As pessoas na Idade Média estavam cientes de que viviam em um estado
horrível de miséria?
Não mais do que nós estamos cientes das condições
terríveis de miséria e sujeira em que vivemos hoje.
Afinal, as pessoas na “Idade Média” viviam em um
período de rápida expansão da produção agrícola, quando as pessoas estavam
comendo melhor do que nunca. Novas tecnologias como o sistema de três campos, a
introdução de cavalos de tração e o eixo giratório possibilitaram o cultivo de
terras anteriormente marginais. O camponês médio podia agora comer carne
regularmente, resultando em seres humanos cada vez mais fortes e mais altos do
que em qualquer período anterior. De fato, os padrões de vida estavam subindo
rapidamente e o cidadão comum vivia como seus ancestrais não ousariam sonhar.
Quero dizer, afinal de contas, os antepassados desses camponeses haviam sido
escravos no mundo antigo e todo o trabalho deles havia enriquecido apenas seus
donos. Agora, graças ao cristianismo, eles poderiam reter uma grande parte de
seus ganhos (geralmente metade ou mais) e ninguém na terra tinha o direito de
jogá-los fora de suas terras.
Muitas outras coisas interessantes estavam
acontecendo também. Por exemplo, as cidades estavam crescendo e surgindo em
todo o lugar. Cidades significavam que o comércio e a indústria estavam
florescendo como nunca antes. Isso significava que bons empregos estavam sendo
criados a taxas sem precedentes, e era fácil para os filhos mais jovens ganhar
um ofício. Houve oportunidades como nunca antes porque, com o aumento da
riqueza, a demanda por bens e serviços aumentava exponencialmente. Todo mundo
queria ter as últimas invenções de ferraduras para óculos de sol e rodas
giratórias - ah, e os óculos de sol bem-feitos e os relógios mecânicos também!
Bons artesãos estavam particularmente em alta
demanda para os espetaculares programas de construção acontecendo em todo o
lugar. Todo bispo tinha que ter uma nova catedral, afinal, e os nobres não
estavam mais satisfeitos com seus antigos salões de madeira. Todos queriam
residências de pedra modernas com janelas de vidro e piso pavimentado. Os mais
ricos até insistiam em água corrente quente e fria dentro de seus palácios!
Mas mesmo para o resto da população, as coisas
estavam definitivamente em alta. Agora era possível direcionar a fumaça de um
incêndio para o exterior da casa por meio de uma técnica de construção
maravilhosamente engenhosa chamada chaminé. Isso literalmente sugou fumaça para
fora da sala e cuspiu no ar exterior acima da habitação, tornando possível
estar quente e sem fumaça ao mesmo tempo! Ninguém jamais teve tal luxo antes.
Igualmente empolgante, havia agora muito mais casas
de banho, mesmo nas cidades do norte, como Paris e Londres. Para não mencionar,
o estabelecimento de palácios dedicados ao cuidado dos doentes! Nada como isso
já havia sido visto antes. Esses estabelecimentos chamados “hospitais” foram
construídos tão altos e ensolarados e sólidos quanto as catedrais, e além
disso, proporcionavam assistência médica 24 horas até mesmo para os mais pobres
dos pobres. Eles eram compostos por médicos treinados, apoiados por cirurgiões
e boticários habilidosos e, é claro, pelos irmãos e irmãs de enfermagem. Eles
tinham água corrente e sistemas de aquecimento e jardins para a produção de
medicamentos. Maravilhoso e absolutamente state-of-the-art.
Bens de lugares tão distantes como a Arábia e a
Índia estavam agora disponíveis em águas remotas como York e Dublin - graças
aos surpreendentes avanços na arquitetura naval e incríveis invenções
tecnológicas como a bússola. Foi possível obter seda, assim como algodão
finamente tecido, materiais que revolucionaram o conforto das roupas. Mais
importante ainda, claro, era o acesso a medicamentos como o ópio e especiarias
como canela, açafrão, cominho, pimenta etc. Que diferença faziam na dieta
diária!
Ah, e eu já mencionei que (a partir do século 11),
graças aos últimos avanços na tecnologia militar, eles não estão mais
enfrentando os terríveis ataques dos muçulmanos no norte da África? Não é mais
necessário temer que as cidades da costa italiana sejam atacadas e saqueadas, e
os habitantes massacrados e escravizados. De fato, nos séculos XII e XIII, era
seguro viajar até Jerusalém e voltar.
Não, eu não acho que as pessoas na Idade Média
tivessem uma idéia de quão horríveis e “miseráveis” eram suas vidas. Não mais
do que podemos imaginar o quanto seremos lastimados pelas gerações futuras por
ter que viver no século XXI “terrivelmente primitivo, brutal e repugnante”.
O que
era normal na época medieval, mas seria estranho hoje?
O "direito da primeira noite"
Era o direito que o Senhor feudal tinha sobre seus
servos para deflorar a virgem que ia se casar.
Na Idade Média, aquele privilégio que o Senhor
possuía foi aceito de bom grado por seus servos, pois era uma das poucas
chances que havia de melhorar a condição social de uma família.
Naquela época não havia mobilidade social, exceto
em raras exceções. Uma das exceções foi esta.
Se o Senhor feudal exercesse seu direito à pernada
e gostasse da mulher, era possível que ele tomasse ela e seu marido como
criados domésticos em seu castelo.
Se ela engravidasse do Senhor feudal, era possível
que seu filho fosse investido por ele como " fidalgo " que era um
título nobre (último posto da nobreza).
Viver no castelo era muito melhor do que ser um
servo da gleba porque as tarefas domésticas eram menos sacrificadas do que ser
um camponês, e também a vida dentro das muralhas era muito menos perigosa do
que a vida nas aldeias, exposta a ataques ou invasões de outros senhores
feudais. , ou a pilhagem de hordas de bandidos.
É por isso que o direito de pernada foi aceito e
valorizado pelos servos que consideraram uma sorte que o Senhor feudal fez uso
desse privilégio.
Na verdade, os servos que se apresentaram
voluntariamente perante o Senhor, anunciando que iam se casar na esperança de
que o Senhor feudal escolhesse exercer seu direito de deflorar a mulher.
Batalha
de Aljubarrota,como 7 mil portugueses derrotaram 30 mil espanhóis em apenas 30
minutos?
O Condestável D.Nuno era um génio militar.
Simplesmente escolheu o terreno ideal no caminho
dos castelhanos e fortificou-se preparando uma armadilha ao invasor.
O rei castelhano estava doente o que pode ter
contribuído para a falta de eficiência do seu exército.
O exército castelhano estava esgotado pela marcha
forçada, atacado pela sede e psicologicamente pressionado pela pressa de chegar
a Lisboa.
Ao depararem com a força portuguesa, pareceu-lhes
tão diminuta que estiveram para a ignorar e continuar a marcha para Lisboa. O
que teria sido a sorte deles.
Mas considerações psicológicas, como a necessidade
de impor o respeito do seu rei como pretendente ao trono, levou-os s decidir
eliminar a pequena força portuguesa que os provocava posicionada no seu flanco.
Isto levou a uma série de erros. A pressa e o
desprezo por tão pequena força inimiga levou os castelhanos a não esperar pela
totalidade do exército, que ainda vinha a caminho. A ignorar as fortificações e
a não desdobrar devidamente as suas forças envolvendo a pequena força
portuguesa.
Atacaram head on, direitos às fortificações de
campo, covas de lobo e obstáculos.
A cavalaria sofreu pesadas baixas e teve de apear.
Carregando a pé, foram "afunilados" pelos
obstáculos e seguiram em coluna por um caminho estreito livre de fortificações
mas que retirou a toda vantagem numérica visto apresentarem agora uma frente
estreita.
Isto levou à aglomeração dos soldados perdendo
capacidade de manobra e oferecendo um alvo denso aos archeiros portugueses e
ingleses ao serviço dos portugueses.
Esta coluna densa e fustigada por nuvens de flechas
esbarrou de frente com mais fortificações com tropas portuguesas que os
conseguiram parar.
Era uma armadilha, formou-se um campo da morte onde
os castelhanos e cavalaria francesa foram massacrados sem conseguir avançar por
ter os portugueses fortificados pela frente. Nem recuar, por ter o
engarrafamento dos seus próprios soldados por detrás. Muito menos manobrar.
Houve outras fases da batalha, como um massacre de
prisioneiros por parte fos portugueses que por serem poucos e empenhados na
batalha não puderam guardar os franceses e castelhanos da primeira vaga
desbaratada que se tinham rendido. Um ataque de cavalaria castelhana pela
retaguarda que os portugueses conseguiram aguentar e um ultimo esforço
castelhano gorado. Mas já dá uma boa ideia do que aconteceu, um desastre total
para os castelhanos.
Uma batalha em que uma pequena força bem
posicionada atraiu um exército muito maior a um campo de tiro ideal onde o
exército atacante se amontoou, limitado por inumeros obstáculos e covas de
lobo, perdendo capacidade de manobra e sendo literalmente massacrado.
D. Nuno compensou a inferioridade numérica com
posições fortificadas com arte, que conduziram e imobilizaram o inimigo
exatamente onde ele o queria. Debaixo da chuva de flechas dos arcos grandes.
Isto era o campo minado da época - a cova de lobo.
Qual
foi a maior humilhação da história?
Diógenes de Sinope humilhando Alexandre o Grande.
Diógenes foi um filósofo grego conhecido como
"O Cínico". Uma figura muito controversa que criticava os valores
sociais e as instituições daquela sociedade que considerava corrupta e confusa.
Ele desprezava a honra, a riqueza e o respeito.
A lenda diz que Alexandre foi procurá-lo. Queria
cumprir um dos desejos de Diógenes. Quando perguntou o que desejava, Diógenes
simplesmente respondeu
"Quero que você saia daí, está tampando o
sol.”
Hehehehehe… Diógenes era maluquinho. Lembre-se de
que, naquela época, Alexandre era o homem mais poderoso do planeta. Num estalar
de dedos ele poderia mandar colocar a cabeça de Diógenes numa bandeja.
Mas, como Alexandre era o modesto naquela situação,
ele enfrentou a humilhação como um homem. Ele até mesmo disse que o
"Cínico" tinha culhões:
Ele ficou tão chocado, e admirou tanto a arrogância
e a grandiosidade de um homem que não sentia nada além de desprezo por ele, que
disse para seus seguidores, que riam e tiravam sarro de Diógenes conforme se
afastavam: "Falando sério: se eu não fosse Alexandre, queria ser
Diógenes". Diógenes ouviu e replicou: "E se eu não fosse Diógenes, eu
quereria ser Diógenes também."
Eis um homem que dominou a arte de humilhar.
Outro incidente ocorrido entre os dois, apesar de
não ter sido confirmado, diz que Alexandre encontrou Diógenes observando
atentamente uma pilha de ossos humanos. Diógenes explicou: "Estou tentando
achar os ossos de seu pai, mas não consigo diferenciá-los dos ossos de um
escravo."
Tiro meu chapéu para este cara… Ele era muito
corajoso.
Ou suicida.
Qual é
o fato histórico mais obscuro que você conhece?
Todo mundo conhece esse cara.
Sim, esse é Martinho Lutero. O homem que iniciou um
movimento religioso que separou o oeste e o norte da Europa por um século e
meio, culminando na devastadora guerra de 30 anos que encerrou todas as guerras
religiosas na Europa com a Paz de Vestfália em 1648.
De qualquer forma, nas fases embrionárias do
protesto de Lutero contra a venda de indulgências e outros abusos provenientes
da Igreja Católica, Lutero foi ordenado a comparecer perante uma Dieta de Worms
em 1521 para explicar seus pontos de vista, mudá-los e admitir que estava
errado.
Lutero recusou-se a fazer nada disso, o que fez com
que o Sacro Imperador Romano, Carlos V e o Papa o marcassem como herege e fora
da lei. Frederico III, o Eleitor da Saxônia, forjou um sequestro rodoviário de
Lutero para que ele pudesse armazená-lo em seu castelo em Wartberg e protegê-lo
das autoridades.
Graças ao patrocínio e proteção de Frederico,
Lutero sobreviveria e escreveria mais sobre o protestantismo, traduziria a
bíblia em alemão, criticaria a Igreja Católica, argumentaria contra a revolta
camponesa de 1525 e escreveria polêmicas sobre os judeus.
A história se concentra tanto no impacto de Lutero
e seus escritos na Europa e na religião. No entanto, não se fala muito sobre o
quanto Frederico III desempenhou um papel nisso. Se não fosse por Frederico
III, Lutero poderia ter acabado como Jan Hus, que foi semelhante ao criticar a
Igreja e foi queimado na fogueira por isso.
O que é irônico e passa despercebido é que
Frederick III nunca se tornou protestante, mas viveu como católico romano a
vida toda. Enquanto ele estava inclinado aos ensinamentos protestantes, ele
nunca se converteu.
Aposto que você não sabia disso.
O
mistério de Dargavs: a necrópole na Rússia que foi abandonada há 1.000 anos?
Dargavs, também conhecido como "A Cidade dos
Mortos" ou a "Necrópole da Rússia", é um antigo cemitério
localizado na Ossétia do Norte, na Rússia. Ele é famoso por suas construções de
sepulturas antigas e misteriosas, muitas das quais datam dos séculos XIV ao
XVIII.
Dargavs consiste em um complexo de mais de 90
estruturas de sepulturas de pedra, algumas das quais se assemelham a pequenas
casas de dois andares. Essas estruturas foram usadas para abrigar os mortos, e
acredita-se que a prática de sepultar os falecidos dessa maneira tinha
significados culturais e religiosos específicos.
O que
leva o homem a negar fatos históricos que realmente aconteceram ou outras
evidências científicas?
General Dwight D. Eisenhowerquando chegou com seus
homens aos campos de concentração não teve a menor dúvida .
Ele ordenou que tantas fotografias fossem tiradas
das valas comuns onde jaziam ossos, roupas, corpos decompostos esqueléticos
empilhados como pirâmides aleatórias.
Fotografias de cada casa fria que serviu de
dormitório, fotografias do arame farpado, dos fornos crematórios, dos
uniformes, dos gorros, das torres de controle, das armas, dos instrumentos de
tortura.
Fotografias de sobreviventes tão perto da morte que
podíamos falar com eles e devolvê-los a quem os olhasse sem abrir a boca. Sem
falar, sem palavras.
Eisenhower exigiu que todos os habitantes alemães
das cidades próximas fossem levados aos campos de concentração para ver a
realidade dos fatos e que, os civis citados, fossem obrigados a enterrar os
corpos dos mortos.
E depois explicou: “Que tenhamos o máximo de
documentação possível – sejam vídeos, fotografias, testemunhos – porque vai
chegar um dia em que algum idiota vai se levantar e dizer que tudo isso nunca
aconteceu ”.
Porque um dia vai aparecer algum idiota que vai se
levantar e dizer que nada disso aconteceu: repetir, enquadrar e santificar essa
frase.
Contém o sentido da história.
Fonte: Quora

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