Com
que frequência quem tem diabetes deve fazer avaliação dos pés?
A
avaliação dos pés faz parte do acompanhamento de quem tem diabetes e ajuda a
identificar alterações de sensibilidade antes que elas provoquem feridas. A
frequência depende do tipo de diabetes e do momento do diagnóstico.
Segundo
a enfermeira especializada em diabetes Gabriela Cavicchioli, pessoas com
diabetes tipo 2 devem fazer a avaliação dos pés uma vez por ano desde o
diagnóstico. Já quem tem diabetes tipo 1 deve realizar o exame anualmente a
partir de cinco anos após o diagnóstico ou depois do início da puberdade.
O
acompanhamento também pode mudar quando o profissional identifica alguma
alteração. Nesses casos, a equipe de saúde pode aumentar a frequência das
avaliações conforme a necessidade de cada pessoa.
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Quando começar a avaliação dos pés no diabetes
No
diabetes tipo 2, a avaliação dos pés deve começar no momento do diagnóstico. Já
no diabetes tipo 1, a orientação apresentada por Gabriela considera o tempo de
convivência com a doença e o início da puberdade.
A
enfermeira explica que o objetivo é identificar se a pessoa mantém a chamada
sensibilidade protetora. Essa sensibilidade permite perceber estímulos que
ajudam a proteger os pés contra lesões.
A
avaliação também inclui a observação direta dos pés. O profissional verifica,
por exemplo, a presença de calosidades, alterações na pele, frieiras e
problemas relacionados ao corte das unhas.
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Como o profissional avalia a sensibilidade dos pés
Uma das
formas de verificar a sensibilidade protetora utiliza o monofilamento. O
instrumento possui um filamento que aplica um toque específico sobre regiões do
pé.
Segundo
Gabriela, o procedimento não provoca dor. O profissional utiliza o
monofilamento em pontos determinados para verificar se a pessoa percebe o
contato.
Quando
o equipamento não está disponível, a enfermeira explica que o profissional
também pode realizar a avaliação do toque com o próprio dedo. A avaliação deve
seguir uma orientação adequada para identificar possíveis alterações.
Por
isso, quem tem diabetes e nunca passou por uma avaliação dos pés pode perguntar
ao profissional responsável pelo acompanhamento sobre o exame.
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O que a neuropatia muda nos pés
O
ortopedista Eduardo Araújo, especialista em cirurgias do pé e tornozelo,
explica que a neuropatia pode alterar a sensibilidade dos pés.
A
neuropatia pode começar pelas regiões mais distantes, como as pontas dos dedos.
Com a evolução da alteração, outras áreas podem perder sensibilidade.
Eduardo
explica que a perda da sensibilidade muda a forma como a pessoa percebe
problemas nos pés. A dor funciona como um sinal de alerta para o organismo.
Quando essa percepção diminui, uma lesão pode passar despercebida.
Nesse
contexto, uma pessoa pode continuar pisando sobre uma área que sofre pressão
sem perceber o desconforto. Com o tempo, essa pressão pode favorecer o
surgimento de uma ferida.
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Calosidade pode indicar excesso de pressão
A
presença de calosidade também merece atenção durante a avaliação dos pés.
Segundo Eduardo, o calo pode aparecer como uma resposta do corpo a uma região
submetida a maior pressão.
A
alteração da sensibilidade pode modificar a forma de pisar. Com isso, o pé pode
concentrar pressão em pontos diferentes dos que recebiam carga anteriormente.
A
calosidade pode funcionar como um sinal de que existe uma área de pressão
aumentada. Por isso, a orientação é observar mudanças na aparência da pele e
procurar avaliação profissional.
Gabriela
explica que a pessoa com diabetes não deve tentar remover o calo sozinha com
cortador, lâmina ou lixa. Uma lesão pode existir por baixo da calosidade sem
que a pessoa perceba.
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O cuidado começa na atenção primária
A
avaliação dos pés não precisa começar com um especialista. Gabriela destaca o
papel dos profissionais que atuam na atenção primária, como médicos e
enfermeiros.
Esses
profissionais podem avaliar os pés durante o acompanhamento e orientar a pessoa
sobre os cuidados que deve manter em casa.
Além
disso, a pessoa pode observar os pés diariamente. A recomendação apresentada
pela enfermeira inclui verificar se surgiu alguma alteração, como calo,
vermelhidão, ferida ou unha encravada.
A
hidratação também faz parte dos cuidados. Gabriela orienta aplicar creme
hidratante nos pés quando houver ressecamento, fissuras ou rachaduras. O
produto não deve ser aplicado entre os dedos, porque essa região permanece mais
quente e úmida.
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Unha encravada também exige atenção
A unha
encravada pode provocar uma lesão na região dos dedos. Segundo Gabriela, o
corte adequado ajuda a evitar esse problema.
A
orientação é respeitar o formato da unha e evitar entrar nas laterais durante o
corte. Quando existe alteração de sensibilidade, uma lesão pode evoluir sem que
a pessoa perceba.
Por
isso, alterações nas unhas também devem fazer parte da observação diária dos
pés.
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Por que avaliar os pés antes de aparecer uma ferida
Eduardo
explica que muitos pacientes chegam ao especialista quando já apresentam uma
lesão avançada. Segundo ele, a prevenção permite identificar alterações antes
que o quadro exija cuidados mais complexos.
A
avaliação da sensibilidade ajuda a identificar se o pé perdeu parte da
capacidade de perceber estímulos. A partir dessa informação, o profissional
pode orientar mudanças nos cuidados, nos calçados e na rotina.
A
pessoa também passa a entender que precisa observar os pés diariamente. Assim,
uma alteração percebida em casa pode levar à procura de atendimento antes que
uma lesão avance.
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O que observar nos pés todos os dias
A
avaliação profissional deve ocorrer de acordo com a orientação para cada tipo
de diabetes. No entanto, o cuidado diário também depende da própria pessoa.
Entre
os sinais citados pelos especialistas estão:
• Calosidade ou espessamento da pele
• Feridas
• Vermelhidão
• Fissuras ou rachaduras
• Ressecamento
• Unha encravada
• Alterações entre os dedos
• Mudanças na sensibilidade
Ao
perceber uma alteração, a orientação apresentada no episódio é procurar um
profissional de saúde para avaliar o pé.
Fonte:
Um Diabético

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