sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TEVE DINHEIRO PÚBLICO: PF desmente alegação de Flávio sobre o filme Dark Horse

A investigação da Polícia Federal que levou à Operação Make Up nesta quinta-feira (10) encontrou indícios de que dinheiro público pode ter chegado à produtora de Dark Horse, contrariando diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirma não haver “um centavo” de recursos públicos no filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Em maio, ao explicar a busca de recursos para a produção, o senador afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um filme privado” e resumiu: “Zero de dinheiro público”. Flávio voltou a negar qualquer uso de recursos públicos em 30 de agosto, quando afirmou que uma perícia sobre as contas do longa havia constatado que “não tem nada de dinheiro público e nada de ilegal”.

A PF identificou um possível caminho entre recursos de emenda parlamentar destinados por Mario Frias (PL-SP) e a Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa.

A suspeita parte de R$ 700 mil pagos pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), abastecido com emendas de Frias, a empresas de um mesmo grupo. Posteriormente, outra empresa ligada a esse núcleo transferiu R$ 750 mil à Go Up. Para a PF, há a possibilidade de que recursos originalmente associados aos contratos do ICB tenham sido direcionados à produtora.

A PF ressalva que ainda não é possível afirmar que os R$ 750 mil transferidos à Go Up sejam exatamente os mesmos recursos pagos pelo ICB. Ainda assim, considera relevantes a proximidade dos valores, a sequência das operações e os vínculos entre as empresas envolvidas para levantar a hipótese de que dinheiro originado de contratos financiados com recursos públicos tenha sido direcionado à produtora.

O ponto aparece na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10). No documento, a PF afirma ter identificado “a possibilidade de que os recursos originalmente associados a contratos executados pelo ICB” tenham sido posteriormente direcionados à Go Up Entertainment.

A investigação apura se dinheiro de emendas parlamentares destinado originalmente a projetos sociais foi desviado por meio de contratos com indícios de simulação, fornecedores ligados entre si e serviços sem comprovação suficiente de execução.

O ICB, presidido por Karina Gama, recebeu R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias. Parte desses recursos foi usada para contratar empresas ligadas a Heric Dias, empresário que também aparece relacionado à NTT Brasil.

As empresas desse núcleo receberam cerca de R$ 700 mil do instituto. Posteriormente, a NTT Brasil transferiu R$ 750 mil à Go Up, também comandada por Karina Gama.

Ao analisar a sequência, a PF afirmou que o repasse poderia representar uma “restituição de valores similares ao próprio núcleo da OSC” e passou a investigar se recursos dos contratos retornaram, por outra via, a empresas relacionadas às pessoas que controlavam as entidades beneficiadas pelas emendas.

<><> Movimentações coincidem com filmagens

A suspeita ganha peso porque as transferências ocorreram no mesmo período da produção de Dark Horse.

A PF identificou que a Go Up movimentou cerca de R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025. No mesmo intervalo, a empresa recebeu, além dos R$ 750 mil da NTT Brasil, R$ 645,4 mil enviados diretamente por Mario Frias.

As filmagens do longa ocorreram entre outubro e dezembro de 2025. A própria PF destacou a coincidência temporal entre as gravações e as movimentações financeiras analisadas.

Entre os gastos da Go Up no período estão R$ 906 mil com o Hotel Unique, R$ 653 mil com alimentação e pagamentos a empresas do setor audiovisual. Para os investigadores, a natureza das despesas também é compatível com custos relacionados a uma produção cinematográfica.

O documento, no entanto, ainda não estabelece de maneira definitiva que recursos públicos tenham sido usados diretamente para pagar despesas específicas do filme. O que a PF sustenta é a existência de um possível caminho financeiro entre dinheiro originado de contratos bancados por emendas e a produtora responsável por Dark Horse.

A Operação Make Up investiga suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e crimes relacionados a licitações. Mario Frias, Karina Gama e outros investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão.

A PF também apura a produção posterior de contratos, orçamentos e outros documentos que teriam sido usados para dar aparência de regularidade a transações já realizadas. Frias e Karina negam irregularidades.

•        Ex-marqueteiro de Flávio aparece entre financiadores da produtora de Dark Horse

Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece entre os principais remetentes de dinheiro à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme inspirado em Jair Bolsonaro. Lopes transferiu R$ 1 milhão para a empresa de Karina Gama no fim de 2025, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) reproduzido em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A transferência ocorreu dentro de um período de 51 dias, entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, no qual o Coaf identificou movimentações consideradas atípicas nas contas da Go Up. Ao todo, R$ 19,03 milhões passaram pela empresa, no período em que o filme Dark Horse era produzido no Brasil.

A decisão de Dino registra:

“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda […] abrangendo o período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$ 19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito.”

Na sequência, o documento identifica quem aparece entre os principais responsáveis por abastecer as contas da produtora:

“Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00; Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00; a NTT Brasil Ltda., que enviou R$ 750.000,00; e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00.”

O dado coloca o ex-marqueteiro de Flávio entre os maiores remetentes identificados pelo Coaf naquele recorte. O R$ 1 milhão corresponde a 11% dos R$ 8,95 milhões que entraram nas contas da Go Up durante os 51 dias analisados.

O relatório financeiro integra a investigação da Polícia Federal que levou à operação autorizada por Dino nesta quinta-feira (10). A Go Up e sua proprietária, Karina Gama, estão entre os alvos da apuração.

No trecho em que relaciona Marcello Lopes, a decisão não informa a origem do R$ 1 milhão nem detalha a finalidade da transferência. Também não aponta contrato ou outro instrumento que explique a que se destinava o valor remetido à produtora.

O documento estabelece, porém, que Marcello transferiu R$ 1 milhão diretamente à Go Up e figura entre seus principais remetentes no período em que as contas da empresa foram objeto do alerta do Coaf.

A natureza e a destinação desse dinheiro estão entre os pontos que devem ser aprofundados a partir do rastreamento financeiro realizado pela investigação.

•        Operação sobre Dark Horse acende alerta na campanha de Flávio Bolsonaro

A nova operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração relacionada ao longa.

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Segundo O Globo, a estratégia do entorno de Flávio é sustentar que a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas envolvendo emendas parlamentares e não a atuação do candidato na busca de recursos privados para o filme. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter o foco político na crise interna do STF, tema que vinha sendo explorado pelo presidenciável e que, na avaliação de seus aliados, ajudou a impulsionar seu desempenho nas pesquisas.

Integrantes da campanha admitem que a ofensiva da PF tem potencial para atingir o candidato politicamente, sobretudo porque Dark Horse já havia causado preocupação durante a pré-campanha. A apreensão se concentra no avanço das investigações sobre o financiamento do projeto, do qual Flávio participou diretamente ao buscar recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Apesar disso, auxiliares do senador avaliam que o embate entre ministros do Supremo deve continuar dominando a agenda política nos próximos dias. A aposta é que a dimensão da crise na Corte dificulte uma mudança completa do foco da campanha eleitoral. Flávio deve seguir direcionando críticas a Alexandre de Moraes e a Flávio Dino, tentando transformar o confronto institucional em combustível para sua candidatura.

O momento anterior à operação era considerado favorável pelo entorno do presidenciável. Na rodada mais recente da Quaest, divulgada na segunda-feira, Flávio apareceu numericamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada um. Aliados atribuíam parte desse avanço à crise no STF, que permitiu ao candidato reforçar sua ofensiva contra a Corte e deslocar parte das atenções das investigações ligadas ao Banco Master.

A operação desta quinta-feira, porém, é vista como um risco a essa narrativa. A PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção de Dark Horse. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up.

Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que o impacto poderia ter sido ainda maior caso Mário Frias tivesse sido escolhido como candidato do grupo ao Senado por São Paulo, hipótese discutida durante a montagem da chapa estadual. O PL acabou lançando o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, o que, na leitura da campanha, impediu que a operação atingisse diretamente um dos principais palanques estaduais do presidenciável.

O esforço central da campanha é separar as duas frentes de investigação envolvendo o filme. A primeira, sob relatoria de Flávio Dino, apura a destinação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produção. A segunda, sob responsabilidade de André Mendonça, foi aberta como desdobramento do caso Master e envolve diretamente Flávio Bolsonaro.

Nessa outra frente, mensagens reveladas nas investigações mostraram que Flávio pediu R$ 130 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Desse valor, R$ 61 milhões teriam sido pagos. A orientação interna é reconhecer que o candidato participou das tratativas com Vorcaro, mas insistir que a operação desta quinta-feira não investiga sua atuação na busca por recursos privados.

Auxiliares do senador também fazem uma leitura política da ação. Integrantes da campanha associam o momento da operação à alta de Flávio nas pesquisas e afirmam ver tentativa de interferência no processo eleitoral. Não há, porém, evidências de que a ofensiva da PF tenha sido motivada pelo desempenho do candidato.

Aliados comparam a investigação sobre as emendas ao inquérito das fake news, aberto no STF em 2019, e argumentam que uma apuração longa sob relatoria de um ministro da Corte pode manter adversários políticos sob pressão. Também há questionamentos no entorno de Flávio sobre o fato de o caso estar com Dino e sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal.

Na quarta-feira, Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo de diretor-geral da PF, após ele ter sido afastado por decisão de André Mendonça. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu decisões conflitantes e manteve Andrei no posto enquanto analisa o caso.

A preocupação com Dark Horse se soma à cautela que já existia na campanha sobre os desdobramentos do caso Master. Nesta semana, Mendonça homologou a delação do operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele confirmou à Procuradoria-Geral da República ter feito sete transferências, no total de US$ 12,3 milhões, para o fundo Havengate a pedido de Vorcaro. O fundo foi usado no financiamento do filme.

Mesmo com o temor de novos elementos das investigações, aliados de Flávio vinham avaliando que a crise no Supremo gerava mais dividendos eleitorais para o candidato do que para Lula. A operação da PF, agora, recoloca o financiamento de Dark Horse no centro da disputa e obriga a campanha a tentar preservar essa vantagem política enquanto busca conter o impacto de um caso que liga o presidenciável ao escândalo do Banco Master.

•        “A casa tá caindo para o clã Bolsonaro”, diz Lindbergh sobre operação da PF no caso Dark Horse

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira (10) que “a casa tá caindo para o clã Bolsonaro” ao comentar a operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos envolvendo entidades e empresas relacionadas à produção de Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação ocorre após a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Make Up, com o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment. A investigação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Não foram expedidos mandados de prisão.

“A CASA TÁ CAINDO PARA O CLÃ BOLSONARO! A Polícia Federal faz operação contra o esquema milionário envolvendo o filme Dark Horse, financiado com dinheiro de Vorcaro para Flávio e Eduardo Bolsonaro. São 49 mandados de busca e apreensão. Agora é chegar em todos os envolvidos! PF NELES!”, escreveu Lindbergh no X, antigo Twitter.

<><> Operação investiga suspeita de desvio de emendas

A ofensiva desta quinta-feira tem como foco suspeitas de irregularidades envolvendo recursos provenientes de emendas parlamentares. Segundo a investigação, agentes públicos e privados teriam direcionado dinheiro repassado a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

Auditoria da CGU identificou suspeitas relacionadas a uma emenda de R$ 2 milhões destinada pelo deputado Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama. Os investigadores apuram se parte dos recursos públicos acabou desviada no contexto das atividades ligadas à produtora responsável por Dark Horse.

A PF informou que foram identificadas movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado. As suspeitas abrangem crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos relacionados a licitações.

A operação desta quinta-feira, porém, não se confunde com outra frente investigativa relacionada ao financiamento de Dark Horse e aos repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

<><> Vorcaro e os milhões enviados para o exterior

O senador Flávio Bolsonaro, o ex- deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias já passaram a ser investigados pela PF por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas à estrutura financeira utilizada para financiar a produção cinematográfica.

Um dos principais pontos da apuração envolve o fundo Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. O fundo recebeu recursos enviados por empresas ligadas a Daniel Vorcaro e é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.

Novos elementos surgiram com a colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Segundo reportagem publicada pelo Brasil 247, o delator afirmou que sete transferências realizadas a mando de Vorcaro para o Havengate somaram US$ 12,333 milhões entre janeiro e setembro de 2025.

Pela cotação de setembro daquele ano, o montante correspondia a aproximadamente R$ 62,8 milhões.

O relato também colocou sob questionamento uma versão apresentada por Flávio Bolsonaro. O senador havia afirmado que os pagamentos de Vorcaro destinados ao projeto tinham sido interrompidos em maio de 2025. Documentos e a delação, entretanto, apontam uma transferência de US$ 1,666 milhão em setembro daquele ano. A operação ocorreu poucos dias depois de Flávio Bolsonaro cobrar do banqueiro parcelas que estariam atrasadas.

<><> Lindbergh já cobrava abertura da “caixa preta”

A reação desta quinta-feira dá continuidade à ofensiva que Lindbergh vinha fazendo sobre o caso. Na quarta-feira (9), o deputado defendeu publicamente a quebra do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master e a abertura do que chamou de “caixa preta” de Dark Horse.

“Que se derrube o sigilo de todo o caso Master e abra a caixa preta do filme Dark Horse e do envolvimento do Flávio Bolsonaro com Vorcaro. Não dá pra ter parcialidade! Tudo precisa ser investigado, doa a quem doer. Não dá pra usar a Justiça para proteger os amigos e tentar interferir nas eleições. Estamos contigo, presidente!”, declarou Lindbergh.

Dias antes, o parlamentar também havia cobrado o avanço das investigações envolvendo Antonio Carlos Freixo Júnior e os recursos remetidos para o fundo nos Estados Unidos.

“Ministro André Mendonça, você tem um dever com o Brasil de fazer essas investigações andarem”, afirmou Lindbergh no último sábado (5).

<><> Duas frentes envolvendo Dark Horse

As investigações sobre Dark Horse avançam atualmente em frentes distintas no STF.

A apuração sob responsabilidade de Flávio Dino, que deu origem à operação desta quinta-feira, concentra-se no possível uso irregular de emendas parlamentares e recursos públicos destinados a entidades relacionadas à produtora do longa.

Outra investigação, sob relatoria de André Mendonça, examina a origem e o percurso dos recursos enviados por Vorcaro ao exterior e sua relação com o financiamento do filme.

Nesse segundo eixo, investigadores buscam esclarecer se todo o dinheiro remetido ao Havengate foi efetivamente utilizado na produção de Dark Horse ou se houve outras destinações para parte dos valores.

 

Fonte: ICL Notícias/Brasil 247

 

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