Por
que polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida entrou na disputa entre Flávio
Bolsonaro e Lula
O
senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) veio à público
desmentir comentários que circulam nas redes sociais de que, se eleito,
pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de
padroeira do Brasil por meio de um suposto projeto de lei.
"Isso
é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto",
afirmou Flávio em um vídeo publicado na noite de quinta-feira (24/9), acusando
o PT de explorar eleitoralmente o caso.
A
controvérsia se instalou após um comentário da jornalista Maria Cristina
Fernandes, feito durante o programa Em Pauta, da GloboNews, e que viralizou nas
redes sociais.
Ao
analisar aspectos da disputa eleitoral, incluindo o voto feminino e o
comportamento do eleitorado religioso, Fernandes afirmou haver "um
movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos" que
estaria "mobilizando um projeto de lei para tirar a Nossa Senhora
Aparecida da condição de padroeira".
No
comentário, a jornalista diz que essa reação poderia ter efeito entre eleitores
católicos em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a
reeleição e trava uma disputa apertada com
Flávio, segundo as pesquisas.
Na fala
exibida pela emissora, Fernandes não atribuiu o suposto projeto a Flávio
Bolsonaro. Depois da transmissão, porém, o trecho passou a circular acompanhado
da afirmação de que o candidato do PL pretendia retirar ou apoiava a retirada
do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Não há,
porém, evidências de que o senador tenha apresentado ou apoiado uma proposta
com esse objetivo.
Após a
repercussão, a GloboNews fez uma retratação na madrugada desta sexta-feira
(25/9) e se desculpou pelo erro.
A
polêmica ocorre em um momento em que bispos e arcebispos da Igreja Católica
defenderam publicamente a soberania nacional e o compromisso com a população
mais pobre, posicionamentos próximos dos defendidos por Lula. Ao mesmo tempo, a
Igreja Católica reafirmou que não indica candidatos ou partidos.
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Projeto de 2008 foi arquivado
Existe
um projeto de lei sobre o assunto, mas ele não é atual e não tem relação com
Flávio Bolsonaro.
O PL
2.623 foi apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Professor
Victório Galli, à época do PMDB de Mato Grosso.
A
proposta pretendia alterar a Lei nº 6.802, de 1980, substituindo a referência a
Nossa Senhora Aparecida como "padroeira do Brasil" por
"padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".
O
projeto foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos
Deputados em julho de 2008 e definitivamente arquivado em 22 de agosto daquele
ano, depois que terminou o prazo para apresentação de recurso. Ou seja, não há
atualmente tramitação daquela proposta no Congresso.
A
própria Câmara já havia esclarecido, em 2018, quando alegação semelhante
circulou nas redes, que o PL estava arquivado desde 2008.
Na
madrugada desta sexta-feira (25/9), horas depois do comentário de Maria
Cristina Fernandes, a GloboNews esclareceu que o projeto mencionado havia sido
apresentado em 2007 e arquivado em 2008.
"Nós
pedimos desculpas pelo erro", disse a apresentadora Marcelly Setúbal, ao
ler o posicionamento da emissora na Edição da Meia-Noite.
Em suas
redes sociais, Flávio Bolsonaro compartilhou o momento em que a emissora se
retratou e acusou seus adversários de usarem esse episódio para atacá-lo.
"Respeito
todas as religiões e também quem não tem religião!", disse o senador.
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'O Brasil é do Senhor Jesus Cristo'
Após a
fala da jornalista viralizar nas redes sociais, uma declaração de Flávio
Bolsonaro feita ainda na pré-campanha voltou a circular.
Na
ocasião, o senador disse que, se eleito, declararia o Brasil como pertencente a
Jesus Cristo.
"Se
eu for presidente do Brasil, um dos meus primeiros atos será decretar que o
Brasil é do Senhor Jesus Cristo", disse na publicação feita no dia 24 de
agosto.
Opositores
do senador e alguns membros da Igreja Católica interpretaram a declaração como
uma indireta ao fato de Nossa Senhora Aparecida ser a padroeira do Brasil.
O tema
religioso tem ganhado espaço na reta final do debate eleitoral, com declarações
de bispos e arcebispos da Igreja Católica defendendo a soberania nacional e o
compromisso com a população mais pobre.
"Nós
não temos partido. Mas temos uma causa: o Evangelho e os pobres. Vote pela
democracia", disse o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, em
vídeo divulgado nesta semana.
Dom
Guilherme Werlang, bispo de Lages (SC), advertiu contra a manipulação religiosa
que pede votos em nome de Deus: "As igrejas não são currais
eleitorais", afirmou, no que parece uma referência a relatos de lideranças
evangélicas pedindo votos ao bolsonarismo.
O alto
clero católico não declarou apoio a nenhum dos candidatos, mas temas como
justiça social e, especialmente na campanha de 2026, defesa da soberania, são
associados a Lula e ao PT.
Em
junho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirmou que não
indica candidatos ou partidos, mas pediu respeito à Constituição, às
instituições, ao resultado das urnas e à verdade no debate público.
O
presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, também defendeu a formação da
consciência dos eleitores.
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Católicos e evangélicos divididos pelo voto
A dez
dias do primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro, a disputa por
votos entre Flávio Bolsonaro e Lula está acirrada.
O
petista tem 40% de intenção de voto, enquanto o filho de Jair Bolsonaro aparece
com 37% no primeiro turno, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News
Brasil nesta sexta-feira (25/9).
O
candidato Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro na disputa com uma intenção
de voto de 5% nos cálculos do agregador. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado
(PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), também com 3%.
O filho
de Jair Bolsonaro tem conseguido aumentar seu desempenho nas pesquisas de
primeiro turno: dez dias atrás, ele aparecia com 35% e Lula, com 39%.
Nas
simulações de segundo turno, quando o cenário mais provável até aqui é de uma
disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece à frente com 46%,
enquanto o presidente tem 45%.
Quando
o tema é religião, pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostra que,
entre os católicos, 45% pretendem votar em Lula no primeiro turno, contra 33%
que dizem preferir Flávio.
No
campo evangélico, o bolsonarista tem 47% das intenções de voto, contra 27% do
petista.
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Por que Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil?
O
reconhecimento formal de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país veio no
século 20. Em 1930, o papa Pio 11 proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira
do Brasil.
Documento
do Vaticano publicado 75 anos depois, durante o pontificado de Bento 16,
confirma que a proclamação ocorreu por meio de uma bula de Pio 11 e tinha,
entre seus objetivos, ampliar a devoção à Imaculada Conceição no país.
A
escolha de Aparecida consolidava uma devoção que havia se expandido pelo
território brasileiro desde o encontro da imagem no rio Paraíba do Sul, em 1717.
A
imagem é uma representação de Nossa Senhora da Conceição e ganhou o nome de
"Aparecida" de maneira popular, em referência ao fato de ter sido
encontrada nas águas.
A
devoção mariana, por sua vez, já estava presente no Brasil desde a colonização
portuguesa. A data atualmente associada à santa, porém, só foi definida
posteriormente.
Embora
a imagem tenha sido encontrada em outubro de 1717, o dia da Padroeira passou a
ser celebrado em 12 de outubro a partir de 1953.0
Antes
disso, a festa chegou a ocorrer em diferentes momentos do calendário, incluindo
o primeiro domingo de maio, o quinto domingo da Páscoa, 7 de setembro e 8 de
dezembro.
Segundo
o historiador Leandro Karnal, ouvido pela BBC News Brasil, a escolha do dia 12
ajudou a criar uma conexão entre referências religiosas e cívicas da história
brasileira.
Foi
somente em 1980, no entanto, que 12 de outubro se tornou feriado nacional por
lei. Sancionada pelo então presidente João Figueiredo em 30 de junho daquele
ano, a Lei nº 6.802 declarou a data feriado nacional para "culto público e
oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil". A legislação
continua em vigor.
É
justamente essa lei que estava no centro do projeto mencionado na polêmica
recente. O PL 2.623/2007 não propunha abolir a referência a Nossa Senhora
Aparecida, mas alterar a redação da Lei nº 6.802 para substituir a expressão
"Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos
apostólicos romanos".
¨
Autor do projeto foi assessor de Bolsonaro
polêmica
envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o título de Padroeira do Brasil trouxe
novamente ao centro do debate eleitoral o ex-deputado federal Victório Galli
Filho, autor do projeto de lei que propôs alterar a denominação oficial da
santa católica e que, após se aproximar do bolsonarismo, foi nomeado assessor
especial da Presidência da República por Jair Bolsonaro em 2019.
O tema
voltou ao radar após a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews,
mencionar nesta quinta-feira (14) a existência de uma reação de setores da
Igreja Católica a uma suposta movimentação de grupos evangélicos para retirar
Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira nacional.
A
discussão ganhou repercussão porque Galli, que hoje disputa novamente uma vaga
na Câmara dos Deputados pelo Progressistas (PP) em Mato Grosso e apoia a
candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), é o autor da proposta que,
em 2007, previa substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos
brasileiros católicos apostólicos romanos”.
A
associação com Flávio também ocorre após uma declaração dada pelo senador
durante a pré-campanha, quando afirmou que, caso fosse eleito presidente,
decretaria que o Brasil “pertence a Jesus Cristo” — declaração que dialoga com
os interesses do eleitorado evangélico.
Flávio
nega que tenha qualquer intenção de alterar o título de Nossa Senhora
Aparecida. Após a circulação de conteúdos associando seu nome ao tema, o
candidato foi às redes sociais e afirmou que a informação era falsa.
“Estamos
aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira,
uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na
internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira.
Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.
O
episódio, porém, recolocou em debate a trajetória política de Victório Galli,
sua ligação com o campo bolsonarista e a relação entre religião e política na
disputa eleitoral de 2026.
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O projeto que propunha “rebaixar” Nossa Senhora Aparecida
O
projeto de lei que está no centro da controvérsia foi apresentado em 2007 pelo
então deputado federal Victório Galli Filho (MT).
A
proposta previa modificar a denominação oficial de Nossa Senhora Aparecida,
retirando a expressão “Padroeira do Brasil” e substituindo-a por “Padroeira dos
brasileiros católicos apostólicos romanos”.
Na
justificativa do texto, Galli argumentava que a mudança evitaria que o Estado
brasileiro conferisse privilégio institucional a uma determinada religião.
A
proposta não avançou na Câmara dos Deputados e acabou arquivada em 2008.
Embora
o projeto não tenha sido apresentado por Flávio Bolsonaro, ele voltou ao debate
durante a atual disputa eleitoral em razão da proximidade política entre o
ex-deputado e a família Bolsonaro, além das declarações do senador sobre sua
relação com a fé cristã e o papel da religião na vida pública.
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De autor do projeto a aliado próximo do clã Bolsonaro
Pastor
evangélico e integrante da bancada evangélica durante sua passagem pelo
Congresso, Victório Galli construiu sua trajetória política associada a pautas
conservadoras ligadas à religião. A aproximação com Jair Bolsonaro se
consolidou ao longo dos anos. Em 2018, Galli disputou a reeleição para deputado
federal pelo PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu à presidência naquele
ano. Durante a campanha, declarou apoio ao então candidato e passou a atuar
próximo do grupo político que chegaria ao Palácio do Planalto.
Após a
vitória de Bolsonaro, Galli foi nomeado, em fevereiro de 2019, assessor
especial da Presidência da República, passando a integrar a estrutura do
governo federal. A relação com a família Bolsonaro também aparece em registros
públicos. Fotografias divulgadas em redes sociais mostram Galli ao lado de Jair
Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em diferentes momentos. Em uma
das imagens, o ex-deputado aparece ao lado de Flávio Bolsonaro em uma agenda
política.
Há
também registros de encontros com Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro,
reforçando a proximidade entre Galli e o núcleo político da família.
A
ligação com o bolsonarismo também ocorreu no campo religioso. Em 2022, Galli
colocou Jair Bolsonaro em uma chamada de vídeo durante a 35ª Convenção da
Igreja Assembleia de Deus (SETA), em Redenção (PA), em uma agenda voltada a
lideranças religiosas. Na ocasião, Bolsonaro fez uma manifestação direcionada
ao público evangélico, abordando temas políticos e eleitorais.
Atualmente,
Galli tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo PP em Mato Grosso e mantém
apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro.
• Aliado de Flávio Bolsonaro chamou
arcebispo de Aparecida de “vagabundo”
rcebispo
emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes virou alvo de apoiadores de Flávio
Bolsonaro após pedir, em celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora
Aparecida no dia 7 de Setembro, que os católicos votem em quem defende a “nossa
soberania”. A declaração foi, automaticamente, entendida pelos bolsonaristas
como uma sinalização de voto em Lula, já que o senador defende a submissão aos
interesses dos EUA e de Donald Trump.
Essa,
no entanto, não foi a primeira vez que o arcebispo virou alvo de aliados do clã
Bolsonaro. Em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 14
de outubro, o então deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila chamou Dom
Orlando de “vagabundo, safado” e ” afirmou que a Confederação Nacional dos
Bispos do Brasil, a CNBB, é um “câncer” que “precisa ser extirpado do Brasil”.
D’Ávila,
que atualmente é o primeiro suplente na candidatura do ex-ministro de Meio
Ambiente Ricardo Salles (Novo) ao Senado, proferiu os ataques após Dom Orlando,
em homilia no Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro,
afirmar que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada”.
“Para
ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma
república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria
amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”,
disse o arcebispo.
“Mãe
Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora,
conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece
de coração porque vacina sim, ciência sim e Nossa Senhora”, emendou o
religioso, diante das mais de 600 mil mortes registradas pela pandemia da
Covid-19 à época.
A
homilia aconteceu após Jair Bolsonaro (PL) ser vaiado e chamado de “genocida”
ao chegar para participar da cerimônia. Na ocasião, o ex-presidente apareceu de
máscara de proteção facial, comungou e tirou foto com Dom Orlando antes de ir
embora.
Dois
dias depois, na Tribuna da Alesp, o deputado bolsonarista atacou o arcebispo de
Aparecida ferozmente e defendeu o fim da CNBB, elogiando movimentos
ultraconservadores católicos, como a Opus Dei.
“Quero
complementar aqui, falar pro arcebispo Dom Orlando Brandes, seu vagabundo,
safado, safado da CNBB, dando recadinho pro presidente pra população
brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria armada é a pátria que
não se submete a essa gentália, seu safado. E a sua CNBB, propaladora da
teologia da libertação, você se esconde atrás da sua batina pra fazer
proselitismo político, pra converter as pessoas de bem a na sua ideologia”,
disparou D’Ávila.
Em
seguida, o deputado bolsonarista mirou a congregação dos bispos, que voltou a
defender recentemente que os católicos votem pela democracia, soberania e em
defesa dos mais pobres.
“Seus
pedófilos, safados. A CNBB é um câncer, um câncer que precisa ser extirpado do
Brasil”, afirmou.
“E
quero abraçar aqui a Opus Dei, a Arautos do Evangelho, que esses sim cuidam das
pessoas e são perseguidos por gente nojenta como você, Dom Orlando Brandes e
sua CNBB imunda. Canalhas, canalhas”, emendou.
A Fórum
consultou os arquivos da Alesp nesta sexta-feira (25) e constatou que o vídeo
com o discurso foi censurado. As notas taquigráficas também aparecem com sinais
de censura aos ataques do deputado bolsonarista a dom Orlando Brandes.
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“Lamentável espetáculo”
Após a
repercussão dos ataques, a CNBB classificou as falas como “lamentável
espetáculo”.
“Ao
longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este
deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações,
sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa,
moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes
violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar”, disse a
congregação em carta.
“Agora,
diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura
política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo
bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz”, emendou.
Após a
Alesp repudiar as falas, o deputado bolsonarista emitiu carta aberta se
desculpando e dizendo que “meu pronunciamento, que admito ter sido inapropriado
e exagerado pelo calor do momento, se deu em resposta a alguns líderes
religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade
para fazer proselitismo político”.
Fonte: BBC
News Brasil/Fórum

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