quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Jair de Souza: Deixem o bolsonarismo roubar em paz!

Parece que a inveja não tem mesmo limites. É por isso que os incapazes andam botando a boca no trombone para tentar escrachar o clã bolsonarista e seu movimento político.

Todo dia aparece denúncia nova, com indícios mais do que evidentes, do envolvimento de figuras de proa do bolsonarismo em golpes executados pelo Banco Master, capitaneado pelo ardente bolsonarista Daniel Vorcaro.

Por isso, a população vai tomando conhecimento de que centenas de milhões de reais, e até mesmo muitos bilhões, de recursos públicos foram desviados por governadores e prefeitos afins ao bolsonarismo para as arcas da instituição vorcariana. Mas, em lugar de parabenizá-los por sua demonstração de maestria na arte do roubo, os ingratos querem induzir nosso povo a se indispor com quem já deu suficientes provas de sua genialidade na tradicional arte de surrupiar.

Quanto a isto, o que mais causa indignação é constatar que a maior parte do estardalhaço está sendo feito por incapazes que jamais tiveram talento nem ousadia equiparáveis ao que os bolsonaristas estão constantemente exibindo. Não devemos nos esquecer que, em contraposição às gigantescas tramoias bolsonaristas, Lula foi acusado a partir de manchetes da rede Globo sobre infrações não comprovadas relativas ao recebimento de benfeitorias em certo triplex no Guarujá que sequer era seu.

Com toda razão, os líderes bolsonaristas ridicularizam essa imensa incapacidade para algo que consideram a missão mais importante de um político: desviar dinheiro de instituições públicas para suas contas pessoais. Portanto, mesmo que as acusações que levaram Lula à prisão tivessem alguma veracidade, ele já mereceria ser repudiado por se limitar a um trambique de tão somente umas merrecas de reais. Porém, deixar-se prender sem ter roubado é algo muito mais condenável aos olhos do bolsonarismo.

Onde já se viu um presidente se rebaixar tanto a ponto de cobrar propina tão insignificante? Como ficou comprovado posteriormente no leilão de venda efetuado pelo verdadeiro proprietário do imóvel, seu valor de mercado não chegava sequer a dois milhões de reais, o que implica que uma reforma no mesmo representaria um montante ainda menor. Neste caso, raciocinando em base da filosofia bolsonarista, Lula deveria ser taxativamente condenado por ousar aceitar valores tão desprezíveis.

Para melhor avaliar a questão, basta ter em conta que os casos involucrando a cúpula do bolsonarismo dizem respeito a somas muitíssimo mais elevadas. Os dados que vão surgindo dos telefones confiscados de Daniel Vorcaro atestam este fato. Então, são dezenas de milhões desviados para um bolsonarista aqui, centenas para outro ali, e por aí vai. E tudo com perspectivas reais de ser confirmado com provas fidedignas.

Não obstante esse tenebroso panorama, quais dos integrantes do clã ou de seus mais íntimos colaboradores se deixaram condenar ou serem presos por roubo ou corrupção? Que eu me lembre, nenhum. O patriarca do clã não está cumprindo pena de prisão por ter, por exemplo, autorizado a criação e dado força às atividades da maior máquina de roubar da história brasileira, o Banco Master. Não, sua condenação se deu por haver encabeçado a tentativa de golpe de Estado, com o qual ele e seu grupo pretendiam permanecer no comando político da nação, a despeito de sua flagrante derrota eleitoral.

Além do mais, o clã bolsonarista e os comandantes de seu movimento também têm sido bastante hábeis em contornar possíveis condenações públicas a partir dos meios de comunicação corporativos. Em consequência, quase nunca têm ocupado a posição de alvo prioritário dos órgãos da classe dominante em função da corrupção. Estes parecem ter entendido muito bem a ideia de que existem os corruptos do bem, ou seja, aqueles que praticam a corrupção sem a mínima intenção de ameaçar os privilégios já estabelecidos.

Em vista disto, a mídia hegemônica sempre prefere lançar suas baterias contra os “lulinhas” da vida, nunca contra quem de verdade rouba o que deveria atender ao conjunto de nosso povo.

Em resumo, podemos unir nossa voz ao veemente desabafo de todos os que colocam em primeiro lugar os interesses do imperialismo estadunidense, de seus aliados dos grandes grupos financeiros e daqueles que acreditam que a pátria é propriedade dos que têm grandes fortunas: “Por favor, deixem o bolsonarismo roubar em paz!”

•        “Flávio do Vorcaro, mais um ladrão da família Bolsonaro”, denuncia movimento social em comitê do PL

Militantes do Levante Popular da Juventude amanheceram nesta segunda-feira (21) em frente ao comitê de campanha do Partido Liberal (PL) na Zona Norte do Rio de Janeiro para denunciar as relações entre o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.

O grupo estendeu uma faixa com a mensagem: “Flávio do Vorcaro, mais um ladrão da família Bolsonaro”, além de colocar sacos de lixo na calçada com as fotos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Flávio Bolsonaro e de Vorcaro.

As imagens traziam os seguintes dizeres: “BolsoTrump, lixo da história”, em alusão à interferência dos EUA nas eleições de 2026 para favorecer o candidato da extrema direita em troca de acesso irrestrito às riquezas naturais brasileiras.

Os jovens também espalharam notas falsas de dinheiro no chão para simbolizar o envolvimento da extrema direita com o crime organizado. O protesto pacífico aconteceu às 6h da manhã na Av. Maracanã, n⁰ 1292, na Tijuca.

“Vorcaro enriqueceu às custas de fraudes financeiras e do dinheiro que roubou de aposentados e pensionistas. Ele usou sua fortuna para comprar apoio de políticos corruptos e beneficiar o Banco Master”, afirmou uma liderança do movimento social, que preferiu não se identificar com receio de violência política e represálias.

“Flávio Bolsonaro é o único candidato à presidência que mantém relações próximas com Vorcaro. Isso é muito grave. Ele precisa responder o que fez com os R$ 61 milhões que pediu ao ‘irmãozão’. Flávio Bolsonaro está metido até o pescoço na lama criminosa do ex-banqueiro e nós estamos aqui cobrando uma satisfação à sociedade”.

<><> Entenda

O senador Flávio Bolsonaro havia dito que, em maio de 2025, Vorcaro deixou de fazer os pagamentos destinados a contribuir com o financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Mas o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que o ex-banqueiro transferiu US$ 1.666.667 em 16 de setembro daquele ano para o Havengate Development Fund (EUA), responsável pela administração de recursos ligados à produção do longa.

De acordo com reportagem da revista Piauí, a transferência ocorreu vários meses depois do período mencionado por Flávio Bolsonaro como o momento em que Vorcaro teria encerrado os repasses destinados ao projeto.

O pagamento também ocorreu oito dias após Flávio Bolsonaro enviar uma mensagem ao banqueiro para cobrar parcelas que estavam atrasadas. Com a operação registrada pelo Coaf, o total destinado por Vorcaro ao filme aumentou de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, valor que correspondia a mais de R$ 65 milhões segundo a cotação vigente naquele período. Investigadores também apuram outra transferência que pode ter feito os valores chegarem a R$ 72 milhões.

<><> Agressões à soberania brasileira

Em 2026, os EUA aplicaram dois tarifaços contra o Brasil (um de 25% e outro de 12,5%). O motivo para a guerra comercial foi a condenação de Jair Bolsonaro (PL). Em setembro de 2025, ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram o político da extrema direita a 27 anos de cadeia no inquérito da trama golpista.

Outra causa das agressões dos EUA foi a aproximação do Brasil com três regiões que fazem frentes de resistência à hegemonia estadunidense na economia internacional – China, BRICS, Sul Global.

As agressões contra o Brasil foram motivadas pelas articulações da extrema direita bolsonarista nos EUA, onde Flávio Bolsonaro esteve em algumas ocasiões este ano. Irmão do candidato, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mora no território estadunidense, e estimula sanções contra o país sul-americano.

<><> Intenções de voto

A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21), mostrou que o presidente Lula (PT) assegura a liderança no primeiro turno e mantém vantagem sobre os seus adversários no segundo turno.

O levantamento divulgado pelo instituto Datafolha na última quinta-feira (17) também mostrou Lula na primeira posição na simulação de primeiro turno e com vitória sobre seus concorrentes no segundo turno.

•        PF apreendeu dólares, euros e liras turcas em escritório de Ciro Nogueira

A Polícia Federal apreendeu US$ 27.735, € 1.555 e 890 liras turcas em espécie durante o cumprimento de medidas judiciais em um escritório ligado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), candidato à reeleição. Os valores foram localizados durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 7 de maio, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Os dólares equivalem a aproximadamente R$ 141,8 mil, enquanto os euros correspondem a R$ 9,2 mil e as liras turcas, a cerca de R$ 93. O total se aproxima de R$ 151 mil.

Depois da apreensão, o dinheiro foi depositado em uma conta judicial e permaneceu à disposição da Justiça, segundo o relatório policial.

A operação que atingiu Ciro Nogueira aprofundou uma investigação sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos pontos centrais da investigação é a relação entre Ciro e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo a PF, elementos reunidos no inquérito indicariam que essa ligação poderia ter ido além de uma relação pessoal ou da atuação política regular, envolvendo possíveis benefícios econômicos e interesses políticos.

Os investigadores apontam, entre as suspeitas, repasses mensais de pelo menos R$ 300 mil ao senador, com referências a pagamentos que teriam alcançado R$ 500 mil. Mensagens reproduzidas na decisão judicial mostram uma conversa na qual Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, pergunta se os pagamentos relacionados a “Ciro” deveriam continuar em R$ 500 mil ou poderiam ser reduzidos para R$ 300 mil.

A apuração também menciona uma operação envolvendo participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões que teria sido adquirida por R$ 1 milhão, além da disponibilização gratuita de um imóvel de alto padrão e do pagamento de hospedagens, deslocamentos e outras despesas de viagens internacionais. A PF também identificou indícios de despesas pessoais do senador custeadas por Vorcaro.

A quinta fase da Compliance Zero também teve como alvo Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, que foi preso. Na decisão que autorizou a operação, Mendonça apontou a existência de elementos que indicariam um possível arranjo entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro envolvendo pagamentos e iniciativas legislativas.

Entre os episódios analisados está a atuação de Ciro em uma proposta relacionada à autonomia financeira do Banco Central. Em uma das conversas obtidas pelos investigadores, Vorcaro afirmou que a proposta apresentada pelo senador “saiu exatamente como mandei”.

Após a operação de maio, Ciro Nogueira afirmou publicamente ser alvo de “perseguição política” e disse que tentavam atingir sua reputação em um ano eleitoral.

A Compliance Zero foi iniciada em novembro de 2025 e passou a investigar diferentes núcleos relacionados ao Banco Master e a suspeitas de irregularidades financeiras. Em julho deste ano, a Polícia Federal já havia deflagrado a décima fase da operação, destinada a apurar, entre outros pontos, suspeitas de interferência em investigações e crimes relacionados ao sistema financeiro.

<><> PF apreendeu relógios de luxo com Ciro Nogueira em operação do caso Master

A Polícia Federal (PF) detalhou, em relatório cujo sigilo foi derrubado nesta segunda-feira (21), os bens encontrados e apreendidos no cofre pessoal do senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A ação foi realizada em 7 de maio como parte da quinta fase da Operação Compliance Zero, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Entre os itens recolhidos pelos agentes federais no cofre do parlamentar, que é presidente do PP, estão dois relógios de luxo. A identificação preliminar aponta que as peças pertencem às marcas Patek Philippe e Rolex.

O primeiro item foi descrito pela corporação como um relógio de pulso, aparentemente da Patek Philippe, na cor ouro rosa (rosé gold) e acompanhado por uma pulseira de couro azul. Trata-se de uma marca de alto luxo considerada uma das mais caras do mundo, cujos modelos podem ultrapassar o valor de R$ 5 milhões, a depender de suas características e especificações.

O segundo artigo localizado é um relógio Rolex Yacht-Master, aparentemente nas cores prateada e branca. A linha também apresenta preços variáveis conforme a versão, podendo superar R$ 326 mil nas opções de luxo. Além dos relógios, os policiais federais apreenderam joias e semijoias não classificadas, entre as quais se destaca um crucifixo em material dourado. De acordo com os autos do processo, a Polícia Federal solicitou posteriormente a avaliação pericial das peças para averiguar o valor exato dos objetos.

A quinta fase da Operação Compliance Zero aprofundou as investigações sobre um suposto esquema que envolve crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, com ramificações relacionadas ao Banco Master. Na mesma fase da operação, os agentes também miraram Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, que acabou preso.

A apuração conduzida pelos investigadores indica que Ciro Nogueira receberia repasses financeiros mensais efetuados por Daniel Vorcaro. Segundo os dados levantados, os valores transferidos ao parlamentar teriam chegado a R$ 500 mil por mês.

Para a Polícia Federal, a relação mantida entre o senador e o banqueiro extrapolaria a “mera amizade”, o “vínculo fraternal” ou a “atuação política regular”. Os relatórios da investigação descrevem trocas financeiras e favorecimentos políticos mútuos, incluindo:

•        A aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo montante de R$ 1 milhão;

•        Repasses mensais na ordem de R$ 300 mil ou mais, havendo relatos de que as quantias teriam alcançado R$ 500 mil mensais;

•        A disponibilização gratuita e por tempo indeterminado de um imóvel de elevado padrão;

•        O custeio de hospedagens, deslocamentos e outras despesas relativas a viagens internacionais de alto custo.

Ainda de acordo com o material apreendido pela corporação, conversas interceptadas mostram Daniel Vorcaro celebrando o andamento de propostas no Congresso Nacional. Em uma das mensagens obtidas pela PF, o banqueiro afirma que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Autonomia Financeira do Banco Central, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, “saiu exatamente como mandei”.

 

Fonte: Brasil 247

 

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