Fernando Cerimedo e a intervenção da
extrema-direita nas eleições da América Latina
A figura de Fernando Cerimedo, argentino que
participou da tentativa de golpe articulada pelo bolsonarismo nas eleições
brasileiras de 2022, ajuda a entender a trama da extrema-direita na América
Latina para intervir nas eleições regionais e como essa articulação que envolve
robôs e fake news — se relaciona com o processo eleitoral em curso no
Brasil.
Cerimedo é o argentino que apareceu em
uma live alegando falsamente que as nossas urnas eletrônicas
eram passíveis de fraude, durante o processo eleitoral que elegou o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para o seu terceiro mandato. Ele foi um dos
instrumentos utilizados pela família Bolsonaro e seu grupo político para tentar
um golpe em 2022, processo que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Apesar das prisões de diversos envolvidos — como o ex-presidente Bolsonaro,
generais e manifestantes —, o movimento golpista continua. O que observamos no
processo eleitoral relaciona-se diretamente com essa ofensiva da
extrema-direita aliada à Casa Branca na América Latina e no Caribe, com foco na
América do Sul.
<><> A prisão na Bolívia e a
denúncia de feminicídio
Embora a atuação de Cerimedo extrapole a
América do Sul — estando envolvido no Hondurasgate,
em tentativas de desestabilização da presidenta Claudia Sheinbaum no México e em conexões com Nayib Bukele
em El Salvador —, ele acabou preso na Bolívia. Sua prisão ocorreu após sua
ex-companheira, Cláudia, sofrer um atentado.
Ao ser socorrida na ambulância, ela o
denunciou declarando que Cerimedo havia mandado matá-la. A polícia boliviana o
deteve no aeroporto no momento em que ele tentava deixar o país. Na terça-feira
(8) ele foi transferido para um presídio de segurança máxima na Bolívia, onde
permanece preso. Cláudia sobreviveu aos três tiros e, ao relatar o ocorrido,
revelou uma série de informações sobre o envolvimento de Cerimedo em diversas
tramas da extrema-direita na região.
Ele também esteve envolvido na Colômbia com a
eleição de Abelardo de la Espriella. Essa figura pouco abordada pela mídia
comercial no Brasil fundou pelo menos duas empresas que ganharam notoriedade
após sua prisão.
A primeira é a Numen, consultoria política
voltada à formação em marketing digital — entendido aqui como disseminação
de fake news e manipulação da opinião pública pelas redes. A
segunda é o portal Derecho al Diario, jornal argentino que teve como sócio o
espanhol Javier Negre e atuação no México. A presidenta Claudia Sheinbaum tem
abordado o tema em suas conferências matinais na Cidade do México. Apesar de
afirmarem que ele não está mais na direção do portal após ser preso, Cerimedo é
o fundador do veículo, e sua trajetória acompanha o crescimento da nova direita
na América Latina e no Caribe.
<><> Estratégias digitais e a
ameaça à democracia
Ele esteve envolvido na eleição de Javier
Milei na Argentina em 2023, na candidatura de Nasry Asfura em Honduras e, em
2022, na tentativa fracassada de golpe no Brasil. Todas essas ações apoiam-se
em uma estrutura de trolls, robôs e “fazendas de bots”
para a difusão massiva de conteúdos falsos e enganosos.
Trata-se de uma concepção de comunicação na
qual a disputa eleitoral deixa de ser um debate de propostas e projetos para se
tornar uma ocupação massiva do ambiente digital. O objetivo é capturar a
atenção pública, mobilizar emoções, atacar adversários e engajar comunidades
virtuais sempre contra um inimigo comum.
No Brasil, vimos isso em 2022 com a
construção da narrativa de fraude nas urnas eletrônicas produzidas até 2020,
baseando-se em números de série e teorias conspiratórias. Após atuar no Brasil,
Cerimedo participou ativamente da construção da candidatura de Javier Milei na
Argentina.
A campanha de Milei não se estruturou sobre
partidos tradicionais, mas sobre uma comunidade digital que funcionava como um
partido. Influenciadores substituíram os antigos cabos eleitorais, e canais do
YouTube ocuparam o lugar dos jornais e programas partidários.
Memes substituíram panfletos, e os algoritmos
passaram a organizar os públicos, tudo alimentado por circuitos fechados no
WhatsApp e no Telegram. Portais alinhados transformavam narrativas de redes em
supostas notícias, utilizando inclusive logotipos falsos de veículos
tradicionais, como o jornal O Globo. Além de criar falsos fatos de
rápida dispersão, a rede utiliza milhões de *bots* cada vez mais sofisticados
com inteligência artificial para simular a participação de pessoas reais no
debate eleitoral.
<><> Conexões internacionais e a
operação no Chile e Bolívia
Cerimedo operou no Brasil, Argentina,
Honduras, Colômbia e Bolívia em alinhamento com setores de Washington e Miami.
Ele possui estruturas empresariais nos Estados Unidos e vínculos com operadores
políticos como Damián Merlo Debernardi, consultor argentino-americano que
aproximou Milei de setores político-midiáticos dos EUA e viabilizou sua
entrevista com o apresentador televisivo conservador Tucker Carlson, que
projetou o pouco conhecido líder da extrema-direita argentina.
A partir de Miami, esse centro operacional
sustenta ações pela América Latina. No Chile, Cerimedo participou, via
instituto, da campanha do “Rechazo”, que derrotou a proposta de nova
Constituição oriunda dos protestos de 2019. Na época, circularam fake
news absurdas — como a falsa alegação de que haveria aborto até os
nove meses ou desapropriação de residências —, o que levou à forte rejeição do
texto constitucional.
Na Bolívia, ele manteve laços estreitos com
Rodrigo Paz. Há registros fotográficos dele no gabinete de Paz, inclusive
durante a visita do Rei Felipe da Espanha. O próprio vice-presidente eleito da
Bolívia, Edmond Lara, hoje rompido com Paz, denunciou em vídeo que Cerimedo
frequentava mais reuniões de gabinete do que ele.
Houve também atuação na Colômbia na chamada
Operação Júpiter, seguindo o mesmo modus operandi. Em vez de
detalhar cada país, cabe refletir sobre esse método de construção de um
ecossistema próprio de comunicação.
A estratégia utiliza canais de YouTube,
influenciadores, podcasts e redes sociais para criar um circuito em que milhões
consomem informações pautadas pela invenção de inimigos — a esquerda, o
comunismo, os movimentos feministas, os migrantes, os sindicatos, a imprensa e
instituições como o STF. Transforma-se a política em uma guerra cultural
permanente baseada na indignação constante, sem aprofundamento ou debate de
projetos.
Esse sistema opera a partir de centros nos
Estados Unidos e se adapta rapidamente entre os países de língua espanhola.
Além de Cerimedo, existem outros operadores semelhantes que exigem
investigação. Sua prisão revelou quantias elevadas de dinheiro, buscas por
documentos e apreensão de equipamentos para fazendas de bots. Toda
essa rede continua sob apuração.
Esse tema é de alto interesse para nós que
atravessamos períodos eleitorais. Enquanto na América Latina e na Europa o caso
recebe ampla cobertura, no Brasil o assunto é pouco debatido, e a sociedade
demonstra certo desinteresse em relação às operações de redes que podem estar
nos afetando.
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Fernando Cerimedo e o
atual modus operandi da extrema-direita na América Latina. Por Bruno Lima Rocha
A
proposta deste breve artigo é expor de forma breve como
o neofascismo funciona na América Latina. Não se trata de relato
amplo e detalhado, com nomes sem fim, empresas de fachadas, laranjas, lavagem
de dinheiro e etc. Sim, este é o procedimento padrão, de melar as eleições nos países
latino-americanos,
poluir o debate público de versões disfarçadas de opiniões criadas por fazendas de bots e, de maneira
muito aproximada, financiar estas iniciativas com a economia do crime. É isso
mesmo, não é ficção ou roteiro de filmes com conspiração política.
No Brasil, o
epicentro da suspeita de golpe eleitoral, com o ministro André Mendonça sendo
instrumento ativo na campanha de Flávio Bolsonaro e
automaticamente, fortalecendo a aliança com o imperialismo capitaneado
por Trump e Rubio. Já na Bolívia, repercute um padrão mais
ampliado, cuja prisão do operador da CIA Fernando Cerimedo, é a parte mais
visível de todo esquema.
Cerimedo foi
peça central na eleição de Javier
Milei em
2023 na Argentina. Atuou para espalhar a calúnia de fraude nas urnas
eletrônicas no Brasil. Fez campanha contra a constituinte
no Chile e também no segundo turno das eleições no país. Foi
conselheiro de campanha de Rodrigo Paz na Bolívia,
depois teve um espaço informal com alto nível decisório. O intento de
feminicídio contra sua ex-companheira – a influenciadora de direita
boliviana Nadia Beller – foi para queima de arquivo conforme o
próprio afirmou para um cúmplice. Este é simplesmente o diretor da Polícia
Nacional Boliviana na luta contra o narcotráfico.
Uma vez
preso, Cerimedo traz consigo atividades conexas com voos irregulares
no Departamento de Beni. “Coincidentemente” é o mesmo lugar de origem carreira
política da ex-presidente golpista da Bolívia, Jeanine Áñez. Também deve ser por
“coincidência” que o procedimento é o mesmo ocorrido no Equador,
em Honduras e agora na Colômbia em casos de
relação direto de narcotráfico e a ascensão de
governantes de extrema-direita.
A Bolívia passou
por duas situações semelhantes antes do golpe impulsionado por narcotraficantes
em 2019. O golpe liderado pelo então coronel Hugo Banzer (1971) e
posteriormente no golpe de 1980 – tendo a frente o general Luis García Meza e pelo coronel Luis Arce Gómez. Em
ambas tomadas de poder o narcotráfico atuou diretamente, financiou as
atividades ilegais, operou com redes da CIA e da DEA e foi parte ativa no modo
de acumulação através do Poder Executivo e a corrosão do aparelho de Estado.
Quais
as semelhanças entre estes procedimentos e o acionar de Fernando Cerimedo como
um operador de Donald Trump e Marco Rubio? Todas. O “consultor
argentino” é pivô de uma crise cujas evidências eram abundantes desde o
lançamento do portal Derecha Diario. Qual a diferença agora? A revelação de um
esquema, considerando que ele, Cerimedo, foi para Santa Cruz de la
Sierra para operar “livremente”, garantindo o financiamento de todos os
seus clientes nas redes sociais, como o mandatário argentino.
Se na
economia do narcotráfico as redes da CIA operam como
funcionais, na base cibernética o suporte vem da inteligência sionista. Como de
costume, a espionagem israelense incide através da internet com o uso de
mecanismos de disparos em massa, poluindo o debate público, aliando-se às
plataformas e Big Techs, exercendo censura
na prática política.
Cerimedo é
uma peça, hoje importante, depois removível. Em geral, os cabeças da estrutura
criminal tem pouca longevidade, e os aparelhos seguem funcionando. Estes vão
sendo moldados de acordo com as frações de classe no poder dos países
da América Latina e suas relações – se diretas ou indiretas –
com Washington, o Comando Sul e o conjunto dos instrumentos do
imperialismo para a dominação do Continente.
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Avanço da extrema direita na América Latina é influência
direta da pressão e ingerências de Trump
Com a
recente vitória do candidato de extrema direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, e de Keiko Fujimori
no Peru, o mapa latino-americano voltou a ser pintado novamente de azul, ainda
mais quando também consideramos os atuais governos na Bolívia, Equador,
Honduras, Chile, Panamá, Paraguai, República Dominicana, Argentina e El
Salvador: todos governados pela extrema direita.
O
avanço da extrema direita pelo continente vem sendo articulado com especial
atenção pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump,
que vem promovendo ingerências em processos eleitorais e tomando medidas de
pressão contra quem ainda ousa enfrentá-lo.
O
cenário colocado impõe desafios para o campo progressista em toda a América
Latina, mas oferece caminhos para a resistência desse campo da esquerda. Em
participação no podcast Dilemas do Sul, Joana Salém,
historiadora e professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), avalia que,
no contexto da Colômbia, apesar da derrota de Iván Cepeda, a esquerda saiu
fortalecida do processo, ainda mais considerando o histórico colombiano de
sucessivos governos de direita nas últimas décadas.
“Havia
algumas variações dentro do campo conservador, mais neoliberais, mais
agressivas na política antidrogas, uma direita mais moderada, mas eram
variações da direita, e a esquerda colombiana sempre teve muita dificuldade de
emplacar eleitoralmente. O [atual presidente, Gustavo] Petro, por si só, já é
um fato novo da conjuntura, que foi um presidente organizador e mobilizador da
esquerda colombiana”, aponta.
A
historiadora destacou alguns pontos importantes da gestão de Petro, citando a
reforma no comando militar do país, ao retirar todos os militares ligados ao
uribismo, a melhoria nas políticas sociais, como redução da idade de
aposentadoria de mulheres, e a reforma trabalhista.
Salém
destaca que, com a derrota, o projeto de país de esquerda acaba interrompido.
Contudo, a campanha mostrou a capacidade de mobilização do campo progressista.
“Essa campanha eleitoral foi bastante mobilizadora. A esquerda colombiana é
muito diversa, com enraizamento popular, com movimentos organizados e que
representaram uma confiança nas reformas feitas pelo Gustavo Petro”, pontua.
O
historiador e pesquisador do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social,
Miguel Stedile, acrescenta à fala de Joana Salém que o período de Petro na
presidência será encarado, daqui a algum tempo, como “um momento histórico”.
Segundo
ele, para compreender o atual momento político colombiano, é preciso
compreender que a história do país foi atravessada por muita violência, que
acabou criando um narco-estado no período de Pablo Escobar, com mortes e o
aumento considerável da violência urbana. Esse contexto levou o país a entrar
nos anos 1990 com uma forte militarização dos Estados Unidos. “A simples
vitória do Petro, mesmo se ele tivesse feito um governo moderado, que ele não
fez, já seria completamente uma exceção nesse contexto da própria história
colombiana”, defende.
Stedile
atribui a derrota de Petro ao contexto latino-americano, que teve até invasão
da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo governo Donald
Trump. “Há dois anos atrás, o Petro não tinha um governo Donald Trump
assediando a América Latina como a gente tem hoje. Não tinha uma doutrina
Monroe e não tinha um 3 de janeiro em que os Estados Unidos disseram: ‘Isso
aqui são protetorados dos Estados Unidos, a China não deve comercializar e nós
vamos importar a nossa hegemonia e, se preciso, violar a soberania territorial
de um país e sequestrar o presidente’. Tudo baseado numa acusação que depois
eles abandonaram”, ressalta.
“É um
aviso para as eleições brasileiras. Que ninguém imagine que teve uma química
entre o Trump e o Lula. Não tem química, não vai ter química com ninguém que se
oponha aos interesses dos Estados Unidos. A outra questão é o próprio contexto
de avanço da extrema-direita, que é consequência e é retroalimentado por esse
trumpismo. Eu diria que o mapa não está pintado de azul. É azul, vermelho e
branco”, afirma, em referência as cores da bandeira estadunidense”, complementa
Stedile.
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Marco Rubio sobre a luta
contra o narcotráfico: “Existem territórios no México que são controlados por
organizações criminosas”
O
secretário de Estado de Donald Trump, Marco Rubio, juntou-se à pressão
sobre o governo de Claudia Sheinbaum na quarta-feira
na luta contra o narcotráfico. O funcionário americano afirmou que "os
mexicanos fizeram mais do que nunca para combater esses grupos, mas ainda está
longe de ser suficiente". Rubio reiterou uma ideia frequentemente
repetida pelos apoiadores de Trump: "Não acho que
seja segredo para ninguém. Existem territórios, vastos territórios
no México, que não são governados pelo Estado; são controlados por
organizações de narcotráfico".
Rubio está
no Equador em visita à região e, falando à imprensa na embaixada
em Quito, comparou os esforços dos dois países contra os cartéis de
drogas. “O caso do México representa um desafio ainda maior, devido à
extensão do país e ao poder dos cartéis”, afirmou. O porta-voz observou que o
“principal problema do país, pesquisa após pesquisa ”, é a segurança e listou
os candidatos políticos, juízes e jornalistas que “são assassinados
rotineiramente” no México.
“Esses
grupos são muito perigosos; precisam ser confrontados. E nossa esperança, nossa
intenção, é fazê-lo em colaboração com o governo mexicano. Esse é o ideal, mas,
eventualmente, essa ameaça terá que ser enfrentada, de uma forma ou de outra”,
disse um dos mais poderosos funcionários da Casa Branca, reacendendo
o espectro constante de uma intervenção militar
dos EUA no país.
Exatamente
um ano atrás, Rubio estava na Cidade do México para assinar
um acordo entre os dois países para “desmantelar o crime organizado
transnacional”. Dentro do Ministério das Relações Exteriores, em uma
coletiva de imprensa lotada, o aliado de Trump declarou: “Nenhum
governo está cooperando mais conosco do que o governo mexicano, o governo da
presidente do México”.
Durante
aquela visita, que foi a sua primeira e, por ora, a última ao país, o discurso
de Rubio foi bem diferente. O secretário afirmou que "nunca
antes na história houve esse nível de cooperação, com respeito à soberania, e
que ela produz resultados concretos". Em outras palavras, ele próprio
apresentou o mantra de Sheinbaum: cooperação sem submissão. Agora, após o
escândalo envolvendo agentes da CIA em Chihuahua, a acusação
contra Rubén Rocha Moya por narcotráfico em Sinaloa e a
revogação de vistos de figuras do Morena, partido
governista, Rubio já não menciona a soberania.
“Esses
grupos representam uma enorme ameaça e estão bem na nossa fronteira. Agora
existem drones; eles estão tentando usar drones para traficar drogas e pessoas
através da fronteira”, disse o oficial na quarta-feira, refletindo a mais
recente obsessão dos Estados Unidos com o uso de drones. Sobre a necessidade de
o governo Sheinbaum fazer mais, Rubio acrescentou: “Eles
sabem disso; nós já dissemos isso a eles. Esperamos trabalhar em cooperação com
eles para fazer mais. Porque, no fim das contas, o verdadeiro problema são
os cartéis no México.”
O secretário
de Estado está em meio a uma visita de alto nível de três dias
à Colômbia, Equador e Peru, três dos países sul-americanos
ideologicamente mais próximos da administração Trump. Rubio indicou
que sua prioridade é “fortalecer a presença [dos EUA] no Hemisfério Ocidental”:
“Acredito que esta viagem e estas reuniões, mais do que qualquer outra coisa,
contribuem para avançar ainda mais em direção a esse objetivo”. A agenda, que
está seguindo conforme o planejado, está focada no combate ao narcotráfico, uma
das prioridades da Casa Branca em seu relacionamento com a América Latina.
Fonte: Grabois.org/Jornal GGN/Brasil de Fato/El
País

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