Cardiologia
de alta complexidade ganha espaço no interior da Bahia
As
doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil,
responsáveis por cerca de 30% dos óbitos. Em 2024, estimativas mantiveram o
patamar anual próximo de 400 mil mortes, o que reforça a urgência de expandir
serviços de alta complexidade para além das capitais, garantindo diagnóstico
precoce e acesso a tratamentos modernos também nas cidades do interior.
Nesse
contexto, o Serviço de Hemodinâmica do Hospital Mater Dei EMEC (HMDE), em Feira
de Santana, desponta como exemplo regional ao oferecer intervenções que vão da
angioplastia com stent à correção de defeitos estruturais do coração, incluindo
o implante transcateter de válvula aórtica (TAVI). A cardiologia
intervencionista, realizada em modernas salas de hemodinâmica, permite tratar
doenças graves de forma menos invasiva, reduzindo tempo de internação e
acelerando a recuperação.
“A
rapidez no atendimento é decisiva em quadros de infarto. Em minutos, definimos
a estratégia e abrimos a artéria, o que pode significar a diferença entre
salvar ou perder uma vida”, afirma o cardiologista intervencionista e
coordenador do serviço de hemodinâmica do HMDE, Gustavo Novaes.
Segundo
o especialista, a unidade realiza intervenções coronarianas em cenários
diversos, inclusive emergenciais, em sequência rápida de atendimento, com
impacto direto no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. “O arsenal
terapêutico inclui recursos de imagem intravascular coronariana e fisiologia
invasiva de obstruções arteriais, compatíveis com as melhores evidências
científicas atuais”, completa.
O
serviço contempla, ainda, cirurgias cardíacas de alta complexidade, como
revascularização do miocárdio, troca ou reparo de válvulas cardíacas e
tratamento de doenças estruturais congênitas ou adquiridas. O implante de
dispositivos eletrônicos (marcapassos, cardiodesfibriladores e
ressincronizadores) amplia as possibilidades terapêuticas em pacientes com
insuficiência cardíaca grave e arritmias complexas.
“Nosso
objetivo é oferecer integralidade no cuidado, do diagnóstico ao tratamento mais
avançado, assegurando que cada paciente receba a conduta adequada ao seu caso”,
acrescenta Novaes.
O
contexto estadual ajuda a dimensionar o desafio: a Bahia registrou 26.526
mortes por doenças cardiovasculares em 2022 (187,5 por 100 mil habitantes), com
maior impacto entre idosos e concentração na região leste. O dado indica a
necessidade de interiorizar terapias avançadas e organizar linhas de cuidado.
Além do ganho de acesso, a adoção de técnicas minimamente invasivas reduz
sequelas quando comparadas às cirurgias convencionais.
Especialistas
lembram, ainda, que as doenças do coração não impactam apenas a saúde, mas
também a economia. Estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
apontam que as complicações cardiovasculares geram bilhões de reais em custos
diretos e indiretos por ano, entre internações, reabilitação e perda de
produtividade. Nesse sentido, ampliar a rede de serviços especializados no
interior pode aliviar a pressão sobre grandes centros urbanos e reduzir gastos
dos sistemas público e privado de saúde.
• Como o consumo de gengibre afeta a
circulação sanguínea?
O
gengibre é uma raiz utilizada há milênios na culinária e na medicina
tradicional de diversas culturas, reverenciado por seu sabor picante e por suas
propriedades terapêuticas, especialmente seu “efeito aquecedor”. É crucial e
inegociável afirmar desde o início: problemas circulatórios são condições
médicas sérias que exigem diagnóstico e tratamento com um médico. Nenhuma
especiaria ou alimento pode ou deve substituir o cuidado e a orientação
profissional.
A
ciência moderna tem se dedicado a investigar os compostos por trás dos efeitos
do gengibre, e as pesquisas têm revelado uma conexão fascinante entre esta raiz
e a saúde dos nossos vasos sanguíneos. Este artigo irá explorar, de forma
segura e baseada em evidências, como o gengibre pode influenciar a circulação e
quais os cuidados indispensáveis para seu consumo.
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Como os compostos do gengibre podem influenciar os vasos sanguíneos?
O poder
do gengibre reside em seus compostos bioativos, principalmente o gingerol e o
shogaol. Essas substâncias são responsáveis não apenas pelo sabor
característico da raiz, mas também por suas potentes propriedades
anti-inflamatórias e antioxidantes. No que tange à circulação, o principal
mecanismo de ação investigado é a vasodilatação.
A
vasodilatação é o processo de relaxamento e alargamento dos vasos sanguíneos.
Quando os vasos se dilatam, a resistência ao fluxo de sangue diminui, o que
permite que o sangue circule com mais facilidade e pode ajudar a reduzir a
pressão arterial. Estudos em laboratório sugerem que o gingerol e o shogaol
podem promover a liberação de substâncias no corpo que estimulam esse
relaxamento vascular.
O que
as pesquisas científicas dizem sobre o gengibre e a circulação?
As
evidências científicas, embora promissoras, ainda estão em desenvolvimento, com
muitos estudos sendo realizados em modelos laboratoriais e animais. No entanto,
os resultados apontam de forma consistente para um efeito positivo.
Pesquisas
indicam que os compostos do gengibre podem ajudar a inibir a formação de
coágulos sanguíneos e a melhorar a saúde do endotélio, o revestimento interno e
delicado das artérias, que é crucial para a regulação do fluxo sanguíneo.
Conforme aponta uma revisão de estudos publicada pelo National Center for
Biotechnology Information (NCBI), os compostos do gengibre demonstraram ter um
efeito hipotensor (de redução da pressão arterial) e cardioprotetor em estudos
experimentais.
Qual o
“efeito aquecedor” do gengibre e sua relação com o fluxo sanguíneo?
A
sensação de calor que sentimos ao consumir gengibre não é apenas uma percepção
de sabor. Ela é, em parte, uma resposta fisiológica real ao aumento da
circulação. Ao promover a vasodilatação, o gengibre aumenta o fluxo de sangue
para a periferia do corpo, como a pele das mãos e dos pés. Esse aumento da
circulação superficial é o que gera a sensação de aquecimento, sendo um reflexo
direto de sua ação sobre os vasos sanguíneos.
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Além da circulação, quais outros benefícios o gengibre oferece?
O
gengibre é um alimento funcional com múltiplos benefícios que, indiretamente,
também apoiam a saúde cardiovascular.
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Ação anti-inflamatória
A
inflamação crônica é um fator de risco chave para a aterosclerose (o acúmulo de
placas de gordura nas artérias). As propriedades anti-inflamatórias do gengibre
ajudam a combater esse processo.
Efeito
antioxidante
Os
antioxidantes do gengibre protegem os tecidos, incluindo os vasos sanguíneos,
contra os danos causados pelos radicais livres.
Saúde
digestiva
O
gengibre é bem conhecido por auxiliar na digestão e aliviar náuseas,
contribuindo para o bem-estar geral.
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O consumo de gengibre é seguro para todos?
Não.
“Natural” não significa inócuo, e o gengibre, especialmente em doses
concentradas ou em forma de suplemento, apresenta riscos e contraindicações
importantes.
Interações Medicamentosas: Este é o risco
mais sério. O gengibre tem um efeito de “afinamento” do sangue. Seu uso com
medicamentos anticoagulantes (como a varfarina) ou antiplaquetários (como a
aspirina) pode aumentar perigosamente o risco de sangramento. Ele também pode
interagir com medicamentos para diabetes e pressão arterial.
Problemas de Coagulação: Pessoas com
distúrbios hemorrágicos não devem consumir gengibre em grandes quantidades.
Cálculos Biliares: O gengibre pode
aumentar o fluxo de bile, o que pode ser um problema para pessoas com histórico
de cálculos biliares.
Cirurgias: Recomenda-se interromper o
consumo de gengibre em altas doses pelo menos duas semanas antes de qualquer
procedimento cirúrgico.
Se você
tem qualquer condição cardiovascular, como hipertensão, ou toma qualquer tipo
de medicamento, a consulta com seu médico cardiologista ou angiologista é
indispensável antes de incluir o gengibre em sua rotina com fins terapêuticos.
Fonte:
Carla Santana - Assessoria de Imprensa/Correio Braziliense

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