Do voto impresso ao 8 de janeiro: qual o papel dos militares na crise
golpista?
O maior ataque à República desde a redemocratização
completa um ano hoje, gerando uma série de desdobramentos, como prisões e
condenações de golpistas, operações da PF e instauração de duas CPIs. Mas uma
pergunta ainda paira no ar: passado um ano da invasão bolsonarista nos Três
Poderes, qual foi o papel dos militares na crise golpista que resultou no
fatídico 8 de janeiro?
Personagem central na trama, o ex-comandante do
Exército e ministro da Defesa no fim do governo Bolsonaro, general Paulo Sérgio
Nogueira, mesmo na reserva e fora de cargos públicos, segue participando de
eventos com a cúpula militar da gestão Lula – incluindo uma viagem para o Pará
com o atual comandante do Exército Brasileiro, o general Tomás Miné Ribeiro
Paiva.
Quando ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio
colocou em xeque a segurança do sistema eleitoral e chegou a propor uma votação
paralela em cédulas de papel. Walter Delgatti Netto, o “hacker da Vaza Jato”, o
acusou de abrir as portas do ministério para que ele ajudasse servidores da
Defesa na produção de um relatório questionando a integridade das urnas
eletrônicas.
A corregedoria do órgão, atualmente exercida pela
Assessoria Especial de Integridade e Segurança da Informação, poderia apurar a
denúncia, mas nada foi feito pelo ministério, já sob o comando do ministro José
Múcio Monteiro (PRD), segundo apuração da Agência Pública.
A denúncia do hacker dominou o noticiário no final
de agosto passado, em meio aos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro – que poupou o Alto Comando do Exército de
depor, como relatado na coluna Entrelinhas do Poder. À época, vieram à tona
mais de 500 páginas de relatórios da inteligência do governo federal produzidos
na crise.
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Por que isso importa?
O maior ataque à República desde a redemocratização
gerou denúncias sem apuração, versões desencontradas sobre a inteligência
militar, e generais suspeitos seguem com trânsito livre nas Forças Armadas
Mesmo diante de um cenário como o 8 de janeiro, os
generais do Alto Comando do Exército que defenderam a legalidade dos
acampamentos bolsonaristas em frente aos quartéis seguem normalmente suas
carreiras
Por outro lado, o Centro de Inteligência do
Exército (CIE) oficialmente disse à CPMI que não produziu materiais do tipo
porque “não foram identificados aspectos que pudessem comprometer a segurança”
do QG em Brasília, uma versão controversa.
Afinal, o bolsonarista George Washington de
Oliveira, acusado de plantar uma bomba num caminhão próximo ao aeroporto da
capital na véspera do Natal de 2022, relatou à CPMI que “as próprias Forças
Armadas identificaram muitos infiltrados [no acampamento em frente ao QG]”,
como um fruto do trabalho da inteligência militar.
Já o general Gustavo Henrique Dutra, responsável
pelo Comando Militar do Planalto (CMP) durante toda a crise golpista, disse à
CPMI que nunca teve acesso a relatórios produzidos pela inteligência militar,
pois o “Centro de Inteligência do Exército está diretamente ligado ao Comando
do Exército”. “Não recebi nenhuma informação, eu não tenho conhecimento dos
produtos do Centro de Inteligência do Exército”, afirmou Dutra em seu
depoimento, no dia 14 de setembro passado.
A incógnita em torno do papel militar na crise
golpista fica ainda mais latente quando comparada à atuação de órgãos civis
durante o período. No ano passado, por exemplo, a Pública revelou, com
exclusividade, que a inteligência do governo monitorou a formação de
acampamentos bolsonaristas na frente de quartéis em todo o Brasil.
No entanto, os alertas da Agência Brasileira de
Inteligência (Abin) foram ignorados tanto pelo governo Bolsonaro, quanto pelo
governo de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal – onde se situa o
Quartel-General (QG) do Exército, de onde saíram milhares de pessoas rumo ao
quebra-quebra na Esplanada dos Ministérios.
A Pública também contou em primeira mão que, em
dezembro de 2022, a Polícia Federal (PF) alertou para a necessidade de
desmontar o acampamento em frente ao QG em Brasília. Despachos, informes e
ofícios então inéditos, obtidos pela reportagem, mostraram falhas de
coordenação entre Exército, PF e órgãos de segurança do DF à época. Mas os
militares do CMP insistiram no “livre exercício de manifestações pacíficas” em
frente ao QG, mesmo após casos de violência – como na tentativa de invasão à
sede da PF em Brasília, logo após a prisão do indígena Serere Xavante.
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Ex-ministro da Defesa acusado de conspiração golpista mantém trânsito no
Exército
À frente do Ministério da Defesa e da Segurança
Institucional da Presidência (GSI) à época da crise golpista, os generais Paulo
Sérgio Nogueira e Augusto Heleno participaram no último 11 de dezembro da
cerimônia de passagem do Cargo de Comandante Logístico do Hospital das Forças
Armadas, em Brasília.
Indícios do envolvimento do ex-ministro da Defesa
com supostas conspirações golpistas não o afastaram nem mesmo da alta cúpula
militar nomeada pelo presidente Lula. Em julho de 2023, ele viajou em missão
oficial para Belém para acompanhar o atual comandante do Exército, general
Tomás Paiva, em visita ao Comando Militar do Norte (CMN).
Paulo Sérgio Nogueira partiu de Brasília dia 10
daquele mês em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e, de acordo com dados
do Portal da Transparência, retornou no dia 12. A passagem de volta
(Belém/Brasília) custou R$ 1.056,19 aos cofres públicos. A reportagem não
conseguiu contato com o general; caso se manifeste, o texto será atualizado.
O Exército justificou, por meio da assessoria de
imprensa, que Paulo Sérgio foi convidado a participar da comemoração dos 10
anos do CMN, uma vez que já chefiou a área. Segundo a Força, o general
“acompanhou a comitiva na condição de convidado para o evento comemorativo, em
aproveitamento do esforço aéreo disponibilizado ao Comando do Exército, na
forma dos art. 2º e 7º, do Decreto 10.267, de 5 de março de 2020”.
Essa foi a primeira visita institucional de Tomás
Paiva ao CMN, que é responsável pelas áreas que compreendem os estados do Pará,
Amapá, Maranhão e parte do Tocantins. Consta em sua agenda oficial que, no dia
10 de julho, Paiva visitou o Destacamento de Aviação do Exército do CMN, na
capital paraense. No dia seguinte, o general foi ao Hospital Geral de Belém e
participou de solenidade militar no 2º Batalhão de Infantaria de Selva. Já no
dia 12, ele seguiu para o Macapá, quando Paulo Sérgio voltou para Brasília.
Foi cerca de um mês depois de integrar a comitiva
do comandante do Exército de Lula, que o ex-ministro da Defesa foi acusado pelo
hacker da Vaza-Jato de ter participado de um plano para invadir as urnas
eletrônicas com a intenção de prejudicar a eleição do petista.
“A ideia do ministro [Nogueira] era que eu
mostrasse que não é segura, que é vulnerável a urna”, afirmou Walter Delgatti
em depoimento à CPMI do 8 de janeiro. O general Paulo Sérgio Nogueira está
entre os militares que a comissão pediu o indiciamento.
Durante sua gestão, o Ministério da Defesa
apresentou um relatório ambíguo sobre as urnas eletrônicas, após o general
colocar em xeque a confiabilidade do sistema eleitoral. Oitenta dias antes do
primeiro turno das eleições, o então ministro participou de uma audiência
pública no Senado em que sugeriu uma votação paralela em células de papel.
Àquela altura, o Congresso já havia rejeitado a proposta que previa a
implementação do voto impresso.
Nos meses seguintes, a Defesa enviou diversos
questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o sistema
eletrônico, sugestões de “melhorias ao processo eleitoral” e de fiscalização
das urnas, levantando a todo momento dúvidas sobre a segurança das eleições e
reforçando o discurso do então presidente Jair Bolsonaro (PL) de ataque às
urnas.
Além de colocar o general Paulo Sérgio no centro da
articulação golpista, o hacker Walter Delgatti também implicou o “chefe de TI
[Tecnologia da Informação] e o pessoal da alta cúpula da TI” da Defesa, com
quem ele disse ter tido cinco reuniões para discutir como mostrar falhas nas
urnas. “Eles usavam nomes fictícios à época: um era carro, o outro era
caminhão, o outro era ônibus, trem”, relatou o hacker à CPMI.
“Eles [servidores da Defesa] iam até o TSE
[Tribunal Superior Eleitoral] e me repassavam o que eles viam, porque eles não
tinham acesso à internet, eles não podiam levar uma parte do código [fonte das
urnas eletrônicas]; eles acabavam decorando um pedaço do código e me
repassando”, detalhou Delgatti em seu depoimento.
A Pública identificou quem comandava o setor de TI
durante o período eleitoral de 2022, época dos fatos denunciados pelo hacker.
# Jeferson Denis Cruz de Medeiros, então Diretor do
Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação
# André Luis Maia Baruffaldi, então
Coordenador-Geral do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação
# Hamilton Iwamoto da Silva, então
Coordenador-Geral de Governança de Tecnologia da Informação do Departamento de
Tecnologia da Informação e Comunicação
# Alexandre Sergio Piovesan, então
Coordenador-Geral de Sistemas de Informação do Departamento de Tecnologia da
Informação e Comunicação
O contra-almirante da Marinha Jeferson Denis Cruz
de Monteiro era o principal responsável, atuando como diretor do Departamento
de Tecnologia da Informação e Comunicação do ministério à época. Monteiro foi
nomeado para o cargo em 10 de maio de 2021, período em que o general da reserva
do Exército Walter Braga Netto – outro militar alvo de pedido de indiciamento
pela CPMI do 8 de Janeiro – comandava o ministério da Defesa. O militar ficou
no posto até 3 de abril do ano passado, já na gestão Múcio, quando foi
transferido para a reserva da Marinha.
O número dois da diretoria de TI à época dos fatos
denunciados era André Luis Maia Baruffaldi, um coronel de aviação da Força
Aérea Brasileira (FAB), que está na reserva desde agosto de 2020. Ele ocupava o
cargo de coordenador-geral do Departamento de Tecnologia da Informação e
Comunicação da Defesa, onde permaneceu até maio de 2023, também na gestão de
José Múcio no ministério.
Além do coronel de aviação e do contra-almirante, a
diretoria de TI também tinha um coronel do Exército – Hamilton Iwamoto da
Silva, no caso. Na reserva da Força desde 2013, o coronel Iwamoto atuava como
coordenador-geral de Governança de Tecnologia da Informação da Defesa. Assim
como Baruffaldi, ele foi exonerado do cargo no dia 8 de maio de 2023.
O único civil em cargos de direção da TI da Defesa
era Alexandre Sergio Piovesan, então coordenador-geral de Sistemas de
Informação do ministério. Dentre os citados, ele foi o que se manteve por mais
tempo na nova gestão, sendo dispensado apenas em 3 de outubro.
A Pública procurou todos os ex-servidores da Defesa
acima citados, mas apenas o coronel Hamilton Iwamoto da Silva respondeu. À
reportagem, ele disse que “integrava a equipe de governança de TI do
Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação” da Defesa, “responsável
por manter a infraestrutura” e “administrar os meios existentes na área”. “Na
suposta reunião mencionada [com o hacker], não houve a minha participação”,
afirmou ainda Iwamoto.
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Quem vigia a Defesa?
Passados mais de seis meses da denúncia de Walter
Delgatti sobre o ex-ministro da Defesa e servidores de TI da pasta, o órgão
comandado por José Múcio sequer iniciou uma apuração sobre o caso.
A Pública procurou o órgão, perguntando o que foi
feito a partir das denúncias e quais medidas a corregedoria do ministério havia
tomado desde então. A corregedoria da Defesa, renomeada no governo Lula para
Assessoria Especial de Integridade e Segurança da Informação, pode abrir
investigações preliminares, processos administrativos para apurar atos lesivos
contra a Administração Pública, além de julgar e impor sanções a servidores
civis. Já eventuais infrações envolvendo militares são de responsabilidade do
Comando das Forças Armadas.
A assessoria de imprensa do ministério da Defesa
disse à Pública que apenas “acionou a Justiça para ter acesso ao nome dos
envolvidos e tomar as providências cabíveis”, e que “aguarda por essa
informação”, sem mais detalhes.
Nos dias seguintes à oitiva de Delgatti na CPMI, o
ministro José Múcio esquivou-se de qualquer responsabilidade da pasta, alegando
que imagens do sistema de monitoramento do ministério ficaram salvas por três
meses antes de serem apagadas – as informações poderiam confirmar ou negar a
denúncia do hacker.
“Não existe nenhum registro”, disse Múcio à época
para a imprensa, quando pedia à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal
os nomes dos acusados pelo hacker. “Não quero transformar todas as pessoas do
ministério da Defesa em suspeitos, cria um clima desagradável de trabalho”,
afirmou ainda o ministro.
Numa recente entrevista à Folha de S. Paulo, Múcio
disse não se arrepender de ter dito que acampamentos em quartéis eram
democráticos e afirmou que militares salvaram o país de golpe.
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Onde estão os generais do Alto Comando?
Após o 8 de janeiro, onde foram parar os generais
do Alto Comando do Exército que defenderam a legalidade dos acampamentos
bolsonaristas em frente aos quartéis?
### Gen Ex Marcos Antonio Freire Gomes: Após
liderar o Comando de Operações Terrestres (Coter), foi comandante do Exército
entre março e dezembro de 2022, ápice da crise dos acampamentos golpistas em
frente a quartéis militares no país. Ele teria sido contrário às propostas
golpistas do ex-presidente Bolsonaro, conforme teria dito o ex-ajudante de
ordens Mauro Cid em delação premiada. Conforme mostrou a Pública, o sócio do
deputado federal Eduardo Bolsonaro numa empresa nos EUA, Paulo Generoso, também
postou no Twitter que Freire Gomes teria rejeitado o plano golpista.
### Gen Ex Júlio César de Arruda: comandou o
Departamento de Engenharia e Construção do Exército até o início do governo
Lula, quando foi alçado ao Comando do Exército. No cargo durante o 8 de
Janeiro, o general Arruda acabou exonerado no fim daquele mês, em meio à crise
com o governo Lula, e foi transferido para a reserva da Força.
### Gen Ex Valério Stumpf Trindade: foi chefe do
Estado-Maior do Exército (EME) de maio de 2022 a abril de 2023. Assim que
deixou o cargo, Trindade virou CEO e membro do Conselho de Administração da
Associação de Poupança e Empréstimo – Poupex, criada e gerida pela Fundação
Habitacional do Exército, como informa em seu Linkedin.
### Gen Ex Fernando José Sant’ana Soares e Silva:
virou o chefe do Estado-Maior do Exército (EME) com a saída do general Valério
Stumpf, tendo declarado à imprensa que o Exército foi “tragado pela percepção
de golpismo” no fatídico 8 de Janeiro. Antes, era o responsável pelo Comando
Militar do Sul (CMS).
### Gen Ex Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva:
Comandante Militar do Sudeste (CMSE) durante toda a crise golpista, foi alçado
ao posto de Comandante do Exército em 23 de janeiro de 2023, após a queda do
general Arruda. Pouco depois de assumir o comando da Força, vazou um áudio de
uma palestra dele para oficiais do CMSE, no qual ele abordava a insatisfação de
parte dos militares com a vitória de Lula.
### Gen Ex Estevam Cals Theophilo Gaspar De
Oliveira: foi o Comandante de Operações Terrestres (Coter), que orienta e
coordena o preparo e o emprego da Força Terrestre do Exército, de novembro de
2019 até o fim de novembro de 2023. Já no governo Lula, teria proposto a
unificação das forças de elite do Exército sob sua tutela, no Coter, o que
gerou desconfiança entre seus pares. É irmão do general da reserva Guilherme
Teophilo (NOVO), ex-candidato ao governo cearense em 2018 que foi secretário de
Segurança Pública do Ministério da Justiça de Sergio Moro.
### Gen Ex Eduardo Antonio Fernandes: entrou para a
reserva em 15 de junho de 2023. Foi nomeado em maio por Lula para ser
conselheiro militar na Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Nova
York, mas mudou de ideia e pediu para ser transferido para a reserva
remunerada. Antes, era o Comandante Logístico (CoLog) do Exército.
### Gen Ex Sérgio Da Costa Negraes: é, desde julho
de 2020, o Secretário de Economia e Finanças (SEF) do Exército. Antes, liderou
o Comando Militar do Norte (CMN), foi o Comandante Militar do Planalto (CMP) e
comandou as tropas na ocupação militar do Complexo da Maré (RJ).
### Gen Ex José Eduardo Pereira: desde julho de
2022 é o chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas. Antes foi o Comandante Militar do Leste (CML).
### Gen Ex André Luis Novaes: foi o Comandante
Militar do Leste (CML) até o fim de novembro de 2023. Em 1º de dezembro
passado, assumiu o Comando de Operações Terrestres (Coter).
### Gen Ex Guido Amin Naves: foi o comandante do
Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército até o fim de janeiro de
2023, quando assumiu o Comando Militar do Sudeste (CMSE), substituindo o
general Tomás Paiva.
### Gen Ex João Chalella Júnior: desde julho de
2021 chefia o Departamento-Geral de Pessoal (DGP) do Exército.
### Gen Ex Achilles Furlan Neto: liderou o Comando
Militar da Amazônia (CMA) durante toda a crise golpista, com acusações de
possível omissão do CMA em relação ao desmonte do acampamento bolsonarista lá
instalado. Furlan deixou o CMA em maio de 2023, assumindo o Departamento de
Ciência e Tecnologia (DCT).
### Gen Ex Richard Fernandez Nunes: foi o
Comandante Militar do Nordeste (CMNE) durante toda a crise golpista, deixando o
cargo em abril de 2023 para assumir o comando do Departamento de Educação e
Cultura do Exército (DECEx), no Rio de Janeiro – onde participou da intervenção
militar de 2018 como Secretário de Segurança da cidade.
### Gen Ex Anisio David De Oliveira Junior: esteve
à frente do Comando Militar do Oeste (CMO) até meados de abril de 2023, quando
assumiu a chefia do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército.
### Gen Ex Flavio Marcus Lancia Barbosa: durante
toda a crise golpista, foi o chefe do Departamento de Educação e Cultura do
Exército (DECEx), responsável por supervisionar todos os currículos dos cursos
ministrados pelas instituições militares de ensino. Deixou o posto em julho de
2023 para assumir o Comando Logístico do Exército (CoLog).
### Gen Ex Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves:
foi o responsável pelo Comando Militar do Norte (CMN) até maio de 2023, quando
deixou o posto para assumir o Comando Militar da Amazônia (CMA).
### Gen Ex Luciano Guilherme Cabral Pinheiro: Desde
abril de 2023, assumiu o Comando Militar do Norte (CMN), no lugar do general
Ricardo Augusto. Pinheiro foi Chefe de Educação e Cultura do Estado Maior
Conjunto do Ministério da Defesa durante o governo Bolsonaro.
Fonte: Por Alice Maciel e Caio de Freitas Paes, da
Agencia Pública

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