta em fazer algo a respeito. Essa era a situação nos Estados Unidos durante a primeira quinzena de setembro, dadas as preocupações com os modelos de inteligência artificial (IA) cada vez mais poderosos.

Diversos desenvolvedores e executivos de grandes empresas de IA pediram que o desenvolvimento dessa tecnologia fosse desacelerado. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou uma de suas típicas mensagens em letras maiúsculas, descartando essas preocupações como uma "FARSA". Afinal, quando, na história dos negócios, já se viu um setor pedir uma regulamentação que levaria suas próprias empresas à falência?

Nesse contexto, foi, no mínimo, surpreendente quando, após mais uma tirada contra várias supostas farsas dos democratas, Trump anunciou neste fim de semana que criaria uma força-tarefa de IA e nomearia um encarregado especial para o assunto, chamado por ele de  "czar da IA". 

<><> O que exatamente Trump anunciou?

Em sua publicação, Trump prometeu que de forma alguma desaceleraria o crescimento da indústria, mas, ao mesmo tempo, usaria os sistemas de segurança pública existentes para buscar coisas "ruins". "Para esse fim, estou construindo a IA Force", escreveu.

Ele também afirmou que apresentaria em breve se encarregado especial para IA, pedindo que "apenas indivíduos com alto QI" se candidatassem a essa posição. Trump não deixou em aberto quais seriam exatamente os deveres e poderes do cargo, nem quais recursos seriam disponibilizados para o exercício da função.

O gesto de Trump pode ser uma tentativa de minar uma proposta do governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, que havia anunciado no dia anterior a criação de um órgão para regulamentar as empresas de tecnologia sediadas no Vale do Silício.

Newsom pretende, entre outras medidas, obrigá-las a incorporar a seus programas um mecanismo de desligamento de emergência, que permitiria a intervenção humana para interromper agentes de IA que saíssem de controle. Vários estados, inclusive alguns governados por republicanos, pressionam por essa regulamentação.

<><> Medo da dominação chinesa

A atual "corrida pela IA" entre os Estados Unidos e a China é por vezes comparada à corrida espacial entre os EUA e a União Soviética na década de 1960. Atualmente, diversas empresas americanas são consideradas líderes no setor. Para garantir que essa situação se mantenha, Trump pretende seguir dando a elas ampla liberdade de atuação.

Não se trata apenas de interesses econômicos. Há preocupações de que uma supremacia chinesa em inteligência artificial possa levar Pequim à condição de única superpotência mundial no setor.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou em um ensaio de sua autoria, que teve ampla repercussão, não apenas sobre as consequências do desenvolvimento desenfreado da IA, mas também delineou as potenciais repercussões da competição em IA entre os EUA e a China.

"Se restringirmos significativamente as capacidades da nossa IA, e a China não o fizer, a IA poderá se tornar tão poderosa a ponto de ajudar a China a alcançar a supremacia geopolítica", afirmou Amodei."Portanto, qualquer acordo potencial deve incluir mecanismos de verificação absolutamente confiáveis ou ser limitado de tal forma que uma eventual violação não represente uma ameaça existencial do ponto de vista militar."

<><> Como é a regulamentação na China?

Na China, os desenvolvimentos tecnológicos estão tradicionalmente muito mais atrelados aos objetivos do Estado do que nas economias de livre mercado do modelo ocidental. Já em 2017, o Conselho de Estado chinês publicou um plano de desenvolvimento para uma nova geração de inteligência artificial.

Outro documento estratégico delineia metas com as quais a China pretende alcançar a dominância global no campo da IA até 2030. A implementação das regulamentações cabe principalmente à Administração do Ciberespaço da China (CAC), que também é responsável pela concessão de licenças.

A regulamentação chinesa garante que os modelos de IA não contrariem a doutrina política oficial. Por exemplo, o chatbot chinês  Deepseek fornece consistentemente respostas alinhadas ao regime para perguntas politicamente sensíveis, como Taiwan, o massacre da Praça da Paz Celestial ou a opressão à etnia uigur, como foi documentado pela DW em um teste realizado no início de 2025.

A lógica fundamental da regulamentação chinesa, portanto, se baseia na seguinte questão: como um sistema de IA se comporta em relação aos objetivos do Estado? Esta é uma clara diferença em relação à regulamentação centrada nos riscos, como a prevista pela Lei Europeia de IA, e que agora está sendo exigida nos EUA.

<><> Possível acordo entre EUA e China

Nesta quinta-feira (24/09), Trump receberá o presidente chinês, Xi Jinping, para um jantar de Estado na Casa Branca. O tema da IA provavelmente estará entre os principais assuntos da agenda.

Isso porque está em discussão uma proposta dos EUA para estabelecer um mecanismo de troca de informações sobre riscos graves relacionados à IA. A proposta já foi debatida em uma reunião entre o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, neste domingo, em Nova York.

Bessent classificou as negociações como "muito bem-sucedidas". "Acreditamos que, como em qualquer outra atividade transfronteiriça, é muito importante que as duas maiores superpotências em IA avancem rumo a uma maior transparência", pontuou.

Se isso de fato acontecerá, provavelmente dependerá dos dois presidentes. Para eles, as potenciais obrigações de transparência em relação à IA não são, de forma alguma, o único ponto de discórdia nas negociações. Restrições comerciais a chips de IA de alto desempenho e terras raras têm sido um problema recorrente há anos, e a prorrogação de um acordo comercial básico também está na agenda.

Até que ponto a confiança mútua será suficiente para permitir concessões recíprocas na área de inteligência artificial só deverá ficar claro durante o próprio encontro.

¨      Peter Thiel, o bilionário que conecta Trump, anticristo e IA

Embora não busque os holofotes da mesma forma que o presidente americano Donald Trump, Elon Musk ou muitos de seus outros amigos e associados, Peter Thiel pode legitimamente ser considerado uma das figuras mais influentes – e também uma das mais ricas – do mundo.

Nascido em 1967 em Frankfurt, na então Alemanha Ocidental, Thiel se mudou com a família para os Estados Unidos quando tinha apenas um ano de idade. A família também viveu seis anos na Namíbia, então sob ocupação sul-africana, entre 1971 e 1977.

A ascensão de Thiel à notoriedade ocorreu graças às suas empresas de tecnologia e investimentos. Seu primeiro grande sucesso foi o PayPal, uma plataforma de pagamentos digitais na qual Musk também esteve inicialmente envolvido. Em seguida, Thiel se tornou o primeiro investidor externo do Facebook.

Hoje, ele também detém participações na SpaceX de Musk e na empresa de inteligência artificial (IA) OpenAI, além de várias outras. A revista Forbes estima sua fortuna pessoal em 35,7 bilhões de dólares (R$ 209 bilhões).

Contudo, talvez sua empresa mais notável seja a Palantir. Especializada em vigilância, IA e análise de dados, a companhia conquistou contratos governamentais bilionários para desenvolver softwares para o Pentágono e para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Em abril, a empresa divulgou um manifesto de 22 pontos que, segundo críticos, carregava a marca do "tecnofascismo".

Thiel, no entanto, pode ser considerado tão influente na política quanto nos negócios – e não apenas nos EUA.

Embora vários países europeus – incluindo Reino Unido, Holanda, França, Alemanha e Espanha – comecem a reavaliar ou encerrar vínculos governamentais e militares com a Palantir devido a preocupações com a segurança, a empresa está profundamente integrada a sistemas em todo o mundo.

O próprio Thiel se mudou recentemente para a Argentina, onde teria mantido conversas com o presidente do país, o ultradireitista Javier Milei, em um momento em que o governo propõe uma série de regulamentações que incluem incentivos a empresas estrangeiras e visam atrair investimentos para centros de dados de IA.

<><> Apoio inicial a Trump rendeu frutos

Thiel foi um dos primeiros apoiadores – e, mais tarde, conselheiro – de Donald Trump; ele doou 1,25 milhão de dólares para a campanha eleitoral do republicano em 2016 e discursou na Convenção Nacional Republicana naquele mesmo ano, numa época em que o Vale do Silício era amplamente visto como alinhado ao Partido Democrata. Com exceção de um hiato entre 2023 e 2025, ele tem sido um doador generoso para campanhas e figuras republicanas, incluindo o vice-presidente J.D. Vance.

As convicções políticas de Thiel não são fáceis de definir. Ele já foi descrito como um nacionalista libertário e sempre defendeu a ideia de que "a tecnologia é a alternativa à política".

Ele também demonstra desconfiança em relação a autoridades, regulamentações e elites liberais. Isso decorre, em parte, da frustração com o que Thiel considera ser uma tomada de decisão ineficiente por parte de autoridades eleitas e dos próprios eleitores.

"Isso beira o fascismo", disse à revista Time Max Chafkin, autor de uma biografia de Thiel publicada em 2021. "Ele fala sobre como as empresas são mais bem administradas do que os governos porque têm um único tomador de decisões – basicamente, um ditador. Ele é hostil à ideia de democracia, o que é bastante assustador quando se considera o papel desempenhado pelas empresas com as quais ele esteve envolvido."

Essas convicções parecem ter começado a emergir durante o período em que ele estudou na Universidade de Stanford, na Califórnia. Thiel criticava duramente a ideologia liberal predominante no campus e fundou a Stanford Review, uma publicação destinada a expressar pontos de vista contrários – algo que ecoa seu atual desprezo pelas crenças rotuladas como "woke", ou "politicamente correto".

<><> O cristianismo, o anticristo e a IA

Thiel foi criado em um lar profundamente cristão, e há poucas dúvidas de que sua religião influenciou sua vida e carreira. Recentemente, ele se descreveu como um "cristão ortodoxo com 'o' minúsculo", algo que parece influenciar suas convicções políticas conservadoras. Sua homossexualidade e seu casamento com o financista americano Matt Danzeisen parecem, para muitos, contradizer essa postura. O paradoxo, no entanto, não é algo incomum na trajetória de Thiel.

Mais recentemente, ele passou a se dedicar ao conceito do anticristo, percorrendo o mundo com uma série de palestras nos últimos anos. Em vez da figura retratada na Bíblia, Thiel vê o Anticristo como alguém – ou algum grupo – que provocará o apocalipse "explorando nossos medos em relação à tecnologia e nos seduzindo rumo à decadência com o lema do anticristo: 'paz e segurança'".

Entre aqueles que foram, de maneira relativamente vaga, apontados como soldados do anticristo estão a ativista ambiental Greta Thunberg – a quem ele descreve como uma "ludista que quer acabar com toda a ciência" – e governos que buscam regulamentar a IA. Em julho, ele acusou o papa Leão 14 de "trabalhar para os comunistas chineses" depois que o pontífice alertou sobre o "risco de desumanização" causado pela IA.

Apesar de sua forte ligação com o setor de tecnologia, Thiel também se beneficia de suas relações com pessoas influentes, como Musk, Trump e Vance.

"Construí grandes amizades ao longo dos anos com pessoas com quem trabalhei", disse Thiel ao jornal Washington Post, em 2014. "Acredito que essa seja uma parte fundamental do que permite a alguém alcançar o sucesso a longo prazo em nossa sociedade."

<><> Usando Vance para garantir seus interesses?

Muitos observadores acreditam que Thiel possa estar usando sua relação com Vance para proteger a si mesmo e a seus interesses comerciais no futuro, visto que o vice-presidente é considerado o republicano com maior probabilidade de suceder Trump.

Os dois se conheceram em 2011, quando Thiel ministrou uma palestra na Faculdade de Direito de Yale. Vance – cujas convicções religiosas e políticas mudaram desde então – escreveu na revista cristã The Lamp que Thiel "desafiou o padrão social que eu havia construído: o de que pessoas ignorantes eram cristãs e as inteligentes, ateias".

Diz-se que Thiel se tornou uma espécie de mentor para Vance, além de ter ajudado a harmonizar a relação entre ele e Trump, à medida que Vance mudou radicalmente de posição, passando de opositor do presidente a integrante de sua chapa para 2024. Vale destacar, sobretudo, que Thiel doou 15 milhões de dólares para a campanha de Vance ao Senado em 2022, a maior quantia já doada a um único candidato ao Senado dos EUA.

Os recentes apelos para desacelerar o ritmo da IA, feitos em parte por CEOs em posições semelhantes à de Thiel, podem acabar afetando os interesses comerciais dele. No entanto, sua personalidade singular e suas conexões o mantiveram, até agora, um passo à frente.

¨      A batalha para frear o uso de dados pessoais por aplicativos

Todo mundo tem segredos. Coisas que não contaria para qualquer pessoa, exceto, talvez, para um aplicativo de relacionamento. Que tipo de parceiro procura. Para onde vai em busca de companhia. Preferências sexuais, ou detalhes sobre sua saúde.

Essas informações deveriam servir apenas para que o aplicativo encontre parceiros compatíveis. Vender esses dados para outras empresas fere os interesses dos usuários.

Mas foi isso o que supostamente aconteceu com o Grindr, aplicativo de relacionamentos voltado para a comunidade LGBTQIA+. Cerca de 12 mil usuários do aplicativo no Reino Unido processaram a empresa, alegando que ela compartilhou informações pessoais altamente sensíveis com anunciantes, incluindo, em alguns casos, a de serem portadores de HIV.

A ação, apresentada em 2024, foi encerrada por meio de um acordo no início de setembro. O Grindr concordou em pagar aos autores da ação um total de 26 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 179,3 milhões), mas ressalta que isso não constitui admissão de responsabilidade. A empresa continua contestando as acusações, e não houve decisão judicial sobre o caso.

<><> O que acontece com nossos dados?

Esse caso é apenas um entre muitos que levantam uma questão maior: o que realmente acontece com as informações que confiamos diariamente aos aplicativos?

Para os usuários, um aplicativo é, antes de tudo, apenas uma ferramenta. Mas é comum que essas plataformas sejam sustentadas por serviços de nuvem, ferramentas de análise, redes de publicidade e outros prestadores de serviço. Eles armazenam, transferem, cruzam e analisam dados, muitas vezes contra os interesses dos usuários.

Jan Penfrat, especialista em políticas digitais, afirma que muitas das grandes empresas de tecnologia querem "tornar o mais difícil possível para usuários e autoridades reguladoras compreender quais dados são coletados em nossos dispositivos, por quais agentes e para qual finalidade".

Todos conhecem a situação: um aplicativo, como um serviço de mensagens, é instalado rapidamente e, quando pede permissão para utilizar dados pessoais, os usuários muitas vezes simplesmente clicam em "sim".

<><> Números armazenados em servidores sem autorização

Mas o problema está nos detalhes. Quando você instala o WhatsApp, por exemplo, concede acesso a todos os contatos armazenados no smartphone. Os números de telefone são transferidos para os servidores, inclusive os de pessoas que não usam o WhatsApp e que não deram autorização para que seus dados fossem compartilhados.

"Tudo isso alimenta um perfil gigantesco", afirma Penfrat, que trabalha na European Digital Rights (EDRi), uma rede europeia de ONGs e especialistas que faz campanha pela defesa dos direitos e das liberdades fundamentais no ambiente digital.

Empresas como o Google utilizam então esses dados para vender serviços de segmentação de audiência.

"Isso significa que um fabricante de carros ou roupas pode dizer: gostaria de atingir determinados públicos e quero que minha publicidade apareça nas buscas do Google, no Gmail ou em qualquer um dos centenas de milhões de sites de terceiros que incorporam publicidade do Google", explica Penfrat.

<><> A venda de perfis de dados

O Google é apenas uma das muitas empresas que oferecem perfis de dados. Há dois tipos de informações que alimentam esses perfis. Uma delas é composta pelos dados que cada usuário fornece voluntariamente ao preencher informações em seu perfil ou enviar fotos privadas.

Mas, além disso, muitas grandes empresas de tecnologia vêm há anos fazendo inferências a partir dos dados que recebem. "Se elas têm acesso aos meus dados de localização e sabem onde costumo estar à noite, podem presumir que esse é o meu endereço residencial", diz Penfrat.

"Se, por exemplo, for em uma área muito cara da cidade, elas podem imediatamente fazer inferências sobre minha renda. Se perceberem que mantenho a geolocalização ativada e frequento regularmente uma boate gay, concluirão que provavelmente faço parte da comunidade LGBTQIA+. E tudo isso vai diretamente para o perfil."

<><> Regulação rígida na Europa

A União Europeia já possui uma das legislações de proteção de dados mais rigorosas do mundo. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) busca proteger os dados pessoais e a privacidade dos cidadãos.

Outras leis digitais da UE, como a Lei dos Mercados Digitais (DMA) e a Lei dos Serviços Digitais (DSA), pretendem impedir que as grandes empresas de tecnologia abusem de seu poder sobre empresas e usuários. Companhias dos Estados Unidos também precisam obedecer a essas normas caso ofereçam serviços a pessoas na Europa ou monitorem seu comportamento.

A Comissão Europeia aplicou diversas multas por violações dessas regras. Em 2025, multou a Apple em 500 milhões de euros (aproximadamente R$ 3 bilhões). A Meta, controladora do Facebook, recebeu outra multa de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão).

O Google teve de pagar 890 milhões de euros (R$ 5,3 bilhões) em multas neste ano. Parece muito, mas uma comparação com o lucro líquido da Alphabet, controladora do Google, coloca o montante em perspectiva. Em 2025, o lucro líquido da empresa foi de cerca de 117 bilhões de euros (R$ 692 bilhões).

"Para uma empresa como Google ou Amazon, são valores que podem ser obtidos em apenas alguns dias", afirma Penfrat. "Eles simplesmente incluem isso no orçamento."

<><> Dependência de serviços digitais dos EUA

Como resultado, não é tão simples para a União Europeia adotar mecanismos realmente eficazes de fiscalização. As gigantes da tecnologia contam com infraestruturas globais, enormes recursos financeiros e modelos de negócios complexos. As autoridades europeias precisam primeiro superar esses obstáculos.

A isso se soma a dependência europeia de serviços de nuvem, sistemas operacionais, plataformas digitais e, cada vez mais, infraestrutura de inteligência artificial, áreas amplamente dominadas por empresas americanas.

Penfrat critica Bruxelas por não demonstrar vontade política para agir de forma mais firme contra essas companhias e para equipar melhor as autoridades europeias de proteção de dados.

 

Fonte: DW Brasil

 

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