quarta-feira, 23 de setembro de 2026

‘Liberdades estão sendo restringidas de várias maneiras nos EUA’, denuncia filha de Muhammad Ali

A ativista de direitos humanos Maryum Ali, filha do lendário boxeador Muhammad Ali, conversou com Opera Mundi, neste sábado (19/09), durante sua participação no Despertar 2026, evento promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), que reuniu 4 mil pessoas no Vibra São Paulo, na capital paulista.

Em sua palestra, Ali recuperou episódios da trajetória do boxeador e uma das maiores vozes contra o racismo, a guerra e o colonialismo. Ela destacou que o pai cresceu em uma cidade segregada e sofreu os impactos da política de segregação racial nos Estados Unidos.

Nem mesmo a medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, protegeu Ali da segregação. Maryum lembrou que, ao voltar aos Estados Unidos, ele não foi atendido em um restaurante reservado a brancos.

“Ele ficou arrasado, percebendo que a medalha não significava nada, a ponto de acabar jogando a medalha no rio”, contou. Foi nesse período, que o boxeador passou a buscar suas origens, converteu-se ao Islã e abandonou o nome Cassius Clay para adotar o de Muhammad Ali.

Mais de meio século depois, salientou a ativista, o governo Trump vem banindo os livros que relatam a luta contra o racismo e pela justiça social, da qual seu pai fez parte. Segundo ela, obras de autores negros vêm sendo retiradas em 18 estados.

Após a palestra neste sábado, a ativista conversou com Opera Mundi e aprofundou o cenário de restrição de direitos nos Estados Unidos sob Trump.

>>> Confira a entrevista.

·        Você atua na defesa dos direitos humanos, qual a sua avaliação dessa área?

Maryum Ali: Direitos humanos básicos estão sob ataque, como o direito de protestar. Você pode enfrentar problemas em relação ao direito de protestar em apoio à Palestina e às crianças palestinas, por exemplo. Isso é uma violação da Constituição dos Estados Unidos, que garante o direito aos protestos pacíficos.

Há ataques contra outras liberdades. Vemos proibição de livros, o que também é vedado pela Constituição. Ao mesmo tempo é chocante vemos programas de tevê que transmitem notícias e vídeos que mostram fatos, mas, mesmo assim, esses fatos são distorcidos.

Em relação aos imigrantes, nenhum deles está passando pelo devido processo legal nos tribunais, embora isso seja um direito, segundo a Constituição. As liberdades estão sendo restringidas de várias maneiras, em particular se você é muçulmano.

·        Na semana passada, foi pedido uma investigação federal sobre os casos de enforcamento de pessoas negras nos Estados Unidos, eu gostaria que você comentasse o que está ocorrendo em relação à população negra.

Nós temos irmãos e irmãs perseguidos de várias maneiras. Houve uma série de linchamentos no último ano de pessoas negras sem que houvesse nenhuma condenação, são dez casos que estão sendo denunciados.

Na realidade, temos muita dificuldade de acreditar neste governo, ou em qualquer governo controlado por esta direita que tem maioria no Congresso. Diante desses linchamentos que estão surgindo, eles alegam que os próprios negros estão se matando, o que nunca aconteceu de verdade. Dizem que os próprios negros estão se enforcando em árvores. Isso é impossível de acreditar.

Estamos vendo muitas atrocidades nos Estados Unidos, em termos de direitos humanos e, também, em relação aos nossos direitos econômicos como contribuintes. Para onde vai o dinheiro dos nossos impostos? Vemos muitos políticos ficando ricos. É uma situação triste.

·        Como estão as expectativas em relação às midterms?

Existem norte-americanos cientes do que está acontecendo e, por outro lado, pessoas que estão em estado de negação, simplesmente levando essa vida materialista e alheia à realidade.

Como progressista, eu me desiludi com o Partido Democrata porque o dinheiro deve ficar fora da política. Não parece nada bom o que eles planejam para este momento e o futuro.

Bilhões estão sendo canalizados para o Partido Democrata e para os partidos tradicionais. Minha esperança é que nosso país tenha, um dia, uma verdadeira democracia, em que o povo realmente tome as decisões e os políticos elaborem leis para o povo.

·        Qual sua opinião sobre a ascensão dos socialistas dentro do Partido Democrata?

Eles são candidatos progressistas e falam sobre questões sociais. Quem controla a mídia gosta de distorcer definições e deturpar quem as pessoas realmente são. Certo? É desinformação. Então, o que eu digo às pessoas é: vejam o que os candidatos dizem que estão tentando fazer pelo povo.

E vejam o que eles estão realmente fazendo. Então, sou totalmente a favor desse movimento e apoio as pessoas que estão surgindo e dizendo que não aceitarão dinheiro de lobistas.

Eles não aceitarão nenhum dinheiro de campanha nem de bilionários. Estão encontrando soluções e proporcionando às pessoas a qualidade de vida que elas merecem. Nunca imaginei que viveria em um país onde ir ao supermercado fosse tão doloroso.

Se você quer uma qualidade de vida minimamente decente, não vai se preocupar com termos como “socialista democrático”. Basta olhar para isso – e é por isso que (Zohran) Mamdani venceu, contra a retórica e as mentiras que estão sendo contadas às pessoas.

·        Como você avalia essa indústria de mentiras hoje?

Fiz esta apresentação (durante o evento do ICL) justamente para falar sobre essa estratégia já foi tentada (nos Estados Unidos). São as mentiras usadas para escravizar os brancos, as mentiras que levaram ao assassinato de judeus no Holocausto, as mentiras que matam as vidas de crianças palestinas e de comunidades pobres que foram destruídas.

Foi assim que chegamos a este ponto. Eles estão fazendo isso e usam essa mesma tática na política. É a mesma estratégia só que com um grupo diferente de pessoas. Há um grupo de pessoas que está conduzindo essa estratégia.

·        Na sua opinião, qual seria a opinião de seu pai em relação a Trump?

Meu pai lutou tanto, passou por tanta coisa, sacrificou-se tanto que isso ver isso tudo acontecendo é simplesmente demais. Aconteceu com ele, está acontecendo comigo. Ele era contra a opressão e o racismo e o Trump é a favor de tudo isso.

¨      CNN, Politico e MS NOW processam Trump após banimento da Casa Branca

CNN, Politico e MS NOW entraram na Justiça para tentar reverter o banimento imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao acesso de seus jornalistas à Casa Branca.

<><> O que aconteceu

Os três veículos dizem que a ação se apoia na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que trata da liberdade de expressão e de imprensa. O pedido de medida de urgência vai ser analisado por um juiz federal no Tribunal Distrital de Washington, D.C., e pode levar a audiências ainda nesta semana. A ação deve se apoiar no argumento de que a justificativa apresentada pelo presidente foi vaga e baseada em descontentamento com a cobertura.

Em comunicado conjunto divulgado hoje, as empresas afirmam que recorreram ao Judiciário para recuperar as credenciais e reafirmar limites à interferência do governo. "Nesta manhã, notificamos o governo de que estamos entrando com uma ação judicial hoje para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e defender o princípio de que não cabe ao governo decidir o que a imprensa noticia ou publica", disseram.

Os veículos afirmam que a Casa Branca retirou as credenciais sem aviso e sem procedimento formal, em reação ao conteúdo das reportagens. Além de impedir a entrada, a Casa Branca também restringiu o trabalho de TV de CNN e MS NOW dentro do complexo. Segundo a CNN, repórteres das três organizações ficaram sem acesso aos locais de trabalho na Casa Branca, e as duas emissoras foram proibidas de usar equipamentos e pontos de câmera.

Nesta segunda, a CNN também foi retirada do chamado pool de imprensa, sistema de cobertura compartilhada entre grandes veículos. A emissora estava escalada para integrar o pool de TV e viajar com Trump a Nova York, mas foi excluída da lista.

<><> Como o governo justificou o veto

Trump anunciou a proibição na sexta-feira e disse que poderia ampliar a lista de veículos barrados. O presidente afirmou que CNN, MS NOW e Politico publicaram "ficção e mentiras" ao cobrir a Presidência, o governo e os Estados Unidos.

Trump afirmou que outras empresas de comunicação poderão ser impedidas de acessar a Casa Branca.

Os três veículos costumam publicar reportagens críticas à gestão de Trump. Tanto CNN quanto MS NOW e Politico produzem cobertura sobre decisões e políticas do presidente que frequentemente geram repercussão no governo.

CNN e MS NOW têm histórico mais evidente de confronto com Trump. Pesquisas sobre a cobertura da primeira gestão do presidente identificaram avaliações mais negativas sobre Trump na MSNBC, enquanto a CNN também dedicou grande parte de sua cobertura a ações e declarações do então presidente.

¨      Trump nega ataque a liberdade de imprensa após processo da CNN, MS NOW e Politico por proibição de acesso

Horas depois de os três veículos de comunicação que ele proibiu de entrar na Casa Branca anunciarem sua intenção de processar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu às redes sociais para se defender.

'A Casa Branca não está promovendo um ataque à imprensa livre, algo que eu prezo', escreveu Trump no Truth Social, em resposta ao processo da CNN, MS NOW e Politico, os três veículos que ele proibiu.

Segundo ele, é um ataque às 'notícias falsas', algo que diz que 'cresceu como um câncer' nos EUA.m'É corrupto, proposital, generalizado, totalmente coordenado e completamente fora de controle. É uma ameaça à nossa Segurança Nacional e precisa ser detido, AGORA!'.

Na sexta-feira, Trump proibiu a entrada dos três veículos de comunicação na Casa Branca por meio de uma publicação surpresa nas redes sociais. Ao anunciar a decisão, ele não citou nenhuma queixa específica contra a cobertura dos veículos, dizendo apenas que se tratava de 'notícias falsas' e que sanções semelhantes poderiam ser aplicadas a outros veículos no futuro.

¨      Por que Trump intensificou disputa com a imprensa ao barrar jornalistas da Casa Branca

Jornalistas do Politico, da CNN e da MS NOW tiveram o acesso à Casa Branca negado depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que estava proibindo os veículos.,Uma repórter e um fotógrafo da MS NOW tentaram entrar nas dependências da Casa Branca na manhã de sábado (19/9), mas seus crachás não foram reconhecidos pelo sistema e um agente os confiscou, informou o veículo.A CNN e o Politico também disseram que seus repórteres tiveram o acesso negado e seus crachás foram apreendidos.

Trump disse na sexta-feira que estava impedindo os três grandes veículos de imprensa dos Estados Unidos de entrar na Casa Branca, acusando os veículos de escrever "ficção ou mentiras" sobre seu governo. "O agente me pediu para entregar meu crachá. Ele disse que estava desativado", afirmou a repórter da MS NOW Akayla Gardner. "Perguntei por que eu não podia entrar. Ele disse que isso estava acima da autoridade dele." Gardner acrescentou que, embora os crachás dela e de seu colega estivessem desativados, uma produtora da MS NOW ainda conseguiu passar seu crachá pelo sistema para entrar, embora não tenha recebido uma explicação sobre por que o crachá da produtora continuava funcionando.

A repórter da CNN Betsy Klein disse que um agente do Serviço Secreto informou que seu crachá havia sido desativado. Mais tarde, na manhã de sábado, o Politico informou que sua repórter Cheyenne Haslett teve a entrada negada e que o Serviço Secreto revogou sua credencial. Os três veículos se manifestaram contra a decisão, acusando Trump de violar seus direitos constitucionais à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.

Um porta-voz da MS NOW disse em comunicado que a Casa Branca "pertence ao povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas pelos nossos impostos". O editor-chefe do Politico, Jonathan Greenberger, disse em um e-mail interno, compartilhado na newsletter Playbook do veículo, que a empresa apoia seus repórteres e irá "defender vigorosamente" seus direitos garantidos pela Primeira Emenda. E a CNN disse: "Temos o direito, garantido pela Constituição dos Estados Unidos, de fazer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos ou interferências do governo, e esta proibição é um ataque ilegal a esse direito fundamental."

<><> Medida ocorre após semana de reveses para Trump

Em seu anúncio, Trump não mencionou reportagens ou matérias específicas dos três veículos que teriam motivado a decisão, mas depois disse que "é realmente um acúmulo de matérias dos últimos anos". Trump acrescentou que "pode haver outros que se juntem a eles", mas não deu nenhuma ordem proibindo outros veículos de imprensa. Mais tarde, quando um repórter perguntou o que ele queria dizer com outros que viriam, Trump respondeu: "Outros que virão em termos de fake news? Bem, você sabe, o New York Times é fake news, o Washington Post é fake news."

A Associação dos Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês) — grupo independente e sem fins lucrativos que representa jornalistas que cobrem a presidência dos Estados Unidos — pediu ao governo "que restaure imediatamente" o acesso dos jornalistas e o acusou de violar a Primeira Emenda. "As implicações vão além dessas organizações: um padrão usado para excluir um veículo de imprensa por causa de sua cobertura poderia ser aplicado a qualquer veículo no futuro", disse a presidente da WHCA, Jacqui Heinrich, que trabalha para a Fox News.

Heinrich disse que os americanos, por meio de uma imprensa livre e independente, precisam ser capazes de escrutinar aqueles que foram eleitos em sua cobertura "independentemente de as autoridades do governo considerarem isso favorável". "É por isso que os tribunais decidiram repetidamente que, uma vez que a Casa Branca oferece acesso a jornalistas, ela não pode negar esse acesso de forma arbitrária ou com base no conteúdo de suas reportagens." Vários grupos dedicados à liberdade de imprensa classificaram a proibição de veículos pela Casa Branca de Trump como ilegal e inconstitucional.

Em análise para a BBC, Anthony Zurcher, correspondente da América do Norte, afirma que o presidente norte-americano elevou a um novo patamar a hostilidade em sua disputa com a imprensa da Casa Branca. Enquanto organizações de monitoramento da imprensa e a Associação dos Correspondentes da Casa Branca protestam contra a decisão, Zurcher afirma que Trump parece decidido a levar adiante um esforço amplo para punir esses veículos. Para o correspondente, a frustração do presidente com a imprensa veio depois de uma semana de reveses, na qual instituições importantes lhe impuseram uma série de derrotas em diferentes frentes de sua agenda.

Nesta semana, a Suprema Corte bloqueou seu plano de restringir o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Isso levou Trump a atacar os ministros da Corte, incluindo aqueles que ele próprio nomeou. "Essas não são as pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos Estados Unidos", disse Trump. Em seguida, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevou as taxas de juros depois de Trump passar meses defendendo que elas deveriam ser reduzidas. Depois, um juiz determinou que seu governo desse 30 dias de aviso antes de fazer qualquer alteração no Kennedy Center, espaço cultural em Washington DC, depois que o presidente alertou que o local poderia ser "demolido".

Zurcher avalia que esses episódios, combinados com índices de aprovação que recentemente caíram a níveis recordes para o segundo mandato, indicam que Trump enfrenta dificuldades políticas. Para o correspondente da BBC, o mais recente ataque à imprensa também levanta questões jurídicas claras.

A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos proíbe o Congresso de "restringir" a liberdade de imprensa. Os tribunais há muito interpretam essa linguagem como uma proibição de que o governo discrimine veículos de imprensa com base no conteúdo de sua cobertura.  Embora a abrangência dessa medida seja sem precedentes, está longe de ser a primeira vez que o governo Trump tenta limitar ou negar o acesso de integrantes de veículos de imprensa tradicionais à Casa Branca, afirma Zurcher.

Em seu primeiro mandato, o governo Trump revogou a credencial de imprensa do correspondente da CNN Jim Acosta, desencadeando uma batalha judicial que acabou sendo resolvida em favor do jornalista. Também suspendeu temporariamente a credencial de um repórter que teve uma discussão acalorada com o então assessor da Casa Branca Sebastian Gorka — uma medida que também foi posteriormente bloqueada pelos tribunais. No ano passado, a Casa Branca proibiu repórteres da Associated Press de participar do grupo de imprensa que acompanha o presidente — que permite aos veículos de imprensa acesso a aparições presidenciais menores dentro da cidade e durante viagens — porque a agência de notícias não seguiria a decisão de Trump de renomear o Golfo do México como Golfo da América.

Essa disputa também levou a uma longa batalha judicial — que ainda não foi totalmente resolvida — e levou a Casa Branca a alterar as regras do grupo de imprensa para eliminar a vaga garantida para todas as agências de notícias. O governo Trump também já entrou com ações judiciais contra veículos americanos e internacionais, como o The New York Times, o The Wall Street Journal e a BBC. Alguns dos processos resultaram em organizações de mídia concordando em pagar acordos de milhões de dólares. O processo de Trump contra a BBC continua em andamento.

Mas as proibições da Casa Branca desta semana representam uma escalada dramática, diz Zurcher. "As restrições incluem o acesso a toda a área da Casa Branca, e não apenas ao grupo de imprensa. E atingem organizações de imprensa inteiras, e não apenas um correspondente específico considerado indesejado", afirma.

<><> Por que Trump tomou a medida agora?

Embora Trump tenha sido claro sobre os motivos por trás de sua decisão, ele deu poucas explicações sobre por que tomou a medida agora. Ele critica regularmente a cobertura da imprensa desde que entrou na política nacional, há mais de uma década, mas disse na sexta-feira que não houve nenhum incidente específico que tenha motivado seu anúncio.

Zurcher avalia que o presidente está acuado. "Mesmo além da semana de reveses claros, ele está em meio a uma guerra de escolha impopular e difícil de resolver no Irã, que levou a um aumento nos preços da energia e de outros produtos de consumo, enfraquecendo sua posição junto ao público americano", afirma."Pesquisas também sugerem que seu partido enfrenta uma batalha difícil para manter o controle da Câmara dos Representantes e, talvez, do Senado nas cruciais eleições legislativas de meio de mandato de novembro."

As tentativas de Trump de melhorar o humor do público ao destacar suas realizações em eventos de campanha e na convenção de seu Partido Republicano no início deste mês, no Texas, até agora se mostraram ineficazes, diz Zurcher."Pode haver algo mais por trás da decisão de Trump de atacar a imprensa neste fim de semana. Mas também pode ser simplesmente um indicativo da frustração presidencial diante de acontecimentos e circunstâncias, algumas provocadas pelo próprio presidente, que estão se voltando contra ele", finaliza o jornalista da BBC.

 

Fonte: Opera Mundi/UOL/BBC News 

 

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