Confusão
entre Padre Fábio de Melo e gerente demitido tem novo capítulo em Joinville
A
confusão entre o Padre Fábio de Melo e o gerente que acabou demitido em
Joinville após reclamação ganhou um novo capítulo. O sindicato que defende a
categoria dos trabalhadores em turismo, bares e restaurantes publicou uma nota
de repúdio contra o episódio e informou que está apoiando o trabalhador a
buscar reparos pelos danos causados a ele. O homem foi demitido após o padre
publicar um vídeo reclamando do atendimento na cafeteria onde ele trabalhava.
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O padre
Fábio de Melo usou uma rede social para afirmar que teria sido mal atendido
pelos funcionários da cafetaria Havana, em Joinville, que o gerente teria sido
arrogante com ele. Segundo o relato do padre, o valor da compra foi superior ao
preço da prateleira. Após repercussão do caso nas redes sociais, a empresa
afirmou, por meio de nota, que o funcionário havia sido demitido na
segunda-feira (12). O caso ocorreu dois dias antes.
Já o
ex-gerente afirmou que sequer conversou com o padre dentro da loja. De acordo
com ele, o sacerdote teria entrado na cafeteria e um homem da equipe do padre
teria ido até o caixa com duas latas de doce de leite para questionar o preço.
Na prateleira, segundo ele, os produtos estão precificados sem detalhamento do
item na placa de valor.
Para
o Sindicato dos Trabalhadores em
Turismo, Hospitalidade e de Hotéis, restaurantes, bares e similares (Sitatuh),
a empresa não apurou o ocorrido de forma adequada e se preocupou apenas com a
própria imagem.
“Visando minimizar os impactos negativos em
sua reputação optou por culpabilizar injustamente e isoladamente o empregado
através da imediata dispensa, em clara reação à viralização do vídeo, conforme
noticiado por diversos veículos de comunicação. Mais grave ainda, a própria
demissão tornou-se objeto de divulgação pública, com declarações — supostamente
atribuídas à empresa — confirmando que a medida foi motivada pela exposição
viral do vídeo”, publicou o sindicato.
A
entidade ainda ressalta que as informações noticiadas pela imprensa mostram que
parte do relato divulgado pelo influenciador não mostrava todas as versões do
caso, o que para o Sitratuh agravou ainda mais a injustiça cometida pela
empresa contra o empregado, que teve sua imagem profissional manchada sem
qualquer chance de defesa.
A
partir disso, o sindicato afirmou que rechaça qualquer prática de desligamento
motivada por pressões externas ou estratégias de marketing que recaiam
injustamente sobre o trabalhador. Também informou que desde o acontecido
acompanha o trabalhador para buscar reparos aos danos causados a ele. A
entidade não especificou que tipo de medidas estão sendo tomadas.
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A
reportagem do NSC Total entrou em contato com a Cafeteria Havana, mas não
obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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Veja nota completa do Sitratuh
A
empresa não apurou os fatos de forma adequada e visando minimizar os impactos
negativos em sua reputação optou por culpabilizar injustamente e isoladamente o
empregado através da imediata dispensa, em clara reação à viralização do vídeo,
conforme noticiado por diversos veículos de comunicação.
Mais
grave ainda, a própria demissão tornou-se objeto de divulgação pública, com
declarações — supostamente atribuídas à empresa — confirmando que a medida foi
motivada pela exposição viral do vídeo.
O
empregado foi alvo de um típico “exposed” nas redes sociais, sendo injustamente
transformado em alvo de cancelamento virtual, com sua imagem (vídeo de câmeras
internas) circulando nacionalmente sem qualquer apuração prévia dos fatos.
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Ademais,
informações posteriores noticiadas pela imprensa dão conta de que parte do
relato divulgado pelo influenciador não condiz com a realidade dos fatos,
agravando ainda mais a injustiça cometida contra o empregado, que teve sua
imagem profissional manchada sem qualquer chance de defesa.
Tal
conduta empresarial configura, em tese, dispensa discriminatória e abusiva, com
base na Lei 9.029/1995, ofendendo frontalmente os princípios constitucionais da
dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF/88), da valorização do trabalho
(art. 170, CF/88) e da proibição de exposição vexatória do trabalhador (art.
5º, V e X, CF/88).
Diante
disso, rechaçamos veementemente qualquer prática de desligamento motivada por
pressões externas ou estratégias de marketing que recaiam injustamente sobre o
trabalhador, atribuindo-lhe de forma indevida e extremamente gravosa a
responsabilidade por situações e atos alheios à sua conduta. A dignidade do
trabalho e do trabalhador deve sempre prevalecer sobre interesses
circunstanciais ou reputacionais.
Por
fim, o Sindicato informa que desde o acontecido já estava com o trabalhador e
está acompanhando as providências necessárias e colaborará para reparar os
danos do trabalhador. Permaneceremos atentos e atuantes na defesa intransigente
dos direitos da categoria.
• Rafinha Bastos zomba de polêmica
envolvendo Fábio de Melo
O
humorista Rafinha Bastos gravou um vídeo em suas redes sociais ironizando a
recente polêmica envolvendo o padre Fábio de Melo. Em tom sarcástico, o
comediante afirmou que estava sendo confundido com o rapaz que acompanhava o
religioso no momento da confusão em uma cafeteria de Joinville (SC).
“Estou
vindo a público me explicar de um caso que foi atribuído a mim”, disse ele
antes de resumir toda a treta envolvendo Fábio de Melo e o ex-gerente da
cafeteria, que foi demitido após uma reclamação pública feita pelo padre.
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Ironia com tanquinhos
Logo em
seguida, Rafinha mencionou o rapaz envolvido, declarando com ironia que muitas
pessoas estavam achando que era ele quem estava ao lado do religioso no momento
da confusão:
“Tem
muita gente dizendo que essa pessoa sou eu. Inclusive vazaram fotos minhas, do
meu tórax. Inclusive são fotos minhas mesmo, né?”, brincou o ator ao publicar
prints de “tanquinhos” de diferentes rapazes.
“É uma
ignorância as pessoas acharem que todo corpo bonito vem da mesma pessoa. Somos
mais de um. Somos poucos ainda, mas somos mais de um. Tá bom, gente? Vamos
parar de espalhar fofoca”, finalizou ele.
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Entenda a confusão envolvendo Fábio de Melo e gerente
• Padre Fábio de Melo relatou ter sido
tratado com grosseria por um gerente da Havanna, em Joinville, ao questionar o
preço de dois potes de doce de leite diet.
• Segundo ele, havia divergência entre o
valor da prateleira e o cobrado no caixa, o que gerou a reclamação.
• Após a repercussão, o gerente Jair José
Aguiar foi demitido pela franquia dias depois do episódio.
• Jair negou contato direto com o padre e
disse que apenas reposicionou uma etiqueta de preço que havia caído.
• Ele afirmou ainda que os donos
analisaram as câmeras e não encontraram conduta errada por parte dele.
• Fábio de Melo lamentou a demissão, mas
manteve sua versão do caso.
• Gerente da sua versão da treta com Fábio
de Melo
Jair
Aguiar, ex-gerente de uma cafeteria que se envolveu em uma confusão com o padre
Fábio de Melo, usou as redes sociais para dar sua versão dos fatos.
No
vídeo, ele revela que está com medo de não conseguir um novo trabalho depois da
polêmica.
“Quero
arrumar um trabalho novamente, pois tenho medo de não conseguir mais entrar no
mercado de trabalho. Meu nome está em todos os lugares”, disse.
Ele
também alega que vem sofrendo ataques na rua e a situação está afetando a
família dele: “Minha imagem foi atacada, minha história deturpada e meu nome
jogado ao julgamento da internet sem que eu tivesse a chance de falar”.
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De
acordo com Jair, ele não destratou Fábio de Melo e sequer chegou a conversar
com o padre. “Eu não desrespeitei ele, nem conversei com o padre. Fui
contratado recentemente, estava feliz com esse emprego, pois venho de família
humilde. Eu tratava todos com carinho e respeito.”
Por
outro lado, Fábio sustenta que o ex-gerente foi grosseiro durante o
atendimento. “Ele (Jair) começou uma pequena discussão com funcionárias e acho
que não era o momento de discutir. Ele não trocou nenhuma palavra comigo mesmo,
mas falou alto para todos ouvirem que o preço era aquele e quem quisesse que
levasse.”
No
entanto, o padre explicou que não concorda com a demissão do funcionário: “Acho
que ele merecia uma outra chance, caso não tivesse um histórico de
reclamações”.
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Dono de café confirmou sua inocência
“A
minha demissão ocorreu por conta da repercussão que o vídeo teve. Quando um dos
sócios foi à empresa para conversar comigo, eu falei: ‘não faça isso comigo, eu
acabei de entrar, a minha carteira vai ficar suja, como é que eu vou ficar com
a minha carteira como gerente que ficou 23 dias trabalhando? Que indicação eu
vou dar?’”, relatou.
O
ex-gerente afirmou então ter ouvido do responsável pela loja que este
reconhecia sua conduta correta, mas que, diante da visibilidade do padre, a
demissão seria inevitável:
“‘Eu
sei que você não fez nada de errado, Jair. A gente viu as câmeras de segurança,
nós e a franquia que representa a marca no Brasil, realmente vimos que você não
está errado, a gente sabe que você é inocente. Mas quero que você entenda que
Fábio de Melo é uma pessoa muito querida, tem mais de 26 milhões de
seguidores’”, teria dito o sócio, segundo Jair.
• Relembre outras polêmicas de Padre Fábio
de Melo antes de demissão de gerente em SC
O padre
Fábio de Melo questionou o preço de um produto em uma cafeteria de Joinville,
no Norte catarinense, e expôs o caso nas redes sociais. A publicação repercutiu
e resultou na demissão do gerente do local.
Este
caso nnão é isolado, não sendo a primeira vez que o nome do religioso aparece
associado a polêmicas.
<><>Acusação
de gordofobia
Em
2023, o padre foi criticado por publicar um vídeo em que aparece rindo da queda
de um homem obeso em uma praia. Internautas o acusaram de gordofobia. Após a
repercussão, ele pediu desculpas, reconhecendo o erro e afirmando que não teve
a intenção de ofender. A resposta dividiu opiniões entre seguidores.
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Comentário durante a pandemia
Em
2020, durante a pandemia de covid-19, Fábio de Melo comentou a saída de um
participante do Big Brother Brasil com a frase: “Vem, Daniel, vem enfrentar o
corona aqui fora com a gente”. O comentário gerou críticas por suposta
banalização da gravidade do momento. Seguidores apontaram falta de
sensibilidade diante do contexto sanitário do país.
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Declaração sobre religiões afro-brasileiras
Em
2018, durante uma missa em Cachoeira Paulista (SP), o padre fez referência a
rituais de religiões de matriz africana ao afirmar que comeria os alimentos
deixados em oferendas, “caso estivessem frescos”.
O
comentário foi criticado por entidades e praticantes dessas religiões. Após o
episódio, o religioso pediu desculpas e disse que não teve intenção de
desrespeitar.
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Post sobre Jade Magalhães
Em
março deste ano, o padre comentou o visual da influenciadora Jade Magalhães,
noiva do cantor Luan Santana, com a frase: “É nessa hora que o Luan olha para o
passado e pensa: ainda bem que eu retomei o meu juízo”. A publicação foi
entendida por parte do público como uma crítica pessoal. O episódio gerou
discussão sobre os limites de opinião pública por figuras religiosas.
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Festa de Halloween nos Estados Unidos
Fábio
de Melo também foi criticado por participar de uma festa de Halloween em
Orlando, nos Estados Unidos, ao lado da cantora Ivete Sangalo.
A
presença do religioso em um evento associado a símbolos do sobrenatural
provocou reações divergentes. Parte do público considerou a participação
incompatível com a função sacerdotal.
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Postagem durante luto pelo papa
Após a
morte do Papa Francisco, o padre publicou em suas redes sociais informações
sobre um show no Ceará. A ausência de uma homenagem imediata ao pontífice gerou
críticas, com internautas questionando a prioridade do religioso. Ele
posteriormente prestou tributo ao papa.
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Boneca reborn com síndrome de down
Durante
uma viagem aos Estados Unidos, o padre compartilhou nas redes sociais o
processo de “adoção” simbólica de uma boneca reborn com síndrome de down. A
publicação dividiu opiniões e reacendeu o debate sobre a influência da presença
digital do religioso em sua atuação pública.
Fonte:
NSC Total/Metrópoles/ND Mais

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