quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Seis lições das eleições estaduais na Alemanha

A pressão sobre o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cresceu ainda mais após os resultados das eleições estaduais em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, realizadas neste domingo (20/09). O partido do líder alemão, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), teve uma votação desastrosa e amargou uma derrota histórica no estado do nordeste alemão.

Os pleitos confirmaram ainda o avanço da legenda de ultradireita e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD) no país. A atual situação é extremamente amarga para Merz, que, em novembro de 2018, quando disputava o posto de presidente da CDU, havia prometido que, sob sua liderança, o apoio eleitoral à sigla poderia ser reduzido pela metade. Desde então a AfD mais que dobrou sua votação em eleições estaduais, como na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

A seguir, seis lições das eleições regionais realizadas em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, e na capital do país, Berlim.

>>> 1. Eleitores se afastam do centro político

Os partidos que saíram vitoriosos desses pleitos e cresceram entre os eleitores não fazem parte do tradicional centro político. A legenda A Esquerda e a AfD obtiveram uma votação recorde em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, respectivamente.

Em Berlim, A Esquerda, da carismática candidata Elif Eralp, foi o partido mais votado, com 25,7% dos votos, praticamente dobrando a votação obtida no pleito estadual anterior, em 2023. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD conquistou o primeiro lugar, com 38,2% dos votos. A sigla mais do que dobrou os 16,7% obtidos no pleito estadual anterior.

Ambas as siglas conseguiram mobilizar pessoas que não costumam votar, além de conquistar votos de eleitores de partidos tradicionais.

Segundo a pesquisa Infratest Dimap, em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, A Esquerda atraiu 28 mil eleitores da CDU e 45 mil do Partido Social-Democrata (SPD). Em Berlim, o SPD perdeu cerca de 36 mil eleitores para a sigla. O Partido Verde, frequentemente decisivo na formação de governos na política alemã, perdeu 53 mil eleitores para a mesma legenda.

Já a AFD atraiu 8 mil eleitores do SPD e 60 mil da CDU em Berlim, de acordo com a mesma pesquisa. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a legenda conquistou 48 mil eleitores do SPD, 32 mil da CDU, 16 mil dos liberais e 9 mil de A Esquerda.

A atual governadora de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Manuela Schwesig, do SPD, afirmou que a oposição à ajuda à Ucrânia e o apoio ao desativado gasoduto Nord Stream, que levaria gás da Rússia direto para Alemanha, são as duas razões pelas quais eleitores da antiga Alemanha Oriental migraram para a AfD, considerada favorável a Moscou.

>>> 2. Merz em baixa, mas não fora do jogo

Os resultados representam um grande revés para Merz e seu partido, cujos eleitores migraram em massa para a AfD, cada vez mais céticos de que o político de 70 anos seja capaz de reanimar a economia alemã e reduzir o custo de vida.

Com os menores índices de aprovação de um chanceler federal desde o início dos registros, Merz, que classificou o resultado como um "desastre", tenta implementar reformar polêmicas, como a das aposentadorias, ao mesmo tempo em aumentam os apelos para que ele renuncie após menos de 17 meses no cargo.

Embora Merz tenha sinalizado que permanecerá no cargo e seguirá com sua agenda de reformas, as perdas de domingo levantam dúvidas sobre sua posição dentro da CDU. O resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foi o pior já obtido pela CDU numa eleição estadual.

Pela primeira vez, os conservadores não conseguiram eleger deputados estaduais. Com 4,9% dos votos, a CDU amargou uma grande derrota, não conseguindo ultrapassar a cláusula de barreira de 5% para garantir assentos no Parlamento local.

A posição enfraquecida de Merz como líder do maior e mais influente país da União Europeia pode comprometer a unidade do bloco num momento em que partidos de extrema direita seguem ganhando força, as relações com os Estados Unidos esfriaram significativamente e as pressões econômicas se intensificaram.

>>> 3. AfD consolida posição de liderança

A AfD avançou significativamente nos dois estados e se tornou o partido mais forte em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde mais do que dobrou seu resultado em comparação com 2021.

Esse é o segundo melhor resultado estadual já obtido pela AfD desde a sua fundação, em 2013, ficando atrás apenas do recorde de 43,8% alcançado no pleito do estado da Saxônia-Anhalt, há duas semanas. Em 2024, a legenda conquistou 32,8% dos votos na Turíngia, ficando em primeiro lugar, no que foi a primeira vitória da ultradireita desde a Segunda Guerra Mundial.

A AfD, que lidera as pesquisas nacionais com 29% das intenções de voto, tem atraído apoio com promessas de endurecer as deportações de estrangeiros sem direito de permanecer na Alemanha, se reaproximar da Rússia e voltar a comprar energia do país, além de promover valores mais conservadores, em torno do modelo tradicional de família.

Outros grandes partidos, porém, continuam evitando alianças com a AfD dentro da estratégia conhecida como "cordão sanitário" contra a ultradireita, o que torna improvável que a legenda participe do governo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental ou em Berlim, onde ficou em terceiro lugar.

>>> 4. Dificuldades para formar coalizões

Com o avanço da AfD e a distribuição dos votos em mais partidos, fica mais difícil a formação de maioria estáveis numa coalizão. Os resultados indicam que um futuro governo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental precisará de três partidos.

Essa fragmentação exigirá maior disposição para compromissos num país de uma longa tradição de coalizões de dois partidos. A coalizão tripartite entre SPD, Partido Verde e FDP, formada em 2021 e então inédita em nível federal, se desfez em menos de três anos.

A estratégia do cordão sanitário manteve a AfD afastada do poder até agora, mas a crescente atratividade do partido para o eleitorado levanta dúvidas sobre a viabilidade dessa abordagem.

>>> 5. Economia no centro do debate

A fragilidade da economia alemã se tornou um fator decisivo nas urnas, com eleitores de diferentes correntes políticas frustrados com o alto custo de vida e a incerteza econômica.

As campanhas nos dois estados ocorreram em meio à disparada dos preços dos combustíveis associada ao conflito no Oriente Médio e a dezenas de milhares de demissões na indústria alemã. Anos de estagnação econômica levaram parte do eleitorado a buscar alternativas fora do centro político.

Em Berlim, a crise habitacional foi o tema dominante na campanha eleitoral. A Esquerda prometeu construir habitações acessíveis, reduzir compulsoriamente os aluguéis de imóveis que estejam 20% ou mais acima da média local e limitar os aluguéis de curta duração para turistas. O partido também prometeu colocar em prática a expropriação das grandes empresas imobiliárias. Há cinco anos, os berlinenses apoiaram essa medida num referendo não vinculativo.

Já a AfD conquistou apoio ao propor a reativação do gasoduto Nord Stream, vindo da Rússia e com terminal em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Segundo a sigla, a retomada do fornecimento de gás russo reduziria os custos de energia.

>>> 6. Sigla de esquerda "antiwoke" não consegue avanço

O BSW, partido nanico e populista de esquerda de viés socialmente conservador, não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e eleger deputados em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Na capital alemã, esse resultado já era esperado, mas não no outro estado.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a legenda registrava índices de dois dígitos há um ou dois anos nas pesquisas de intenção de voto. O partido visava se estabelecer de forma abrangente no Leste alemão e, assim, garantir mais atenção.

Os resultados eleitorais são significativamente piores do que indicavam as pesquisas. Segundo o instituto Infratest Dimap, 69% dos eleitores aptos a votar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental afirmam que o partido está "ocupado demais com disputas internas". A proximidade com a AfD, porém, não prejudicou tanto o partido: 46% dos eleitores dizem considerar "positivo que o BSW esteja disposto a colaborar com a AfD".

Após a eleição na Saxônia-Anhalt, o BSW se mostrou aberta a fornecer votos decisivos para que os ultradireitistas alemães da AfD consigam chegar ao seu primeiro governo estadual, na Saxônia-Anhalt.

Nas semanas que antecederam as eleições, a fundadora da sigla, Sahra Wagenknecht, que no passado foi filiada ao antigo partido comunista da Alemanha Oriental, anunciou que o BSW estaria disposto a abrir caminho para que um político da AfD garanta o posto de governador. A colaboração não seria feita por meio de uma aliança formal, mas por meio da abstenção de seus deputados numa eventual votação decisiva no Parlamento estadual.

¨      Conservadores sofrem derrota histórica na Alemanha

O partido do chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, sofreu uma derrota histórica nas eleições estaduais deste domingo (20/09). Pela primeira em seus 81 anos de história, a conservadora União Democrata Cristã (CDU) não conseguiu superar a cláusula de barreira de 5% e ficou de fora de um parlamento estadual na Alemanha.

Na eleição no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a CDU obteve apenas 4,9% dos votos, não conseguindo ultrapassar a cláusula de barreira de 5% para garantir assentos no Parlamento local. A legenda perdeu mais da metade do eleitorado conquistado no pleito anterior, em 2021, quando obteve 13,3% dos votos.

Até então, o pior resultado do tradicional partido, fundado em 1945, havia sido registrado em 1951, na eleição estadual de Bremen, quando alcançou apenas 9% dos votos.

Em eleições federais, a CDU nunca ficou abaixo da cláusula de barreira, sendo o pior resultado o de 2021, com 22,6% dos votos. Até o início dos anos 2000, percentuais acima de 40% eram alcançados com frequência.

Num pronunciamento incomum logo após o fechamento das urnas no domingo, ainda antes da confirmação do resultado, o chanceler federal alemão afirmou que pretende permanecer no cargo e seguir adiante com as polêmicas reformas, entre elas a da aposentadoria. "É um desastre", afirmou Merz sobre a votação em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, que naquele momento ainda variava entre 5% e 5,5%.

Nesta segunda-feira, Merz voltou a prometer a união da atual coalizão, com o Partido Social-Democrata (SPD), em prol do "futuro democrático" do país e deixou claro que não pretende renunciar. "As razões para esses resultados eleitorais vão muito além da minha própria pessoa", afirmou. "Estamos testemunhando uma transformação profunda do sistema partidário na Alemanha, assim como em muitos outros países ao redor do mundo."

Merz cancelou ainda sua ida para a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

<><> Merz sob pressão

O resultado deve aumentar a pressão que Merz enfrenta desde o fracasso da CDU na eleição na Saxônia-Anhalt. No pleito, o partido obteve 17,2% dos votos, menos da metade dos 37,1% obtidos na última eleição no estado, em 2021. Essa foi de longe a pior votação já obtida pela CDU na Saxônia-Anhalt desde que o estado foi reunificado com a Alemanha, em 1990.

A atual situação é extremamente amarga para Merz, que, em novembro de 2018, quando disputava o posto de presidente da CDU, havia prometido que, sob sua liderança, o apoio eleitoral à AfD poderia ser reduzido pela metade. Na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental aconteceu o contrário: a AfD dobrou sua votação. Em Berlim, o partido também cresceu.

Para se manter no poder, Merz precisa garantir o apoio das lideranças estaduais da CDU. Especialmente importante é o respaldo dos oito governadores estaduais da legenda. Na noite eleitoral, a maioria deles deixou a sede da CDU sem fazer comentários. Imprevisível é a pressão que pode surgir da base partidária contra Merz e a direção da CDU.

Assim como o futuro de Merz é incerto, também não existe um plano claro para uma sucessão. Falta um nome capaz de unir todas as alas dos conservadores, incluindo a União Social Cristã (CSU), da Baviera. Entre os nomes mais mencionados estão os dos governadores da Renânia do Norte-Vestfália, Hendrik Wüst (CDU), e da Baviera, Markus Söder, líder da CSU.

No caso de Wüst, uma candidatura ao cargo de chanceler federal neste momento não seria ideal, pois ele tentará a reeleição numa importante eleição estadual em abril. Já o apoio a Söder traria outro problema: a já abalada CDU poderia ficar ainda mais enfraquecida se apoiasse um nome oriundo da CSU, partido que atua exclusivamente na Baviera.

<><> Pacote de reformas

Para se manter no cargo, Merz precisa recuperar a confiança do eleitorado, abalada pela crise econômica e seu polêmico pacote de reformas, que ainda enfrenta resistência em setores do SPD.

A boa votação de Manuela Schwesig em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental deve tornar as coisas mais difíceis. A governadora do SPD liderou uma campanha que desafiou a AfD e criticou sobretudo o fim previsto da aposentadoria sem descontos após 45 anos de contribuições. O resultado obtido por ela nas urnas poderá agorar fazer o SPD rever seu apoio aos planos de Merz.

O ponto decisivo é que "reformas não podem ser confundidas com cortes", enfatizou o secretário-geral do SPD, Tim Klüssendorf, ainda na noite da eleição. Temas como assistência de longo prazo e aposentadorias deverão voltar ao centro das discussões do partido.

A posição enfraquecida de Merz como líder do maior e mais influente país da União Europeia pode ainda comprometer a unidade do bloco, num momento em que partidos de extrema direita seguem ganhando força, as relações com os Estados Unidos esfriaram significativamente e as pressões econômicas se intensificaram.

¨      Ultradireita cresce, mas deve ficar fora de governos

O partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) conseguiu ampliar os votos nas eleições estaduais realizadas neste domingo (20/09) no nordeste da Alemanha e na capital, Berlim, mas provavelmente continuará na oposição em ambos os estados.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD se tornou a legenda mais votada, com 38,3% dos votos, segundo resultados provisórios das autoridades locais. A sigla ficou ligeiramente à frente do Partido Social-Democrata (SPD), da atual governadora Manuela Schwesig.

"Recebemos claramente o mandato para governar", afirmou copresidente da AfD, Tino Chrupalla, à emissora pública ARD após a divulgação das pesquisas de boca de urna. Segundo ele, a AfD está aberta a negociar com todos os partidos. O líder da legenda também pediu a renúncia do chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz. "Isso seria realmente um alívio para este país."

Também nas eleições em Berlim, a AfD cresceu, mas ficou bem abaixo das próprias expectativas. O partido conquistou 16,3% dos votos e não atingiu seu objetivo de se tornar a principal força política da capital alemã.

<><> "Somos o novo partido popular!"

Como conservadora União Democrata Cristã (CDU), do atual chanceler federal, sofreu perdas expressivas em ambas as eleições, a copresidente da AfD, Alice Weidel, já vê seu partido como sucessor da CDU. "Somos o novo partido popular da Alemanha", afirmou Weidel, em entrevista à emissora pública.

Ela criticou a postura de forte distanciamento da CDU em relação à AfD sob a liderança de Friedrich Merz. A legenda conservadora, assim como os demais partidos alemães, rejeitam categoricamente uma coalizão com a ultradireita.

Weidel não explicou como poderiam ocorrer, na prática, as negociações da AfD com outras legendas após os resultados eleitorais. Sobretudo após a vitória expressiva da AfD no estado da Saxônia-Anhalt, há duas semanas, ficou evidente a dificuldade do partido em encontrar parceiros para formar um governo.

Na eleição, a AfD por pouco não conquistou a maioria absoluta das cadeiras na Assembleia Legislativa, o que lhe permitiria eleger sozinha o governador. Nas negociações para a formação de uma maioria parlamentar, até o momento nenhum partido parece disposto a integrar uma coalizão com a AfD.

<><> AfD sem maiorias

O candidato a governador da AfD na Saxônia-Anhalt, Ulrich Siegmund, havia deixado claro que pretendia liderar apenas um governo estável da sigla. Ele descartou a possibilidade de um governo minoritário do partido. Durante a campanha, foi ainda mais longe ao declarar repetidamente que só desejava governar em um governo formado exclusivamente pela AfD.

Desde então, permanece incerto qual é exatamente a estratégia da AfD. As declarações da direção nacional do partido indicam, contudo, um forte interesse na formação de governos liderados pela legenda. Isso foi reforçado por Weidel, que após as eleições em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental declarou: "Até mesmo em um governo minoritário, por mim".

Também se atribuem a Weidel ambições de suceder Merz como chanceler federal. Ela já foi candidata a chanceler pela AfD na última eleição alemã. Diversos dirigentes de destaque do partido a veem como a próxima candidata ao cargo. A formação bem-sucedida de um governo liderado pela AfD poderia fortalecer sua candidatura.

No entanto, a ascensão do partido também vem sendo acompanhada por protestos crescentes. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim, diversas alianças da sociedade civil se mobilizaram contra a AfD.

<><> Escândalos marcaram a campanha da legenda

A legenda também gerou diversas manchetes negativas durante as campanhas em Berlim e Mecklemburgo. Em Mecklemburgo, um político da AfD precisou retirar sua candidatura após vir à tona que ele havia sido condenado por assalto a banco. Outro candidato desistiu de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa porque havia perdido a carteira de motorista por dirigir embriagado.

Em Berlim, pouco antes da eleição, se tornou público que drogas e objetos de culto nazista foram encontrados com um colaborador da candidata do partido ao cargo de prefeita da cidade.

No passado, a AfD chamou atenção repetidamente por referenciar positivamente a era nazista. Um eurodeputado posou com a mão sobre o coração diante do bunker de Adolf Hitler; um deputado federal descreveu a si mesmo como o "rosto amigável do nazismo".

Já Björn Höcke, influente líder estadual da AfD na Turíngia, foi condenado duas vezes a pesadas multas por utilizar um slogan associado à Sturmabteilung (SA), organização paramilitar ligada ao partido nazista de Adolf Hitler.

 

Fonte: DW Brasil

 

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