O
minério é brasileiro, a estratégia é dos EUA: o caso Serra Verde acende alerta
sobre terras raras
A
corrida pelas terras raras e minerais críticos já começou. O Brasil tem vasto
potencial na área, porém, ter essa riqueza não basta sem o conhecimento para
processá-la e agregar valor. Nesse sentido, o ideal é ter instrumentos para
garantir que o subsolo nacional se reverta em benefícios para a população
brasileira por meio de parcerias com empresas que auxiliem nesse
desenvolvimento.
A venda
da mineradora brasileira Serra Verde, que já pertencia a investidores
internacionais, para uma empresa dos Estados Unidos, a USA Rare Earth,
especializada nesse tipo de exploração, chamou a atenção para o tipo de
controle que o País possui para determinar o que acontece em seu próprio
território, ainda mais sobre um tema tão fundamental para o futuro.
Com a
venda da Serra Verde, que opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), o Brasil
entrou de vez nessa corrida pelas terras raras, porém, com muito atraso em
relação aos EUA e à China.
Além
disso, como frisa o professor Celso Pinto de Melo, a Serra Verde entrou na
estratégia de segurança dos EUA enquanto o Brasil ainda construía instrumentos
para decidir seus minerais críticos.
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Melo,
que é professor titular aposentado do Departamento de Física da UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco), pesquisador do CNPq e membro da Academia
Brasileira de Ciências, retratou a venda da mineradora no artigo “A joia da
coroa que o Brasil deixou mudar de mãos”, no site GGN.
Para
entender melhor o que está em jogo, o Portal Vermelho entrevistou o professor,
que explicou pontos de seu artigo, o que representa a mudança de controle da
Serra Verde, a posição do Brasil no cenário internacional de terras raras, a
aprovação da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o que
ainda o País precisa fazer na área. Entre as propostas apresentadas por Melo
está a criação do Sistema Nacional de Inovação em Minerais Críticos (Sinimic).
Confira
a entrevista:
• O acordo firmado em US$ 2,8 bilhões para
adquirir a Serra Verde foi exaltado pela CEO da USA Rare Earth, que classificou
a mina Pela Ema como “ativo único” e “joia da coroa”, não só pelo valor
mineral, mas também pela estrutura e pela experiência da equipe brasileira que
atua nela. Pensando em todo esse potencial, é possível avaliar que essa compra
saiu barata para a empresa norte-americana, não só em termos de valor monetário
presente, mas também no que o futuro reserva com as tecnologias em constante evolução
e demanda?
Celso
Pinto de Melo – Eu teria cautela em afirmar que a Serra Verde foi vendida
“barato”, porque isso exigiria uma avaliação econômico-financeira detalhada de
suas reservas, custos, riscos e perspectivas de mercado. Mas os US$ 2,8 bilhões
não devem ser comparados apenas com o valor presente da produção mineral. A USA
Rare Earth adquiriu um conjunto de ativos muito mais amplo.
Pela
Ema é uma operação excepcional: segundo a própria empresa, é a única mina fora
da Ásia produzindo comercialmente, em escala, as quatro terras raras magnéticas
— neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. A Serra Verde já dispõe de mina em
operação, processamento integrado, licenças, infraestrutura e uma equipe
experiente. Mais de US$ 1 bilhão havia sido investido no empreendimento desde
2011.
Esse
conhecimento acumulado também é um ativo. Ao comprar uma empresa desse tipo,
não se adquire apenas minério, mas uma operação que funciona, engenharia,
pessoas, conhecimento tácito e capacidade de resolver problemas — algo que a
própria compradora destacou como parte do valor estratégico da aquisição.
Há
ainda o valor do futuro: novas aplicações, mudanças tecnológicas ou restrições
de oferta podem aumentar a importância desses elementos. Portanto, eu não diria
que podemos demonstrar que a USA Rare Earth “pagou barato”. Diria algo mais
preciso: o valor estratégico adquirido é muito maior que o da jazida
isoladamente considerada, e parte importante dele está em capacidades que
levaram anos para serem construídas.
• O senhor destaca que a venda da Serra
Verde para uma empresa dos EUA não se trata de uma conspiração, pois a
iniciativa faz parte do plano de segurança econômica, tecnológica e militar
norte-americano. Portanto seria uma aquisição que fariam, se tivessem
oportunidade, em qualquer lugar do planeta. Nesse sentido, como avalia
historicamente a falta proteção nacional nesse setor, considerando que a Serra
Verde já pertencia a um grupo estrangeiro?
Esse
ponto é essencial. É incorreto apresentar o episódio como se uma grande
mineradora brasileira tivesse simplesmente sido vendida aos Estados Unidos. A
Serra Verde já era controlada por capital estrangeiro. A Denham Capital
adquiriu a operação em 2011. Posteriormente entraram Vision Blue Resources e
Energy & Minerals Group.
O que
mudou agora foi algo diferente e, estrategicamente, muito relevante. O controle
passou de investidores financeiros internacionais para uma empresa inserida
explicitamente na construção de uma cadeia norte-americana de terras raras, da
mina ao ímã. Além disso, foi firmado um acordo de longo prazo para 100% da
produção da Fase I, apoiado por uma estrutura financiada pelo governo dos
Estados Unidos. Em agosto, o Department of War elevou sua participação no
veículo financeiro para US$ 750 milhões e celebrou contrato de compra futura de
pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras.
Portanto,
eu não trataria isso como uma conspiração. Os Estados Unidos estão fazendo
aquilo que consideram necessário para sua segurança econômica, tecnológica e
militar: reduzir a dependência de cadeias dominadas pela China. O problema que
devemos discutir é outro: por que o Brasil não dispunha, até agora, de
instrumentos equivalentes para avaliar a dimensão estratégica de uma operação
dessa natureza?
Durante
muito tempo tratamos a mineração predominantemente como uma questão de
exploração de recursos, investimentos, produção e exportação. O mundo passou a
tratá-la também como uma questão de tecnologia, indústria e segurança nacional.
A nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos representa
justamente uma tentativa de reduzir essa defasagem.
• O seu artigo aponta que tão importante
quanto possuir minérios críticos é a capacidade de processamento desse
material, capaz de gerar riqueza e auxiliar no desenvolvimento de um país. O
Brasil, que despertou tarde para essa questão, ainda tem a possibilidade de
acompanhar esse processo e não ser somente exportador dessas riquezas? Ainda há
outras minas que podem ter uma melhor destinação interna?
Certamente.
O caso Serra Verde é importante, mas não esgota o potencial brasileiro. Segundo
o Mineral Commodity Summaries 2026, do USGS (Agência Geológica dos Estados
Unidos), o Brasil possui reservas estimadas em cerca de 21 milhões de toneladas
de terras raras, atrás da China, com 44 milhões. Ao mesmo tempo, nossa produção
ainda é pequena diante desse potencial. Existem outros projetos em diferentes
estágios de desenvolvimento.
Mas eu
evitaria formular o problema como simplesmente encontrar uma “destinação
interna” para as minas. O objetivo não deve ser obrigatoriamente transformar
todo o minério brasileiro em produto final dentro do país. Isso poderia ser
economicamente inviável em algumas cadeias e tecnologicamente pouco racional em
outras.
A
pergunta correta é: quais capacidades o Brasil considera estratégicas e
pretende dominar? No caso das terras raras, existe uma enorme distância entre
retirar o minério do solo e fabricar um ímã permanente de alto desempenho. Há
beneficiamento, separação dos diferentes elementos, purificação, produção de
metais e ligas, controle de composição e microestrutura, fabricação do ímã e
sua integração em motores, geradores e outros equipamentos. Especialistas
brasileiros vêm justamente apontando separação, refino e fabricação de ímãs
como gargalos que precisam ser superados.
É aí
que vejo uma grande oportunidade. Temos recursos minerais, universidades,
centros de pesquisa e alguma experiência industrial. O desafio é conectá-los e
atravessar aquilo que tenho chamado de Vale da Competência Industrial: a
passagem da pesquisa para a engenharia, planta-piloto, demonstração, scale-up e
produção competitiva. É precisamente para organizar essa construção cumulativa
de capacidades que tenho proposto o Sistema Nacional de Inovação em Minerais
Críticos (Sinimic).
• A USA Rare Earth indica a possibilidade
de desenvolver etapas adicionais do processo de mineração aqui no Brasil, porém
não há garantias. Acredita que, pelo envolvimento do governo dos EUA e sua
disputa com a China, esse desenvolvimento fique mesmo só no papel ou seja
irrelevante?
Eu
faria uma distinção importante. Não vejo razão para supor que os planos
industriais da USA Rare Earth sejam apenas retórica. Ao contrário: há
evidências bastante concretas de que existe uma estratégia para construir uma
cadeia integrada de terras raras fora da China. A empresa incorporou a Serra
Verde à sua estratégia “mine-to-magnet”, isto é, a verticalização de toda a
cadeia produtiva, e o governo norte-americano colocou recursos consideráveis na
estrutura de compra da produção.
A
questão decisiva para o Brasil é onde ocorrerão as etapas de maior densidade
tecnológica dessa cadeia. Os documentos da operação estabelecem que a Serra
Verde conserva a possibilidade de desenvolver instalações de separação e
fornecer produtos de maior valor, como óxidos separados. Isso é importante, mas
uma possibilidade empresarial não equivale a um compromisso de localização
dessas etapas no Brasil. Ao mesmo tempo, a estratégia da USA Rare Earth inclui
capacidades de separação, metalização e fabricação de ímãs distribuídas
internacionalmente.
Portanto,
não considero correto presumir que nada será feito no Brasil. Mas também não
devemos presumir que a lógica empresarial e estratégica dos Estados Unidos
levará espontaneamente à construção aqui de todos os elos tecnológicos que
interessam ao Brasil. É aí que entra a política pública. Em grandes projetos
estratégicos, o Brasil precisa ter condições de negociar contrapartidas
verificáveis: P&D [Pesquisa e Desenvolvimento] realizado no país, formação
de especialistas brasileiros, cooperação com universidades e ICTs [Instituições
Científicas, Tecnológicas e de Inovação], plantas-piloto, engenharia,
desenvolvimento de fornecedores, processamento mais avançado e, quando
econômica e tecnologicamente justificável, internalização de determinadas
etapas críticas.
Não se
trata de ser contra o investimento estrangeiro. Trata-se de perguntar: depois
de vinte anos de exploração de uma jazida brasileira, que novas coisas o Brasil
terá aprendido a fazer?
• Como apontado, o Brasil possui a segunda
maior reserva de terras raras do mundo. A China, que ocupa a primeira posição,
assim como os EUA, tem investido no processamento de minerais estratégicos no
Brasil. Considerando que ambos os países batalham pela liderança tecnológica e
econômica global, como avalia o Brasil no meio dessa disputa entre as duas
nações?
O
Brasil possui uma posição potencialmente muito importante, mas recurso mineral
não se converte automaticamente em poder econômico ou tecnológico.
Os
dados mais recentes do USGS estimam reservas brasileiras de aproximadamente 21
milhões de toneladas de terras raras, contra 44 milhões na China. Entretanto, a
China continua exercendo enorme domínio sobre as etapas de processamento e
refino; estimativas recentes apontam que sua participação no refino mundial de
terras raras ainda estava em torno de 85% em 2025.
É
exatamente essa diferença que precisamos compreender: reserva geológica e
domínio da cadeia tecnológica são coisas distintas.
O
Brasil não precisa escolher entre ser fornecedor dos Estados Unidos e da China.
Pode manter relações econômicas, científicas e tecnológicas com ambos, e também
com a Europa, o Japão, a Índia e outros parceiros. Mas isso exige capacidade
própria para negociar.
O risco
é permitir que a disputa entre as grandes potências transforme o Brasil apenas
em um território onde cada uma procura assegurar seus próprios suprimentos. A
oportunidade é utilizar essa competição para atrair capital, tecnologia e
mercados e, simultaneamente, construir capacidades brasileiras.
A
melhor posição para o Brasil é, portanto, a de um país que conhece seus
recursos, define quais capacidades considera estratégicas, diversifica
parceiros e negocia a partir de objetivos próprios. Isso amplia nossa autonomia
em vez de simplesmente trocar uma dependência por outra.
• Como exposto no artigo, o Cade (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica) não pode fazer nada sobre a venda com os
instrumentos que dispunha. Porém, neste mês de setembro o presidente Lula
sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Se esta Lei
já estivesse em vigor, o que acredita que mudaria?
Aqui a
mudança é realmente importante. Se a Lei nº 15.506 e o Decreto nº 13.118
estivessem vigentes quando a operação foi estruturada, existiria um instrumento
de análise estratégica que não existia no regime anterior.
A nova
lei submete a mecanismo de triagem e homologação, por meio do Cimce (Conselho
Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) e da ANM
(Agência Nacional de Mineração) nos termos da regulamentação, situações que
incluem mudança de controle societário de empresa titular de direitos
minerários relativos a minerais críticos e estratégicos; participação relevante
ou influência significativa de empresas estrangeiras; certos contratos
internacionais de fornecimento capazes de afetar a segurança econômica ou
geopolítica do país; e alienação ou cessão de direitos minerários. O decreto
atribui expressamente ao Cimce a homologação dessas operações.
Isso é
qualitativamente diferente da atuação do Cade. O Cade examinou a operação sob a
ótica que lhe compete – a defesa da concorrência – e chegou a abrir
procedimento para determinar se a combinação e o acordo de fornecimento
configuravam ato de concentração sujeito a seu controle. A questão da soberania
tecnológica é outra.
Mas é
importante não exagerar o alcance da nova lei: ela não determina
automaticamente a transferência de tecnologia como condição para toda aquisição
estrangeira.
A lei
define a transferência de tecnologia e contém vários mecanismos destinados a
estimular agregação de valor, inovação, P&D e autonomia tecnológica; o
Plano Nacional deverá contemplar a busca de intercâmbio tecnológico. Ela também
exige investimentos empresariais em PD&I e prevê que parte desses recursos
seja aplicada em parceria com a Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento
Tecnológico e Formação Profissional e outras instituições.
Portanto,
se a lei existisse à época, o Brasil teria instrumentos muito mais fortes para
examinar a operação sob o prisma do interesse estratégico nacional. Não se pode
afirmar, porém, que ela obrigaria necessariamente a USA Rare Earth a transferir
determinada tecnologia ou fabricar ímãs no Brasil.
• Acredita que com a nova Política será
possível um reexame da venda da Serra Verde, pelo menos para que se exija
alguma contrapartida expressiva ao Brasil?
Aqui eu
seria particularmente prudente. Não vejo na Lei nº 15.506 uma autorização
evidente para simplesmente reabrir retroativamente uma operação já consumada e
impor lhe condições que não existiam quando foi realizada. A própria lei afirma
princípios de estabilidade regulatória, segurança jurídica e previsibilidade.
Isso
não significa que o caso Serra Verde esteja encerrado para a política pública
brasileira. A empresa continuará operando no Brasil, estará sujeita às normas
brasileiras aplicáveis e poderá precisar de novas autorizações, expansões,
financiamentos, habilitações ou outros atos administrativos. A própria
documentação da empresa informa que uma eventual expansão para a Fase II
exigirá licenças e aprovações adicionais. Além disso, a nova política cria
obrigações e instrumentos de PD&I que poderão incidir conforme seus
critérios legais e regulamentares.
Portanto,
eu separaria duas coisas. Reverter ou recondicionar retroativamente a aquisição
é uma questão jurídica difícil, que pode e deve ser examinada, mas não decorre
automaticamente da nova lei. Construir, daqui para a frente, uma relação em que
a operação contribua mais intensamente para o desenvolvimento tecnológico
brasileiro é outra questão – e aí existem possibilidades concretas.
O
objetivo deveria ser utilizar os instrumentos juridicamente disponíveis para
estimular compromissos verificáveis com pesquisa, formação de pessoas,
fornecedores, processamento, engenharia e desenvolvimento tecnológico no
Brasil, sem comprometer a segurança jurídica.
• Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos fornece os elementos necessários para cumprir escolher parceiros,
negociar contrapartidas e administrar dependências? O que ainda pode estar
faltando?
A nova
Política representa uma mudança muito importante. Ela reconhece explicitamente
soberania, interesse nacional, agregação de valor, inovação e autonomia
tecnológica; cria mecanismos de análise de mudanças de controle e de
determinados acordos internacionais; estabelece o Cimce, vinculado à
Presidência da República; cria instrumentos de financiamento; estabelece
obrigações de investimento empresarial em PD&I; prevê projetos-piloto,
unidades de demonstração e tecnologias de ampliação de escala; e autoriza a
criação de uma Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e
Formação Profissional. Portanto, o Brasil passou a dispor de instrumentos que
não possuía quando a operação Serra Verde foi concebida.
Mas uma
lei, por melhor que seja, não produz automaticamente capacidade tecnológica.
Esse é, para mim, o problema que vem agora. Podemos financiar dezenas de
projetos e continuar sem dominar uma cadeia tecnológica se pesquisa, formação
de pessoas, engenharia, plantas-piloto, demonstração, scale-up, empresas,
fornecedores e mercado permanecerem desconectados.
É
justamente por conta dessa lacuna que tenho defendido a criação do Sinimic.
Devemos nos perguntar não apenas quanto produzimos no Brasil, mas sim o que
efetivamente dominamos — processos, engenharia, equipamentos críticos,
especialistas, fornecedores, propriedade intelectual, capacidade de
escalonamento e capacidade de desenvolver a geração seguinte da tecnologia.
Por
isso, eu diria que a nova Política oferece grande parte da caixa de
ferramentas, mas ainda precisamos organizar a maneira de utilizá-la como
sistema. Minha proposta é que isso seja feito por meio de missões tecnológicas
de longo prazo, com objetivos mensuráveis, linha de base, responsáveis,
formação de pessoas, financiamento coordenado, plantas-piloto e demonstradoras,
metas de domínio tecnológico e avaliação periódica.
A
questão central deixa então de ser simplesmente “quanto minério vamos extrair?”
ou mesmo “quanto valor vamos agregar?”. Passa a ser: Quais capacidades
permanecerão no Brasil depois que a jazida tiver sido explorada?
É nesse
sentido que entendo soberania. Não precisamos produzir tudo, nem excluir
parceiros estrangeiros. Precisamos saber o suficiente para escolher onde
queremos chegar, escolher parceiros, negociar contrapartidas, absorver
conhecimento, administrar dependências e continuar desenvolvendo a tecnologia
por nós mesmos. A nova lei abre uma oportunidade importante para isso. O
desafio agora é transformá-la em uma capacidade nacional efetiva.
Fonte:
Por Murilo da Silva, no Portal Vermelho

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