quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Bienal do Livro Bahia trará novidades para além da Literatura tradicional e deve superar marcas de 2022

Entre os dias 26 de abril e 1º de maio, o Centro de Convenções de Salvador voltará a receber o maior evento de Cultura e Literatura do Nordeste: Bienal do Livro Bahia 2024. O evento deste ano convida o público a conhecer as Histórias que a Bahia Conta.

Espaço para diálogos, escutas, reflexões e troca de ideias, essa edição chega para consolidar, novamente, a Bienal do Bienal do Livro Bahia no calendário cultural da região.

"É um evento de grande importância para o mercado editorial do Nordeste, assim como uma oportunidade para aproximar os leitores do universo dos livros. A Bienal, novamente, nos apresentará uma programação bastante diversa e plural", disse Tatiana Zaccaro, diretora da GL events Exhibitions, organizadora da Bienal.

Zaccaro destaca ainda que nesta edição a organização pretende trazer outras mídias que cruzam com o livro e mostrar como as histórias escritas se transformam em séries, peças teatrais, filmes. Ou percorrem o caminho contrário e, por exemplo, um game é transformado em um produto literário.

O evento deve superar o sucesso da edição de 2022, ano em que voltou ao circuito cultural do Nordeste e recebeu mais de 90 mil visitantes. Em um só dia, 20 mil pessoas circularam pelos estandes montados no Centro de Convenções. Ao todo, foram mais de meio milhão de livros vendidos durante o evento que reuniu mais de 150 marcas expositoras.

O anseio dos baianos pela próxima Bienal do Livro dialoga com o momento de efervescência que vive a cidade de Salvador. A capital baiana é hoje o principal destino turístico do Brasil e reencontrou o seu lugar de vanguarda e a histórica vocação enquanto polo difusor de cultura, para além do carnaval e festas populares.

Curadores
Para projetar esse grande evento, que pretende, dentre outras coisas, contar com a participação de baianos em todas a mesas, além de nomes de impacto da literatura, cultura e entretenimento do cenário nacional, a Bienal do Livro Bahia manteve o seu elenco de curadores formado por especialistas no ambiente literário e na contação de histórias.

Jornalista e escritora de Salvador, Joselia Aguiar mora há mais de 20 anos em São Paulo. Sua estreia como autora foi com a biografia Jorge Amado - Uma biografia, que venceu o prêmio Jabuti, em 2019.

Ela foi curadora de festas literárias como a FLIP e é organizadora da coleção Brasileiras, com perfis de mulheres de vários campos de atividade, editado Rosa dos Tempos (grupo editorial Record). Ela será a curadora do Café Literário.

Joselia conta que a organização do evento comemorou muito a adesão da cidade à Bienal do Livro de 2022, que voltou a acontecer após quase uma década, e se impressionou com a participação do público tão e a presença de pessoas de todas as gerações sempre com muito interesse na programação.

“Foi muito bonito de ver e a gente espera essa mesma adesão. Estamos muito determinados a pensar uma programação que entusiasme as pessoas da mesma maneira, mas que também seja diferente, para termos surpresas. Vamos aprofundar as histórias da Bahia, combinar linguagens e envolver diversos campos do conhecimento e outras artes”, disse Joselia.

Com uma vasta experiência na curadoria de festas literárias, a jornalista, diretora, roteirista e produtora cultural Mira Silva dirige, atualmente, o programa Encontro com Patrícia Poeta, da Rede Globo. Ela vem construindo a sua carreira contando histórias através de diferentes formatos, como exposições, programas de TV e séries. Ela ficará responsável pelo Espaço Infantil.

Schneier Carpeggiani é jornalista e doutor em teoria literária. Ele foi editor da Cesárea Edições e do Suplemento Pernambuco. Atuou também como curador no Festival de Literatura do Recife, Bienal do Livro de Pernambuco, além da Bienal do Livro da Bahia. Atualmente é editor na Nós Editora. Ele será o curador da Arena Jovem.

 

Ø  Pequenos empreendedores contabilizam prejuízos causados por cancelamento da Feira de Variedades no Farol da Barra 


A edição verão da Feira de Variedades da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB), que aconteceria no último final de semana no Farol da Barra, foi cancelada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (SEDUR) na última sexta-feira (19). Como os estandes já estavam montados e havia autorização prévia para realização da exposição, que já havia inclusive sido iniciada pela manhã, o desmonte de última hora surpreendeu os pequenos empreendedores de moda masculina e feminina, moda praia, moda afro, acessórios, artesanato, gastronomia e peças de costura criativa que tinham se preparado para comercializar seus produtos e ajudar no sustento de suas famílias. Enquanto contabiliza prejuízos, o grupo pede explicações. 

A justificativa dos fiscais para o cancelamento no primeiro dia da Feira de Variedades (9) foi que no dia seguinte (sábado) haveria um trio elétrico no local. Contudo, os expositores questionam se a Secretaria já não tinha essa informação antes e por que não foi possível manter a Feira e o trio ao mesmo tempo, já que o alvará para sua realização tinha sido solicitado desde outubro de 2023. “Precisamos entender o que, de fato, ocorreu. Queremos nos reunir  com a máxima brevidade possível com o Secretário da SEDUR para esclarecer o cancelamento e outros assuntos relacionados”, disse a presidente da ACEB, Marinalva Nunes. Além da ACEB, outras instituições como o Instituto Esperançar, Associação Futuro da Nação, Redemar Brasil e Cria D’elas, envolvidas direta ou indiretamente, pretendem participar da reunião solicitada pelo grupo. 

O casal Ramon Porto e Liliane Queiroz comercializa sua produção de licores artesanais em feiras de rua desde 2018 e nunca tinha passado por uma situação semelhante. Para atender à expectativa de demanda da Feira de Variedades no Farol da Barra no fim de semana, eles aumentaram a produção, além de gastar com transporte e outras despesas, a exemplo da taxa de participação na Feira, que embora reduzida, cobre despesas como mesa, cadeira, toalha de mesa, água e outros itens. “O cancelamento de última hora foi uma falta de respeito com cada expositor. Resta-nos buscar outras formas de escoar a produção extra, para tentar reduzir os prejuízos”, declarou Ramon.

A microempreendedora Carla Carolina Cunha de Albertim, que trabalha com acessórios feitos à mão com cristais naturais e aço inoxidável, também se preparou com antecedência para participar e ficou muito decepcionada com o cancelamento da exposição. “Organizei os produtos e as embalagens, mobilizei rede de apoio para ficar com minhas filhas no fim de semana, gastei com deslocamento e alimentação, fiz planos de pagar contas e continuar reinvestindo no negócio com base na expectativa de retorno do meu trabalho. A forma  como a Feira foi desmontada foi abusiva e autoritária, pois não se levou em consideração toda essa preparação nem a autorização que já havia sido dada. Se a gente não tirasse nossas coisas, a prefeitura poderia ter levado tudo e o prejuízo seria ainda maior. Minha sensação ao ver tudo desmontado foi a mesma de ter sido assaltada e não poder fazer nada para impedir”, disse.

Para a empreendedora do segmento de T-shirts e acessórios, Denise Conceição dos Anjos, que participa da Feira de Variedades há dois anos, além dos prejuízos financeiros, inclusive com as taxas cobradas pela Prefeitura para realização da exposição no Farol da Barra, o prejuízo emocional foi muito grande. “Fomos tratados como ‘nada’ por pessoas que não fazem ideia da nossa realidade. O sentimento gerado em nós é o de que não valemos ‘nada’, mas a verdade é que nós, expositores, somos um excelente cartão postal da cidade para turistas que chegam e encontram na Feira não só produtos que são a cara da Bahia, mas sobretudo o ‘calor’ e a hospitalidade do povo baiano”, frisou.

A Primeira Parada do Orgulho de Pessoas com Deficiência (PcD) que aconteceu no domingo (21) estava contemplada no mesmo alvará da Feira de Variedades e foi liberada. Apenas a atividade que seria realizada pelos pequenos empreendedores foi cancelada sem uma justificativa plausível, de  última hora, prejudicando os pequenos empreendedores. “A SEDUR precisa ter ou, se já tiver, divulgar com mais transparência, um cronograma organizado de sua programação anual. O que aconteceu no último fim de semana não pode se repetir”, concluiu Marinalva Nunes.

Além de comercializar produtos de qualidade a preços justos, a Feira de Variedades da ACEB gera renda para mulheres e homens das mais diversas cores, idades e áreas de atuação; incluindo familiares de pessoas com autismo, síndrome de down e outras deficiências; vítimas de violência doméstica; artistas de rua; desempregados(as) e aposentados(as), entre outros públicos. O projeto nasceu para driblar o desemprego e a perda do poder de compra de pequenos empreendedores e também para dar uma rasteira em diversas formas de preconceito, valorizar grandes talentos, promover diversidade e inclusão.

 

Ø  Startup baiana cria app que dá 'bronca' em motoristas que dirigem usando celular

 

“Cuidado, cuidado”. O alerta, feito pausadamente depois de dois sinais sonoros (bips), é um dos avisos emitidos por uma tecnologia desenvolvida pela plataforma de gestão de frotas, a Infleet. Direcionados aos motoristas, esse e outros recados servem para lembrar quando é hora de descansar, ou ainda chamar a atenção para condutas ao volante.

“Não desvie o olhar”, “não se alimente”, “não fume” e “não use o celular” são outras frases ditas pelo sistema para chamar atenção do condutor. Advertências necessárias, já que estudos comprovam que o cansaço e problemas de saúde decorrentes de maus hábitos estão entre as principais causas de estafas (e, por consequência), de acidentes, sofridos por motoristas.

O sistema também detecta quando alguém não autorizado assume o volante. “Não reconheci você” é a frase emitida pela tecnologia da Infleet. Também, quando a operação é realizada incorretamente. “Violação no sistema”, assinala a voz.

Todo o processo pode ser acompanhado em tempo real pelo frotista, quando situações como essas são identificadas, o gestor pode tomar as medidas necessárias para verificar o que está acontecendo. “É uma funcionalidade que auxilia no combate aos acidentes no transito”, acrescenta Victor Cavalcanti, fundador e CEO da Infleet.

A maioria dos condutores não percebe a importância desses cuidados. É o que demonstra o estudo “Condições de trabalho de caminhoneiros: percepções sobre a saúde e autocuidado”, de 2021, de autoria das pesquisadoras Adriana Maria Figuerêdo Batista e Rita de Cássia Lisboa Ribeiro, e de Kiriaque Barra Ferreira Barbosa. Foi constatado baixa autopercepção entre os condutores, e que estes se mostram “pouco estimulados ao autocuidado”. O estudo foi publicado na Revista Physis, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Para Cavalcanti, os avisos contribuem para uma direção mais saudável. Ele explica como funciona a tecnologia: “Um sistema de telemetria, que consiste no acompanhamento em tempo real de cada veículo da frota. Pelo comportamento do motorista e do próprio veículo, a tecnologia identifica possíveis riscos, e emite os alertas”.

·        Resultados

Segurança não só para os próprios motoristas, como para passageiros; e ainda para os frotistas. Afinal, assinala o executivo, ao avisar sobre a necessidade de redobrar os cuidados, não fumar nem atender ligações ao volante, o sistema estimula uma direção que preserva a integridade pessoal e a proteção ao veículo e à carga transportada.

Além da proteção da vida, a telemetria proporciona ganhos de eficiência operacional da frota, “reduzindo-se os custos com abastecimento e manutenção, e garantindo um melhor desempenho dos veículos”, conforme pontua o CEO da Infleet.

 

Fonte: ViaPress/Carla Santana/Engenharia de Comunicação

 

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