segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O fim da prótese artificial: a fusão de osso, músculo e chip que está criando o primeiro "membro ciborgue" da vida real

Prótese biônica se conecta diretamente aos músculos e ossos, trazendo melhor qualidade de vida aos amputados acima do joelho

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A cada dia que passa, a ciência está se reinventando e proporcionando descobertas fantásticas para a sociedade. Agora, cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um novo tipo de prótese biônica para mudar a forma como pessoas com amputações acima do joelho caminham e interagem com membros artificiais. Diferente dos modelos tradicionais, que apenas se encaixam no membro residual, a nova tecnologia se conecta diretamente a músculos e ossos, interpretando sinais neurais para guiar os movimentos. Os primeiros testes já indicam não só ganhos de mobilidade, mas também uma sensação de integração do indivíduo entre corpo e prótese.

<><> A cirurgia que reconecta músculos e melhora os sinais neurais

De maneira geral, em amputações que ocorrem acima do joelho, é comum que ocorra a interrupção entre a ligação entre os músculos que trabalham se alternando entre contração e relaxamento. Isso, no entanto, dificulta a geração de respostas motoras na região que são necessárias para uma movimentação mais eficiente. Para contornar o problema, pesquisadores do MIT já haviam proposto um procedimento cirúrgico, chamado interface mioneural agonista-antagonista (AMI), que reconecta esses músculos, permitindo que enviem sinais elétricos mais precisos. Porém, eles desenvolveram a criação de uma nova prótese biônica totalmente inédita que se conecta diretamente aos músculos e ossos.

<><> Entenda como funciona a nova prótese biônica

A prótese biônica é uma invenção incrível, que traz esperança e uma melhor qualidade de vida para pessoas com amputações acima do joelho. Diferente dos modelos tradicionais, a prótese se integra ao próprio esqueleto e aos músculos remanescentes. Para isso, os cientistas utilizam uma haste de titânio implantada no fêmur, garantindo estabilidade e evitando o desconforto dos encaixes convencionais, como feridas na pele.

Mas como ele funciona? O dispositivo conta com 16 fios que coletam sinais de eletrodos posicionados nos músculos reconectados pela cirurgia (AMI). Dessa forma, os impulsos elétricos enviados pelo corpo conseguem controlar o movimento da prótese com maior precisão. O estudo foi publicado na na revista científica Science.

<><> Resultados iniciais e sensação de incorporação

Nos primeiros testes, dois voluntários que passaram tanto pela cirurgia AMI quanto pela implantação da prótese biônica apresentaram melhor desempenho em atividades como subir escadas, dobrar o joelho artificial e desviar de obstáculos, quando comparados aos usuários de próteses tradicionais.

Além da melhora motora, os participantes relataram sentir um maior senso de integração com o dispositivo, como se a prótese fosse de fato parte do próprio corpo. Segundo os pesquisadores, esse é um avanço que nenhuma tecnologia apenas baseada em inteligência artificial conseguiu alcançar até hoje. A seguir, assista ao vídeo para entender o funcionamento da prótese:

Apesar dos resultados promissores, o dispositivo ainda precisa passar por ensaios clínicos mais amplos e receber aprovação da Food and Drug Administration (FDA). O processo pode levar até cinco anos antes que a prótese esteja disponível comercialmente.

•        Primeira cirurgia cerebral para curar depressão é realizada e pode ser a esperança para resolver um dos maiores problemas da humanidade

A depressão é uma doença séria e perigosa, considerada o “mal” do século XX. Para se ter uma ideia, a World Health Organization (WHO), agência dos Estados Unidos responsável por coordenar a saúde pública em nível global, estima que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram com a depressão. O tratamento convencional para a doença envolve psicoterapia e medicamentos antidepressivos, mas em casos mais graves, outras abordagens podem ser necessárias, como a terapia eletroconvulsiva, que envolve a aplicação de uma corrente elétrica no cérebro.

O grande problema é que nem todos os pacientes apresentam resultados positivos com os tratamentos convencionais disponíveis. Mas, felizmente, um novo tipo de tratamento realizado pela primeira vez na Colômbia pode trazer esperança para pacientes com depressão resistente: a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP).

<><> Procedimento foi realizado em paciente que sofre com depressão resistente

Recentemente, a Colômbia deu um passo na histórico na medicina: a realização da primeira Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP), voltada para o tratamento da depressão severa. O procedimento ocorreu no Hospital Internacional da Colômbia, em Bucaramanga, em abril deste ano. O procedimento foi realizado em Lorena Rodrigues, paciente de 34 anos que enfrenta depressão severa e ansiedade desde os 17, pelo neurocirurgião William Omar Contreras e sua equipe.

Antes da realização da cirurgia, a paciente já havia tentado vários métodos de tratamento contra a depressão, mas todos sem sucesso. Lorena tentou pelo menos seis tipos de medicamentos diferentes, terapias psicológicas, estimulação magnética transcraniana e terapia eletroconvulsiva.  No entanto, seu corpo não respondeu positivamente a nenhum tratamento. Foi por essa razão que Lorena foi selecionada como candidata a cirurgia. Porém, antes de ser aprovada, ela passou por avaliações rigorosas com psiquiatras, neuropsicólogos e comitês médicos independentes, para que fosse avaliado se a paciente era adequada para o procedimento.

A cirurgia de Lorena durou aproximadamente 6 horas, e a paciente precisou permanecer acordada durante a operação para que fosse possível os médicos avaliarem os efeitos da estimulação elétrica em tempo real. Após 3 meses do procedimento, Lorena apresentou mudanças positivas em seu bem-estar emocional, apesar dos resultados completos da cirurgia poderem levar até dois anos para se materializar.

<><> O que é a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP)? Entenda como funciona a cirurgia cerebral para cura da depressão severa

Já imaginou uma cirurgia capaz de curar a depressão profunda? Pode parecer uma notícia inacreditável, mas isso está bem mais perto de acontecer do que você imagina. A Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP) é uma técnica de alta precisão em que os médicos conseguem identificar e modular áreas do cérebro responsáveis por sintomas debilitantes da depressão, como tristeza profunda, culpa constante, pensamentos negativos e ansiedade extrema. Mas como funciona na prática a ECP?

Durante o procedimento realizado em Lorena, foram implantados 4 eletrodos cerebrais em áreas específicas do cérebro, todos eles ligados a um dispositivo no tórax, uma espécie de gerador semelhante a um marca-passo, que precisa ser recarregado a cada três dias e pode durar 25 anos. Os eletrodos cerebrais nada mais são do que condutores elétricos que permitem a passagem de corrente elétrica entre diferentes partes do cérebro, funcionando como reguladores de impulsos neurais responsáveis por emoções como a tristeza e a ansiedade.

A abordagem atua diretamente em regiões cerebrais ligadas ao sistema de recompensa, bem estar e comportamento emocional, como o córtex cingulado e o núcleo accumbens, o que reduz os sintomas depressivos em pacientes que não responderam a nenhum tratamento convencional.

<><> Procedimento ainda está em fase experimental

Apesar de ser uma novidade empolgante, a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP) ainda está em fase experimental. A técnica ainda não foi aprovada pela FDA, uma agência governamental dos Estados Unidos responsável pela regulamentação de alimentos, medicamentos, cosméticos, produtos biológicos e dispositivos médicos, como o implantado no tórax da paciente Lorena.

A Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (ECP) já é usada para o tratamento de doenças como Parkinson, mas ainda é experimental para casos de depressão. Isso porque o procedimento requer alguns avanços em precisão cirúrgica e protocolos clínicos. Até o momento, já foram realizados no mundo aproximadamente 400 procedimentos parecidos com esse, em países como o Canadá e outros do continente europeu. A diferença é que esse procedimento realizado na Colômbia é um dos poucos que utilizou 4 eletrodos, o que teoricamente expande as estruturas cerebrais que podem ser moduladas e, consequentemente, o tratamento de mais sintomas.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil é o país da América Latina que apresenta maior prevalência de casos de depressão. Um procedimento como o realizado em Lorena, portanto, traz esperança para aqueles pacientes que lutam contra a depressão profunda há anos.

 

Fonte: Xataka.com

 

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