Moisés
Mendes: Depois de Janja, a vez de Marina enfrentar o cerco dos fascistas
Marina
Silva foi cercada pela alcateia bolsonarista no Senado por ter entrado na fila
de espancamento da extrema direita. Foi desrespeitada e teve de se levantar e
ir embora porque toda situação com tensão política, envolvendo mulheres e
fascistas, terá desfechos semelhantes.
Se as
comadres da GloboNews se sentiram à vontade para depreciar as falas de Janja e
pautar os colegas machos, e até mesmo parte das esquerdas, a extrema direita
está mais do que autorizada a cercar Marina. Como fez na sessão desta
terça-feira na Comissão de Infraestrutura do Senado.
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São
previsíveis os ataques, a valentia de Marina e a covardia do entorno hétero.
Como aconteceu mais de uma vez nos duelos da deputada Maria do Rosário com o
então deputado Bolsonaro no plenário e no salão verde da Câmara.
Machos
olham de longe, no ambiente que é deles, no espaço corporativo de homens que
fazem concessões às mulheres, mas não se metem nas falas machistas dos colegas
de Congresso. Marina ouviu algumas manifestações de espanto, na base do que é
isso, peraí, epa, por favor, e não ouviria mais nada.
Mulheres
são alvo preferencial do fascismo, ao lado de negros, indígenas, gays e todos
os diferentes. Em ambientes públicos, como aconteceu no Senado, com a imposição
de quem fala grosso e mais alto, o ataque é orientado pela busca do corte, do
trecho no vídeo que irá bombar depois.
Não
importa o contexto, o conjunto de uma sessão pretende ser esclarecedora sobre a
exploração de petróleo na Margem Equatorial. Importam os 20 segundos que irão
sintetizar um ataque.
E foi o
que aconteceu quando Marcos Rogério (PL-RO) ergueu sua voz de homem com
imunidades e ordenou: "Me respeite, ministra, se ponha no seu lugar".
E quando Plínio Valério (PSDB-AM) esclareceu, dirigindo-se a Marina: “A mulher
merece respeito, a ministra, não".
No
mundo das normalidades, que talvez tenha existido, com suas imperfeições, até
pouco mais de uma década atrás, Rogério e Valério seriam desqualificados como
políticos e até como dupla sertaneja.
Hoje,
não. Hoje o machismo é cantado, e as falas dos senadores devem estar sendo
compartilhadas e exaltadas nas suas bases virtuais como a afirmação do macho
diante de uma ministra que tem a petulância de dizer que não é mulher submissa.
Disse, duelou mais um pouco e foi embora.
O que
teremos depois da cena no Senado? Teremos as comadres da GloboNews, com seu
feminismo de jardinagem, escandalizadas com o que aconteceu. Notas de entidades
diversas e de políticos e políticas. Editorial no Estadão e homenagens à
bravura de Marina.
Mas
ali, na hora, naquele momento, não aconteceu, como nunca ocorre, o que deveria
acontecer. Ali, quando Marina era cercada pelas hienas da extrema direita,
alguém tinha de tentar imitar o que Alexandre de Moraes vem fazendo nas sessões
do STF que ouve advogados e testemunhas do golpismo: parou. Era o momento de
dar um tranco.
Dirão
que não há no Congresso, em situações como a dessa terça-feira, alguém com
posição hierárquica acima dos demais colegas, que carregue a prerrogativa da
intervenção sumária e contenha os ataques.
Claro
que há. O senador Marcos Rogério, que presidia a comissão, é quem tinha esse
poder, mas é exatamente ele quem, ao invés de exercer a moderação, inicia os
ataques a Marina.
Dirão
também que Marina tem histórico de luta e sabe se defender sozinha. Sempre usam
essa desculpa quando da agressão a mulheres por gente com foro privilegiado. E
dirão que assim é o Congresso.
Mas
nunca vão dizer, nem nas internas, que falta quase sempre a reação forte de um
macho no momento em que muitos deles testemunham agressões de extremistas
misóginos.
• Dedo apontado, gritos, interrupções e
ameaças: Marina Silva é alvo de misoginia no Senado
“Ponha-se
no seu lugar”, disse o senador Marcos Rogério (PL) à ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva, que compareceu, como convidada, à Comissão de Infraestrutura do
Senado Federal, nesta terça-feira (27). O motivo do convite foi a prestação de
informações sobre estudos para criar a maior unidade de conservação marinha do
país, na Margem Equatorial, no litoral Norte do Amapá. Essa também é a região
onde a Petrobras pretende realizar estudos para a produção de petróleo.
Mas a
discussão começou sobre outro tema polêmico: a construção da BR-319 que corta a
Amazônia, ligando Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e é defendida pelo presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A obra passa por 13 municípios,
28 unidades de conservação e 69 comunidades indígenas, sendo uma delas uma
comunidade isolada, e depende de licenciamento ambiental.
Visivelmente
exaltado, o senador Omar Aziz (PSD-AM) esbravejou, batendo no peito e apontando
o dedo para a ministra. “A gente quer, sim, a BR-319 ministra para passear,
como a senhora disse. Queremos sim. Nós temos o direito de passear na 319. E
não é a senhora que não vai permitir que a gente passe na 319. Nós,
amazonenses, queremos ter o direito de passear na 319. A senhora passeia na
avenida Paulista, hoje nós queremos passear na 319”, disse o senador, que
interrompeu a ministra diversas vezes durante sua tentativa de resposta.
“Eu
peço para poder falar somente um minuto. Eu estou aqui como convidada”, disse a
ministra, que chegou a ter o áudio do microfone cortado pelo presidente da
sessão, senador Marcos Rogério (PL-GO). “A senhora está atrapalhando o
desenvolvimento do nosso país, eu lhe digo com a maior naturalidade do mundo.
Tem mais de 5 mil obras paradas por causa dessa conversinha de governança,
nhen, nhen, nhen, bla, bla, bla.”
Nesse
momento, o presidente da sessão decidiu seguir com o debate, sem permitir que a
ministra respondesse, no tempo regimental, às afirmações de Aziz. “Os
questionamentos são respondidos, os comentários, não”, disse Rogério.
Então,
a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) chegou a pedir ao presidente da sessão que
assegurasse a fala da ministra, sendo repreendida por Rogério. “A senhora está
atrapalhando”, disse o senador do PL, provocando um bate-boca com a parlamentar
maranhense. “O respeito precede dar a
ela o direito de fala”, respondeu Gama. “Isso aqui não é ditadura (…) É
inadmissível a forma como a senadora está sendo tratada”.
“Essa é
uma discussão técnica, causada pela ética, a ética do cuidado com as pessoas,
com o meio ambiente, com o futuro do Brasil”, disse a ministra Marina Silva.
Logo, voltou a ser interrompida pelo senador Omar Aziz.
“Meia
dúzia de ambientalistas pra falar besteira sem conhecer a nossa região. Nego
pago para falar”, disse o senador.
“A
história vai julgar”, respondeu Marina.
“A
história vai lhe julgar, já está julgando”, disse o Aziz, sugerindo que a
aprovação do Projeto de Lei (PL) 2.159, conhecido pelos ambientalistas como PL
da Devastação, que flexibiliza e afrouxa as regras para o licenciamento
ambiental no Brasil.
“Cada
um que votou aqui assuma sua responsabilidade”, retrucou Marina, que foi
interrompida pelo presidente da sessão.
Sexismo
“Essa é
a educação da ministra Marina Silva”, disse Rogério.
“Eu
tenho educação. Mas o que o senhor gostaria é que eu fosse uma mulher submissa
e eu não sou”, disse Marina
“Agora
eu sou sexista, ministra?”, questionou o senador Marcos Rogério. E seguiu: “Me
respeite, ministra, se ponha no seu lugar”, gerando reação dos presentes.
“Que
absurdo. Ponha-se o senhor no seu lugar”, disse a senadora Eliziane Gama.
Quando
pôde retomar sua fala, a ministra defendeu o trabalho do Ministério do Meio
Ambiente. “Ao defender o meio ambiente eu estou defendendo os interesses
estratégicos do Brasil”, declarou.
A
discussão seguiu com a ameaça do senador Marcos Rogério de aprovar, desta vez,
uma convocação para um comparecimento da ministra à comissão.
Por
fim, o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que em março disse que gostaria de
enforcar Marina, afirmou que a ministra não merecia respeito. “Olhando para a
senhora, estou falando com a ministra, e não com uma mulher”, afirmou. “Eu sou
as duas coisas”, retrucou Marina. “A mulher merece respeito, a ministra, não”,
concluiu ele.
Marina,
então, afirmou que o senador deveria pedir desculpa ou ela se retiraria da
sessão. Como Plínio Valério sinalizou que continuaria a discussão, Marina Silva
se retirou e, em seguida, a sessão foi encerrada.
Reações
das mulheres do governo
Em
nota, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, qualificou de “completo absurdo” o
ocorrido na Comissão de Infraestrutura do Senado. “Ela [Marina Silva] foi
desrespeitada e agredida como mulher e como ministra por diversos parlamentares
– em março, um deles já havia inclusive incitado a violência contra ela”.
“É um
episódio muito grave e lamentável, além de misógino. Toda a minha solidariedade
e apoio à Marina Silva, liderança política respeitada e uma referência em todo
o mundo na pauta do meio ambiente. É preciso que haja retratação do que foi
dito naquele espaço e que haja responsabilização para que isso não se repita”,
finaliza o comunicado.
A
primeira-dama Rosângela Silva usou sua conta da rede social Instagram para
manifestar solidariedade e apoio à ministra. “Impossível não ficar indignada
com os desrespeitos sofridos pela ministra Marina Silva durante sessão da
Comissão de Infraestrutura do Senado”, escreveu Janja.
“Sua
bravura nos inspira e sua trajetória nos orgulha imensamente. Uma mulher
reconhecida mundialmente por sua atuação com relação à preservação ambiental
jamais se curvará a um bando de misóginos que não têm a decência de encarar uma
ministra da sua grandeza”, afirmou a primeira-dama.
Na
mesma rede, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, publicou um vídeo
repudiando a postura dos senadores e declarando apoio à ministra do Meio
Ambiente. “Como mulher negra, como ministra, como companheira de Esplanada,
sinto profundamente cada gesto de desrespeito como se fosse comigo. Porque é
com todas nós. A violência política de gênero e raça tenta nos calar todos os
dias, mas seguimos em pé, de mãos dadas, reafirmando que não seremos
interrompidas”, escreveu na publicação.
Na rede
social X, a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Macaé Evaristo,
afirmou que “Marina, simplesmente uma das mais importantes defensoras do meio
ambiente, é reconhecida mundialmente”.
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Marina abandona comissão
A
ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, abandonou audiência na Comissão de
Infraestrutura do Senado, onde compareceu como convidada, após um novo ataque
misógino do líder do PSDB, Plínio Valério (PSDB-AM).
A nova
agressão, nesta terça-feira (27), aconteceu pouco mais de dois meses após
Valério dizer que queria "enforcá-la" durante cerimônia da
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), em
14 de março.
"Imagine
o que é tolerar Marina 6 horas e dez minutos sem enforcá-la", disse o
senador tucano, sobre a participação de Marina na CPI das ONGs, no Senado.
Nesta
terça, Valério voltou à tona e desferiu novo ataque misógino na comissão,
comandada pelo bolsonarista Marcos Rogério (PL-RO). Em sua intervenção, em meio
a ataques de bolsonaristas, o tucano disse que queria separar "a ministra
da mulher", porque "mulher
merece respeito, a ministra não".
Antes
do ataque do tucano, Marina teve o microfone cortado diversas vezes por
Rogério, que reclamou dizendo que gostaria que ela "fosse uma mulher
submissa". "E eu não sou", rebateu a ministra.
"Me
respeite, ministra, se ponha no teu lugar”, gritou Rogério, impedindo a
ministra de falar e alegando que pediu que ela se colocasse em seu "lugar
de ministra de Estado".
A
senadora Eliziane Gama (PSD-MA) acusando Marcos Rogério de machismo e de ter
faltado com o respeito a Marina Silva. O líder do PT no Senado, Rogério
Carvalho (SE), também saiu em defesa da ministra e defendeu que ela abandonasse
o colegiado em meio às confusões.
Ao
final, Marina afirmou que só ficaria na comissão se o senador tucano lhe
pedisse desculpas. "Sou uma mulher de luta e de paz. Mas nunca vou abrir
mão da luta. Não é pelo fato de eu ser mulher que vou deixar as pessoas
atribuírem a mim coisas que não disse", disse Marina.
Sem as
desculpas, Marina levantou-se e foi embora, mesmo com ameaças de Valério, que
dizia que iria convocá-la para novo depoimento.
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"Me senti agredida", diz Marina
A
ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, interrompeu sua
participação em uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado
nesta terça-feira (27), após se sentir desrespeitada por integrantes do
colegiado, destaca o Infomoney.
Durante
o debate, que teve como pauta a criação de unidades de conservação no estado do
Amapá, Marina protagonizou duros embates com senadores, a ponto de ser impedida
de falar e alvo de comentários considerados ofensivos. “Eu me senti agredida
fazendo o meu trabalho. Fui chamada para mostrar tecnicamente que as unidades
de conservação, que estão sendo propostas para o Amapá, não afetam os
empreendimentos”, declarou à imprensa, após deixar o local.
A
ministra foi convidada a prestar esclarecimentos sobre os impactos das novas
áreas protegidas, mas foi repreendida pelo presidente da comissão, o senador
Marcos Rogério (PL-RO), que afirmou que ela deveria “se pôr no seu lugar”. A
audiência, que se estendeu por cerca de quatro horas, tornou-se ainda mais
tensa quando o senador Plínio Valério (PSDB-AM) reagiu às declarações de Marina
sobre a importância do respeito às mulheres. Ele afirmou que “a mulher merece
respeito, a ministra não”. Marina então lembrou um episódio anterior envolvendo
o mesmo senador, que, após uma sessão no Senado, afirmou que tinha vontade de
"enforcá-la".
Em
resposta, Marina exigiu um pedido de desculpas. Ao microfone, avisou: “Se o
senhor não se desculpar, eu vou me retirar da audiência”. Como o parlamentar
não recuou, ela abandonou a sessão. “Eu, graças a Deus, respeito todas as
pessoas. Sempre procuro fazer o diálogo. Agora, o que nunca vão ter de mim é
submissão”, afirmou. A ministra também comunicou que acionou sua equipe
jurídica para avaliar medidas legais cabíveis contra os senadores envolvidos
nas agressões.
• Lula liga para Marina para prestar
solidariedade após embate no Senado
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para a ministra do Meio
Ambiente, Marina Silva, depois de discussões com senadores na Comissão de
Infraestrutura do Senado, na manhã desta terça-feira (27/5). O petista teria
prestado solidariedade à ministra.
Marina
Silva deixou o colegiado, após de se sentir ofendida por declarações do senador
Omar Aziz (PSD-AM) e questionou a condução da comissão por Marcos Rogério
(PL-RO), presidente do colegiado.
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Entenda o que aconteceu
• Marina Silva participou de uma audiência
na Comissão de Infraestrutura no Senado Federal para debater a criação de
unidades de conservação na região Norte. Durante a sessão, a ministra teve episódios
seguidos de desentendimentos com senadores.
• Omar Aziz questionou o trabalho
realizado por Marina em relação a obra de pavimentação da BR-319, acusou a
ministra de “atrapalhar” o desenvolvimento do país e questionou os dados
ambientais apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente.
• Já Marcos Rogério (PL-RO), presidente do
colegiado, cortou o microfone da ministra em diversos momentos. Ao ser
confrontado por Marina, o senador disse: “Me respeite, ministra, se ponha no
teu lugar”.
• Senador Plínio Valério (PSDB-AM) disse
que “a mulher merece respeito, a ministra não”. Marina então exigiu um pedido
de desculpas, que não foi atendido, e a ministra decidiu por se retirar do
local.
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Reações no governo
A
ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se solidarizou com a
ministra e chamou o caso de “vergonhoso”.
“Inadmissível
o comportamento do presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos
Rogério, e do senador Plínio Valério, na audiência de hoje com a ministra
Marina Silva. Totalmente ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e
a cidadã. Manifestamos repúdio aos agressores e total solidariedade do governo
do presidente Lula à ministra Marina Silva”, escreveu Gleisi na rede social X.
Também
por meio das redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco,
manifestou solidariedade a Marina.
“Marina
Silva é minha amiga, minha referência. Hoje, ela foi desrespeitada,
interrompida, silenciada, atacada no Senado, enquanto exercia sua função como
Ministra do Meio Ambiente”, disse a titular da Igualdade Racial.
• Gleisi manifesta repúdio a ataques
contra Marina Silva em sessão do Senado
A
sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada nesta terça-feira
(27), foi palco de tensões, com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,
deixando a audiência após ser alvo de ataques machistas vindos de senadores da
oposição.
O
comportamento dos parlamentares gerou reação do governo. A ministra das
Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para criticar
os ataques e, principalmente, o comportamento do presidente da Comissão, o
bolsonarista Marcos Rogério (PL-RO), e do senador Plínio Valério (PSDB-AM),
durante a sessão.
“Totalmente
ofensivos e desrespeitosos com a ministra, a mulher e a cidadã. Manifestamos
repúdio aos agressores e total solidariedade do governo do presidente Lula à
ministra Marina Silva”, escreveu no X.
Durante
a sessão, Marina Silva enfrentou constantes interrupções por parte do
presidente do colegiado. Em determinado momento, teve até o microfone cortado e
reagiu: “O senhor gostaria que eu fosse uma mulher submissa. E eu não sou.” A
fala provocou uma resposta dura de Marcos Rogério, que retrucou: “Me respeite,
ministra, se ponha no teu lugar.” Após a repercussão negativa da frase, ele
tentou suavizar a declaração, dizendo que se referia ao “lugar de ministra de
Estado”.
A
tensão na audiência também cresceu após um comentário do senador amazonense,
que tentou separar a pessoa da ministra: “Quero separar a mulher da ministra,
porque a primeira merece respeito, a segunda, não.”
Marina
reagiu, exigindo um pedido de desculpas. Diante da recusa do senador, ela optou
por se retirar do plenário.
Fonte:
Brasil 247/Brasil de Fato

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