TEVE DINHEIRO PÚBLICO: PF desmente alegação
de Flávio sobre o filme Dark Horse
A investigação da Polícia Federal que levou à
Operação Make Up nesta quinta-feira (10) encontrou indícios de que dinheiro
público pode ter chegado à produtora de Dark Horse, contrariando diretamente
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirma não haver “um centavo” de recursos
públicos no filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Em maio, ao explicar a busca de recursos para
a produção, o senador afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um
filme privado” e resumiu: “Zero de dinheiro público”. Flávio voltou a negar
qualquer uso de recursos públicos em 30 de agosto, quando afirmou que uma
perícia sobre as contas do longa havia constatado que “não tem nada de dinheiro
público e nada de ilegal”.
A PF identificou um possível caminho entre
recursos de emenda parlamentar destinados por Mario Frias (PL-SP) e a Go Up
Entertainment, responsável pela produção do longa.
A suspeita parte de R$ 700 mil pagos pelo
Instituto Conhecer Brasil (ICB), abastecido com emendas de Frias, a empresas de
um mesmo grupo. Posteriormente, outra empresa ligada a esse núcleo transferiu
R$ 750 mil à Go Up. Para a PF, há a possibilidade de que recursos originalmente
associados aos contratos do ICB tenham sido direcionados à produtora.
A PF ressalva que ainda não é possível
afirmar que os R$ 750 mil transferidos à Go Up sejam exatamente os mesmos
recursos pagos pelo ICB. Ainda assim, considera relevantes a proximidade dos
valores, a sequência das operações e os vínculos entre as empresas envolvidas
para levantar a hipótese de que dinheiro originado de contratos financiados com
recursos públicos tenha sido direcionado à produtora.
O ponto aparece na decisão do ministro Flávio
Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up,
deflagrada nesta quinta-feira (10). No documento, a PF afirma ter identificado
“a possibilidade de que os recursos originalmente associados a contratos
executados pelo ICB” tenham sido posteriormente direcionados à Go Up
Entertainment.
A investigação apura se dinheiro de emendas
parlamentares destinado originalmente a projetos sociais foi desviado por meio
de contratos com indícios de simulação, fornecedores ligados entre si e
serviços sem comprovação suficiente de execução.
O ICB, presidido por Karina Gama, recebeu R$
2 milhões em emendas indicadas por Frias. Parte desses recursos foi usada para
contratar empresas ligadas a Heric Dias, empresário que também aparece
relacionado à NTT Brasil.
As empresas desse núcleo receberam cerca de
R$ 700 mil do instituto. Posteriormente, a NTT Brasil transferiu R$ 750 mil à
Go Up, também comandada por Karina Gama.
Ao analisar a sequência, a PF afirmou que o
repasse poderia representar uma “restituição de valores similares ao próprio
núcleo da OSC” e passou a investigar se recursos dos contratos retornaram, por
outra via, a empresas relacionadas às pessoas que controlavam as entidades
beneficiadas pelas emendas.
<><> Movimentações coincidem com
filmagens
A suspeita ganha peso porque as
transferências ocorreram no mesmo período da produção de Dark Horse.
A PF identificou que a Go Up movimentou cerca
de R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025. No mesmo intervalo, a
empresa recebeu, além dos R$ 750 mil da NTT Brasil, R$ 645,4 mil enviados
diretamente por Mario Frias.
As filmagens do longa ocorreram entre outubro
e dezembro de 2025. A própria PF destacou a coincidência temporal entre as
gravações e as movimentações financeiras analisadas.
Entre os gastos da Go Up no período estão R$
906 mil com o Hotel Unique, R$ 653 mil com alimentação e pagamentos a empresas
do setor audiovisual. Para os investigadores, a natureza das despesas também é
compatível com custos relacionados a uma produção cinematográfica.
O documento, no entanto, ainda não estabelece
de maneira definitiva que recursos públicos tenham sido usados diretamente para
pagar despesas específicas do filme. O que a PF sustenta é a existência de um
possível caminho financeiro entre dinheiro originado de contratos bancados por
emendas e a produtora responsável por Dark Horse.
A Operação Make Up investiga suspeitas de
peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e
crimes relacionados a licitações. Mario Frias, Karina Gama e outros
investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão.
A PF também apura a produção posterior de
contratos, orçamentos e outros documentos que teriam sido usados para dar
aparência de regularidade a transações já realizadas. Frias e Karina negam
irregularidades.
• Ex-marqueteiro
de Flávio aparece entre financiadores da produtora de Dark Horse
Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro da
campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece entre os principais
remetentes de dinheiro à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme
inspirado em Jair Bolsonaro. Lopes transferiu R$ 1 milhão para a empresa de
Karina Gama no fim de 2025, segundo relatório do Conselho de Controle de
Atividades Financeiras (Coaf) reproduzido em decisão do ministro Flávio Dino,
do Supremo Tribunal Federal (STF).
A transferência ocorreu dentro de um período
de 51 dias, entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, no qual o Coaf
identificou movimentações consideradas atípicas nas contas da Go Up. Ao todo,
R$ 19,03 milhões passaram pela empresa, no período em que o filme Dark Horse
era produzido no Brasil.
A decisão de Dino registra:
“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente
tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas
em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda […] abrangendo o
período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$
19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito.”
Na sequência, o documento identifica quem
aparece entre os principais responsáveis por abastecer as contas da produtora:
“Figuram, dentre os principais remetentes de
recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$
3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli,
responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00; Marcello de
Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00; a NTT Brasil Ltda., que enviou R$
750.000,00; e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no
montante de R$ 645.400,00.”
O dado coloca o ex-marqueteiro de Flávio
entre os maiores remetentes identificados pelo Coaf naquele recorte. O R$ 1
milhão corresponde a 11% dos R$ 8,95 milhões que entraram nas contas da Go Up
durante os 51 dias analisados.
O relatório financeiro integra a investigação
da Polícia Federal que levou à operação autorizada por Dino nesta quinta-feira
(10). A Go Up e sua proprietária, Karina Gama, estão entre os alvos da
apuração.
No trecho em que relaciona Marcello Lopes, a
decisão não informa a origem do R$ 1 milhão nem detalha a finalidade da
transferência. Também não aponta contrato ou outro instrumento que explique a
que se destinava o valor remetido à produtora.
O documento estabelece, porém, que Marcello
transferiu R$ 1 milhão diretamente à Go Up e figura entre seus principais
remetentes no período em que as contas da empresa foram objeto do alerta do
Coaf.
A natureza e a destinação desse dinheiro
estão entre os pontos que devem ser aprofundados a partir do rastreamento
financeiro realizado pela investigação.
• Operação
sobre Dark Horse acende alerta na campanha de Flávio Bolsonaro
A nova operação da Polícia Federal sobre o
financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas
do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta
quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no
noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração
relacionada ao longa.
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Segundo O Globo, a estratégia do entorno de
Flávio é sustentar que a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do
Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas envolvendo emendas
parlamentares e não a atuação do candidato na busca de recursos privados para o
filme. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter o foco político na crise
interna do STF, tema que vinha sendo explorado pelo presidenciável e que, na
avaliação de seus aliados, ajudou a impulsionar seu desempenho nas pesquisas.
Integrantes da campanha admitem que a
ofensiva da PF tem potencial para atingir o candidato politicamente, sobretudo
porque Dark Horse já havia causado preocupação durante a pré-campanha. A
apreensão se concentra no avanço das investigações sobre o financiamento do
projeto, do qual Flávio participou diretamente ao buscar recursos junto ao
banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar disso, auxiliares do senador avaliam
que o embate entre ministros do Supremo deve continuar dominando a agenda
política nos próximos dias. A aposta é que a dimensão da crise na Corte
dificulte uma mudança completa do foco da campanha eleitoral. Flávio deve
seguir direcionando críticas a Alexandre de Moraes e a Flávio Dino, tentando
transformar o confronto institucional em combustível para sua candidatura.
O momento anterior à operação era considerado
favorável pelo entorno do presidenciável. Na rodada mais recente da Quaest,
divulgada na segunda-feira, Flávio apareceu numericamente empatado com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com 41%
das intenções de voto para cada um. Aliados atribuíam parte desse avanço à
crise no STF, que permitiu ao candidato reforçar sua ofensiva contra a Corte e
deslocar parte das atenções das investigações ligadas ao Banco Master.
A operação desta quinta-feira, porém, é vista
como um risco a essa narrativa. A PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em
uma investigação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas
a entidades ligadas à produção de Dark Horse. Entre os alvos estão o deputado
Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up.
Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que
o impacto poderia ter sido ainda maior caso Mário Frias tivesse sido escolhido
como candidato do grupo ao Senado por São Paulo, hipótese discutida durante a
montagem da chapa estadual. O PL acabou lançando o presidente da Assembleia
Legislativa paulista, André do Prado, o que, na leitura da campanha, impediu
que a operação atingisse diretamente um dos principais palanques estaduais do
presidenciável.
O esforço central da campanha é separar as
duas frentes de investigação envolvendo o filme. A primeira, sob relatoria de
Flávio Dino, apura a destinação de emendas parlamentares para entidades
relacionadas à produção. A segunda, sob responsabilidade de André Mendonça, foi
aberta como desdobramento do caso Master e envolve diretamente Flávio
Bolsonaro.
Nessa outra frente, mensagens reveladas nas
investigações mostraram que Flávio pediu R$ 130 milhões a Daniel Vorcaro para
financiar o filme. Desse valor, R$ 61 milhões teriam sido pagos. A orientação
interna é reconhecer que o candidato participou das tratativas com Vorcaro, mas
insistir que a operação desta quinta-feira não investiga sua atuação na busca
por recursos privados.
Auxiliares do senador também fazem uma
leitura política da ação. Integrantes da campanha associam o momento da
operação à alta de Flávio nas pesquisas e afirmam ver tentativa de
interferência no processo eleitoral. Não há, porém, evidências de que a ofensiva
da PF tenha sido motivada pelo desempenho do candidato.
Aliados comparam a investigação sobre as
emendas ao inquérito das fake news, aberto no STF em 2019, e argumentam que uma
apuração longa sob relatoria de um ministro da Corte pode manter adversários
políticos sob pressão. Também há questionamentos no entorno de Flávio sobre o
fato de o caso estar com Dino e sobre a permanência de Andrei Rodrigues no
comando da Polícia Federal.
Na quarta-feira, Dino determinou a
reintegração de Andrei ao cargo de diretor-geral da PF, após ele ter sido
afastado por decisão de André Mendonça. Horas depois, o presidente do STF,
Edson Fachin, suspendeu decisões conflitantes e manteve Andrei no posto
enquanto analisa o caso.
A preocupação com Dark Horse se soma à
cautela que já existia na campanha sobre os desdobramentos do caso Master.
Nesta semana, Mendonça homologou a delação do operador financeiro Antonio
Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele confirmou à Procuradoria-Geral
da República ter feito sete transferências, no total de US$ 12,3 milhões, para
o fundo Havengate a pedido de Vorcaro. O fundo foi usado no financiamento do
filme.
Mesmo com o temor de novos elementos das
investigações, aliados de Flávio vinham avaliando que a crise no Supremo gerava
mais dividendos eleitorais para o candidato do que para Lula. A operação da PF,
agora, recoloca o financiamento de Dark Horse no centro da disputa e obriga a
campanha a tentar preservar essa vantagem política enquanto busca conter o
impacto de um caso que liga o presidenciável ao escândalo do Banco Master.
• “A
casa tá caindo para o clã Bolsonaro”, diz Lindbergh sobre operação da PF no
caso Dark Horse
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ)
afirmou nesta quinta-feira (10) que “a casa tá caindo para o clã Bolsonaro” ao
comentar a operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de
recursos públicos envolvendo entidades e empresas relacionadas à produção de
Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação ocorre após a PF e a
Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Make Up, com o
cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o
deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, responsável
pela produtora Go Up Entertainment. A investigação está sob relatoria do
ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram expedidos
mandados de prisão.
“A CASA TÁ CAINDO PARA O CLÃ BOLSONARO! A
Polícia Federal faz operação contra o esquema milionário envolvendo o filme
Dark Horse, financiado com dinheiro de Vorcaro para Flávio e Eduardo Bolsonaro.
São 49 mandados de busca e apreensão. Agora é chegar em todos os envolvidos! PF
NELES!”, escreveu Lindbergh no X, antigo Twitter.
<><> Operação investiga suspeita
de desvio de emendas
A ofensiva desta quinta-feira tem como foco
suspeitas de irregularidades envolvendo recursos provenientes de emendas
parlamentares. Segundo a investigação, agentes públicos e privados teriam
direcionado dinheiro repassado a uma organização da sociedade civil para
empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva
prestação dos serviços.
Auditoria da CGU identificou suspeitas
relacionadas a uma emenda de R$ 2 milhões destinada pelo deputado Mário Frias
ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama. Os
investigadores apuram se parte dos recursos públicos acabou desviada no
contexto das atividades ligadas à produtora responsável por Dark Horse.
A PF informou que foram identificadas
movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao
esquema investigado. As suspeitas abrangem crimes de peculato, falsidade
documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a
licitações.
A operação desta quinta-feira, porém, não se
confunde com outra frente investigativa relacionada ao financiamento de Dark
Horse e aos repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco
Master.
<><> Vorcaro e os milhões
enviados para o exterior
O senador Flávio Bolsonaro, o ex- deputado
cassado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias já passaram a ser
investigados pela PF por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e
corrupção relacionadas à estrutura financeira utilizada para financiar a
produção cinematográfica.
Um dos principais pontos da apuração envolve
o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. O fundo recebeu
recursos enviados por empresas ligadas a Daniel Vorcaro e é administrado por
Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.
Novos elementos surgiram com a colaboração
premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.
Segundo reportagem publicada pelo Brasil 247, o delator afirmou que sete
transferências realizadas a mando de Vorcaro para o Havengate somaram US$
12,333 milhões entre janeiro e setembro de 2025.
Pela cotação de setembro daquele ano, o
montante correspondia a aproximadamente R$ 62,8 milhões.
O relato também colocou sob questionamento
uma versão apresentada por Flávio Bolsonaro. O senador havia afirmado que os
pagamentos de Vorcaro destinados ao projeto tinham sido interrompidos em maio
de 2025. Documentos e a delação, entretanto, apontam uma transferência de US$
1,666 milhão em setembro daquele ano. A operação ocorreu poucos dias depois de
Flávio Bolsonaro cobrar do banqueiro parcelas que estariam atrasadas.
<><> Lindbergh já cobrava
abertura da “caixa preta”
A reação desta quinta-feira dá continuidade à
ofensiva que Lindbergh vinha fazendo sobre o caso. Na quarta-feira (9), o
deputado defendeu publicamente a quebra do sigilo das investigações envolvendo
o Banco Master e a abertura do que chamou de “caixa preta” de Dark Horse.
“Que se derrube o sigilo de todo o caso
Master e abra a caixa preta do filme Dark Horse e do envolvimento do Flávio
Bolsonaro com Vorcaro. Não dá pra ter parcialidade! Tudo precisa ser
investigado, doa a quem doer. Não dá pra usar a Justiça para proteger os amigos
e tentar interferir nas eleições. Estamos contigo, presidente!”, declarou
Lindbergh.
Dias antes, o parlamentar também havia
cobrado o avanço das investigações envolvendo Antonio Carlos Freixo Júnior e os
recursos remetidos para o fundo nos Estados Unidos.
“Ministro André Mendonça, você tem um dever
com o Brasil de fazer essas investigações andarem”, afirmou Lindbergh no último
sábado (5).
<><> Duas frentes envolvendo Dark
Horse
As investigações sobre Dark Horse avançam
atualmente em frentes distintas no STF.
A apuração sob responsabilidade de Flávio
Dino, que deu origem à operação desta quinta-feira, concentra-se no possível
uso irregular de emendas parlamentares e recursos públicos destinados a
entidades relacionadas à produtora do longa.
Outra investigação, sob relatoria de André
Mendonça, examina a origem e o percurso dos recursos enviados por Vorcaro ao
exterior e sua relação com o financiamento do filme.
Nesse segundo eixo, investigadores buscam
esclarecer se todo o dinheiro remetido ao Havengate foi efetivamente utilizado
na produção de Dark Horse ou se houve outras destinações para parte dos
valores.
Fonte: ICL Notícias/Brasil 247

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