segunda-feira, 28 de abril de 2025

Galões de agrotóxico viajam 300 km pelo rio Tocantins e são encontrados no Pará

GALÕES DE AGROTÓXICOS que caíram no rio Tocantins em dezembro, após o desmoronamento de uma ponte que ligava Maranhão e Tocantins, foram encontrados no Pará, a mais de 300 km do local do acidente. Algumas dessas substâncias são consideradas cancerígenas e podem causar riscos ao meio ambiente.

A informação consta em um documento do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) de fevereiro, obtido pela Repórter Brasil.

O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), completou quatro meses nesta semana. Ao todo 14 pessoas morreram, e três continuam desaparecidas. Os trabalhos de resgate foram suspensos em janeiro, após alta no nível do rio.

Três caminhões caíram da ponte na hora do acidente, carregados com milhares de litros de agrotóxicos e ácido sulfúrico. Um deles transportava mais de 25 mil litros de pesticidas à base de 2,4-D, picloram e acetamiprido, acondicionados em galões de 20 litros.

Segundo o órgão ambiental, algumas bombonas de agrotóxicos foram localizadas em Nova Ipixuna e Itupiranga, no Pará, “a partir de 10 de janeiro”, 19 dias após o acidente. Um jornalista local chegou a noticiar a descoberta na época.

Apesar de o Ibama e outros órgãos governamentais afirmarem que não foi identificada contaminação da água até o momento, moradores locais e especialistas ouvidos pela Repórter Brasil temem que mais galões tenham se espalhado e jamais sejam retirados do leito do rio Tocantins.

“A gente nem sabe se a maioria das bombonas ainda continua embaixo da ponte, ou se já estão a quilômetros de distância. Isso é terrível”, afirma Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O trabalho de retirada dos materiais teve início logo após o desabamento. Mas até 9 de janeiro, apenas 29 dos cerca de 1.300 galões haviam sido retirados pelas equipes do Ibama, da Marinha e do Corpo de Bombeiros do Tocantins.

Com o aumento das chuvas, houve a necessidade de abertura das comportas da Usina Hidrelétrica Estreito, localizada três quilômetros acima do ponto do acidente. Isso levou o Ibama a suspender os trabalhos ainda em janeiro, pois a elevação do nível das águas tornou as condições de mergulho inseguras.

À Repórter Brasil, o órgão ambiental disse que, por esses motivos, “não foi possível verificar a integridade das bombonas”. “Com o término de tal período [chuvoso], as atividades de mergulho deverão ser retomadas para verificação e recolhimento das que ainda se encontram no local”, diz a nota do Ibama.. Estima-se que sejam necessários 145 dias para a retirada dos galões. Não há previsão para o reinício dos trabalhos.

O Ibama foi questionado pela reportagem sobre a dispersão dos galões pelo rio Tocantins, mas não respondeu a essa pergunta até a publicação da reportagem.

Para Kummrow, deveria ter sido feito algum tipo de contenção para evitar que as bombonas se espalhassem. “Seria necessário um monitoramento a cada 50 km, por exemplo, porque todo o percurso do rio pode ter sido impactado. Não dá para ficar só ali onde aconteceu o acidente”, defende.

O professor explica que, apesar de as bombonas serem bem resistentes, o longo período embaixo da água, as colisões com pedras e outros sedimentos do rio podem ter aberto fissuras que permitem que pequenas quantidades estejam sendo despejadas, trazendo impactos ambientais.

O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão responsável pela ponte e que agora coordena o monitoramento da água, afirmou que não foram implantadas barreiras físicas de contenção devido a falta de viabilidade para a ação. “O rio Tocantins pode chegar a 48 metros de profundidade em alguns locais, com forte correnteza, o que impossibilitaria a instalação de equipamentos de contenção”.

<><> Rio Tocantins é ‘elemento central’ na vida de comunidades

O rio Tocantins nasce em Goiás e flui mais de 2.400 km no sentido sul-norte, passando por Tocantins, Maranhão e Pará, onde recebe as águas do Araguaia, até desaguar na Baía de Marajó, próximo a Belém (PA). Ele é uma das principais fontes de água para os municípios ao longo do trajeto, além de ser usado na irrigação de lavouras, no sustento de comunidades pesqueiras e como opção de lazer para moradores.

“Ele é muito mais do que um corpo d’água. É um elemento central em nossa vida cotidiana, economia e cultura”, afirma Conceição Amorim, coordenadora do Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo, de Imperatriz (MA), cidade banhada pelo Tocantins.

Ela mostra indignação ao tratar da falta de informações dos órgãos públicos. “Eles não divulgam absolutamente nada! Não falam sobre estudos, sobre a situação da água, eles não dizem nada”, protesta Conceição. “Parece que já deram como certo que, por causa da profundidade do rio e da falta de estrutura e condições técnicas, infelizmente os galões vão acabar ficando lá no fundo mesmo”, declara.

Desde o acidente, ao menos cinco ações foram ajuizadas para cobrar explicações do Estado sobre o desabamento e exigir planos e prazos para a reconstrução. Uma delas foi movida pela organização de Imperatriz, que pede também o monitoramento contínuo do rio Tocantins, com adoção de medidas para conter os danos e mitigar a contaminação.

<><> Análises de água não são divulgadas desde janeiro

Apesar dos pedidos da população, apenas dois testes de análise de água foram divulgados até o momento pelas autoridades. E um deles identificou o 2,4 D na água. Essa substância é utilizada na composição do “agente laranja”, usado pelo Exército norte-americano na guerra com o Vietnã para retirar a cobertura florestal e localizar soldados inimigos.

Em 24 de dezembro, dois dias após a queda do caminhão, o agrotóxico foi encontrado em uma amostra de água coletada em Porto Franco (MA), a 30 km abaixo do ponto do acidente. A ANA (Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico), então responsável pelo monitoramento, afirmou à época que o valor detectado era “significativamente inferior à concentração máxima permitida pelo Ministério da Saúde” para os padrões de potabilidade da água. Disse também que a concentração encontrada é comum em rios que atravessam regiões agrícolas.

Em comunicado conjunto no início de janeiro, emitido por ANA, Ibama e MMA (Ministério do Meio Ambiente), os órgãos afirmaram que uma nova amostra de água foi coletada no mesmo local, mas dessa vez a substância não foi detectada. Desde então, os resultados das análises não foram mais divulgados.

Em fevereiro, o Ibama repassou ao Dnit, órgão responsável pela ponte, a tarefa de monitorar a qualidade da água. Foi aplicado no caso o princípio do poluidor-pagador, pelo qual o responsável pelo dano ambiental custeia ações de reparação e prevenção.

Atualmente, estão sendo coletadas três amostras de água por mês: uma acima do local do acidente, outra abaixo e uma no ponto do acidentem. Segundo o Dnit, a previsão é manter esse monitoramento até dezembro.

Questionada pela Repórter Brasil, a ANA afirmou que “relatório elaborado pelo Dnit indica que não há alterações relevantes dos parâmetros de qualidade de água”. Já o Ibama declarou que “nenhuma alteração na qualidade da água foi identificada acima dos parâmetros previstos nas normas” desde o início do monitoramento.

O Dnit, por sua vez, afirmou que todas as amostras coletadas desde fevereiro estão abaixo do limite de quantificação – valor mínimo que o equipamento de análise consegue medir de certa substância na água. “Mesmo que haja traços dessas substâncias no rio, suas concentrações não são relevantes ou preocupantes neste momento”, diz o Dnit

No Brasil, o alerta para contaminação da água para consumo humano costuma ser acionado apenas quando os níveis de agrotóxicos detectados ultrapassam o valor máximo permitido por lei.

A Repórter Brasil solicitou à ANA e ao Dnit o acesso aos resultados das análises de agrotóxicos na água, mas os órgãos não enviaram os laudos. 

Especialistas apontam que há riscos do consumo contínuo de pequenas quantidades de agrotóxicos, mesmo quando estão dentro dos limites considerados seguros. O picloram, por exemplo, pode contaminar cursos d’água e afetar a biota aquática – seres vivos que habitam o ecossistema aquático. O 2,4-D é classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, órgão da Organização Mundial da Saúde. Já o acetamiprido tem alta toxicidade para organismos aquáticos.

Logo após o acidente, a ANA chegou a dizer que a alta vazão do rio Tocantins ajudaria a diluir rapidamente os pesticidas, o que diminuiria os riscos para a população. Para Kummrow, da Unifesp, não é possível garantir essa afirmação sem que os resultados sejam divulgados à população.

“É muito fácil assumir que está chovendo, que a vazão está alta e que não há risco. É um discurso válido, mas sem dados numéricos, é um discurso vazio”, afirma. “Se está tudo normal, por que não divulgam os dados?”, questiona

•        Posicionamentos enviados para reportagem

Leia as respostas de Ibama, Dnit, ANA, Secretaria de Meio Ambiente do Tocantins e Ministério da Saúde.

>>>> Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que o primeiro relatório, com análise dos resultados e os laudos analíticos originais, foi encaminhado nesse mês de abril pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ao Instituto e está em avaliação.

Cabe ressaltar que a autarquia não é responsável pelo monitoramento da qualidade da água, sendo eles realizados pelas equipes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Maranhão (SEMA/MA) e que, desde que se iniciou os monitoramentos, nenhuma alteração na qualidade da água foi identificada acima dos parâmetros previstos nas normas.

Por fim, devido à alta vazão do rio Tocantins no período chuvoso, o trabalho de mergulho foi dificultado e, por isso, não foi possível verificar a integridade das bombonas. No entanto, com o término de tal período, as atividades de mergulho deverão ser retomadas para verificação e recolhimento das que ainda se encontram no local.

>>>>> Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes)

O DNIT, seguindo orientações da Agência Nacional das Águas e demais órgãos envolvidos, informa que realizou monitoramentos diários em pontos previamente estabelecidos, com a finalidade de identificar qualquer alteração ambiental que pudesse estar associada ao acidente, o que permitiria uma ação rápida e eficaz.

Os monitoramentos começaram em 10 de fevereiro no Ponto 03, localizado em Porto Franco, MA. Este local passou por verificações diárias no local de parâmetros como pH, condutividade, oxigênio dissolvido (OD), turbidez e temperatura. Além dessas verificações diárias, foram realizadas coletas de amostras duas vezes por semana, em dias alternados, para análises laboratoriais específicas dos compostos acetamiprido, picloram e 2,4 D, com o objetivo de detectar de forma direta potenciais vazamentos dos produtos químicos presentes no rio.

No dia 12 de fevereiro, o DNIT decidiu expandir sua rede de monitoramento adicionando dois pontos, denominados Pontos 01 e 02. Estes estão situados entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), com o Ponto 01 localizado imediatamente a jusante da barragem da Usina Hidrelétrica de Estreito, servindo como ponto de controle, e o Ponto 02 no local exato do acidente. Nesses pontos, foram realizadas leituras diárias dos mesmos parâmetros já mencionados, garantindo uma vigilância constante nas áreas potencialmente afetadas.

Durante o período de 10 de fevereiro a 10 de março de 2025, foi realizada a 1ª Campanha de Monitoramento Emergencial da Qualidade da Água. Os resultados indicaram que, em sua maioria, os parâmetros medidos estavam dentro dos padrões estabelecidos para rios de Classe II, conforme a Resolução CONAMA nº 357/2005. Durante esse período foi registrada apenas uma exceção pontual, em 28 de fevereiro de 2025, no Ponto 02, onde os níveis de oxigênio dissolvido e pH apresentaram valores ligeiramente fora do recomendado. Tais variações foram isoladas e não indicam, até o momento, um padrão consistente de alteração relacionada a vazamentos dos produtos químicos submersos.

Essa interpretação é reforçada pelos resultados laboratoriais das amostras coletadas, que apresentaram concentrações dos compostos acetamiprido, picloram e 2,4-D abaixo do limite de quantificação. Isso sugere que, mesmo que haja traços dessas substâncias no rio, suas concentrações não são relevantes ou preocupantes neste momento.

Entre os dias 11 de março e 08 de abril de 2025, foi realizada a 2ª Campanha de Monitoramento Emergencial da Qualidade da Água, cujos resultados confirmaram que todos os parâmetros analisados permanecem dentro dos limites previstos pela legislação ambiental vigente para rios de Classe II.

>> Complemento de resposta enviado em 25 de abril

O DNIT informa que segue executando o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água no rio Tocantins após o acidente na Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

Além do trabalho que já foi informado em resposta enviada neste mesmo e-mail, onde relatamos as ações realizadas pelo DNIT nos meses de fevereiro e março, estão previstas mais 6 (seis) campanhas de coleta no ano de 2025, nos meses de abril, maio, junho, agosto, outubro e dezembro. Cada campanha vai abranger a quantidade de 03 coletas de amostras sendo:

•        01 amostra a jusante, na margem esquerda do rio.

•        01 amostra no eixo do rio.

•        01 amostra a montante, na margem direita do rio.

O próximo laudo está previsto para ser emitido nesta sexta (25).

Vale ressaltar que os resultados iniciais já indicavam que, em sua maioria, os parâmetros medidos estavam dentro dos padrões estabelecidos para rios de Classe II, conforme a Resolução CONAMA nº 357/2005.

E que entre os dias 11 de março e 08 de abril de 2025, a 2ª Campanha de Monitoramento Emergencial da Qualidade da Água, realizada pelo DNIT, confirmou que todos os parâmetros analisados permaneciam dentro dos limites previstos pela legislação ambiental vigente para rios de Classe II.

Informamos, porém, que não foram implantadas barreiras físicas de contenção ou qualquer instalação desse tipo de estrutura no local do acidente devido à falta de viabilidade física. O rio Tocantins pode chegar a 48 metros de profundidade em alguns locais, com forte correnteza, o que impossibilitaria a instalação de equipamentos de contenção.

>>>> ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico)

•        Repórter Brasil: Desde dezembro, não foram mais divulgados relatórios de qualidade da água. Por que o órgão parou de divulgar esses dados?

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico: O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), instado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), assumiu o monitoramento da qualidade da água, que vinha sendo coordenado pela ANA em caráter emergencial.

•        RB: De acordo com o MPF/TO, a responsabilidade pelo monitoramento da qualidade da água foi atribuída ao Dnit. O órgão tem executado esse trabalho regularmente?

ANA: Sim, mas o acompanhamento é feito pelo IBAMA.

•        RB: E qual a justificativa para que essa atribuição recaia sobre o Dnit, e não sobre órgãos ambientais ou sanitários?

ANA: Essa questão poderá ser respondida mais especificamente pelo IBAMA, mas o Instituto usou o princípio do poluidor-pagador para atribuir essa obrigação o ao DNIT.

•        RB: A agência tem informações sobre como está a qualidade da água da região?

ANA: Sim. O relatório elaborado pelo DNIT indica que não há alterações relevantes dos parâmetros de qualidade de água.

•        RB: Qual a periodicidade das análises de qualidade da água?

ANA: O monitoramento de defensivos agrícolas na água é realizado duas vezes por semana em dias não consecutivos e diário para pH, oxigênio dissolvido, condutividade eletrica, turbidez e temperatura.

•        RB: Em quais locais estão sendo coletadas as amostras?

ANA: Na barragem da UHE Estreito, no local do desabamento e em Porto Franco (MA)

•        RB: Ainda estão sendo feitas as coletas de águas subterrâneas? Se sim, em quais locais?

ANA: Consultar a Vigiágua do Ministério da Saúde.

•        RB: Segundo informações apuradas pela reportagem junto ao MPF/TO, já foram encontradas bombonas no Pará. A Agência tem monitorado a qualidade da água de todas as cidades a jusante do local do acidente, inclusive no estado do Pará?

RB: Não, conforme explicado anteriormente.

•        RB: O órgão tem considerado esses potenciais riscos crônicos na análise da qualidade da água para assegurar que ela está, de fato, segura para consumo?

ANA: A avaliação dos resultados de monitoramento referentes aos pesticidas picloram e 2,4-D é realizada considerando-se os limites estabelecidos na Portaria nº GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, que estabelece os padrões de potabilidade da água para consumo humano.  Para maiores informações, é necessário contatar o Ministério da Saúde, responsável pela vigilância da qualidade da água para consumo humano.

•        RB: Diante dos riscos ambientais associados ao picloram e ao 2,4-D, a ANA tem colaborado no monitoramento dos recursos hídricos com o objetivo de evitar a contaminação do solo e de animais que possam ter contato com essa água?

ANA: Esse acompanhamento compete ao IBAMA.

•        RB: Desde janeiro, não há informações disponíveis sobre a integridade das bombonas. De que forma a ANA tem acompanhado a situação para garantir que não há vazamentos?

ANA: Este acompanhamento é realizado pelo DNIT e pelo IBAMA.

•        RB: Há previsão de retirada dos galões de agrotóxicos?

ANA: Este acompanhamento é realizado pelo DNIT e pelo IBAMA.

>>>> Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), por meio do Centro de Prevenção de Desastres Ambientais (CPDAm) e do Laboratório de Análises Ambientais (LAA), atuou de forma emergencial no atendimento ao acidente ocasionado pelo colapso da ponte sobre o rio Tocantins.

Foram realizadas ações preventivas, como a recomendação de suspensão da captação de água pela Caema, análises multiparamétricas da água em quatro pontos ao longo do rio e a instalação de barreiras de contenção a jusante do ponto de impacto. Por se tratar de um rio de domínio federal, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assumiram as operações de monitoramento e análise dos impactos ambientais, cabendo à Sema o papel de apoio técnico e institucional.

Atualmente, o monitoramento da qualidade da água está sendo realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), enquanto o acompanhamento das questões ambientais permanece sob responsabilidade do Ibama. A Sema segue recebendo as informações desses órgãos por meio de solicitações formais via ofício e mantém contato permanente com os municípios localizados ao longo do trecho afetado do rio Tocantins, orientando-os a comunicar imediatamente qualquer anormalidade observada em decorrência do evento.

>>>>> Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde acompanha de forma contínua o monitoramento da qualidade da água do Rio Tocantins, em articulação com órgãos competentes como a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as Secretarias Estaduais de Saúde do Maranhão, Pará e Tocantins. Até o momento, não foi detectada a presença das substâncias contidas nas bombonas.

Em janeiro de 2025, o Ministério publicou uma nota técnica com orientações às equipes de saúde e à população, contendo estratégias para mitigar possíveis impactos à saúde humana, animal e ambiental, além de protocolos de atendimento para casos de intoxicação por exposição a produtos químicos.

Atualmente, o monitoramento é preventivo, uma vez que o controle crítico foi encerrado em fevereiro de 2025, com base nos resultados das análises conduzidas pelos órgãos ambientais e pela Secretaria de Saúde do Maranhão.

 

Fonte: Repórter Brasil

 

Nenhum comentário: