‘Liberdades
estão sendo restringidas de várias maneiras nos EUA’, denuncia filha de
Muhammad Ali
A
ativista de direitos humanos Maryum Ali, filha do lendário boxeador Muhammad Ali, conversou com Opera
Mundi, neste sábado (19/09), durante sua participação no Despertar 2026, evento
promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), que reuniu 4 mil
pessoas no Vibra São Paulo, na capital paulista.
Em sua
palestra, Ali recuperou episódios da trajetória do boxeador e uma das maiores
vozes contra o racismo, a guerra e o colonialismo. Ela destacou que o pai
cresceu em uma cidade segregada e sofreu os impactos da política de segregação
racial nos Estados Unidos.
Nem
mesmo a medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960,
protegeu Ali da segregação. Maryum lembrou que, ao voltar aos Estados Unidos,
ele não foi atendido em um restaurante reservado a brancos.
“Ele
ficou arrasado, percebendo que a medalha não significava nada, a ponto de
acabar jogando a medalha no rio”, contou. Foi nesse período, que o boxeador
passou a buscar suas origens, converteu-se ao Islã e abandonou o nome Cassius
Clay para adotar o de Muhammad Ali.
Mais de
meio século depois, salientou a ativista, o governo Trump vem banindo os
livros que relatam a luta contra o racismo e pela justiça social, da qual seu
pai fez parte. Segundo ela, obras de autores negros vêm sendo retiradas em 18
estados.
Após a
palestra neste sábado, a ativista conversou com Opera Mundi e aprofundou o
cenário de restrição de direitos nos Estados Unidos sob Trump.
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Confira a entrevista.
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Você atua na defesa dos direitos humanos, qual a sua
avaliação dessa área?
Maryum
Ali: Direitos
humanos básicos estão sob ataque, como o direito de protestar. Você pode
enfrentar problemas em relação ao direito de protestar em apoio à Palestina e
às crianças palestinas, por exemplo. Isso é uma violação da Constituição dos
Estados Unidos, que garante o direito aos protestos pacíficos.
Há
ataques contra outras liberdades. Vemos proibição de livros, o que também é
vedado pela Constituição. Ao mesmo tempo é chocante vemos programas de tevê que
transmitem notícias e vídeos que mostram fatos, mas, mesmo assim, esses fatos
são distorcidos.
Em relação aos imigrantes, nenhum deles está
passando pelo devido processo legal nos tribunais, embora isso seja um direito,
segundo a Constituição. As liberdades estão sendo restringidas de várias
maneiras, em particular se você é muçulmano.
·
Na semana passada, foi pedido uma investigação federal
sobre os casos de enforcamento de pessoas negras nos Estados Unidos, eu
gostaria que você comentasse o que está ocorrendo em relação à população negra.
Nós
temos irmãos e irmãs perseguidos de várias maneiras. Houve uma série de
linchamentos no último ano de pessoas negras sem que houvesse nenhuma
condenação, são dez casos que estão sendo denunciados.
Na
realidade, temos muita dificuldade de acreditar neste governo, ou em qualquer
governo controlado por esta direita que tem maioria no Congresso. Diante desses
linchamentos que estão surgindo, eles alegam que os próprios negros estão se
matando, o que nunca aconteceu de verdade. Dizem que os próprios negros estão
se enforcando em árvores. Isso é impossível de acreditar.
Estamos
vendo muitas atrocidades nos Estados Unidos, em termos de direitos humanos e,
também, em relação aos nossos direitos econômicos como contribuintes. Para onde
vai o dinheiro dos nossos impostos? Vemos muitos políticos ficando ricos. É uma
situação triste.
·
Como estão as expectativas em relação às midterms?
Existem
norte-americanos cientes do que está acontecendo e, por outro lado, pessoas que
estão em estado de negação, simplesmente levando essa vida materialista e
alheia à realidade.
Como
progressista, eu me desiludi com o Partido Democrata porque o dinheiro
deve ficar fora da política. Não parece nada bom o que eles planejam para este
momento e o futuro.
Bilhões
estão sendo canalizados para o Partido Democrata e para os partidos
tradicionais. Minha esperança é que nosso país tenha, um dia, uma verdadeira
democracia, em que o povo realmente tome as decisões e os políticos elaborem
leis para o povo.
·
Qual sua opinião sobre a ascensão dos socialistas dentro
do Partido Democrata?
Eles
são candidatos progressistas e falam sobre questões sociais. Quem controla a
mídia gosta de distorcer definições e deturpar quem as pessoas realmente são.
Certo? É desinformação. Então, o que eu digo às pessoas é: vejam o que os
candidatos dizem que estão tentando fazer pelo povo.
E vejam
o que eles estão realmente fazendo. Então, sou totalmente a favor desse
movimento e apoio as pessoas que estão surgindo e dizendo que não aceitarão
dinheiro de lobistas.
Eles
não aceitarão nenhum dinheiro de campanha nem de bilionários. Estão encontrando
soluções e proporcionando às pessoas a qualidade de vida que elas merecem.
Nunca imaginei que viveria em um país onde ir ao supermercado fosse tão
doloroso.
Se você
quer uma qualidade de vida minimamente decente, não vai se preocupar com termos
como “socialista democrático”. Basta olhar para isso – e é por isso que (Zohran) Mamdani venceu, contra a
retórica e as mentiras que estão sendo contadas às pessoas.
·
Como você avalia essa indústria de mentiras hoje?
Fiz
esta apresentação (durante o evento do ICL) justamente para falar sobre
essa estratégia já foi tentada (nos Estados Unidos). São as mentiras usadas
para escravizar os brancos, as mentiras que levaram ao assassinato de judeus no
Holocausto, as mentiras que matam as vidas de crianças palestinas e de
comunidades pobres que foram destruídas.
Foi
assim que chegamos a este ponto. Eles estão fazendo isso e usam essa mesma
tática na política. É a mesma estratégia só que com um grupo diferente de
pessoas. Há um grupo de pessoas que está conduzindo essa estratégia.
·
Na sua opinião, qual seria a opinião de seu pai em
relação a Trump?
Meu pai
lutou tanto, passou por tanta coisa, sacrificou-se tanto que isso ver isso tudo
acontecendo é simplesmente demais. Aconteceu com ele, está acontecendo comigo.
Ele era contra a opressão e o racismo e o Trump é a favor de tudo isso.
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CNN, Politico e MS NOW processam Trump após banimento da
Casa Branca
CNN,
Politico e MS NOW entraram na Justiça para tentar reverter o banimento imposto
pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao acesso de seus jornalistas à Casa
Branca.
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O que aconteceu
Os três
veículos dizem que a ação se apoia na Primeira Emenda da Constituição dos EUA,
que trata da liberdade de expressão e de imprensa. O pedido de medida de
urgência vai ser analisado por um juiz federal no Tribunal Distrital de
Washington, D.C., e pode levar a audiências ainda nesta semana. A ação deve se
apoiar no argumento de que a justificativa apresentada pelo presidente foi vaga
e baseada em descontentamento com a cobertura.
Em
comunicado conjunto divulgado hoje, as empresas afirmam que recorreram ao
Judiciário para recuperar as credenciais e reafirmar limites à interferência do
governo. "Nesta manhã, notificamos o governo de que estamos entrando com
uma ação judicial hoje para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira
Emenda e defender o princípio de que não cabe ao governo decidir o que a
imprensa noticia ou publica", disseram.
Os
veículos afirmam que a Casa Branca retirou as credenciais sem aviso e sem
procedimento formal, em reação ao conteúdo das reportagens. Além de impedir a
entrada, a Casa Branca também restringiu o trabalho de TV de CNN e MS NOW
dentro do complexo. Segundo a CNN, repórteres das três organizações ficaram sem
acesso aos locais de trabalho na Casa Branca, e as duas emissoras foram
proibidas de usar equipamentos e pontos de câmera.
Nesta
segunda, a CNN também foi retirada do chamado pool de imprensa, sistema de
cobertura compartilhada entre grandes veículos. A emissora estava escalada para
integrar o pool de TV e viajar com Trump a Nova York, mas foi excluída da
lista.
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Como o governo justificou o veto
Trump
anunciou a proibição na sexta-feira e disse que poderia ampliar a lista de
veículos barrados. O presidente afirmou que CNN, MS NOW e Politico publicaram
"ficção e mentiras" ao cobrir a Presidência, o governo e os Estados
Unidos.
Trump
afirmou que outras empresas de comunicação poderão ser impedidas de acessar a
Casa Branca.
Os três
veículos costumam publicar reportagens críticas à gestão de Trump. Tanto CNN
quanto MS NOW e Politico produzem cobertura sobre decisões e políticas do
presidente que frequentemente geram repercussão no governo.
CNN e
MS NOW têm histórico mais evidente de confronto com Trump. Pesquisas sobre a
cobertura da primeira gestão do presidente identificaram avaliações mais
negativas sobre Trump na MSNBC, enquanto a CNN também dedicou grande parte de
sua cobertura a ações e declarações do então presidente.
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Trump nega ataque a liberdade de imprensa após processo
da CNN, MS NOW e Politico por proibição de acesso
Horas
depois de os três veículos de comunicação que ele proibiu de entrar na Casa
Branca anunciarem sua intenção de processar, o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, recorreu às redes sociais para se defender.
'A Casa
Branca não está promovendo um ataque à imprensa livre, algo que eu prezo',
escreveu Trump no Truth Social, em resposta ao processo da CNN, MS NOW e
Politico, os três veículos que ele proibiu.
Segundo
ele, é um ataque às 'notícias falsas', algo que diz que 'cresceu como um
câncer' nos EUA.m'É corrupto, proposital, generalizado, totalmente coordenado e
completamente fora de controle. É uma ameaça à nossa Segurança Nacional e
precisa ser detido, AGORA!'.
Na
sexta-feira, Trump proibiu a entrada dos três veículos de comunicação na Casa
Branca por meio de uma publicação surpresa nas redes sociais. Ao anunciar a
decisão, ele não citou nenhuma queixa específica contra a cobertura dos
veículos, dizendo apenas que se tratava de 'notícias falsas' e que sanções
semelhantes poderiam ser aplicadas a outros veículos no futuro.
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Por que Trump intensificou disputa com a imprensa ao
barrar jornalistas da Casa Branca
Jornalistas
do Politico, da CNN e da MS NOW tiveram o acesso à Casa Branca negado depois
que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que estava
proibindo os veículos.,Uma repórter e um fotógrafo da MS NOW tentaram entrar
nas dependências da Casa Branca na manhã de sábado (19/9), mas seus crachás não
foram reconhecidos pelo sistema e um agente os confiscou, informou o veículo.A
CNN e o Politico também disseram que seus repórteres tiveram o acesso negado e
seus crachás foram apreendidos.
Trump
disse na sexta-feira que estava impedindo os três grandes veículos de imprensa
dos Estados Unidos de entrar na Casa Branca, acusando os veículos de escrever
"ficção ou mentiras" sobre seu governo. "O agente me pediu para
entregar meu crachá. Ele disse que estava desativado", afirmou a repórter
da MS NOW Akayla Gardner. "Perguntei por que eu não podia entrar. Ele
disse que isso estava acima da autoridade dele." Gardner acrescentou que,
embora os crachás dela e de seu colega estivessem desativados, uma produtora da
MS NOW ainda conseguiu passar seu crachá pelo sistema para entrar, embora não
tenha recebido uma explicação sobre por que o crachá da produtora continuava
funcionando.
A
repórter da CNN Betsy Klein disse que um agente do Serviço Secreto informou que
seu crachá havia sido desativado. Mais tarde, na manhã de sábado, o Politico
informou que sua repórter Cheyenne Haslett teve a entrada negada e que o
Serviço Secreto revogou sua credencial. Os três veículos se manifestaram contra
a decisão, acusando Trump de violar seus direitos constitucionais à liberdade
de expressão e à liberdade de imprensa.
Um
porta-voz da MS NOW disse em comunicado que a Casa Branca "pertence ao
povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas pelos nossos
impostos". O editor-chefe do Politico, Jonathan Greenberger, disse em um
e-mail interno, compartilhado na newsletter Playbook do veículo, que a empresa
apoia seus repórteres e irá "defender vigorosamente" seus direitos
garantidos pela Primeira Emenda. E a CNN disse: "Temos o direito,
garantido pela Constituição dos Estados Unidos, de fazer nosso trabalho jornalístico
sem obstáculos ou interferências do governo, e esta proibição é um ataque
ilegal a esse direito fundamental."
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Medida ocorre após semana de reveses para Trump
Em seu
anúncio, Trump não mencionou reportagens ou matérias específicas dos três
veículos que teriam motivado a decisão, mas depois disse que "é realmente
um acúmulo de matérias dos últimos anos". Trump acrescentou que "pode
haver outros que se juntem a eles", mas não deu nenhuma ordem proibindo
outros veículos de imprensa. Mais tarde, quando um repórter perguntou o que ele
queria dizer com outros que viriam, Trump respondeu: "Outros que virão em
termos de fake news? Bem, você sabe, o New York Times é fake news, o Washington
Post é fake news."
A
Associação dos Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês) —
grupo independente e sem fins lucrativos que representa jornalistas que cobrem
a presidência dos Estados Unidos — pediu ao governo "que restaure
imediatamente" o acesso dos jornalistas e o acusou de violar a Primeira
Emenda. "As implicações vão além dessas organizações: um padrão usado para
excluir um veículo de imprensa por causa de sua cobertura poderia ser aplicado
a qualquer veículo no futuro", disse a presidente da WHCA, Jacqui
Heinrich, que trabalha para a Fox News.
Heinrich
disse que os americanos, por meio de uma imprensa livre e independente,
precisam ser capazes de escrutinar aqueles que foram eleitos em sua cobertura
"independentemente de as autoridades do governo considerarem isso
favorável". "É por isso que os tribunais decidiram repetidamente que,
uma vez que a Casa Branca oferece acesso a jornalistas, ela não pode negar esse
acesso de forma arbitrária ou com base no conteúdo de suas reportagens." Vários
grupos dedicados à liberdade de imprensa classificaram a proibição de veículos
pela Casa Branca de Trump como ilegal e inconstitucional.
Em
análise para a BBC, Anthony Zurcher, correspondente da América do Norte, afirma
que o presidente norte-americano elevou a um novo patamar a hostilidade em sua
disputa com a imprensa da Casa Branca. Enquanto organizações de monitoramento
da imprensa e a Associação dos Correspondentes da Casa Branca protestam contra
a decisão, Zurcher afirma que Trump parece decidido a levar adiante um esforço
amplo para punir esses veículos. Para o correspondente, a frustração do
presidente com a imprensa veio depois de uma semana de reveses, na qual
instituições importantes lhe impuseram uma série de derrotas em diferentes
frentes de sua agenda.
Nesta
semana, a Suprema Corte bloqueou seu plano de restringir o voto pelo correio
antes das eleições de meio de mandato. Isso levou Trump a atacar os ministros
da Corte, incluindo aqueles que ele próprio nomeou. "Essas não são as
pessoas que entrevistei para servir na Suprema Corte dos Estados Unidos",
disse Trump. Em seguida, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos,
elevou as taxas de juros depois de Trump passar meses defendendo que elas
deveriam ser reduzidas. Depois, um juiz determinou que seu governo desse 30
dias de aviso antes de fazer qualquer alteração no Kennedy Center, espaço
cultural em Washington DC, depois que o presidente alertou que o local poderia
ser "demolido".
Zurcher
avalia que esses episódios, combinados com índices de aprovação que
recentemente caíram a níveis recordes para o segundo mandato, indicam que Trump
enfrenta dificuldades políticas. Para o correspondente da BBC, o mais recente
ataque à imprensa também levanta questões jurídicas claras.
A
Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos proíbe o Congresso de
"restringir" a liberdade de imprensa. Os tribunais há muito
interpretam essa linguagem como uma proibição de que o governo discrimine
veículos de imprensa com base no conteúdo de sua cobertura. Embora a abrangência dessa medida seja sem
precedentes, está longe de ser a primeira vez que o governo Trump tenta limitar
ou negar o acesso de integrantes de veículos de imprensa tradicionais à Casa
Branca, afirma Zurcher.
Em seu
primeiro mandato, o governo Trump revogou a credencial de imprensa do
correspondente da CNN Jim Acosta, desencadeando uma batalha judicial que acabou
sendo resolvida em favor do jornalista. Também suspendeu temporariamente a
credencial de um repórter que teve uma discussão acalorada com o então assessor
da Casa Branca Sebastian Gorka — uma medida que também foi posteriormente
bloqueada pelos tribunais. No ano passado, a Casa Branca proibiu repórteres da
Associated Press de participar do grupo de imprensa que acompanha o presidente
— que permite aos veículos de imprensa acesso a aparições presidenciais menores
dentro da cidade e durante viagens — porque a agência de notícias não seguiria
a decisão de Trump de renomear o Golfo do México como Golfo da América.
Essa
disputa também levou a uma longa batalha judicial — que ainda não foi
totalmente resolvida — e levou a Casa Branca a alterar as regras do grupo de
imprensa para eliminar a vaga garantida para todas as agências de notícias. O
governo Trump também já entrou com ações judiciais contra veículos americanos e
internacionais, como o The New York Times, o The Wall Street Journal e a BBC. Alguns
dos processos resultaram em organizações de mídia concordando em pagar acordos
de milhões de dólares. O processo de Trump contra a BBC
continua em andamento.
Mas as
proibições da Casa Branca desta semana representam uma escalada dramática, diz
Zurcher. "As restrições incluem o acesso a toda a área da Casa Branca, e
não apenas ao grupo de imprensa. E atingem organizações de imprensa inteiras, e
não apenas um correspondente específico considerado indesejado", afirma.
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Por que Trump tomou a medida agora?
Embora
Trump tenha sido claro sobre os motivos por trás de sua decisão, ele deu poucas
explicações sobre por que tomou a medida agora. Ele critica regularmente a
cobertura da imprensa desde que entrou na política nacional, há mais de uma
década, mas disse na sexta-feira que não houve nenhum incidente específico que
tenha motivado seu anúncio.
Zurcher
avalia que o presidente está acuado. "Mesmo além da semana de reveses
claros, ele está em meio a uma guerra de escolha impopular e difícil de
resolver no Irã, que levou a um aumento nos preços da energia e de outros
produtos de consumo, enfraquecendo sua posição junto ao público americano",
afirma."Pesquisas também sugerem que seu partido enfrenta uma batalha
difícil para manter o controle da Câmara dos Representantes e, talvez, do
Senado nas cruciais eleições legislativas de meio de mandato de novembro."
As
tentativas de Trump de melhorar o humor do público ao destacar suas realizações
em eventos de campanha e na convenção de seu Partido Republicano no início
deste mês, no Texas, até agora se mostraram ineficazes, diz Zurcher."Pode
haver algo mais por trás da decisão de Trump de atacar a imprensa neste fim de
semana. Mas também pode ser simplesmente um indicativo da frustração
presidencial diante de acontecimentos e circunstâncias, algumas provocadas pelo
próprio presidente, que estão se voltando contra ele", finaliza o
jornalista da BBC.
Fonte:
Opera Mundi/UOL/BBC News

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