Se o seu candidato propõe operação letal, ele
não é contra o crime que o Estado organizou
No
entorno da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, a partir da qual foi se
espraiando desde 1849 a cidade de Maranguape (CE), a cerca de uma hora de carro
da badalada Avenida Beira-Mar de Fortaleza, a paisagem é de aparente sossego. A
igreja é em estilo colonial, daquelas de novela de época, cercada de outras
construções de arquitetura parecida. Logo em frente, ao atravessar uma rua de
paralelepípedos, há uma pequena praça com árvores de copa larga entremeadas por
longas palmeiras, com sombra para amenizar o calor cotidiano e espairecer a
cabeça em um dos bancos do local. Com uma curta caminhada, dá para visitar uma
outra praça, a que leva o nome do célebre historiador Capistrano de Abreu,
nascido no município. Também a poucos metros, é possível conhecer a Casa Chico
Anysio, que homenageia outro já falecido e notável filho de Maranguape. De
qualquer ponto do município, com cerca de 105 mil habitantes, ainda dá para
contemplar ao fundo uma imponente serra coberta de vegetação nativa e talhada
por cachoeiras. À primeira vista, é praticamente impossível conceber que
estamos na cidade mais violenta do Brasil.
Em
2025, Maranguape registrou uma taxa de 100,3 mortes violentas intencionais
(MVI) para cada 100 mil habitantes. O índice é mais de cinco vezes maior que a
média do Brasil todo (19,1), segundo consta em edição mais recente do Anuário Brasileiro da Segurança
Pública.
A taxa está associada, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública
(FBSP), que consolida o anuário, a uma disputa territorial entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas maiores
facções criminosas do país — ambas surgidas no sistema prisional do Sudeste e
em plena expansão por outras regiões do Brasil nas duas últimas décadas.
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Estado fortaleceu facções ao naturalizar violência, diz pesquisador
A
pequena e já não mais pacata Maranguape é simbólica do desafio hoje tido pelo
país de enfrentar o crime organizado — tema do qual a Ponte trata
nesta reportagem, mais uma da série especial Ponte nas Eleições, que
discute a segurança pública como a pauta central das eleições gerais de 2026. Logo
ao lado de Maranguape, outras duas
cidades da região metropolitana de Fortaleza também aparecem entre as mais
violentas do Brasil,
segundo o FBSP: tratam-se de Maracanaú e Caucaia, com a terceira e a sétima
pior taxa de MVI, respectivamente. A primeira delas teve 80,7 mortes violentas
intencionais para cada 100 mil habitantes no ano passado, enquanto a segunda
registrou 66,6.
Nas
duas, a violência também é impulsionada por facções criminosas. Em Maracanaú,
há, além do CV e do PCC, a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP), grupo que
surgiu no Rio e que incorporou integrantes da extinta facção cearense Guardiões
do Estado (GDE). A disputa dos criminosos envolve, entre outros negócios, o
controle de áreas e rotas de tráfico, o que inclui rodovias da região, os
portos do Pecém (localizado entre São Gonçalo do Amarante e Caucaia) e do
Mucuripe (na capital cearense), e o Aeroporto Internacional de Fortaleza.
Para
chegarem ao ranking das mais violentas do país, as três cidades estiveram
submetidas a um longo processo de negligência do Estado, em que assassinatos
ligados a facções eram vistos como um problema alheio à população em geral e ao
poder público. “Muitas vezes essas mortes são naturalizadas, são tratadas como
se fossem mortes entre bandidos. Existe a ideia de que o crime resolveu o
problema entre si. E essas mortes só chamam atenção quando há um número como
esse, e não pelas circunstâncias em que ocorreram”, diz o sociólogo Luiz Fábio
Paiva, que coordena o Laboratório de
Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (LEV/UFC).
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Comunidades no CE vivem sob ameaça de grupos rivais
O
pesquisador diz que a omissão naturalizou não só a perda de vidas tidas como de
menor valor, mas também a morte como um meio de impor a força — ou seja, o
poder público fortaleceu as facções criminosas ao deixar que atuassem como bem
entendessem, inclusive matando. “É uma questão de limites. O Estado tem um
papel fundamental no controle social da violência. As facções têm uma certa
capacidade, mas eu não acredito que ela ultrapasse a do Estado. Então, esses
grupos ganham espaço explorando fragilidades. É um erro grave essa omissão”,
afirma Luiz. Virou rotina em cidades do Ceará sob disputa de facções, inclusive
na capital, a expulsão de moradores de suas próprias casas ao serem acusados de
contrariar os interesses econômicos e até eleitorais
de criminosos.
Em alguns casos, a própria Polícia Militar é destacada não para garantir a
permanência das famílias, mas para
escoltar as mudanças.
Em
Fortaleza, o Fórum Popular
de Segurança Pública do Ceará (FPSP-CE) precisou organizar a Marcha da
Periferia, um ato anual em defesa dos direitos humanos, em áreas centrais ou
turísticas ao longo dos últimos anos, devido ao
risco de moradores periféricos se deslocarem entre bairros sob atuação de
facções rivais.
Entre 2020 e 2023, apenas 27% dos homicídios ocorridos no Ceará foram
esclarecidos, segundo um
estudo recente do Instituto Sou da Paz. A negligência diante da matança entre
facções virou ainda perda de confiança de quem vive nas comunidades
violentadas, sem a qual não se faz segurança pública e muito menos combate ao
crime organizado, segundo avalia Luiz. “As próprias forças policiais reclamam
que em determinado lugar ninguém fala nada, que não tem como reunir provas. Mas
as pessoas não cooperam porque não têm confiança. Como eu vou denunciar alguém
se não tenho confiança nas instituições, se eu sei que aquele individuo que
cometeu um crime não vai ser responsabilizado?”, questiona o pesquisador do
LEV/UFC.
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Falta de responsabilização enfraquece confiança nas polícias
Moradora
da periferia de Fortaleza, Edna Carla Souza Cavalcante diz ver cotidianamente
as forças de segurança ignorarem apelos da comunidade quando acionadas para
alguma ocorrência grave. Ela própria viveu isso da pior maneira possível em
2015, quando o filho Álef Souza Cavalcante, de apenas 17 anos de idade, foi
assassinado no episódio que ficou conhecido como Chacina do Curió.
Na
ocasião, policiais militares promoveram, indiscriminadamente, uma série de
ataques em bairros da Grande Messejana, incluindo o Curió, em Fortaleza, por
vingança à morte de um PM em um assalto. Em um intervalo de seis horas entre a
noite do dia 11 e a madrugada de 12 de novembro daquele ano, 11 jovens sem
relação alguma com o latrocínio do agente público foram assassinados. “Isso
acontece muito. Por exemplo, está acontecendo uma briga no bairro, e as pessoas
ligam para o 190, para chamar ambulância, para a Ciops [Coordenadoria Integrada
de Operações de Segurança], e não vem ninguém. Isso aconteceu na Chacina do
Curió. Se tivessem vindo na primeira morte, não teriam acontecido todas as
outras. Era a polícia protegendo policiais que estavam matando”, diz Edna, que
atua desde então como articuladora do Movimento Mães do Curió. Ela diz que ouviu
de um amigo, o jornalista e sociólogo Ricardo Moura, também pesquisador do
LEV/UFC, uma frase que resume a situação: “Quando a polícia não mata, ela deixa
matar”.
Edna
afirma também que a negligência do Estado é calculada, uma vez que a violência
armada entre facções favorece o que chama de “empresas da morte” — a indústria
de armas e de drogas que faz dinheiro na medida em que o combate ao crime
organizado é tratado como sinônimo de guerra em comunidades periféricas. “O
Estado sempre generaliza que todas as famílias da periferia são bandidas e
envolvidas com o crime. E isso não é verdade”, diz. “Será que não tem como
intervir para as drogas e armas não entrarem na periferia? Acontece que o
Estado não quer isso, até porque as empresas da morte tem que seguir a todo
vapor, e os pobres é que pagam por tudo isso”, afirma.
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Expansão de facções na Amazônia repete padrão de violência
A
situação do Ceará guarda semelhanças com a de outros lugares para os quais
grupos criminosos antes concentrados no Sudeste avançaram nos últimos anos. É o
caso da Amazônia Legal.
Pesquisador
da Universidade do Estado do Pará (Uepa), o geógrafo Aiala Couto diz que as
facções criminosas hoje atuantes nos estados amazônicos chegaram a
eles a partir de um sistema prisional superlotado e insalubre, favorável à
cooptação de novos integrantes, assim como ocorreu em outras partes do país. Depois
disso, se expandiram com negócios e o controle de territórios fora das prisões,
se valendo fundamentalmente de uma vulnerabilidade histórica da região: a
disputa pela terra, ocupada sob o incentivo do poder público desde a ditadura
militar, mas sem a regularização da posse, nem a oferta de alternativas
econômicas sustentáveis à população mais empobrecida.
De
novo, a atuação negligente do próprio Estado organizou o crime. “Se a gente não
tem governabilidade do Estado, quem promove isso? É o crime organizado. Onde o
Estado permite vácuo de poder, o crime se faz presente”, diz Aiala. “Terra não
regularizada é terra de disputa. E se ela é terra de disputa, ela conecta
vários agentes interessados, entre eles o narcotráfico, o crime organizado.” Essa
governabilidade do crime se dá, segundo o pesquisador, de duas maneiras. Em uma
escala menor, ela está no controle violento de territórios vulneráveis. “Isso
atinge comunidades quilombolas, territórios indígenas, comunidades periféricas
das grandes cidades da Amazônia, com facções cobrando taxas de comerciantes,
impondo toques de recolher, instituindo o chamado ‘tribunal do crime'”, diz. O
controle violento se reflete nas estatísticas. Conforme identificou a edição
mais recente do estudo Cartografias
da violência na Amazônia, publicado pelo FBSP, em 2024, a Amazônia
Legal registrou uma taxa de 27,3 mortes violentas intencionais para cada 100
mil habitantes, um índice 31% acima da média nacional.
A
região Norte, que concentra sete dos nove estados amazônicos, detém uma taxa de
MVI acima do padrão nacional desde 2012. No ano passado, também segundo o FBSP,
foram 25,3 assassinatos para cada 100 mil habitantes na região, atrás apenas do
Nordeste (31,6). A letalidade policial também piorou, atiçada por um
entendimento que confunde combate ao crime com uso da força letal. Nos últimos
sete anos, foi um estado amazônico, o Amapá, que teve a pior taxa de mortes
decorrentes de intervenção policial (MDIP) de todo o país. Em 2025, foram 17,1
casos para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 3,1. “É
uma realidade. Toda semana tem matéria, vídeo de facção invadindo casa, matando
pessoas, cortando cabeças. E isso ganha apelo popular, circula entre grupos de
WhatsApp nas comunidades periféricas. E as pessoas vão comprando essa
narrativa, de que, para atitudes radicais, as medidas têm que ser radicais
também”, afirma o pesquisador da Uepa.
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Facções exploram rotas de tráfico e diversificam negócios
A
governabilidade das facções na Amazônia também aparece, segundo Aiala, em uma
escala maior, que explora, sobretudo, a importância da região para o circuito
global do tráfico de drogas. O bioma integra, entre outros países, a Bolívia, o
Peru e a Colômbia, que são três dos principais produtores de drogas do mundo,
principalmente a cocaína. A droga cresce exponencialmente de valor ao percorrer
os extensos rios da Amazônia e, depois de despachada em portos e aeroportos,
chegar a consumidores finais não só do mercado brasileiro, mas também dos
Estados Unidos, da Europa e da Ásia.
Conforme
estima o FBSP, 40% de todo o
volume de dinheiro movimentado no Brasil com o tráfico de cocaína passa hoje
por rotas internacionais da Amazônia, caso da Rota do Solimões, um corredor
fluvial utilizado pelo PCC e o CV. A expansão do crime organizado na região é
ainda representativa da profusão de negócios hoje explorados pelas facções
criminosas, historicamente associadas apenas ao narcotráfico. Isso porque o
alto volume de dinheiro gerado pelo mercado de drogas e o controle territorial
de áreas vulnerabilizadas garantiram também influência sobre outros negócios já
estabelecidos na região, sejam ilegais ou não, como o garimpo, a exploração
madeireira, a grilagem de terra, a pistolagem em favor de fazendeiros, a
produção agrícola, a criação de gado e agora a pesquisa por terras raras. “É
todo um amontoado de interesses, de conflitos e de problemas se sobrepõem na
região. E com o avanço das facções criminosas e o crescimento da população
carcerária, isso vira uma bola de neve”, diz Aiala. “Em assentamentos rurais e
em territórios quilombolas, por exemplo, as facções entendem que é seguro se
refugiar da polícia quando estão foragidas. Nas aldeias, que são mais
distantes, existe uma outra relação, geralmente, ligada a algum interesse, como
o garimpo.”
“Na
terra indígena [Sararé] em Mato Grosso, por exemplo, o Comando
Vermelho se apropriou do garimpo, como aconteceu na terra Yanomami, em
Roraima. No Pará, em Itaituba, o Comando Vermelho vende drogas no garimpo, usa
a pista de pouso dele para transportar cocaína. Então, são múltiplas relações e
interesses que se conectam a partir da presença desses grupos em cada
território.” Um outro estudo publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança
Pública deu a dimensão dessa diversificação de negócios pelo crime organizado
em todo o país. Em 2022, o comércio de cocaína gerou uma receita de R$ 15,2
bilhões, enquanto os mercados de ouro, bebidas, cigarros contrabandeados e
combustíveis rendeu R$ 146,8 bilhões ao crime organizado.
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Complexidade do crime exige enfrentamento com inteligência
A mesma
pesquisa, intitulada Follow the
products: rastreamento de produtos e enfrentamento ao crime organizado no
Brasil,
descreve também que os crimes virtuais e os furtos de celulares geraram uma
receita ainda maior para o crime, de R$ 186 bilhões, entre os meses de julho de
2023 e 2024. Esse saldo financeiro vai ao encontro de um outro dado: os
estelionatos configuram hoje o crime patrimonial mais comum no Brasil,
impulsionados pelos golpes eletrônicos, considerados de baixo risco e alta
rentabilidade pelo crime organizado. Em relação a 2018, o número de casos desse
tipo de crime disparou 429,8%, chegando a 2.261.055 ocorrências registradas no
ano passado, segundo o FBSP.
Para os
especialistas ouvidos pela Ponte, independentemente do território, essa
complexidade das dinâmicas criminais hoje exploradas pelas facções escancara a
falência de um modelo de enfrentamento baseado em um sistema prisional cada vez
pior e em um maior número de ações ostensivas letais, que apenas contribuem com
a cooptação de mais faccionados e colocam periferias e policiais sob fogo
cruzado. Ou seja, candidatos que queiram de fato combater o crime organizado, a ponto de
prender chefes de facções e operadores financeiros desses esquemas, deveriam propor um
modelo de segurança pública baseado em inteligência e investigação — a exemplo
da Operação
Carbono Oculto,
que, no ano passado, cumpriu mandados de busca e apreensão contra escritórios a
serviço do PCC na Faria Lima, em São Paulo, o principal centro do mercado
financeiro no país. “Investir em inteligência é investir na captura das
principais lideranças desses movimentos, que são as pessoas que não estão na
zona de conflito. Elas estão fora, estão em um condomínio, em uma empresa. Essa
estrutura financeira envolve agentes que não aparecem na capa dos jornais
quando são presos, que muitas vezes sequer ficam presos, porque são
capitalizados”, diz Aiala.
Luiz
Fábio Paiva, pesquisador do LEV/UFC, concorda: “Isso que a gente chama de crime
organizado não acontece só porque existem pessoas pobres nas periferias ligadas
a facções. Isso acontece porque vivemos em uma sociedade capitalista, em que
pessoas com muito dinheiro e posições políticas privilegiadas movimentam
engrenagens que desenvolvem esses grupos e favorecem esquemas que elas próprias
coordenam. É muito comum a gente ver operações sistemáticas em determinados
bairros: prendem todo mundo, apreendem drogas e armas, a polícia sai, e pouco
tempo depois já tem armas e drogas de novo. Isso ocorre porque o esquema
gerador dessa dinâmica não foi interrompido”, complementa.
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Territórios vulneráveis exigem cuidado, e não mais conflito
Para
Edna Carla, das Mães do Curió, um modelo de segurança que queira combater as
facções deve ainda olhar para os territórios mais vulneráveis não como zonas de
conflito, mas de cuidado, em que sejam protegidas as vidas principalmente dos
mais novos. “Eu gostaria de ouvir os candidatos dizendo que vão abrir mais
cursos, mais escolas, que tivesse mais médicos, mais atendimento nos postos de
saúde. Porque o Estado é uma máquina de moer gente, e a morte não é só pela
bala. É pela falta de um tratamento, de alimentação, de moradia, de dignidade
humana”, diz. “Se a gente não der caminhos para os jovens, como eles podem
caminhar?”
Aiala
Couto, da Uepa, vai na mesma linha. Para ele, não há como o Estado falar em
combate às facções sem garantir alternativas econômicas às estruturas que ele
próprio incentivou e que agora foram apropriadas pelo crime organizado, como é
o caso dos garimpos ilegais. Se o poder público não oferece dignidade e
autonomia, o crime convence pela ameaça ou pelo dinheiro. “A ocupação da
fronteira amazônica se deu com incentivo à mineração pelo Estado. São décadas
de dependência, com trabalhadores garimpeiros historicamente sob condições
precárias. E com a chegada do crime organizado, o Estado coloca tudo isso no
mesmo circuito. É uma criminalização perigosa, porque vulnerabiliza pessoas que
já estavam vulneráveis”, avalia o pesquisador. “Qual é o investimento que vai
ser feito para gerar emprego, renda, qualidade de vida, infraestrutura e que o
garimpo não vai ser mais a principal alternativa? É preciso quebrar esses
ciclos econômicos.”
Já para
Luiz, o cuidado com as comunidades pode recuperar a confiança — fundamental
para que o sossego, do centro às periferias de cada cidade, não fique só nas
aparências. “Eu não produzo segurança pública só com atuação ostensiva. É
preciso ações que gerem um ambiente social de tranquilidade, de paz. Quem faz
isso muitas vezes são as comunidades, por meio de seus eventos, da convivência,
da ocupação do território. E tudo isso envolve confiança de que vou poder
fazer, circular. Se não tenho essa confiança, não tenho segurança.”
Fonte: Por Paulo Bastistella, da Ponte
Jornalismo

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