Flávio,
espelho da destruição bolsonarista
Uma
primeira pergunta. Quem era Jair Bolsonaro antes de se tornar um personagem
fabricado pelo capital e pelo imperialismo? No fundo, uma imagem e nada mais
que a imagem do matuto ingênuo, xucro, mas honesto? A imagem do tiozão do
churrasco que produziria, novamente, uma derivação da empatia imaginada de
milhões de brasileiros de mentalidade forjada pela semiótica novelesca da mídia
tradicional, sempre à espera de um “salvador da pátria”. Da mentalidade
sectária herdada dos tempos coloniais?
Bem, a
história é simples: o tiozão se tornou presidente – mesmo que, para isso, fosse
preciso envolver a prisão política de Lula após o lawfare da Lava Jato
conduzida pela dupla Moro e Dallagnol. E, em seu exercício, ele, efetivamente,
não governou. Deixou simplesmente que o país seguisse à deriva das leis vorazes
do capital e do lucro. O lucro governou o Brasil de 2018 a 2022, e Bolsonaro
foi o anti-herói colocado à frente com a única função de desviar a atenção, sob
o modus operandi de polêmicas sobre as principais agendas do governo: da pauta
climática à educação, da saúde à segurança pública, da defesa da soberania às
relações interministeriais. Tudo uma confusão, um desvario, uma zona. Por
incapacidade de governo? Nada disso! Porque dele não era e nunca foi
requisitada tal capacidade. O bolsonarismo não representa os ideais do
nacionalismo clássico justamente porque, em sua base, não há qualquer
substância a não ser o próprio lucro. O bolsonarismo é a prótese utilizada pelo
capitalismo financeiro. É o mercado em estado puro, sem qualquer tensionamento
por parte do Estado, quem cria as regras para a condução dos assuntos públicos,
cujo resultado é sempre um invariável “salve-se quem puder”.
É o
neoliberalismo operando seus motores. E, convenhamos, “neoliberalismo” é o
termo leve encontrado para algo que não é apenas a linha sucessória de um
processo histórico. Não é a atualização do liberalismo clássico. É algo mais
profundo, que tem como fundamento a ruptura com a própria história. Formulações
como necropolítica (Mbembe) e semiocapitalismo (Bifo) são esforços de uma
elaboração mais precisa do termo, cuja essência é a mesma da servidão. Não há
palavra mais precisa do que servidão para entender o significado da
extrema-direita, cujos exemplos maiores no eixo sul-americano foram, e seguem
sendo, Bolsonaro e o bolsonarismo, no Brasil, e Milei, na Argentina.
Ambos
não são chefes de Estado. A tomada de decisão que fazem é sempre condicionada
por grandes corporações. Tudo isso ficou claro durante os perigosos anos do
mandato de Jair Bolsonaro. O risco de sua reeleição tornou-se um risco de vida
e morte. Não nos esqueçamos disso!
Mas, e
o Flávio?
Se
Bolsonaro era um espelho das intenções do grande capital, um ator sem a
necessidade de sê-lo, um matuto capaz de crer que tinha efetivamente uma
vocação, ao mesmo tempo em que era incapaz de entender que o jogo da política e
do poder logo o descartaria quando não fosse mais útil, e seria execrado da
vida pública, Flávio é ainda pior do que ele. E é pior porque não corresponde,
efetivamente, a uma criação do mercado: é um espelho do espelho; já um efeito
da recursividade de um modelo descartado por boa parte do capital.
A quem
o Flávio convence? Qual é sua marca, seu carisma, seu potencial de produzir uma
“empatia imaginada”? A esquerda deve compreender uma coisa: o que se pode
fazer, desde já, não é desconsiderar a hipótese de que a disputa pode ser
acirrada, exigindo uma construção ainda mais sólida em um eventual segundo
turno. O que está em jogo, portanto, é compreender a possibilidade de uma
disputa acirrada e as condições políticas que a produziriam.
Ora,
Flávio é a síntese da história recente da redemocratização do país. É a fusão
caótica de Collor e Bolsonaro em uma versão antiquada e cafona do homem limpo,
branco e hétero que deve restituir a moral na política. Como isso pode colar
novamente? Como pode a política ser o espaço de uma compulsão à repetição
traumática em massa, nesses moldes? Como pode uma ideia ser maior que a
experiência de uma geladeira vazia, da carne dura e escassa durante o exercício
de Bolsonaro? O óleo de soja disparando, a carne bovina chegando a subir 32,4%
em um único ano, em 2019, e a alimentação acumulando altas de 14,09% em 2020 e
11,64% em 2022: a vida cotidiana tornando-se progressivamente mais cara, o
alimento novamente convertido em privilégio. Vejamos Milei e os quadros de
miséria na Argentina. O que era a Argentina, onde em qualquer canteiro de obras
havia um assador de carne que preparava o assado para os operários da obra, em
comparação ao que é hoje, em que a carne foi subtraída da mesa do argentino?
Como pode a piada acerca da picanha ser maior do que o poder de voltar a
consumi-la no governo Lula, mesmo que o valor não seja mais o mesmo desde o
golpe? O que seria do consumo da carne, para finalizar com um só exemplo, caso
Bolsonaro tivesse conseguido a reeleição? Não nos iludamos, portanto, com teses
relativistas que nada explicam.
E não
nos iludamos com aquelas formulações excêntricas que criticam Lula e o
neoliberalismo sem levar em conta as dinâmicas do capital. Produzir sua ruptura
pode ser uma alternativa defensável, e não é meu objetivo aqui destituí-la de
sentido histórico. O que não se pode é confundir os modos pelos quais o PT
conseguiu construir, em termos de passos importantes, os rumos de um país
melhor. Quem duvidar disso, basta ler, em uma perspectiva comparativa, o que é
o Brasil sem o PT e com ele. Não entender isso implica não entender do que o
Brasil foi salvo nas últimas eleições, quando até a grande mídia teve que,
humilhantemente, se dobrar diante do PT.
Então,
vejamos bem: o Flávio é a saturação de tudo o que existe de pior na velha
política. Ufanismo, soluções mágicas, tom beligerante. E, como bom
representante da extrema-direita, boa dose de vulgaridade. Nele não se
encontrará sequer uma única ideia original, uma única expressão autoral.
Porque, diferentemente da direita tradicional, a extrema-direita dispensa a boa
formação, demonstrando não haver, novamente, passagem cabível entre o
liberalismo clássico e o neoliberalismo. O neoliberalismo é, como disse David
Harvey, o acerto de contas da luta de classes: espécie de revanche após anos de
uma distribuição mais equitativa de riqueza e direitos. O neoliberalismo, cuja
formulação mais acertada seria neodespotismo, prescinde de tudo o que remeta à
razão. É, como todo bom fascismo, anti-intelectual.
Flávio
Bolsonaro não é a superação de Bolsonaro. É sua repetição. Não é o espelho de
uma nova realidade política, mas o espelho de uma imagem já refletida inúmeras
vezes. De um lado, Lula carrega consigo a densidade de uma experiência
histórica; de outro, Flávio aparece como a tentativa de transformar a própria
repetição em futuro. É justamente aí que reside o enigma: quando uma sociedade
já não consegue produzir novas imagens, passa a acreditar que o reflexo ainda é
realidade.
• Emenda parlamentar fortalece conexão de
Flávio Bolsonaro com a milícia. Por Tadeu Porto
A
sabedoria popular vai mostrar, de maneira muito sólida, que algumas coisas não
mudam: desde o pau que nasce torto e nunca se endireita até aquele evento que
pode acontecer uma vez e nunca mais, mas que, se ocorrer pela segunda vez,
certamente acontecerá pela terceira.
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A
milícia é um poder paralelo real, com forte presença no Rio de Janeiro, e não é
de hoje que se sabe da realidade desse poder. Não é de hoje também que se sabe
que a família Bolsonaro tem ligações diretas com o paramilitarismo.
Essas
conexões contam com fatos concretos e conhecidos: Flávio Bolsonaro concedeu a
Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, além de
empregar a mãe e a ex-mulher do miliciano em seu gabinete na Alerj, onde
Fabrício Queiroz atuava como operador das “rachadinhas”.
Recentemente,
revelou-se que uma assessora de Flávio, conhecida como “Fafá de Flávio
Bolsonaro”, foi pega em mensagens negociando quase R$ 200 mil em emendas
parlamentares com Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, condenado por integrar a
milícia dos irmãos Brazão — apontados como mandantes do assassinato de Marielle
Franco. A assessora orientava Peixe a procurar Chiquinho Brazão para reforçar a
liberação da verba a uma ONG sob suspeita de desvio.
Além
das teias milicianas, surgem conexões com investigados por ligação ao Comando
Vermelho: Gutemberg Fonseca, aliado e indicado por Flávio para o Governo do
Estado do Rio de Janeiro, aparece em mensagens tratando de favores com a
liderança “Índio do Lixão”; aliados como TH Joias e Alessandro Pitombeira
Carracena viraram réus por suspeita de ligação com a facção; e Rodrigo Bacellar
tornou-se réu no STF por suspeita de obstruir a investigação para favorecer TH
Joias e o grupo criminoso.
Não à
toa, o patriarca da família, Jair Bolsonaro, é oriundo de uma banda podre do
Exército e foi afastado da corporação, sendo natural que habite o submundo do
poder paralelo, que não consegue viver dentro da institucionalidade.
O
alerta está dado e é responsabilidade de cada brasileiro olhar com uma lupa as
relações da família Bolsonaro com a milícia carioca. Cada cidadão precisa ter
uma análise crítica apurada para decidir se dará poder a um setor da sociedade
que vive totalmente à margem da lei, com histórico de assassinatos, torturas e
agressões físicas.
• Mensagens apreendidas pela PF mostram
cobrança de Flávio e Neymar Pai sobre Vorcaro
Mensagens
apreendidas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação sobre o Banco
Master indicam que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Neymar
da Silva Santos, pai do jogador Neymar Jr., pressionaram o banqueiro Daniel
Vorcaro por liberação de recursos em fevereiro de 2025.
Os
diálogos foram revelados pela revista Carta Capital a partir de relatório da
corporação e mostram o publicitário e lobista Thiago Miranda relatando a
Vorcaro que recebia cobranças de ambas as partes.
Em
conversa enviada em 11 de fevereiro de 2025, Miranda solicitou auxílio ao
banqueiro para destravar pendências relativas ao financiamento do filme “Dark
Horse” e a uma negociação comercial com o Santos Futebol Clube. Na sequência da
mensagem, o intermediário escreveu: “Flavio B e Neypai estão me cobrando”.
Diante do relato, Vorcaro respondeu chamando o publicitário para conversar.
As
cobranças registradas no relatório policial envolvem duas frentes distintas de
negociação. A primeira diz respeito ao financiamento do longa-metragem “Dark
Horse”, obra fictícia voltada à trajetória política do ex-presidente preso Jair
Bolsonaro (PL), que recebeu repasses de Vorcaro que somaram R$ 61 milhões.
A
segunda frente tratava de uma proposta de R$ 15 milhões pelo uso da marca do
Banco Master em três espaços do uniforme do Santos Futebol Clube, com a
intermediação de Neymar Pai.
De
acordo com a PF, Thiago Miranda atuava como elo entre o dono do Banco Master e
os interessados em ambos os projetos. Dias antes do relato sobre as cobranças,
em 3 de fevereiro de 2025, o lobista informou a Vorcaro que organizava uma
reunião na residência do banqueiro com a presença de Neymar Pai e
representantes do atleta.
A
investigação ressalva que o material apreendido não permite concluir se houve
reunião presencial de Neymar Jr. ou de seu pai com Daniel Vorcaro, nem confirma
se os acordos foram fechados nos termos negociados.
• Deputado pede ao STF para investigar se
advogado é ‘laranja’ de Flávio
O
Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu um pedido para investigar se o advogado
e empresário Willer Tomaz funciona como “laranja” ou “testa de ferro” de Flávio
Bolsonaro (PL-RJ), mantendo em seu nome ou no de suas empresas patrimônio
utilizado ou aproveitado pelo senador. A petição apresentada pelo deputado
Lindbergh Farias (PT-RJ) ao ministro Flávio Dino reúne conexões de Willer e
Flávio em três frentes distintas — Covaxin, fraudes contra aposentados do INSS
e Banco Master — e pede que a Polícia Federal cruze dados financeiros e
patrimoniais para identificar quem realmente paga e se beneficia dos bens.
A
suspeita não é apresentada como fato comprovado. O que o documento pede ao STF
é justamente que seja investigada a hipótese de Willer e a WT Administração de
Imóveis e Bens atuarem como “interpostas pessoas” de Flávio. Para isso,
solicita acesso a relatórios de inteligência financeira, informações fiscais e
societárias, registros de imóveis e voos e provas já produzidas em
investigações do INSS e do Banco Master.
O ponto
central do pedido é reunir peças que até agora estavam espalhadas por
investigações diferentes. Willer apareceu no radar da CPI da Pandemia quando a
comissão tentava descobrir as conexões de Flávio com o dono da Precisa
Medicamentos; voltou a surgir na Operação Sem Desconto, sobre as fraudes no
INSS; e, neste ano, uma empresa ligada ao advogado comprou de Fabiano Zettel,
cunhado de Daniel Vorcaro, um apartamento posteriormente utilizado por Flávio
como base de sua campanha presidencial.
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Uma investigação interrompida na CPI da Pandemia
A
primeira conexão remonta a outubro de 2020. Flávio participou de uma reunião
entre o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, e Francisco Maximiano,
dono da Precisa Medicamentos. Meses depois, a empresa intermediou o contrato de
R$ 1,614 bilhão para o fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin ao
Ministério da Saúde.
Quando
o encontro veio a público, Flávio confirmou que havia pedido ao presidente do
BNDES que recebesse Maximiano e afirmou conhecer o empresário por meio de
“amigos em comum em Brasília”. Negou, porém, manter relação comercial ou
financeira com ele. A identidade desses amigos não foi esclarecida.
Foi na
tentativa de reconstruir essa rede que a CPI chegou a Willer. A comissão
preparou um requerimento à Receita Federal para levantar dados cadastrais,
participações societárias e gráficos de relacionamento de 11 pessoas, entre
elas Willer, Maximiano, Frederick Wassef e Ricardo Barros, além de empresas
relacionadas à Precisa.
A
diligência não avançou. O requerimento disponível no sistema do Senado foi
marcado como “tornado sem efeito por erro material”. Agora, a petição pede que
a investigação que ficou pelo caminho em 2021 seja retomada e atualizada até
2026.
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Elo chega ao escritório de Flávio no caso INSS
A
segunda frente é a investigação sobre as fraudes contra aposentados e
pensionistas.
Na
Operação Sem Desconto, a Polícia Federal descreveu Willer como um “hub
financeiro, patrimonial e logístico” de um núcleo político investigado. A
petição aponta, então, uma ligação que chega à estrutura profissional de
Flávio.
Letícia
Caetano dos Reis, administradora da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de
Advocacia, declarou ter sido indicada para o posto por Willer. Ela é irmã de
Alexandre Caetano dos Reis, apontado como sócio de Antônio Carlos Camilo
Antunes, o Careca do INSS, em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O
escritório de Willer também atuou na defesa de Alexandre em ao menos um
processo.
Outro
ponto destacado no pedido é a movimentação financeira atribuída ao advogado.
Segundo documentos citados na petição, a PF identificou aproximadamente R$ 45,5
milhões movimentados por Willer entre maio e novembro de 2021.
O
período começa logo depois da criação da sociedade de advocacia de Flávio,
constituída em 16 de abril daquele ano, e atravessa os trabalhos da CPI da
Pandemia. O documento reconhece que a coincidência temporal não demonstra
ligação entre os fatos, mas sustenta que ela justifica o cruzamento das
informações financeiras.
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Apartamento vendido por cunhado de Vorcaro foi usado por Flávio
A
terceira conexão chega ao Banco Master por meio de um apartamento de alto
padrão na Vila Nova Conceição, em São Paulo.
Em
fevereiro deste ano, a WT Administração de Imóveis e Bens comprou o imóvel de
Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, por R$ 3,5 milhões. Dez meses antes,
Zettel havia pagado R$ 5,5 milhões pelo mesmo apartamento. A redução nominal
entre as duas transações foi de R$ 2 milhões, aproximadamente 36%.
Depois
da compra pela empresa de Willer, o imóvel foi utilizado por Flávio durante a
campanha presidencial. Segundo as informações reunidas na petição, o senador
usou o apartamento na primeira quinzena de agosto como base de campanha, onde
realizou reuniões de equipe, discutiu estratégias e gravou vídeos para o
horário eleitoral.
Não
seria, segundo o documento, um episódio isolado. A petição enumera outros casos
em que Flávio utilizou imóveis ou estruturas patrimoniais ligados a Willer e
afirma que o apartamento seria o quinto episódio documentado.
Em
fevereiro, o aniversário de uma filha do senador foi realizado em um imóvel à
beira-mar em Angra dos Reis cuja cota pertence à WT. Segundo a petição, Willer
afirmou ter cedido gratuitamente o espaço por causa da amizade entre os dois.
Flávio também frequentou outro imóvel do advogado na Ilha Comprida, em Angra.
Viagens internacionais e utilização de aeronaves relacionadas à estrutura
patrimonial de Willer também são citadas no documento.
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Pedido quer descobrir quem paga e quem é o verdadeiro beneficiário
É a
repetição desses episódios que sustenta a principal pergunta levada ao STF:
quem paga pelos bens formalmente pertencentes a Willer ou à WT quando eles são
colocados à disposição de Flávio e quem, ao final, obtém o benefício econômico
desse patrimônio?
Para
tentar responder à questão, Lindbergh pede que Dino abra vista à
Procuradoria-Geral da República e, depois, determine a instauração de inquérito
ou diligências preliminares pela Polícia Federal.
A lista
de medidas solicitadas é extensa. O deputado quer que a Unidade de Inteligência
Financeira forneça relatórios relativos a Flávio, Willer e pessoas e empresas
relacionadas entre 2020 e 2026. Também pede o compartilhamento das provas
produzidas nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.
O
pedido inclui ainda a identificação do beneficiário econômico final da WT e das
cotas de imóveis e aeronaves administradas pela Prime You, além dos registros
de utilização dessas cotas e dos voos registrados na ANAC e no Decea em que
apareçam Flávio ou integrantes de sua família.
A PF
também poderia buscar documentos para identificar quem pagou condomínio,
impostos e demais despesas do apartamento de São Paulo e do imóvel de Angra
durante os períodos em que foram utilizados pelo senador.
Depois
da manifestação da PGR, Lindbergh pede que Dino avalie a quebra dos sigilos
bancário e fiscal de Willer, da WT e da própria Flávio Bolsonaro Sociedade
Individual de Advocacia.
A
petição solicita ainda o envio de cópias ao procurador-geral Eleitoral para que
seja analisada a cessão do apartamento utilizado pela campanha. Se as suspeitas
forem confirmadas, sustenta o documento, os fatos poderão ser examinados, em
tese, sob possíveis enquadramentos como corrupção passiva, advocacia
administrativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
Fonte:
Por Fernando Lionel Quiroga, Brasil 247/ICL Notícias

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