segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mendonça é o chefe da Lava Jato 2, intervém nas eleições e favorece a extrema direita da qual ele faz parte

Antes de iniciar o artigo, este articulista afirma: a decisão do ministro Flávio Dino, que reintegra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao cargo em que ele foi destituído inconstitucionalmente pelo ministro André Mendonça, a ação do presidente do STF, Edson Fachin, que revoga as decisões de Dino e de Mendonça com o propósito de retomar o comando do Supremo, reorganiza o funcionamento do STF e estanca a crise institucional e política causada deliberadamente pelo ministro André Mendonça.

Além do mais, o próprio Fachin decide, tal qual ao Dino, restituir a chefia da PF a Andrei Rodrigues, além de devolver o cargo de diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal ao delegado Leandro Almada da Costa.

Esses acontecimentos denotam, sem sombra de dúvida, que os ataques da extrema direita têm por finalidade causar crise institucional ao Governo Lula, atingi-lo em cheio nas eleições e colar sua imagem ao ministro Alexandre de Moraes, porque a PF possui gravações do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do falido Banco Master, e vincular Lula a Moraes talvez respingue no candidato do PT e, quiçá, beneficie eleitoralmente Flávio Bolsonaro, este, sim, a chafurdar na lama do Banco Master e do filme Dark Horse.

Por isso, nada melhor para o PL de Flávio Bolsonaro criar uma realidade que não existe, baseada em distorções e mentiras, porque a crise entre os ministros do STF acontece no círculo dos magistrados desse tribunal, sendo que é totalmente perceptível que André Mendonça está a fazer a política dos dois pesos e duas medidas, porque enquanto ele é célere para determinar investigações contra o Lulinha, abrir sigilos dos inquéritos contra o Alexandre de Moraes e, consequentemente, pedir a abertura de uma investigação formal, além de levar o caso ao plenário da Corte, Mendonça manteve até agora os casos Dark Horse e Banco Master em conta-gotas, em banho-maria.

Por sua vez, o terrivelmente evangélico dá espaço para os vazamentos seletivos, fatos que o levam a ser acusado por vários setores do Governo, do Congresso, da sociedade organizada, da imprensa de mercado e da internet, em especial os sites progressistas, de conspirar e agir em prol da candidatura da extrema direita de Flávio Bolsonaro, que está envolvido até o pescoço com esses dois mega escândalos — o Banco Master e o Dark Horse. 

Porém, André Mendonça está sob intensa pressão, porque ele não lida com amadores, ingênuos ou inocentes. Os 11 ministros que sentam nas cadeiras do STF — os que apoiam os atos de Mendonça e os que não apoiam — compreendem muito bem o que estão a fazer, bem como sabem que os ministros Nunes Marques e Luiz Fux, que “fecham” com Mendonça nas votações da 2ª Turma e do Plenário do STF, têm filhos, segundo a imprensa comercial e privada, envolvidos com relações sociais e financeiras no passado recente com Daniel Vorcaro.

O filho de Luiz Fux, o juiz que “mata no peito” para resolver problemas jurídicos e judiciais graves, teve relações sociais com o ex-banqueiro, que, pelo que se percebe, era também o Papai Noel da rapaziada da extrema direita e da burguesia política e empresarial altamente corrupta. Já o filho de Nunes Marques teve relações financeiras com o ex-banqueiro por meio do seu escritório de advocacia. As investigações estão em curso e a repercussão se tornou pública devido a transações financeiras ligadas a negócios do banqueiro Daniel Vorcaro.

Enquanto André Mendonça avança de maneira lenta nas investigações do escândalo BolsoMaster, o PT recrudesce as cobranças relativas à atuação do ministro, a exigir paridade e empenho nas ações referentes a Flávio Bolsonaro e Cia. Por seu turno, o relator Flávio Dino dá sequência às investigações que têm por propósito identificar as emendas parlamentares que empenharam dinheiro público para financiar o filme Dark Horse.

E pode acreditar, cara-pálida, que muitos parlamentares do PL e de partidos aliados repassaram dinheiro público para financiar tal filme que conta a vida errática e deplorável do presidiário Jair Bolsonaro, um fascista de marca maior. Flávio Dino, por causa desse caso escabroso, proibiu a saída do país sem autorização judicial para 29 pessoas, que são alvos de mandados de busca e apreensão, sob a responsabilidade da Polícia Federal em ação realizada na manhã do dia 10 de setembro.

Agora vem a confirmação de que a extrema direita dos Bolsonaro não é brincadeira. O bolsonarista Mário Frias, um ex-ator mediano, que se tornou deputado federal (PL/SP) e secretário especial de Cultura foi alvo de medidas cautelares da Justiça e está proibido de deixar o País, bem como teve sete armas apreendidas, além de celulares e computadores. O que esse cara quer com sete armas? E se diz ator…

Mas toda essa confusão não para por aí. A empresária Karina Gama, a produtora responsável pelo filme Dark Horse, sofreu as mesmas consequências de Mário Frias, que também tem alguns de seus assessores de gabinete sendo investigados pela PF. Então, o que se concluiu? Obviamente que a família Bolsonaro e em especial os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro estão envolvidos, não somente com o caso Dark Horse como também com o mega escândalo do BolsoMaster, porque um é inerente ao outro.

Dito isto, observe com acuidade, leitor, e pondere com atenção para notar, com maior precisão, que está evidentemente em curso um plano de golpe contra a democracia e o sistema eleitoral brasileiro. Fica claro, ainda, que o Supremo Tribunal Federal é tratado como o ‘inimigo’ da Nação por parte da extrema-direita — a mesma que tentou um golpe de Estado contra o presidente Lula, recentemente empossado, em 8 de janeiro de 2023.

Por sua vez, para disfarçar suas razões deletérias e dignas de uma escória, tais golpistas e militantes do campo ideológico fascista, falam em liberdade, família e patriotismo, a transformar Deus, cinicamente, como seu “aliado”, em uma hipocrisia que até satanás ficaria com vergonha ou talvez inveja por não conseguir fazer nada igual ou parecido.

A verdade é que as decisões do ministro terrivelmente evangélico André Mendonça está a fazer do processo eleitoral um jogo de xadrez em que ele move as peças por meio de ações e atos monocráticos, razão pela qual fomenta o radicalismo em um País há 12 anos dividido e, com efeito, recrudesce a crise no STF. Uma realidade que beneficia o campo da extrema direita liderado pelo PL e a família Bolsonaro, cujo primogênito, Flávio, é candidato a presidente da República, acredite quem quiser, porque seu pai, Jair, é um presidiário condenado a 27,3 anos de cadeia e por isso está impedido por muitos anos de ser candidato a qualquer coisa.

Mendonça, reitero, interfere irresponsavelmente nas campanhas eleitorais e causa tumultos que evidenciam à população o quanto apenas um juiz do tribunal mais importante do Brasil pode prejudicar as eleições com a intenção de atacar o Governo trabalhista e o candidato Lula, porque somente um sujeito beócio acreditaria que tal magistrado, ideologicamente de direita e conservador até a medula, está somente a seguir os ritos da Justiça em relação às investigações da Polícia Federal.

Soma-se a essa panaceia a absurda perseguição a Lulinha perpetrada pelo ministro da Segunda Turma do STF, André Mendonça, que é acusado de blindar o candidato Flávio Bolsonaro das acusações e denúncias relativas aos graves escândalos milionários de corrupção, a exemplo do filme Dark Horse e do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que é considerado o maior escândalo financeiro da história deste País, sendo que Flávio Bolsonaro está a chafurdar na lama fétida desse esgoto.

A verdade é que Mendonça está a se valer de uma estratégia político-eleitoral que tem a finalidade de atingir principalmente o próprio Supremo do qual ele faz parte para que se possa dar continuidade aos ataques de autoria da extrema direita bolsonarista e desse modo mobilizar seus apoiadores nas ruas e nas redes sociais em ano eleitoral, a ter como alvos os seus ministros, em especial os magistrados da Primeira Turma, considerados progressistas e garantistas no mundo do Direito. 

Adversário ferrenho de Alexandre de Moraes, Mendonça partiu para o ataque e colocou seu rival em uma situação limite quando retirou o sigilo de um relatório da PF, que continha mensagens que envolvem Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A resposta de Moraes veio rápido e intensa, pois o ministro pediu a abertura de uma investigação formal contra o colega Mendonça e protocolada no âmbito do inquérito das fake news. Moraes atribuiu a Mendonça as práticas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Depois do entrevero, o presidente do STF, enfim, deu fim à guerra entre os dois ministros e invalidou suas decisões para ele próprio, com atraso inexplicável, tomar as devidas providências, que é o de garantir que o Governo Lula mantenha o chefe da PF no cargo, além de baixar o tom bélico dentro do STF, no que diz respeito às acusações entre Moraes e Mendonça, inclusive em relação sobre os inquéritos que os dois são responsáveis como relatores.

Porém, meus camaradas, o alvo principal e preferencial dessa luta política iniciada por André Mendonça é, sem dúvida, o presidente Lula, candidato à reeleição e líder nas pesquisas. Lula que move o ministro Mendonça e toda a direita brasileira, em particular a bolsonarista, que realiza ataques sistemáticos ao Governo Federal e ao Supremo Tribunal Federal.

Lula é o verdadeiro alvo de Mendonça, um especialista em lançar cortinas de fumaça, porque a intenção é dar a impressão à população brasileira, principalmente a que vota na extrema direita, que Lula e alguns ministros do STF têm uma aliança política e desse modo fomentar a mobilização dos bolsonaristas e assim causar revolta e ódio.

Entretanto, antes de tudo e qualquer coisa, o afastamento arbitrário do diretor-geral da Polícia Federal de um governo legitimamente eleito e nomeado legalmente pelo presidente Lula, de forma constitucional e institucional, comprova que o ministro do STF, André Mendonça, não apenas faz política de forma errática e ilegal, a ressuscitar o odiento Lawfare da corrupta Lava Jato, mas também o coloca no papel de porta-voz e ponta-de-lança da extrema direita bolsonarista, que sonha em eleger Flávio Bolsonaro para presidente.

Trata-se das investigações contra corruptos poderosos e ricos, cara-pálida! As investigações da PF atingiram em cheio a cúpula nacional da extrema direita brasileira e empresários poderosos, que apoiam Flávio Bolsonaro e seu pai Jair. Por isso que a extrema direita se alinha às ações espúrias e arbitrárias do ministro terrivelmente evangélico André Mendonça.

Bastou ele exercer função e cargo de poder no STF, como relator de casos graves, e no TSE, como vice-presidente, para Mendonça pôr suas garras de fora e mostrar, de fato, que ser chamado de “terrivelmente evangélico” não é apenas uma metáfora ou hipérbole. Não se trata, definitivamente, de apenas uma mera figura de linguagem. É necessário compreender essa realidade e os fatos que se sucedem de forma concatenada para que a extrema direita possa novamente chegar ao poder central deste País rico, mas de povo pobre.

Os interesses político-eleitorais e ideológicos de André Mendonça, por ser um ministro do STF que envolveu até o pescoço a Corte Suprema nas eleições presidenciais de forma completamente indevida, insensata e irresponsável, estão a romper a isonomia e a paridade de armas entre situação e oposição pela disputa da Presidência da República, assim como a luta pelo poder por parte do magistrado terrivelmente evangélico comprova que ele tem lado, cor, classe e partido. André Mendonça afundou a República em uma crise gravíssima ao arbitrariamente se envolver com disputas partidárias e, com efeito, intervir sobejamente nas eleições de outubro.

Todo mundo já viu esse filme. Um filme de terror, diga-se de passagem. Agora estamos em plena sessão da Lava Jato 2, cujo ator principal é o ministro do STF André Mendonça. E não é que o terrivelmente evangélico assume o protagonismo das eleições presidenciais, a pender sua mão monocrática em prol de sua ideologia e de seus parceiros políticos, porque é cristalino ver e perceber que o magistrado, indevidamente e ilegalmente, intervém na política e, com efeito, favorece os campos da direita e da extrema direita no que é referente à corrida presidencial.

É óbvio e totalmente perceptível que Mendonça se move por vingança em um misto de crença religiosa com dogmas político-religiosos, mas, sobretudo, parece ser fiel àqueles que oram por sua cartilha e crenças, não apenas as religiosas, mas as que imperiosamente o levam à disputa política, pois se esforça a colocar em prática o projeto político de uma extrema direita que esteve na Presidência com Jair Bolsonaro, sendo que André Mendonça era o advogado-geral da União e depois foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública desse governo extremista, que tratou o povo brasileiro com profundo desprezo e violência.

O juiz da Corte Suprema chegou ao ponto, o que é um fato deplorável, de gravar um vídeo nas redes sociais para agradecer aos “irmãos e irmãs” o apoio que tem recebido do mundo evangélico por estar a enfrentar o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em uma estratégia política e eleitoral que visa, sobremaneira, dar fôlego ou oxigênio à campanha de seu aliado Flávio Bolsonaro, filho do seu chefe direto no passado recente, Jair Bolsonaro, que o nomeou e que agora recebe o retorno em forma de ações políticas exatamente a um mês das eleições presidenciais.

Ninguém é bobo ou trouxa para não perceber as jogadas políticas e partidárias de André Mendonça, assim como se percebe, porque basta observar com atenção, que ter a ousadia de afastar o diretor-geral da PF de suas responsabilidades institucionais é uma forma de dar resposta aos interesses de seu grupo político, que necessita urgentemente desviar a atenção dos inúmeros casos de corrupção de Flávio Bolsonaro, bem como amenizar suas mentiras, pois se trata de um mentiroso compulsivo e desprovido de programa de governo e projeto de País, a exemplo do seu pai Jair e da direita, proprietária da casa grande de índole e alma escravocrata.

Como se vê, André Mendonça não foi qualquer um na hierarquia de poder de um governo indelevelmente fascista e francamente entreguista e ultraneoliberal, cujo chefe do Executivo tentou efetivar um golpe de estado, que levou à prisão 1.430 pessoas nos dias seguintes e ao longo do primeiro ano após a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

Mendonça, do alto de sua soberba e vaidade, aparelhou o STF e, por intermédio da 2ª turma do mais importante tribunal do Brasil, está a dar sequência e consequência à sua ação deletéria porque, indubitavelmente, de ordem política e eleitoral. Parar com os atos arbitrários e monocráticos de André Mendonça, dentro dos limites da lei, da legalidade e do regimento interno do STF, é uma ação de proteção da democracia e do estado democrático de direito.

Os juízes, principalmente os que atuam no Supremo Tribunal Federal, não deveriam falar e muito menos7 aparecer como se fossem políticos, atletas e artistas. Juiz apenas responde nos autos dos processos e, com efeito, julgar imparcialmente as pessoas e as questões brasileiras.

Para concluir, é imprescindível que o ministro André Mendonça seja sempre lembrado da realidade dos fatos, já que aparentemente o magistrado ainda não entendeu ou se recusa a entender que: 1- Não foi o Lula que recebeu milhões do Vorcaro, foi o Flávio Bolsonaro; 2- Não foi o Lula que recebeu terno do Vorcaro, foi o André Mendonça; 3- Não foi o Lula que viajou no jatinho do Vorcaro, foi o Nikolas Ferreira; 4- Não foi o Lula que recebeu mesada do Vorcaro, foi o Ciro Nogueira; e 5- Não foi o Lula que permitiu que Vorcaro desse um rombo de bilhões no BRB, foram Ibanez Rocha e Celina Leão, que desapareceram das manchetes e até agora não sofreram as devidas consequências. Como se observa, Mendonça vê o livro, mas não o lê. É isso aí.

 

Fonte: Por Davis Sena Filho, em Brasil 247

 

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